Disclaimer: Harry Potter, personagens e lugares são propriedade de J.K. Rowling, Warner Bros, Scholastic, Bloomsbury e Rocco. Esta história não tem fins lucrativos e não foi escrita por mim. Plágio é crime. Não copie sem autorização do autor.


Nota da Autora:

Ok, então para contar esta história de um modo certo, eu terei de escrever alguns flashbacks. Eles serão provavelmente um em cada capítulo por enquanto. Estes flashbacks, espero, darão respostas para algumas das perguntas que vocês possam ter. Então, é claro, toda vez que você ver a data no começo de um novo capítulo, ou depois da quebra de página, é um flashback. Nenhuma data significa o tempo presente. Mas eu tenho certeza que vocês poderiam adivinhar sozinhos. Eu apenas gosto de escrever longas notas de autor.


A World Apart

Fanfic por lolagirl

Tradução por Jackie


Arranjos da vida.

1º de Setembro

Eles estavam de frente um para o outro, presos em uma competição de encarar que nenhum deles parecia disposto a perder. Seus olhares eram tão intensos que a idéia de um olhar não ser capaz de matar era realmente boa.

Professora Minerva McGonagall não podia sentir-se mais desconfortável do que naquele momento. Claro, não é como se não esperasse por isso. Afinal, como ela se sentiria se acabasse de ser informada que teria de passar os próximos dez meses vivendo com seu pior inimigo? Ela imaginou que estaria se sentindo do mesmo modo que Hermione Granger sentia-se agora.

"Então", McGonagall disse, limpando a garganta. Nenhum dos estudantes fez mais do que hesitar ao som de sua voz. "Agora que já conheceram seus novos quartos, algum de vocês têm alguma pergunta?".

"Sim", o Sonserino loiro disse por entre os dentes. "Eu serei expulso caso eu acidentalmente assassine minha colega de quarto?".

A garota de cabelo desgrenhado em frente a ele o encarou. Professora McGonagall, entretanto, apenas fez um sinal de aborrecimento.

"Não faça com que nos arrependamos de colocar vocês dois juntos, Sr Malfoy", McGonagall o repreendeu. "Você é o Monitor-Chefe, agora. E Srta. Granger é a Monitora-Chefe. Essa é uma honra para ambos, e eu aconselho que esqueçam suas diferenças se pretendem fazer com que isto dê certo durante o ano letivo. Como Monitores-Chefe, é esperado de vocês que dêem um bom exemplo para os demais alunos – e isto não inclui, como o senhor sugeriu, assassinar sua colega de quarto. Está claro?"

"Está muito claro, Professora McGonagall," Hermione disse docemente.

"Ela estava falando comigo, sangue-ruim," Draco rosnou.

"Chega!" McGonagall gritou. Ela teve que agüentar as provocações durante todo o percurso de sua sala até a sala comunal, e agora estava experimentando uma forte dor-de-cabeça. "Sr. Malfoy, você pode se desculpar com a Srta. Granger por usar esta linguagem ofensiva, ou o senhor pode se despedir de seu cargo de Monitor-Chefe. Não é tarde para escolher outro aluno, como sabe."

Draco fitou primeiro a professora, e então aquela coisa que alguns chamavam de garota à sua frente. Um pedido de desculpas de um Malfoy para uma baixa sangue-ruim era algo tão comum quanto... bem, tão comum quanto a coisa mais improvável que ele poderia pensar. Mas, ele certamente não queria perder seu cargo como Monitor-Chefe antes que tivesse a chance de desfrutá-lo – especialmente não agora, quando tinha visto como era seu quarto. Então ele respirou fundo e disse, "Tudo bem. Granger, desculpe-me por chamá-la de sangue-ruim". Ele esperava que McGonagall não percebesse a falta de sinceridade em sua voz.

E se ela percebeu, escolheu ignorar. Draco percebeu que a mulher teve o suficiente deles dois por um dia, e só queria sair dali o mais rápido possível. "Muito bem", ela disse. "Sr. Malfoy, Srta. Granger, este será um ano excitante para ambos, e eu tenho toda certeza do mundo que vocês serão ótimos Monitores-Chefe. Agora, deixarei que se acomodem. Encontrem-me após a festa hoje à noite, então poderemos passar seus deveres como monitores."

