" Aqui ao luar, ao pé de ti, ao pé do mar,

Só o sonho fica, só ele pode ficar."

(by Xutos e Pontapés)

Capítulo 1 - Forsaken

- Mãe! Pai? – ela vagueava pelos corredores do coliseu entre a multidão que saía da sala de espectáculo. Tinha-se perdido dos pais. Estava sozinha, pensou num acesso de pânico.

Chegou à entrada principal onde as pessoas tentavam em vão conseguir bilhetes para a próxima encenação, mas ao que constava os membros daquele corpo de bailado actuavam de um modo quase exclusivo quando visitavam novas cidades. A rapariga, porém, também tinha ficado deslumbrada com tamanha actuação, era como um feitiço. Sentira-se atraída pela história, pelos movimentos, por toda a sua beleza.

Junto daquela que tentava acalmar os ânimos de uma multidão em fúria, pela escassez de ingressos, estava um homem vestido de negro. Postura elegante, cabelo escuro e comprido, caindo subtilmente pelos ombros. Olhos de um azul violeta perturbador, e o sorriso, esse, era incrivelmente sedutor.

Permaneceu perto do estranho casal, convicta de que o primeiro lugar onde os pais a procurariam seria ali, na entrada do coliseu. Porém com o passar do tempo, as certezas abandonaram, e encontrou-se esquecida, sentada na escadaria do teatro.

Naquela altura do ano, em Barcelona assim como nas principais cidades europeias, a noite era propícia a todas as formas de arte, principalmente àquela chamada de popular. À dos anónimos, aos que nunca seriam reconhecidos, aos loucos.

Dizem-se romenos, outros chamam-nos de ciganos, mas há quem acredite que era com eles que os vampiros viajaram. E que se fixavam nas cidades onde as luzes iluminavam a escuridão de uma noite eterna.

Mas nunca ninguém chegara perto da verdade, pensava James enquanto cruzada tranquilamente a grande avenida, onde actuavam malabaristas e se assistia a danças exuberantes e coloridas. Junto àquela reticente plateia, ele a cheirou, a pequena ruiva cujos pais a tinham temporariamente esquecido.

- Gostas? – perguntou, enquanto se movia para o seu lado.

A rapariga nada lhe disse. Deixou-se deslumbrar pelo rosto perfeito do seu interceptor, pela pose tão severa como do homem da entrada. Tal como ele, este também se vestia de negro e o seu sorriso era de um predador.

Uma onde de medo tomou conta dela, o vampiro sentiu-a. Era algo fortalecedor, o pavor da presa, quando contra todos os seus desejos, esta não conseguia evitar se sentir atraída por ele.

- Estás sozinha? – perguntou mais uma vez.

- Perdi-me dos meus pais – disse ela cabisbaixa. – Devem estar quase a chegar.

- Se quiseres posso te ajudar a encontrá-los… - acedeu à sua mente, em busca de um nome. – …Lily.

Lily piscou ao ouvir seu nome.

- Como sabe…?

- Oh, eu sei muitas coisas – murmurou em seu ouvido.

Paralisou ao sentir o calor dos seus lábios junto ao seu cabelo, e em desespero afastou-se correndo rua abaixo, desviando de todo e qualquer transeunte que pretendia a sua atenção.

Contornou uma praça, e escapou-se por uma rua secundária ao lado da Catedral de La Santa Cruz. Encostou-se na parede rugosa de um edifício, tentando controlar a respiração acelerada.

- Pobre criança, não te podes esconder de mim – a sua voz ecoou em sua mente, enquanto o seu corpo se materializava-se na sua frente provocando uma ténue camada de pó escuro pela calçada.

- Quem é você? – perguntou, ao mesmo tempo que tentava recuar. Sentindo de imediato a humidade da parede contra a pele dos seus braços alvos.

James aproximou-se.

- Sou apenas uma criatura que precisa de sobreviver, e tu és alguém que cheira demasiado bem.

E ela acreditou em cada uma das suas palavras. Assim como soube que morreria, quando os olhos dele mudaram de cor, e os seus dentes tornaram-se mais brilhantes. Foi incapaz de se mover enquanto ele a envolvia e pousava o rosto ao encontro do seu pescoço.

Estava completamente fascinada, enfeitiçada pelas suas palavras, pelo seu aroma, pela sua presença.

- Representas algo que eu não acredito – disse Lily.

E então, os seus dentes afiados romperam a sua pele, uma dor aguda e insuportável tomou conta dela. A vida abandonava-a enquanto ele se alimentava, feroz e incorruptível. Separou-se, e o corpo da rapariga desfaleceu nos seus braços.

A James só algo era certo, iria se arrepender daquele acto por toda a eternidade.


:O e agora?

O que vai acontecer? Hum…

Bem, o próximo capítulo só deve chegar depois do fim de semana, pois sábado há concerto dos 30 Seconds to Mars, e vou ter de decorar músicas até lá D

Vamos rezar para que seja desta que eu consiga uma fotografia com o Jared Leto. baba

Beijuhss e Muitos morceguinhos para todos! xD

Respondendo às reviews:

Nana Evans Potter – Obrigada pelo apoio xD Espero que gostes deste capítulo… isto de escrever fics é mais complicado do que pensava. Lol. Beijinhos

Mlle Gabi – Cá está ele! P Eu não sou muito má, por vezes só um pouco ocupada e sem criatividade, principalmente quando se aproxima um conceto… ahah. bjuhs e obriagada

Thaty – Bem, acho que já tenho ideia de como vão ser os próximos capítulos, este foi só o inicial portanto talvez não esteja bem como eu gostaria… mas tenho fé! Looool. Beijuhs e obrigada por leres :)

Mandik Pucca – Oh sim, eu amo vampiros, todas as histórias, todos os filmes, todos os jogos. É um bocadinho doentio… P Provavelmente irás gostar do próximo capítulo pois mostrará o lado mais "humano" de james e sirius. Bjuhhh