Nota da Autora: Muuuito obrigada pelas reviews!


Parte II
Pouvoir

Ela continuou o fitando, sem dizer nenhuma palavra. Sabia o que Loki queria dizer com aquilo. E mesmo que tivesse conhecimento do ódio que o trapaceiro sentia por ela, em nenhum momento acreditou que Loki deixaria aquela noite passar sem que fizesse dela um animal acuado.

- Por que você voltou?

A pergunta veio sem que ela conseguisse se conter. Preferia que ele tivesse morrido, deixado aquele planeta e aquele universo para sempre. Se aquilo tivesse acontecido, Sif não estaria casada. E não precisaria aturá-lo em momento nenhum.

Loki a largou, pousando as mãos ao lado do corpo. Um sorriso estranho percorreu seu rosto. Sif não sabia de nada. Ele poderia jurar que aquela decisão fora uma decisão conjunta de Thor e Odin. Não falar nada a ninguém. Absolutamente nada. Ele começou a andar pelo quarto.

- Não foi por vontade própria.

A mulher acompanhou o homem com seus olhos azuis, atenta a qualquer movimento dele.

- Onde esteve esse tempo todo?

Loki parou de costas, fitando diretamente as chamas da lareira.

- Em vários lugares. Entre eles, Midgard.

Sif não ficou muito surpresa com aquilo. Sobre Loki ter feito uma carnificina em Midgard, todos sabiam. Os asgardianos só não sabiam detalhes da história. Detalhes esses que Sif não fazia questão de saber. O odiaria ainda mais, se fosse possível.

- Por que abandonou Asgard?

Aquela pergunta fez com que Loki virasse rapidamente em direção a ela. Sif conseguiu discernir a fúria em seus olhos azuis, e não gostou nem um pouco de ver tal sentimento sobressalente nele. Ele começou a dar passos silenciosos e lentos em direção a ela.

- Foi isso que contaram? Que eu abandonei essa terra?

O maxilar dele travou e Sif podia imaginar a raiva que ele estava reprimindo. Algo naquela conversa não estava se encaixando. Ela correu os olhos por ele para tentar se desviar da fúria que ele passava com os dele. Estava vestindo uma roupa totalmente negra, apenas uma faixa verde escura adornava a blusa. O tecido era o mesmo das roupas que Loki geralmente usava. Era um homem bonito, Sif teve que admitir. Muito bonito.

- Eu caí.

A resposta dele fez com que ela saísse de sua linha louca de pensamentos, olhando-o dessa vez nos olhos. Ela levou um pequeno susto ao perceber que Loki estava a centímetros dela. Não havia percebido sua aproximação.

- Co-como?

Gaguejou. Aquela informação a pegara de surpresa. O sorriso que Loki deu foi um sorriso de triunfo. Um sorriso ruim.

- Eu caí. Eu rodei por esse universo por tempo indeterminado. Tudo isso porque o seu rei não apoiou o suposto filho nem mesmo quando ele estava à beira da morte.

Sif começou a processar as palavras do Deus da Trapaça. Não sabia que ele havia caído. Odin contara uma história diferente. Os asgardianos viram a Ponte do Arco-Íris quebrada e fizeram perguntas. Ela sabia que tinha acontecido uma luta entre os irmãos, mas não poderiam imaginar que o motivo de Loki ter caído fora uma discussão entre pai e filho. Suposto filho?

- Suposto filho?

Ela fez a pergunta em voz alta. Dessa vez ele desviou os olhos azuis, focando-os no céu que estava impregnado de estrelas e astros. Os olhos dele ficavam mais escuros pela noite. E ainda mais perigosos.

- Odin também não contou sobre mim. Contou?

Voltou a fitá-la. Sif não conseguia entender o que Loki estava perguntando. Meneou a cabeça e franziu o cenho, tentando demonstrar sua dúvida.

- Sobre você?

De repente o quarto foi preenchido por um frio estranho. Um frio medonho. Sif olhou em volta. As chamas da lareira ainda crepitavam, mas aquilo não parecia ser o suficiente para deixar o quarto aquecido. Ela o fitou, e quando o fez, quase gritou.

O rosto dele já não era mais no tom branco que ela conhecera. Estava em um tom azul. A pele estava coberta de linhas mais profundas. Os olhos sempre azuis gelados já não existiam. A cor vermelha era predominante naquele lugar. Cor de sangue. Cor de perigo.

- Jotun?

Sif demorou a dizer a palavra. Como se aquele palavra fosse uma maldição. Loki percebeu isso.

