A Nova Era V – A garota da promessa

A profecia (cap 1)

No St. Mungos uma bela loira estava deitada com um bebê adormecido nos braços, ao lado da cama o marido olhava sonhador para o bebê e a esposa. Essa era a cena que Karine e Tiago Black estavam passando. Com sua primeira filha recém nascida nos braços não tinha como ver algo de mal em nada.

- Ela é linda – disse Tiago observando o bebê adormecido.

- É sim, mas qual vai ser o nome? – Karine perguntou curiosa.

- Não tenho idéia, pensei que ia ser um garoto – assumiu Tiago fazendo Karine bufar.

- O que acha de... – Karine começou observando a bebê adormecida.

Mas Karine não teve tempo de concluir sua idéia, pois logo a porta se abriu e por ela surgiu uma bela mulher negra, de vestido branco, olhos e cabelos da mesma cor. Ela sorriu de leve para a loira e Karine abriu o maior sorriso do mundo.

- Aquilina – Karine disse animada.

- Eu vim visitar você, soube que... – Aquilina começou.

A rainha das ninfas, Aquilina, sorria doce para Karine, se aproximando tranqüilamente da loira. Parou bruscamente quando se deu de cara com o bebê nos braços dela. A pele branquinha como a neve e os poucos cabelinhos muito negros chamavam atenção por causa do contraste.

- Essa é...? – Aquilina parou bruscamente.

- É sim, minha filha – disse Karine sonhadora.

- Minha nossa – foi à única coisa que Aquilina conseguiu dizer.

Karine enrugou a testa ao ver a expressão perturbada da rainha das ninfas. Tiago se levantou surpreso e fitou a rainha das ninfas, incerto.

- O que quer dizer com "minha nossa"? – Tiago perguntou surpreso.

- A garota da promessa – foi à única coisa que Aquilina conseguiu dizer.

- Que garota da promessa? – Karine perguntou levantando uma das sobrancelhas o mais alto que pode.

- Jamais pensaria que estava na hora – disse Aquilina seria.

- DO QUE ESTÁ FALANDO? – Karine e Tiago perguntaram irritados.

Aquilina parou bruscamente de falar, respirou fundo e olhou com tristeza para Karine e Tiago, depois colou os olhos na filhinha deles, a ninfa sentiu o sangue gelar.

- Você sabe, Karine, que as ninfas se preocupam muito com promessas e destinos, afinal, vocês bruxos sempre se metem com promessas e maldições – disse ela lançando um olhar significativo para a loira.

- Eu sei disso – falou Karine sorrindo triste – mas o que tem isso com minha filha, os Malfoys fizeram mais alguma besteira?

- Não, Nine, dessa vez o problema não é a sua herança genética – disse a rainha lançando um olhar significativo para Tiago.

- Ah Merlin, os Black são mesmo uma merd... – começou ele.

- Bem, - disse a rainha interrompendo o moreno – a muitos anos atrás, antes mesmo de seus pais e avós, antes de Voldemort, e de qualquer outro grande bruxo das trevas, existiu um que era mais poderoso.

- Lá vem – reclamou Tiago.

- Ele tinha tudo, e o poder preciso para dominar todo o mundo da magia, - disse Aquilina misteriosa – mas ele caiu, como tantos bruxos das trevas antes e depois dele, ele foi derrotado, pela luz, a luz venceu e as trevas foram derrotadas.

- E o que isso tem haver com agente? – Karine quis saber seria.

- Antes de sua derrota, ele sabia, sabia que ia perder, - disse Aquilina seria – o verdadeiro lord das trevas, sabia que seu tempo estava acabando, e informou isso aos seus capangas mais fieis.

- Minha família? – Karine quis saber.

- Não Karine, não dessa vez, - disse Aquilina surpreendendo a loira – os Malfoys, sempre se envolveram com bruxos das trevas, dessa vez não foi diferente, mas ocorreu a eles que, como na maioria das vezes, seria mais seguro se manter em cima do muro.

- Que honroso da parte da minha família – disse Karine bufando.

- Bem, um dos fieis eram um descendente Black, - disse Aquilina fazendo Tiago bufar – o mais fiel, e a ele coube a promessa, de que geraria a criança, com o poder de trazer de volta o lord das trevas. O tempo passou, e nenhuma criança chegou ao que o lord desejava, trevas reais.

- O que quer dizer com isso? – Karine perguntou brava.

- Ele queria uma criança, que desconhecesse o amor, - disse Aquilina – que vivesse em pura trevas, que não sentisse, que não temesse, que não amasse, uma criança de coração gelado. Os outros apenas se comprometeram que quando essa criança nascesse, seus descendentes teriam a missão de protegê-la e seguir ao lado da mesma.