Hermione acenou em resposta; Draco apenas resmungou e jogou-se no sofá fazendo barulho. Professora McGonagall aceitou ambas as respostas e agilmente deixou o quarto.

Uma vez que ela fora embora, e eles estavam sozinhos, Draco pulou do sofá, aproximando-se de Hermione o máximo que pôde sem tocá-la e disse, "Ok, sangue-ruim, é hora de estabelecer certas regras aqui".

Hermione deu um longo suspiro ao termo "sangue-ruim". Obviamente, Draco não levara a ameaça de McGonagall tão a sério. Ou ele apenas percebeu que poderia safar-se uma vez que não estava mais sob o olhar de reprovação da Professora. "Regras? Ah, isto deve ser bom", ela disse, a voz carregada com sarcasmo.

Draco recuou um passo e disse, "Regra número um: meu quarto está fora de seus limites".

Hermione bufou. "Como se eu fosse querer entrar no seu quarto, Malfoy. Eu poderia pegar algum tipo de doença venérea das inúmeras vadias sonserinas que eu tenho certeza que pretende arrastar para lá".

Ela vacilou levemente ao finalizar a frase, como se temesse que Draco fosse atacá-la. Mas fantasticamente, Draco escolheu ignorar o comentário e continuar.

"Regra número 2: quando eu estiver com algum convidado, você se manterá afastada. Eu não quero você poluindo tudo, apodrecendo o ambiente para os meus convidados."

"Quanta consideração de sua parte," Hermione disse, novamente sarcástica. "Uma vez mais, está aí algo com que você não tem com que se preocupar. Eu não fico exatamente feliz com a presença dos seus 'convidados', de qualquer forma. Na verdade, eu preferiria me jogar da torre de Astronomia a ficar aqui e estar com seus amigos."

"É verdade? Bem, então terei de te convidar para estar com a gente qualquer hora". Draco sorriu.

Hermione cruzou os braços e bateu o pé contra o chão. "Bem, as regras também valem pra você, sabe. Eu não quero você a menos de cinco metros do meu quarto em qualquer tempo livre. E se eu estiver com meus amigos, eu espero que você saia."

"Ah, será um prazer, Granger. Você diz que prefere pular da torre de Astronomia a estar com meus amigos? Bem eu preferiria arrancar meus dedos um a um e me atirar no fogo a estar com os seus."

Hermione não pôde evitar sorrir. "Então, está combinado". Ela estendeu a mão para cumprimentá-lo.

Draco a olhou como se ela estivesse louca. Ele engasgou. "Ah, claro. Como se eu fosse tocar em você. Vá sonhando, Granger ".

"Ugh. Por que você tem que ser sempre um insuportável?"

"Por que você tem sempre de ser uma..."

"Hermione!"

O leve som do nome dela sendo chamado deve ter sido um grande alívio para ela. Mas para Draco, isto fez com que desejasse arrancar seus próprios olhos. O testa rachada tinha chegado.

"Harry!" Hermione exclamou. Ela apressou-se o máximo que pôde até o buraco do retrato e abriu a porta. Harry-maldito-Potter ficou parado na entrada, com seu costumeiro ar de super-herói. Seu rebelde cabelo negro (que precisava desesperadamente de um pente) apontando para todas as direções no topo de sua cabeça, escondendo corriqueiramente a famosa e repartida cicatriz brilhante que parecia fazer algumas garotas enlouquecerem. Um grande e tolo sorriso estava estampado em sua cara enquanto ele encarava a menina de cabelo de vassoura em sua frente. Ah, que gracinha.

"Olá, Hermione." Harry olhou para Draco por sobre o ombro de Hermione e sua expressão imediatamente escureceu. "Posso entrar?".

"Claro!" ela disse, com a voz cheia de satisfação.

Draco estava começando a se sentir um pouco enjoado.

Harry saracoteou para dentro do quarto, olhando ao redor admirado. "Oh", ele suspirou. "Então é aqui que você vai morar o ano todo?"

Hermione assentiu. "Não é maravilhoso? Espere até ver meu quarto!"

"Eu aposto que você não pode esperar para mostrar isto a ele", Draco murmurou.