- Sou o monstro que as crianças asgardianas temem pela noite. Sou da raça que tentamos exterminar. Sou filho de Laufey, rei dos Gigantes de Gelo. Não filho de Odin.

Quando ele falava, uma nuvem de vapor saía de sua boca. Sif ficou estática, olhando-o com atenção. Seu coração se acelerou ao ver no que Loki havia se transformado, e ela se sentiu tonta quando as revelações foram ditas em voz alta. Recuou um pouco, tentando sair de perto dele com aquele gesto. Fechou os olhos, pousando a mão no peito.

- Por que me teme, Lady Sif? Eu não vou fazer nenhum mal a você. Não mais do que eu planejei fazer.

As palavras dele eram feitiçaria. Sif conseguiu sentir o medo começar a prevalecer em seu corpo. Abriu os olhos, percebendo que Loki já havia coberto a distância entre os dois novamente. O rosto voltara ao tom habitual branco. Os olhos já eram os azuis que ela estava acostumada. Mas ele era Loki. Ele ergueu o braço.

- Não me toque.

- Não precisa ter medo de mim. Mais medo, quero dizer.

Ela recuou o braço quando ele tentou tocá-la. Sentiu a cama bater na parte de trás de suas pernas. Estava acuada, como previra que ficaria ao estar a sós com ele. Mas não queria aquilo. Ela era uma guerreira de Asgard, e não temeria um trapaceiro. Ergueu-se, deixando a postura reta, fitando-o diretamente nos olhos.

- Não me toque. A maldade em você é algo genético. Sempre foi.

Aquilo poderia ser considerado um insulto. Aquilo poderia ferir qualquer pessoa. Mas ele não se sentiu ofendido, apenas sorriu ao ouvi-la, como se estivesse se divertindo com a demonstração de opinião dela.

- Interessante. Diga-me mais sobre mim.

- Eu te odeio.

- Ora, Lady Sif. Isso eu já sei. Diga algo inédito.

- Saia de perto de mim.

Ele fez o contrário, aproximando-se cautelosamente e ficando a centímetros dela. Plantou uma mão no colo dela, empurrando-a em direção à cama grande. Sif sentiu-se desprotegida quando ele subiu no colchão, os braços apoiados em cada lado do corpo dela. Ele se aproximou novamente dela, os rostos quase colados.

- Diga-me que me deseja e sempre me desejou. Algo que eu espero sair dessa boca mal criada por anos.

Sif não teve tempo de gritar, xingar nem mesmo falar, logo a boca de Loki já estava cobrindo a sua, os lábios finos pressionando os lábios carnudos, o corpo dela ficou tenso. Não pela repulsa que achou que sentiria caso isso acontecesse, mas pelo modo como seu corpo estava reagindo ao toque dele.

Cada músculo parecia estar em combustão. O coração se acelerou, os lábios se separaram para receber a língua de prata dele. Loki deitou-se, pressionando o corpo feminino com o dele. Estava excitado. Sif conseguia sentir isso. Abriu as pernas para que o trapaceiro se encaixasse melhor, os núcleos em fogo sendo separados apenas pela seda do vestido dela e o couro da calça dele. Sif continuava com aquela loucura, temendo que quando acabasse, o pensamento que ela reprimia por anos viesse à tona.

Ela o desejava. Não o desejo que uma mulher sentia por um homem que amava ou era apaixonada. Mas o desejo que uma mulher sentia por um homem extremamente belo e único. Único porque ele conseguia ser bom a hora que quisesse, e fazer mal a qualquer um quando sentisse vontade. Único porque a desafiava em cada momento do dia, provocando-a em todos os sentidos e deixando-a possessa de raiva. Único porque criava dentro dela um desejo fora do normal, fazendo com que Sif esquecesse até os seus princípios. Era um desejo proibido.

Afinal, ele era ruim. Ele não servia para ela. Ele era tudo o que Sif abominava e sentia repulsa. E aquela repulsa causava uma atração enorme e perigosa.

Ele se separou dela, as respirações descompassadas batendo nos rostos. O membro rígido dele friccionava o núcleo dela, deixando-a excitada. Um sorriso maldoso percorreu o rosto dele quando ele a fitou, os olhos azuis jogando na cara dela que ela era fraca.

- Por que esperar tanto tempo para demonstrar um desejo que sente por anos?

