The Real ThingUma Fanfic PWP (Porn without plot/Pornô sem enredo) de Resident Evil estrelando WESKLAIRE (Albert Wesker e Claire Redfield)

Legenda:

|Letra|
-Diálogo-
"Pensamento"

Capítulo I – Falling to pieces.
(Caindo aos pedaços/Despedaçando)

| Back and forth, I sway with the wind
Resolution slips away again
Right through my fingers, back into my heart
Where it's out of reach and it's in the dark|

"Inspira, expira... Inspira, expira...".- como um mantra, Claire repetia mentalmente para si mesma tentando se acalmar. Tudo estava silencioso agora, exceto sua mente. Imagens do show de horrores que ela vira há algumas horas no laboratório, ainda a atormentavam. Imagens cravadas em sua memória, que nenhum ser humano deveria carregar. Imagens... Tão doentias, que ela ainda sentia vontade vomitar; tão tristes, que as lágrimas pareciam não parar de escorrer de seus olhos já inchados; tão enraivecedoras, que os punhos já machucados (de toda a destruição que ela causara no lab), estavam agora esbranquiçados e sangrando novamente, de tanta força que ela fazia ao cerrá-los.

Tentando conter a vontade de quebrar e explodir o local todo em pura raiva, ela se jogou na cama, abraçando os travesseiros e escondendo a face neles.

- MALDITO MONSTRO DOENTIO!- ela gritou para si mesma e para as paredes, abafando o som contra o travesseiro, enquanto continuava revivendo mentalmente o episódio dessa manhã:

-/-

Morta de tédio, depois que o Wesker saiu para uma de suas "reuniões de rotina", Claire resolveu invadir o laboratório, pra tentar descobrir que tipo de coisas bizarras ele escondia lá embaixo. Claire tinha tempo, tinha força de vontade e era teimosa como todo bom Redfield deve ser. Não foi tarefa fácil tentar decifrar o código de acesso, ou depois de perder a paciência, tentar fundir o aparelho para garantir sua entrada, mas tendo sobrevivido e desbravado os laboratórios e a própria cidade de Raccoon, nada lhe parecia impossível. A jovem conseguiu com alguma dedicação, acesso ao complexo, se deparando com a iluminação excessiva, gélidas paredes brancas, e o cheiro característico de hospital: desinfetante, detergente e cloro. Um longo lance de escadas e ela se encontrou no centro da instalação. Uma enorme e pálida sala, no final do corredor à extrema direita, lhe chamou atenção. Não sabia definir o porquê, sexto sentido talvez, pois a referida sala parecia completamente vazia, se não por uma solitária escrivaninha (com um computador e um punhado de notas) e uma pequena bancada com utensílios médicos (pequenos tubos de ensaio, estetoscópio, seringas, um microscópio etc.). Algo parecia estranho. O ar da sala parecia mais denso, um estranho clima de tensão. Após breve inspeção no recinto, Claire notou algumas marcas circulares no chão, por toda a extensão da sala.

"Estranho...".

Dando uma olhada ao redor da sala, ela foi em direção a mesa, e enquanto ela ponderava tentando entender as poucas notas dispersas sobre a mesma, Claire inclinou-se contra uma parede e, acidentalmente, ela pressionou alguma coisa, um painel como um tablet fixado na parede. Ela tocou-o e ouviu a voz mecânica e metálica, desprovida de qualquer humanidade, anunciar "Experimento#17".

| Sometimes I think I'm blind
Or I may be just paralyzed |

Ela bem sabia que Wesker não era nenhum santo, e constantemente ela podia ouvir muitos barulhos estranhos (passos, arranhar, às vezes até um tipo de rosnado), especialmente à noite, vindos debaixo do andar principal. Ela sempre inferiu que fossem alguns dos experimentos vivos de Wesker, e isso sempre a inquietou. Mas nunca se deu por ingênua, sempre soube que cientistas precisam de organismos vivos para experimentação. Ela só esperava que esses "organismos vivos" fossem animais e estes, fossem ao menos tratados dignamente. Mas o que ela viu, quando o chão cedeu e uma das marcas circulares deu forma a uma jaula de vidro, foi horrendo e Claire não pode conter um grito de surpresa e desgosto.

-AH! UM MONSTRO!-

| Because the plot thickens every day

and the pieces of my puzzle keep crumblin' away

But I know, there's a picture beneath|

Ela se sentiu tonta e sua visão quase escurecera ante a abominação. Um resto distorcido do que antes fora um homem, com gavinhas, apêndices e órgãos internos expostos. Mas o pior era o olho. Um único grande e triste olho amarelo e o que restara de sua mão humana a tocar o vidro. Todo o sofrimento que a criatura suportava transpassava pelo vidro, através do gesto e do olhar abatido. Toda aquela dor... Inconscientemente, com as pernas trêmulas, a jovem foi se afastando da jaula, e por acidente, esbarrou as costas no dispositivo tablet novamente, e então tudo veio à tona: Uma infinidade de experimentos estava agora disposta por toda a sala, que antes parecia vazia. Cada uma daquelas marcas circulares no chão cedeu e deu lugar a uma jaula de vidro. Todo o tipo de aberrações infectadas, um verdadeiro Circo de horrores, estava agora diante de seus olhos. Alguns eram grandes, outros pequenos, uns ainda traziam algum traço de sua antiga forma humana, outros, estavam irreconhecíveis. Uns pareciam dopados, outros se demonstravam bem agitados. Alguns se jogavam contra o vidro, outros ficavam recolhidos no canto da jaula. Era tudo demais para aguentar. O pior de tudo agora era o silencio. Tudo que Claire podia ouvir era sua própria respiração oscilante e o ritmo acelerado de seu coração; embora ela pudesse ver as criaturas agitadas, o som nunca permeava o local por conta da isolação do vidro. Tocou uma das jaulas, esperando sentir alguma coisa, qualquer coisa; sentir que estava acordada. Levou um tempo até que ela conseguisse sentir firmeza nas próprias pernas e a coragem de explorar o local. Ela retirou o aparelho tablet da parede, e foi andando pela sala. O dispositivo agora listava todos os espécimes e seus dados, tais como: data de nascimento, gênero, tipo sanguíneo, origem e a descrição de todas as atrocidades cometidas com o experimento. Ela seguiu andando pela sala, absorvendo toda a informação sobre tudo que eles haviam sofrido. Pessoas de todos os cantos do mundo, todas as faixas etárias... De repente, um nome na lista se destacou...

"Steve Burnside".

| Indecisions clouds my vision
No one listens.|

- Jaula 8- instruía o aparelho. Alguns minutos se passaram até ela conjurar a coragem de ir checar. Trêmula, ela se dirigiu a jaula onde o corpo de Steve supostamente estaria.

-Vazia- ela murmurou pra si mesma, tocando a jaula. Mais e mais lágrimas vinham.

| Because I'm somewhere in between
My love and my agony

You see, I'm somewhere in between

My life is falling to pieces.
Somebody put me together.|

- Eu sinto muito Steve... Eu sinto... