Capítulo II – O pudim

Capítulo II – O pudim.

- O que está fazendo? – Indagou uma figura loira de olhos azuis que acabara de acordar, indo para o banheiro avistou Sciezska aprontando algo.

- Bom dia Winry-chan. Estou fazendo pudim de leite. – Respondeu. – Edward-san aparenta gostar de pudim, mas não de leite. Será que ele comeria pudim de leite?

- Tendo leite ele já não come, bebe, toma e afins. Conhecemos-nos desde crianças e ele nunca digeriu leite, nem sei se já tomou o materno. – Comentou Winry, que se dirigiu ao banheiro.

- E se eu disser que não é de leite? – Se perguntou Sciezska, fazendo um sorriso maligno.

- Bom dia Sciezska-san! – Dizia alegremente Alphonse, com o cabelo bagunçado. Podia se dizer que aparentemente, na opinião do mesmo, era feio, mas era feliz!

- Bom dia Alphonse-kun. – Respondeu simpática.

- Sciezska-san, o que está fazendo? – Não demorou muito para o garoto indagar.

- Pudim de leite, estou querendo fazer com que Edward encare seus medos.

- Mas não é medo, é ódio a ponto de querer matar todas as pobres vaquinhas do mundo. – Respondeu.

- Entendo.

A garota continuou a fazer o pudim, ficou pronto perto da hora de todos acordarem. (Elysia e Edward, que só dormem...).

Edward acordara, foi ao banheiro e tomou um rápido banho, vestindo as roupas casuais de sempre. Afinal, ele iria faltar, pois não gostava da semana dos preparativos do Festival Cultural, já apresentou seu trabalho e só isto bastara.

- Bom dia. – Disse usando poucas palavras.

- Bom dia. – Responderam todos em coro.

- "Intenções assassinas?"– Pensara Edward, olhando diretamente para um pequeno prato logo a sua frente e no prato estavam saindo uma misteriosa aura.

- Edward-sama, você gosta de pudim, certo? – Perguntou Sciezska.

- Hai.

- Eu fiz um pudim de coco, gostaria de provar?

- "E-ela... vai conseguir?" – Pensou Winry e Alphonse.

- Não, obrigado. Não gostei muito da aura do pudim, e isto cheira a leite.

- "É... ela não conseguiu..." – Pensou Winry e Alphonse novamente.

- Bom dia! – Disse a sorridente Elysia, que acabara de acordar e já estava vestida para ir à Universidade.

- Mas já está pronta?! – Todos indagaram em coro, pois ela demora quase uma hora para se arrumar.

- Ela decidiu não usar os poucos quilos de maquiagem! – Disse Sciezska, admirada.

- O que está insinuando? – Perguntou Elysia, estressada. – Eu apenas tenho que ir para a universidade falar com o nosso professor de Letras.

- E ainda por cima perguntar matéria pro professor? Realmente, seqüestraram a verdadeira Elysia. – Comentou Sciezska pensativa enquanto segurava um pãozinho.

- Não enche. – Retrucou.

- Pode até ser meio besta, pois convivemos juntos desde o começo do ano e nem perguntei, mas, que curso vocês fazem? – Indagou Winry, que pegara o prato de pudim.

- Eu faço Direito. – Respondeu Sciezska. – Segundo ano.

- Segundo ano de Engenharia Química. –Respondeu Edward.

- Primeiro ano de Educação Física. – Respondeu simpaticamente Alphonse.

- Primeiro ano de Letras. – Respondeu a jovem Elysia.

- Eu faço Engenharia Mecânica, segundo ano já. Então, Alphonse e Elysia devem ser calouros, não? – Comentou a jovem Rockbell, com um sorriso malicioso no rosto.

- Ah, nem me lembre! Aquelas garotas idiotas da Universidade tentaram novamente me fazerem de boba! – Disse Elysia, com uma face demoníaca.

- Fiz até uma lista sobre o que tentaram fazer com ela. – Comentou Alphonse, que estava tomando um copo de achocolatado.

- Não ouse... – Exclamou Elysia entre os dentes.

- Por quê? Estamos entre amigos. – Retrucou, cortando um pão.

- Sei... – Comentou, olhando para os sorrisos malvados dos colegas ao redor. – Que medo...

- Ta, conta logo e esquece a Elysia, vamos viver o agora. – Disse Sciezska.

- Fala isso porque não é com você, sua maligna. – Choramingou.