A resposta foi imediata. Resposta física. Sif fechou sua mão em punho e desferiu um golpe diretamente no rosto de Loki. O Deus da Trapaça soltou um grito de dor, e ela aproveitou-se disso para sair de onde estava, levantando-se e correndo para a porta. Queria sair dali. Nunca consumariam o casamento, mesmo que ser filho de Odin significasse ter herdeiros por exigência primária. Nunca teria um filho do filho de Laufey. De um monstro.

Ao colocar a mão na porta, a pele queimou, como se Sif tivesse encostado em ferro quente. Ela gritou, sua visão ficando embaçada quando os olhos foram preenchidos com lágrimas que começaram a cair insistentemente. Dor.

Uma risada chegou aos ouvidos dela e ela se virou. Ele estava ao lado dela. Ela teria que se acostumar com a rapidez e o modo silencioso que Loki se locomovia. O homem pegou a mão de Sif, o toque frio dele fazendo a dor passar rapidamente. Ela percebeu que a pele dele estava azul naquela parte do corpo, mas tornou a ficar em um tom de pele normal quando ele deixou a mão dela cair.

Ele se aproximou dela, os lábios beijando as lágrimas que teimavam em escorrer pelo rosto belo. Sif travou o maxilar, tentando controlar a vontade de dar seu segundo soco pela noite. Loki sugou uma lágrima que se alojara no meio dos lábios dela, olhando-a com atenção logo depois.

- Achou mesmo que conseguiria fugir de mim?

E o segundo soco veio, sendo seguido por um urro de raiva dele. Sif caminhou para perto da varanda, mas sentiu seu braço ser pego pela mão forte dele. Ele a jogou na cama com violência, tentando contê-la. Mas a mulher estava determinada a machucá-lo. As pernas longas dela o chutavam em cada lugar do corpo que ela conseguia alcançar. Loki estava começando a perder a paciência.

- VOCÊ QUER FICAR QUIETA?

- Me solta, seu trapaceiro!

- Mas que mulher maldita!

Ele parecia se divertir, e aquilo deixava Sif ainda mais furiosa. Tentou dar um tapa no rosto dele, mas a mão dele a conteve no mesmo segundo. Ele a olhou com atenção.

- Péssima ideia.

Ele estalou os dedos da mão livre, e Sif sentiu cordas sendo conjuradas e envolvendo seus pulsos, onde ela foi presa com força. Os braços estavam abertos. Ela tentou chutá-lo novamente, mas logo outras cordas envolveram seus tornozelos, imobilizando-a naquele lugar. Sif ficou paralisada novamente.

- Bem melhor... onde estávamos?

Loki colocou um dedo longo no queixo, fingindo pensar com cuidado. Ela apenas o observou se distanciar. Ele ficou em pé em frente à cama. Seu corpo parecia tremer um pouco, e quando Sif piscou, havia dois Loki's no quarto.

- Não...

Ela começou a dizer, mas conteve-se de medo quando um Loki se aproximou dela, subindo na cama. A mão dele começou a deslizar pela barriga dela, sentindo a seda do vestido prateado, subiu um pouco, fazendo os mamilos ficarem rijos. Ele acariciou aquele lugar e Sif fechou os olhos.

- Por favor... pare. Isso não.

O Loki que estava a tocando sorriu. Suas mãos desceram vagarosamente pelo corpo dela, sentindo todas as curvas que a mulher possuía. Ele chegou ao final do vestido levantando-o com delicadeza. Aquela delicadeza estava fazendo um efeito contrário no corpo dela. Sif preferia que ele arrancasse o vestido dela e a possuísse ali mesmo, com violência. Demonstrando o monstro que ele poderia ser.

Mas não, ele a tocava como se ela fosse de cristal. E aquilo estava a excitando rapidamente e de uma maneira perigosa.

O outro Loki observava tudo de longe, um sorriso doentio percorrendo o seu rosto. Ele estalou os dedos e Sif sentiu o vestido sumir de seu corpo. Odiava mágica. Nunca gostara. Principalmente quando a mágica vinha dele. O Loki que estava em frente a ela sorriu também, os dedos começando a massageá-la.

Sif fechou os olhos e tombou a cabeça.

O seu maldito e traiçoeiro corpo correspondia a cada toque daquele homem. Estava ficando excitada, e se ele não parasse com aquilo, ela teria que implorar para ser possuída. Mas ele parou. As mãos longas foram em direção à roupa íntima que ela usava. Uma lingerie prateada e rendada, tão bela quanto a mulher que a vestia. A boca de Loki encheu-se de água, e ele deslizou a peça íntima pelo corpo dela, deixando-a completamente nua de frente para ele.