- E você acha que essa criança é minha filha? – Tiago quis saber nervoso.

- Observando as estrelas, - disse Aquilina seria – pudemos descobrir que a hora estava próxima, que a criança nasceria, só não pensei que fosse tão cedo.

- Está dizendo que minha filha é a criança prometida para trazer as trevas de volta ao mundo mágico? – Karine perguntou fora de si.

- Sim, Karine, é isso que eu penso. – disse Aquilina seria.

- Ela não vai conhecer o amor? – foi a única coisa que Tiago perguntou.

- Talvez conheça, talvez ame vocês, mas é pouco provável que ame a outro, que ame a alguém a ponto de arriscar a vida por essa pessoa, é pouco provável que entenda a dor e o sofrimento de perder um amor. É impossível que a herdeira das trevas sinta, chore, ou sofra por alguém, por amor – disse Aquilina misteriosa.

- Nós não vamos deixar, minha filha não vai se tornar a herdeira das trevas – berrou Tiago irritado.

- Eu rezo para que esteja certo Tiago, - disse Aquilina se aproximando de Karine e do bebê – mas então, qual o nome dela?

- Nós não sabemos ainda – disse Tiago serio.

- Amy – disse Karine sorrindo de leve.

- O que disse? – questionou o marido surpreso.

- Amy Luna Malfoy Black - disse Karine sorrindo mais.

- Amy? – Aquilina perguntou sorrindo de leve para a loira – Boa escolha.

- Por que Amy? – Tiago quis saber.

- Amy quer dizer Amor – disse Karine sorrindo.

Tiago observou a bebê dormindo e sorriu para a esposa. Aquilina tocou a face gelada de Amy Black, que dormia em um sono profundo, ainda não sabendo o que o destino a reservava.

Cinco anos depois...

Uma garotinha com seus cabelos na altura das orelhas muito negros e uma franja que cobria os olhinhos cinzas esverdeados. A face pálida e o rosto serio não combinavam com uma menininha de 5 anos de idade. E assim, Amy Black olhava pela janela de seu quarto cuidadosamente.

Do lado de fora, ela pode ver, crianças brincavam tranqüilamente. Duas garotas, um pouco mais novas que ela, uma loira e uma ruiva, riam muito ao verem dois garotos de cabelos castanhos correrem atrás de algo. Logo ela enxergou dois loiros, um ela sabia bem quem era, com seus cabelos platinados e sorriso bobo, seu irmão corria pelos jardins sendo perseguido pelo primo que tentava pegar ele.

- Amy? – sua mãe perguntou entrando no quarto.

Karine, com seus cabelos muito loiros e olhos azuis aproximou-se da filha mais velha, sentou-se ao seu lado próxima à janela e observou a filha que não chagava nem a tirar os olhos das crianças que brincavam.

- Por que não vai brincar? – Karine quis saber.

- Porque eu sou diferente delas – foi à única coisa que a menina disse.

- Ora, meu bem, todos somos diferentes – disse Karine sorrindo para a menina.

- Você não entende, eu sou muito diferente – disse Amy ainda olhando para as crianças.

- Oh, minha linda, isso é bom, - disse Karine sorrindo – são as diferenças que nos tornam especiais, e chamam a atenção. Você é diferente Amy, você é especial.

- Eles não vêem as coisas como eu vejo – a garota disse ainda olhando para as crianças.

- Do que você está falando? – Karine quis saber preocupada.

- Eles não vêem a morte como eu vejo, - disse Karine colando os olhos cinzas esverdeados gelados na mãe. – nem a senhora vê. Eu vejo tudo diferente. Eu vejo a morte de perto, mamãe, ela me diz coisas, fala coisas ruins, e parece esperar que eu faça essas coisas ruins, diz que é meu destino.

- Amy – Karine começou nervosa.

- Ela diz que é minha obrigação e que um dia eu vou ter que seguir meu destino – disse Amy com os olhos colados na janela.

Karine observou a filha com o coração apertado. Tão nova, tão seria e tão fechada. Amy não era uma criança de 5 anos como a maioria, ela via e sentia coisas, a morte falava com ela, pois ela era sua mestra. Amy tinha uma missão, uma missão terrível e cruel. Tinha que escolher se seguiria seu destino ou se lutaria por alguma esperança. Tão nova, tantas duvidas, mesmo sem perguntas.

Doze anos depois...

Em um quarto escura, apesar das paredes brancas, com as cortinas fechadas o lugar parecia meio assustador. A porta se abriu em um estrondo, mas a pessoa que dormia em baixo doa lençóis nem sequer se mexeu. Alguém se aproximava com passos pesados. Um garoto, de olhos verdes cintilantes e cabelo muito loiro, em torno dos seus 16 anos e um sorriso moleque na face.