Al tirou um pequeno caderninho de anotações e abriu na primeira página, aparentemente parecia que eram dez folhas das coisas que fizeram com ela.

- Vou dizer:

Primeiro dia na Universidade Hikari:

Jogaram vôlei com Sr. Onofre.

- Quem é Sr. Onofre? – Indagou Edward.

- O hamster dela. Ele fica dentro de uma bolinha com furinhos para ele respirar, ela acha que é mais seguro para ele, vai que alguém pisa no Sr. Onofre, não é? – Respondeu Alphonse.

- Continue. – Disseram todos.

Segundo dia na Universidade Hikari:

Trancaram-na dentro da sala aonde se guardava as bolas, rede e afins do ginásio de Educação Física.

- Se ela faz faculdade de Letras, por que ela estava no ginásio de Educação Física? – Indagou Winry.

- Disseram que tinha um garoto lá dentro querendo conversar com ela. Sorte que eu estava lá e tirei-a de lá. – Respondeu.

- Um garoto, não? – Elysia e Alphonse coraram até o ultimo fio de cabelo, ao notarem os olhares dos amigos.

- C-continue, Al. – Suplicou Elysia, gaguejando.

Terceiro dia na Universidade Hikari:

Colocaram pó-de-mico no casaco de Elysia.

- Coitada, por isso que naquele dia você estava se coçando toda. Você deu a desculpa de que quando você brincou com o cachorro de Russel, você ficou com pulgas. Decadente. – Lembrou Edward, que se esquivava de qualquer jeito das tentativas de Sciezska colocar pudim de leite na boca do mesmo. Sciezska murmurava um: "Por favor, ninguém quis comer, coma um pouco." e ele respondia "Que droga, virei cobaia agora?! Dê para Comodoro, ele é um felino que gosta de leite.".

Quarto dia na Universidade:

Deram caril magma para ela, Elysia ficou com hemorróidas até o fim da semana.

Todos começaram a rir, a pobre Elysia quase chorou ao lembrar dos tortuosos dias ao lembrar desse dia.

- Gomenasai Elysia, só que... – Sciezska começou a rir. – Nem mesmo eu, no ano passado, passei por essa coisa tão engraçada. Não sabia que se você comesse algo muito temperado, ficaria com hemorróidas. Não irei esquecer disso, irei maneirar nos temperos de nossas refeições por você.

- Não precisa... – Murmurou Elysia com vergonha.

- Vou continuar, posso? – Perguntou Al.

- Continue, por favor. – Disseram todos.

Quinto dia na Universidade Hikari:

Trancaram-na em um armário, sabendo que ela tem claustrofobia.

- Isso já foi sacanagem. – Disse Edward. – Essas garotas gostam de pisar nos mais fracos. – Edward quase foi obrigado a comer o pudim de leite pelo olhar de Elysia.

- O que está insinuando? – Elysia olhou mortalmente.

- N-nada. Continue lendo, Al. – Murmurou Edward.

Sexto dia na Universidade Hikari:

Pegaram uma foto de Elysia quando era bebê e distribuíram pela Universidade inteira.

- AH EU LEMBRO! Ela era tão bonitinha... – Comentou a jovem Rockbell, tirando uma foto dela do bolso.

- Está insinuando o que eu não sou bonita, Winry-chan? – Olhou mortalmente para Winry.

- Ahn? O quê? He-he. – Respondeu, fazendo uma risada sem graça.

- Bom, vou indo. Vamos Alphonse? – Indagou, indo para o banheiro escovar os dentes e pegar alguns complementos para a matéria, no tom que ela perguntara, foi o mesmo se dissesse: "Venha para o seu próprio bem, entendeu?" e na mesma hora, Alphonse se levantou e foi rapidamente se arrumar e escovar os dentes.

- Suspeito. – Cochicharam Winry, Sciezska e Edward em coro.

Edward não foi à aula, mas Winry e Sciezska sim. Como Sciezska estava devendo um favor a Edward, a mesma justificou a falta de Edward na reitoria. A desculpa foi de que ele tomou leite acidentalmente e foi parar no posto de saúde.

No intervalo, Winry, Sciezska, Alphonse e Elysia se encontraram no pátio. O grupo queria fazer algo para o Festival Cultural. Era uma semana de festivais. A princípio o grupo pensara em fazer barraquinhas ou pequenos clubes, como; Clube do Chá, Aulas básicas de Kendô e outros.

