30 de Julho de 1980, 23h58
Era uma noite escura, unicamente iluminada pela Lua cheia. Pela sua suave luz, podia-se ver uma pequena aldeia, de aproximadamente 150 habitantes.
A aldeia encontrava-se situada na encosta de um mar tenebroso, cuja ondas balançavam, de um lado para outro, os barcos de pesca, únicos meios de sustentos dos habitantes. Rodeando a aldeia, Havia uma floresta sombria, que se estendia por vários quilómetros. Os habitantes tinham medo dessa floresta, dos seus ruídos estranhos, dos animais estranhos que ai habitavam. Até tinham medo das arvores com aspecto estranhos e cores escuras, como se nunca tivessem sido iluminadas pela luz do Sol. Por outras palavras, acreditava-se que a floresta estava assombrada.
A cerca de 10 quilómetros da aldeia, situada no alto de um grande monte, podia-se ver uma grande mansão. A Mansão era grandiosa, feita de mármore de cor escura. Em cada coluna que sustentavam os andares superiores, podia-se ver um brasão com a letra "S" ao qual estava enrolado uma serpente. As janelas deixavam passar as luzes do interior, o que indicava que os habitantes ainda estavam acordados.
De uma essas janelas, que estava aberta , podia-se ouvir vozes incompreensíveis até que…
- Severus!
Um homem avançou , saindo do meio de uma pequena multidão de pessoas encapuçadas com mascaras nos rostos. E aproximou-se do que parecia ser um trono ao qual estava sentado um homem que parecia ter entre os 39 e os 40.
A palavra para descrever o homem era " lindo ". Embora sentado, percebia-se que ele tinha por volta de 1m95 de altura, tinha uma pele bronzeada que ia lindamente com o seu corpo musculoso. Uns olhos hipnóticos de cor vermelho, um rosto suave e um longo cabelo negro que lhe chegava até aos ombros. O seu rosto, que normalmente mostrava arrogância e superioridade, transmitia frieza e cólera.
Severus ajoelhou-se perante o seu mestre, o Senhor da Trevas, Lord Voldemort.
- Meu senhor?
- O que descobriste?
- Durante duas semanas, eu segui o Dumbledore, como me tinha ordenado…
- Poupa-me os pormenores, Severus – replicou Voldemort friamente. – O que descobriste?
- Uma profecia, senhor.
- O quê!?
- Uma profecia – repetiu Severus com uma voz calma mas também submissa -, uma profecia que fala de si.
Houve um momento de silêncio.
- E o que estas a espera para mo revelares? – Gritou Voldemort. – Um convite talvez!? Fala!
- "Aquele que detém o poder para derrotar o Senhor das Trevas aproxima-se… Nascido daqueles que por três vezes o desafiaram, nascido quando o sétimo mês finda…"
- Então Severus, continua!
- L…lamento senhor – gaguejou Severus -, mas f..foi-me impossível ouvir o resto. Fui descoberto pelo irmão do Dumbledore…
- Seu idiota! – Gritou Voldemort, levantando-se do seu trono e erguendo a sua varinha. – Crucio!
Severus gritou quando a maldição o atingiu em cheio e continuou a gritar por mais 2 minutos até que o Voldemort levantou a varinha, parando com o tormento do Severus.
- Não aceito falhanços, Severus – falou Voldemort com uma voz tenebrosa. – Espero que tenhas aprendido a lição.
- S. …
- Bem, "Aqueles que por três vezes o desafiaram", só me lembro de dois casais…
- Todos vos. Ide e reúnem todas as informações possíveis sobre os Potter e os Longbottom! –Exclamou Voldemort para a multidão. – Agora!
Num único movimento, os Devoradores da Morte desapareceram num piscar de olhos.
Sozinho. Voldemort aproximou-se da janela aberta, ainda praguejando. Foi então que sentiu um aperto no peito e a sua magia a agitar-se descontroladamente, provocando a explosão de todas as janelas da Mansão. Sem fôlego, Voldemort apoiou-se na orla da janela partida, respirando fundo o ar fresco.
Foi então que soube, não sabia como, que a sua metade a sal Alma Gémea nascerá naquele preciso momento.
Voldemort estava estupefacto. Ele conhecia a lenda, como qualquer feiticeiro que se preze mas nunca imaginará que viria a ser um dos eleitos.
-SIM! – Gritou Voldemort eufórico, erguendo os punhos no ar.
Baixando os braços, Voldemort olhou, satisfeito, para a Lua enquanto pensava as inúmeras maneiras para poder encontrar o seu companheiro. Embora soubesse que só poderia sentir a presença do seu companheiro quando este fizesse 16 anos, Voldemort ira fazer de tudo para o encontrar mais cedo pois não tinha a intenção de deixa-lo crescer ao lado de sangues-de-lama e traidores de sangue puro.
- Em breve… Em breve estaremos juntos, meu anjo.