Harry o olhou e disse, "O que quer dizer com isso, Malfoy?"

Draco suspirou, "Significa qualquer coisa que você queira que signifique, Cicatriz. Agora, se me derem licença, vou desfazer as malas."

Ele deixou os dois amigos sozinhos e seguiu para seu quarto. Entretanto, assim que chegou a porta, ele parou para ouvir a conversa deles.

"Eu vim ver como você estava indo... bem, com ele," Harry disse."Eu estava preocupado com você".

"Isso foi muito doce, Harry, mas estou bem. Posso lidar com ele."

"Pode?" Harry perguntou. "Eu não posso acreditar que puderam pôr vocês dois juntos, sabendo sua história."

"Harry," Hermione disse, "eles não teriam nos colocado juntos se não pensassem que pudesse dar certo. Devem ter nos escolhido por um bom motivo. Eu tenho fé nesta decisão. Além do mais... Eu sou a Monitora-Chefe! Este foi meu sonho pelos últimos sete anos, e finalmente aconteceu! Eu sinceramente não poderia me importar menos com quem é o Monitor-Chefe. Apesar que..." a voz dela falhou. "Eu realmente queria que você fosse o Monitor-Chefe."

Ah, por Merlin. Draco tinha ouvido o suficiente. Se continuasse a escutar aquela conversa deles, ele ia acabar perdendo toda a comida que tinha comido até o momento, em frente à porta de seu quarto. Ainda assim... ele não conseguia impedir a si mesmo de ouvir.

"É, bem... Acho que eles imaginaram que eu teria mais do que o suficiente para me preocupar este ano. Você sabe, no caso de Voldemort aparecer novamente"

"Tem razão," Hermione disse. "Eu acho. Eles foram bem espertos."

"Mas não tão espertos por pôr você com o Malfoy. Eu devia ir falar com o Dumbledore..."

"Ah, Harry, não seja bobo! Não é como se você pudesse fazê-lo mudar de idéia. Além disso, já estou crescidinha, posso cuidar de mim mesma."

Harry parou por um momento antes de dizer suavemente, "Eu sei, Hermione. Eu só me preocupo com você. Eu terei de vir todo dia para ver se você está bem, você sabe."

"Ah, bem, eu não tenho problemas quanto a isso," Hermione disse, soando repentinamente interessada.

Draco escolheu este momento para retornar ao salão comunal. "Hey, Potter, por que não vai embora? Deixe Granger desfazer as malas antes do jantar."

Harry o encarou, e então olhou para Hermione. Ele deve ter percebido que a sugestão de Draco não era uma má idéia porque ele disse, "Ron e eu te encontraremos depois do jantar?"

"Desculpe, mas não podem" Draco respondeu primeiro.

"Eu estava perguntando para Hermione, " Harry disse por entre os dentes.

"Ele tem razão, Harry," Hermione respondeu docemente. "Eu não posso. Malfoy e eu temos que nos encontrar com McGonagall e com os demais monitores após a jantar. Mas eu encontrarei vocês bem cedo amanhã para as aulas, e poderemos nos ver após as tarefas."

Apesar de Harry parecer estar ouvindo Hermione, ele estava fitando Draco o tempo todo. "Tudo bem," ele disse. Ele pousou a mão no ombro dela. "Se cuida."

"Não se preocupe, Potter. Ela está a salvo comigo," Draco disse com um sorriso irônico.

Harry zombou. Ele deu um passo aproximando-se de Draco e cerrando os punhos ao seu lado. "Se você fizer alguma coisa com a Hermione..."

"Sim, sim, sim. Eu sei - Eu me arrependerei disto. Eu estou realmente assustado. Vê?" Draco estendeu a mão em frente a ele tremendo violentamente. "Agora, você não estava de saída?"

"Falo com você mais tarde, Hermione," Harry murmurou, enquanto passava bruscamente por Draco, esbarrando nele no processo. Ele nem ao menos olhou novamente para ela antes de sair.

"Tchau, Harry!" ela disse pelas costas dele. Quando não houve resposta, ela decepcionou-se.

Draco sorriu largamente. "Então, Granger. Há quanto tempo?"

Hermione desviou seu olhar do buraco do retrato. "Há quanto tempo o quê?"