- Mas que droga! O que vamos fazer? Vários conhecidos nossos já tem idéias. – Resmungou Elysia.

- Calma Elysia, que tal fazermos teatro? – Indagou Alphonse para acalmar a amiga.

- Bem... Eu estava pensando em fazer as barraquinhas. – Disse Sciezska em um tom de riso.

- Acho que seria um tanto trabalhoso realizar ambas as coisas. – Disse Winry, pensativa.

- Eu posso ver se consigo ajuda ao Clube de Literatura. – Comentou Sciezska com um sorriso simpático.

- Eu vejo com os membros do Kendô. Aposto que eles irão ajudar. – Disse alegremente o Elric mais novo.

- Ah que bom! – Elysia suspirou aliviada. – Acho que não vou conseguir a ajuda de ninguém, ninguém me nota muito e não dão a mínima para mim no clube de esgrima.

- Entra para o de culinária e os obrigue a participar, ameaçando fazer um cozido. – Gozou Sciezska, logo em seguida levando um cascudo da amiga.

- Podíamos pedir a ajuda da Mei-chan. Dizem que ela trabalha por dez. – Disse Alphonse, dando uma brilhante idéia.

- Pena que a altura dela equivale à metade da força de vontade. – Comentou Elysia.

- Ela se alimenta muito bem, mas não consegue crescer. Admira-me muito ter alguém menor que o Edward-chibi-kun. – Disse Winry, rindo da cara do amigo.

- Não fale assim do Ed. Ele não é muito alto, mas, é muito inteligente. – Defendeu Alphonse.

- Um CDF. – Retrucou Winry.

- Isso tenho que concordar. – Interveio Sciezska.

- Mei-chan está perto do chafariz junto com a pequena panda dela. Vou falar com ela, já volto. – Disse Alphonse, indo em direção a garota, que estava lendo um livro sobre medicina.

- Yo, Alphonse-kun. – Cumprimentou alegremente, com sua face um pouco corada.

- Oi, Mei-chan. Posso te pedir uma ajuda? – Perguntou o garoto, logo em seguida sentando ao lado da baixinha.

- C-claro... – Respondeu gaguejando.

- Bem, eu, a Elysia e a Winry, estamos querendo montar duas coisas no Festival Cultural. Teatro e algumas barraquinhas. Só que precisamos de alguém que nos ajude a organizar tudo. E você, uma garota exemplar e disciplinada, com certeza consegue fazer isso em pouco tempo. Você gostaria de nos ajudar? – Indagou o garoto com um sorriso.

- Olha... Eu estou um pouco ocupada, mas... Posso ajudar com toda a certeza. – Respondeu com um dos melhores sorrisos.

Mei poderia não ser atraente, mas era muito inteligente e simpática, estava no primeiro ano de Medicina Cirúrgica e é descendente de chineses. Conhecia Alphonse desde o primário, pois como ele, não tinha uma família verdadeira e por isso se sentia uma sensação confortável quando conversava com o garoto. Tinha longos cabelos negros e olhos de mesma cor. Prendia os cabelos em dois coques, com várias tranças soltas; tinha uma mascote, uma panda que não podia crescer por ter uma doença, o nome da mascote é Xao Mei.

- Muito obrigado! – Murmurou Alphonse alegremente. – Por favor, venha conosco.

- H-hai... – Murmurou escondendo a face corada e indo atrás de Alphonse.

Chegaram à mesa onde as garotas estavam. Mei sentiu um clima entre Elysia e Alphonse, detestara aquilo, então começou a tratar Elysia de forma fria. Afinal, por que ela "roubara" Alphonse dela?! Ele era mais que um amigo para ela, um irmão, ou até mais que isso.

- Yo. – Cumprimentou as garotas timidamente, não era acostumada a conversar com muitas pessoas, conversava com seus colegas abertamente, mas nunca conversou com um grupo de 'estranhos', ou melhor 'estranhas'.

- Yo, Mei-chan. – Cumprimentou sorrindo. – Sou Winry Rockbell. Mas pode me chamar de Win. Aquela de óculos é Sciezska e aquela outra loira conversando com Alphonse é a Elysia.

Mei notara como Alphonse e Elysia se davam bem. "Será que eu posso dizer que os dois se gostam?" Foi isso o que Mei pensou.

Fim do segundo capítulo