- Tão bela...

Ele disse, antes de começar a distribuir beijos por toda a pele das coxas, fazendo o centro dela formigar. Sif conteve um gemido quando ele afastou as pernas dela. E gritou quando a língua dele a encontrou.

O Loki que observava sorria com diversão. Sif olhava para ele, tentando ignorar os movimentos da língua que o outro fazia em seu centro. Ele sugou a sua parte mais sensível, e ela gemeu levemente com isso.

- Qual... qual dos dois é você?

Ela perguntou, os olhos azuis fitando o homem que a sorvia, consumindo-a aos poucos. E o outro que estava em pé, e começava a se despir em frente a ela.

- Sou os dois.

Ela não conseguia acreditar muito nisso. Seu corpo estava trêmulo quando ela sentia o orgasmo se aproximar, mas no momento em que se arqueava em direção à boca do homem, ele parou, olhando para ela com um prazer cravado nas orbes azuis. Sorriu antes de sumir, deixando apenas um rastro gélido entre as pernas dela.

O Loki nu se aproximou, subindo no colchão e se postando em frente a ela, no mesmo lugar em que o outro Loki estava. Sua mão foi em direção ao núcleo dela, invadindo-a com um dedo.

- Ah... sabia que não demoraria a estar pronta para mim.

Ela tentou sair do aperto das correntes, mas não conseguiu nem ao menos se mexer. Ele sorriu, aproximando-se mais e direcionando o membro para a entrada dela. Lentamente e cruelmente, ele a penetrou. E Sif demorou a crer que o membro pulsante dentro de si pertencia a Loki.

Ficaram parados por alguns segundos, ela tombando a cabeça no travesseiro negro. Derrotada. O queria, de todas as maneiras. Já não pensava mais em como era sujo esse desejo que sentia por ele. Queria apenas saciar tal desejo. Desejo reprimido por anos.

Ele começou a se mexer lentamente, penetrando-a para que ela sentisse cada centímetro dele sair e entrar. Como ele a desejava. Os olhos azuis dela o excitavam, a boca carnuda era um convite à loucura, o cabelo negro... como odiava o cabelo negro. Havia o cortado naquela noite a fim de deixá-la mais feia, mas aquilo só fez com que ela ficasse mais bela. Os fios escuros eram uma tentação. Maldita.

Os movimentos começaram a ficar mais rápidos e rudes, o quadril dele batia no dela com aspereza, o atrito dos corpos estava levando Sif à loucura. Loki fechou os olhos e jogou o peso do corpo dele sobre o dela. O corpo dele era frio. Musculoso e definido. Mas de um jeito magro. E se movimentava com maestria dentro dela.

- Me solte...

Ela pediu, quase implorando. Sentiu a risada dele sendo abafada pelo cabelo escuro dela. Os fios já estavam completamente soltos do penteado que fizera antes de se casar, deixando-a com o ar selvagem que Loki tanto amava e odiava ao mesmo tempo.

- Apenas se você se comportar.

Ele estava entretido. Jogava com as palavras. Sabia que Sif nunca tentaria sair daquilo, o corpo dela apenas queria se render ao jeito mais completo que uma mulher se rendia. Ele parou os movimentos do quadril, fazendo Sif gemer em frustração e protesto.

- Promete...?

- Prometo, seu maldito. Me solta!

Ele sorriu. Gostava de vê-la assim. Furiosa. Com desejo. Fora de si. Estalou os dedos e as cordas sumiram, deixando-a livre. E no momento em que ela percebeu que era dona dos seus movimentos, enlaçou-o pela cintura e puxou-o de encontro ao seu corpo, fazendo a penetração ser mais profunda. Os braços contornaram o pescoço dele, uma mão o arranhando nas costas e conseguindo o primeiro gemido abafado do homem, enquanto a outra puxava o cabelo liso e longo do Deus da Trapaça.

Loki a levantou com facilidade, sentando-se e puxando-a para cima. Sif começou a movimentar os quadris com mais velocidade, tombando a cabeça e abrindo a boca quando o orgasmo chegou ao seu corpo. Ela fechou os olhos, soltando um gemido de prazer completo. Ele olhou aquilo tudo com fascínio, antes de se derramar dentro dela, no mesmo momento que sentia o mesmo prazer absurdo e proibido que ela estava sentindo.

Sif escutava o seu próprio coração, e mesmo que não acreditasse, não queria sair dali. Queria tocá-lo, vê-lo, estar por perto para ter a certeza de que aquilo fora real.