"Há quanto tempo você está apaixonada pelo Potter?"

O queixo de Hermione caiu. "O q-quê? Eu não faço idéia do que você está falando!" O tom de voz dela era agressivo.

Draco riu baixinho. "Certo. EU não pude evitar ouvir parte da sua conversa agora mesmo. Oh, Harry," ele disse, imitando a voz dela, "como eu queria que VOCÊ fosse o monitor-chefe ao invés do demoníaco Malfoy! Você é tão sexy, quer transar?"

"Eu não disse isso...!" a face de Hermione tornou-se vermelha como beterraba. Draco não soube dizer se foi por vergonha ou raiva. Ele decidiu-se por raiva quando avançou repentinamente para bater nele.

Felizmente para ele, Draco tinha reflexos rápidos; ele agarrou o pulso dela antes que o alcançasse. E ao invés de soltá-la imediatamente, ele intensificou o aperto e a puxou para perto de si, ficando então face a face.

"Diga-me, Granger," Draco disse em uma voz baixa e perigosa, "quando você está deitada em sua cama toda noite pensando em Harry Potter, você se toca?"

Draco sentiu um imenso prazer com a reação que sua pergunta evocou na menina em frente a ele: primeiro, seus olhos se arregalaram em choque. Então, suas feições transformaram-se em uma expressão de desgosto. Então, ela pareceu desenvolver uma força super-humana e o empurrou para longe o mais forte que pôde, quebrando o aperto dele e fazendo com que vacilasse (pisando em falso) alguns passos para trás. Ele estava realmente impressionado.

Uma vez que se recompôs, ele riu.: "Vou entender isto como um sim."

"UGH!" ela gritou. "Seu porco nojento!"

"Ora, vamos, Granger. Você pode sinceramente me dizer que nunca pensou em Potter desse jeito?

"Não!" ela exclamou. "Quero dizer,sim, Eu posso dizer sinceramente! Eu nunca..."

"Aw, que pena que eu não acredito em você. Sangue-ruim está apaixonada com o garoto maravilha. Isto é ótimo." Ele riu baixo.

"Eu não estou apaixonada pelo Harry!"

"Tanto faz, Granger." Draco pegou uma mala que deixou próxima ao sofá: "Você pode continuar dizendo isso até sua cara ficar azul, mas eu não vou acreditar. Agora, vá desfazer as malas. O Monitor-Chefe e a Monitora-Chefe precisar dar um bom exemplo aos demais alunos – começando por chegar ao jantar na hora."

Rindo, ele dirigiu-se de volta ao próprio quarto.

"Eu odeio você, Malfoy!" Hermione gritou atrás dele.

"O sentimento, querida sangue-ruim, é recíproco."

Ah, como ele adorava irritar a sangue-ruim. Era tão fácil! Ele entrou em seu próprio quarto e jogou sua mala na cama. Antes de fechar a porta, ele poderia jurar que a ouviu resmungar, "Este será um longo ano."

x x

Draco fitava através da janela da sala de aula a neve caindo. Isto parecia ser tudo o que fazia em classe ultimamente – fitar com o olhar vazio o espaço enquanto cada professor aprofundava-se mais e mais em suas respectivas matérias. Transfiguração, Poções, Adivinhação – elas eram todas a mesma coisa até onde tinha conhecimento.

A neve estava tão densa que ele podia ver a parte de fora da janela como branca – como se nada existisse fora das paredes desta sala de aula além de um vasto e vazio espaço em branco...

"Sr Malfoy."

Uma voz em frente à sala o tirou de seus devaneios. Seu primeiro pensamento foi que a Professora McGonagall estava chamando-o para responder uma questão – a qual, claro, ele não havia escutado, devido ao fato de não estar prestando atenção.

Mas, quando ele tirou seus olhos da janela, ele viu que era o único estudante restante na sala.

"A aula acabou, Sr. Malfoy", McGonagall disse com um tom de preocupação em sua voz.

Draco sentiu-se como um idiota. Ele limpou sua garganta e murmurou, "Desculpe", e começou a guardar suas coisas.