O loiro muito bonito pulou na cama com tudo, como se ao houvesse ninguém dormindo nela. Com essa atitude fez a pessoa ser obrigada a lhe empurrar longe e arrancar o próprio lençol. Com seu cabelos negros como a noite, olhos cinzas esverdeados, pele alva e corpo belo, Amy Black lançou seu olhar mais gelado no irmão mais novo.

- Você não tem amor à vida, Nicolas? – quis saber a morena.

- Você também não, que mania, não me chama assim – reclamou o loirinho.

- Mas é seu nome – resmungou Amy sonolenta.

- Não, meu nome é Nick – resmungou o loiro.

- Que é abreviação de...? – provocou Amy.

- Ah não enche e vai tomar banho – reclamou Nick mostrando a língua para a irmã mais velha e saindo do quarto pisando fundo.

Amy observou o irmão sair do quarto e não pode evita sorrir de leve. Nick podia ter 16 anos, mas a cabeça era de uma criança de cinco. Tomou um banho, trocou de vestes e desceu para tomar seu desjejum.

A garota sentou-se à meda de frente para o irmão caçula, nunca ia entender como alguém podia acordar tão animado. Logo viu Karine sentar sorridente em uma ao lado de Nick, outra pessoa que era capaz de acordar animada de manhã.

Viu seu pai se arrastando mal humorado, ainda bem, ela não era adotada. O moreno passou tranqüilamente com sua maior cara de ressaca, seu um tapa das costas da cabeça de Nick e beijou-lhe sua bochecha com delicadeza.

- Isso não é justo, comigo é só cacete e com ela beijinho? – Nick perguntou alisando a cabeça e fazendo bico.

- Não espera que eu te beije, não é? – Tiago perguntou debochado aumentando o bico do filho.

- Liga não, Nick, eu e a Amy ainda te amamos. – disse Karine beijando a bochecha do filho.

- Diga por você – concluiu Amy fazendo o bico de Nick aumentar e Tiago gargalhar.

- Amy, querida, você poderia me fazer um favor? – Karine perguntou de repente.

- Não, mãe, - disse Karine calma – eu não vou adotar o Nicolas, a culpa não é minha se você e o papai fizeram a besteira de ter outro filho.

- Teve alguém que acordou com um espírito cômico essa manhã – ironizou Nick.

- Não, eu acordei com uma peste loira em cima de mim – disse Amy cerrando os olhos.

- Não é isso, - interrompeu Karine – é que eu e seu pai, assim como os pais dos seus amigos, no caso, meus amigos, tiramos essas duas semanas de férias e queríamos passar um tempo juntos, só um fim de semana, como nos velhos tempos.

- Então será que você podia tomar conta da casa e do Nick? – Tiago perguntou calmamente.

- Claro – disse Amy dando de ombros.

- Eu não preciso de babá – choramingou o loirinho.

- Cala a boca, Nick – disseram Tiago e Karine em uníssono.

Na:/ Crianças, sorry por não ter respondido as reviews, é que eu tava meio distraída, mas dessa vez eu não repito a gafe.

Pati: Fofa, que bom que está aprovando a fic, espero que continue né? Essa é minha obra prima, meu vilão mais malvado, meus personagens mais problemáticos, é perfeito para torturar vocês *-*

Leli: Pelo que eu re conheço digo que essa vai ser tua favorita, você vai amar, e pode negar o quanto quiser, mas eu sei que você é louca por sua autora psicopata aqui ^^ QUERO O TARILER!

Cristine: AAAAAH QUE FELIZ, adorooooo leitoras novas, fico inspirada, fofa, tenta acompanhar as antigas e eu recomendo a irmã gêmea do mal também, espero que adore essa fic e as outras, ah e me diz um babado, como você achou a fic? Eu tenho essa curiosidade, como o povo me acha? Hehe!

Lina: Fofa, acorda, se não tiver dor e trauma não tem graça, é ai que ta o charme da fic, começa a pensar como vai ser a capa e vê os personagens na minha capa ferradinha ;)

Barb: Fofa, você é tããão dramática, sabe que eu tenho uma queda pela sonserina, tenho um pezinho lá do lado do mal da força, mas olha, os sonserinos são os melhores da fic, eu garanto, e abra sua cabecinha e seu coração para eles vai!

Sophie: É sempre bom saber que você ta acompanhando, espero que adore essa fic tanto quanto eu adoro *-*

Mary: Chuchu, esse vilão vai ser pior que a bruxa da branca de neve, eu garanto, *risada maléfica* eu sou uma autora má!

TODOS: Bem, o Murilo não apareceu, mas ele vai que eu sei e a Luh também! Hehe! Bem agora é só acompanhar e torcer pelo seus personagens favoritos não sofrerem, MUITO! :p