Como duas criaturas que se odiavam tanto podiam se matar de prazer?

Tomou coragem e o fitou nos olhos. O que viu neles foi triunfo. Ela se entregara como uma meretriz. Tentava enfiar na cabeça que a culpa seria menor por ele ser seu marido. Mas por que aquilo não adiantava?

Porque ele era Loki.

Ela o deixou, sentando-se na cama. Loki ficou ali, os dois nus. Ele cravou os olhos azuis no corpo da mulher. Estava respirando com dificuldade como ela. Ambos sabiam que aquilo havia sido uma experiência selvagem e arriscada. Mas viciante.

- Eu sempre vou te odiar, Loki.

O sorriso dele foi maldoso quando ela falou. A mão longa dele correu pelo braço dela, fazendo a pele ali se arrepiar. Correu para cima e pousou-a no pescoço, sentindo o fluxo sanguíneo dela começar a normalizar. Poderia conjurar uma corda ali mesmo, enforcando-a e ficando livre da única coisa que ele desejava mais do que o trono de Asgard. O corpo esbelto daquela mulher.

Fora fácil plantar a ideia de que ele teria que se casar com Sif na mente de Odin e de Thor. Sem que ambos soubessem que a ideia tinha sido dele. Apenas um jogo de palavras, e o filho de Odin que nunca pensara em se casar teria uma mulher. E fora ainda mais fácil convencer os pais dela de que ele poderia ser um bom marido, mesmo que Sif nunca quisesse ser casar e sonhasse em ser guerreira. Aquilo tudo fora fácil demais.

Mas agora estava diante de um desafio.

Nunca poderia tomar o corpo de Sif sempre, se ela o odiasse daquela maneira. Claro que sabia que ela sucumbiria facilmente se ele a manipulasse igual fizera, mas a raiva que ela sentia por ele poderia complicar o casamento. Sif tinha personalidade forte, e não demoraria muito para que Odin e os outros percebessem que ela não estava totalmente feliz com a união.

- Quem sabe um dia você possa me amar, Lady Sif.

- Nunca.

Loki suspirou, revirando os olhos. Ele nunca a amaria também. Mas poderia inverter a situação. Os dedos dele retiraram as rosas prateadas que adornavam o cabelo bagunçando dela, infiltrando-se pelos fios e puxando-os para o lado, fazendo os fios correrem entre os dedos. Ele inalou o cheiro do cabelo dela quando ele o soltou, fazendo-o tampar parte do ombro.

Desceu a mão pelo seio, apertando-o levemente. Sif fechou os olhos quando Loki brincou com um, sorrindo maldosamente para ela.

- Tenho certeza de que você irá me amar, Sif.

O nome dito de forma informal soou estranho. Ele a puxou pelo braço, fazendo-a quase bater no corpo dele.

- O que está fazendo?

Ela perguntou, e o sorriso que percorreu o rosto dele agora era de vitória, prazer e maldade. Sif engoliu em seco.

- Você vai me amar, Sif.

Ele tocou levemente o colo dela. Sif olhou horrorizada a junção das peles ficar azul, como se ele tivesse plantado algo dentro do corpo dela, que subia pela cabeça. Ficou tonta e fechou os olhos. E quando os abriu, Loki percebeu que o brilho estava diferente.

Estava feito.

- Concorda?

Ele perguntou para ter certeza. Sif deu o sorriso mais doce que poderia dar. Um sorriso que Loki nunca vira em seu rosto. Ela se aproximou dele e beijou os lábios finos com paixão. A língua de Loki encontrou a língua dela, começando uma dança não mais perigosa. Para ele, era uma dança tranquila, enquanto que para ela, era a melhor dança já experimentada. Ele separou os lábios do dela e a olhou com atenção, esperando pela resposta. Sif sorriu novamente.

- É claro que concordo. Eu já te amo, Milorde.

O triunfo passou pelo corpo de Loki e ele se aproximou novamente dela, ficando a centímetros de sua boca. Olhou-a com atenção.

- Acho que não ouvi direito.

Ele jogou Sif com violência na cama e a mulher abriu as pernas para recebê-lo automaticamente. Ele se postou ali, apenas esperando as palavras para invadi-la pela segunda vez naquela noite.

- Eu amo você, Loki.

Ele fechou os olhos e esboçou um sorriso torto. Antes de penetrá-la e tomá-la dessa vez como esposa devotada.


Lutar pelo amor é bom, mas alcançá-lo sem luta é melhor

- William Shakespeare -