"Está sentindo-se bem? Eu não pude evitar notar que o senhor não estava prestando atenção a aula hoje. Ou, falando nisso, ontem." McGonagall encostou-se na frente de sua mesa. "E agora que penso sobre isto, o senhor vem agindo desta forma já faz algum tempo. Isto teria alguma coisa a ver com seu pai?" Ela perguntou a última parte um pouco hesitante.

Isto irritou Draco. Não porque ela trouxe à tona o assunto 'seu pai', mas porque quão tola essa mulher podia ser? Se ela estivesse prestando alguma atenção, ela teria notado que essa falta de interesse no desempenho acadêmico tinha começado a cerca de dois meses atrás.

"Não," ele disse curtamente. Ele terminou de guardar seus livros em sua mala e levantou "Isto não tem nada a ver com meu pai. Ele morreu há mais de um ano. Eu já superei".

E ele realmente o fez. Ele amou o pai, mas Draco não teve problema lidando com sua tristeza após Lucius Malfoy ter morrido nas mãos de Lord Voldemort no começo de seu sexto ano.

Seu pai havia sido controlador e autoritário, e ele provavelmente mereceu ser morto. Draco sabia que isto era algo horrível de se pensar sobre seu pai, mas era verdade. Seu pai havia feito algumas terríveis maldades em seus dias. Ele certamente não era uma vítima inocente, e o fato que ele havia sido morto pelo homem para quem trabalhava... bem, seu pai sabia em que havia se metido... e com quem estava lidando – e ele escolheu seguir aquele caminho... caminho que o levou até sua morte. Draco podia lamentar a perda de seu pai, mas ele não podia sentir remorso por seu pai. Não como ele podia por Hermione.

Lá estava ela, aparecendo sorrateiramente em seus pensamentos novamente. Quantas vezes por dia ela pretendia fazer isso? Ele perdia a conta todos os dias.

"Bem, então o que o está incomodando?" McGonagall perguntou.

"Nada," Draco mentiu. "Honestamente, estou bem."

McGonagall balançou a cabeça. "Você não está bem, Sr Malfoy... Draco. Você vem para aula todo dia parecendo que mal dormiu. Você parece ter se distanciado de seus amigos. Suas notas têm decaído, assim como seus deveres como Monitor-Chefe. Eu tenho sido informada que o senhor vem pagando monitores para assumirem suas responsabilidades para o senhor".

Draco deu seu máximo para não parecer culpado "Estas acusações não têm fundamento, Professora".

"Não têm fundamento? Encontrei com um monitor ontem à noite, de fato. Ele estava fazendo a ronda dos corredores – um trabalho que o senhor deveria estar fazendo ontem à noite. Sob interrogação, ele admitiu que o senhor o estivesse pagando para que assumisse seus deveres naquela noite. O que, eu devo perguntar, o senhor estava fazendo que poderia ser mais importante que suas funções de Monitor Chefe?" A mesma coisa que faço todas as noites, Draco pensou. Sento sozinho na minha sala comunal, esperando morrer. "Realmente importa o que eu estava fazendo?"

Professora McGonagall considerou por um momento "Acredito que não. O que importa é que o senhor não tem assumido as responsabilidades para as quais foi designado. Esta dificilmente é a maneira como um Monitor-Chefe deve se comportar. Os Monitores-Chefe devem servir de exemplo aos demais estudantes." Ela suspirou. "Sr. Malfoy, eu não quero ter que retirá-lo de seu cargo – especialmente a esta altura do ano letivo. E, especialmente depois… bem, depois de tudo que aconteceu. O senhor é um jovem sábio. Nós o escolhemos como Monitor-Chefe por um motivo. Eu sei que o senhor pode ser um líder exemplar para estes estudantes, só precisa esforçar-se um pouco mais. O senhor pode fazer isto?"

Draco cerrou os dentes e balançou a cabeça. "Sim, senhora" Sem mais palavras, Draco dirigiu-se a porta da sala, mas Professora McGonagall o chamou novamente.

"Sr. Malfoy," ela disse, "antes que saia há algo que gostaria que discutíssemos."

Draco parou a alguns centímetros da porta. O que haveria possibilidade de ser discutido entre eles? Ele se virou.

"Por que não se senta?" McGonagall indicou uma das carteiras na frente da sala.

Uma conversa que pedia que ele se sentasse não soava como uma conversa que ele gostaria de ter.

"Sobre o que se trata?" ele perguntou, fazendo o que ela pedia.

Por um momento, a professora permaneceu em frente a ele em silêncio; seus lábios contraídos e a expressão em sua face indicavam que talvez ela não quisesse dizer o que quer que estivesse prestes a dizer.

"Professor Dumbledore e eu começamos a considerar outras garotas para o cargo de Monitora-Chefe"

"O QUE?" Draco explodiu. Ele percebeu que sua reação violenta pode tê-la pegado de surpresa. Certamente ela não esperava que ele reagisse daquela maneira a esse tipo de notícia. "Vocês não podem fazer isso."

"Nós certamente podemos," McGonagall disse. "Já faz quase dois meses desde que..."

"Dois meses exatos," ele a corrigiu. "Dois meses hoje."

Professora McGonagall pareceu pega de surpresa. "Certo. Faz dois meses hoje. Significa que a escola está sem uma Monitora-Chefe por exatamente dois meses. Nós teremos de achar uma substituta algum dia."

"Ninguém pode substituí-la," Draco resmungou.

"Ouça, eu entendo que o senhor tenha se acostumado a ter o lugar apenas para si, mas..."

"Não tem nada haver com isto!" Draco rebateu. Ele desacreditou que ela poderia presumir que este seria o motivo dele não querer outra Monitora-chefe – porque ele queria a sala comunal apenas para si mesmo. No entanto, por que ela não presumiria isto? "Eu apenas acho que… talvez não devêssemos ter outra Monitora-Chefe este ano."

"E porque diabos não deveríamos?" McGonagall exigiu. "Nós precisamos de uma agora mais do que nunca. Especialmente desde que o Monitor-Chefe está sendo displicente com seus deveres..."

"Sinto muito," Draco disse. "Certo? Sinto estar sendo relapso. Desculpe-me se estou fazendo tudo errado, mas por favor... por favor não indique outra Monitora Chefe. Eu prometo darei um melhor exemplo aos demais estudantes. Eu prometo que voltarei a realizar minhas obrigações novamente. Eu posso fazer isto sozinho, eu juro. Com a ajuda dos monitores e tudo, nós não precisamos de outra Monitora-Chefe."

Se Professora McGonagall não o conhecesse melhor, ela poderia jurar que Draco Malfoy estava implorando.

"Sr. Malfoy," ela disse suavemente. "Sinto muito, também. Mas já faz dois meses. Nós viemos adiando isto tempo o suficiente. Se não nomearmos outra Monitora-Chefe, nós estaremos permitindo que as coisas permaneçam do mesmo modo que estavam desde que a Srta. Granger... bem, desde que ela morreu. Isto não é saudável. Nós todos devemos seguir em frente, e podemos começar a partir disto. Desculpe-me se não é o que o senhor quer. Mas é o que precisa ser feito. Não haverá discussões sobre isso. Se preferir, o senhor pode nos dar sua indicação sobre quem o senhor gostaria como Monitora-Chefe, e nós certamente levaremos em consideração."

Draco a olhou feio. "Eu honestamente estou me fodendo para quem você escolhe como Monitora-chefe," ele disse, levantando-se contra a mente. "Desculpe-me. Eu preciso ir para minha próxima aula."

"Sr. Malfoy!" McGonagall o chamou.

Ele meio que esperava que ela o reprimisse pelo seu palavreado impróprio. Ao invés disso, ela disse, "A sua obrigação esta noite é patrulhar os corredores. Se eu vir qualquer um, além do senhor, fazendo isto em seu lugar, eu posso seriamente considere tomar seu posto."

Como se ele realmente se importasse. Mas ele não disse isso a ela. Ele apenas atravessou a porta irritado, perguntando-se qual monitor ele deveria chamar para tomar conta de suas obrigações naquela noite.

Continua


Nota da Tradutora:

Obrigada a Jú, Tainara, Malu Chan e Maaai pelos reviews. Vocês são um amor (L)!

Fiquem calmas, a fic não é tão triste quanto parece e tem vários capítulos! Por isso estou traduzindo aos poucos sem pressa. Ela tarda mas sai, eu prometo!

E agradecimentos a Dark por ter betado! :)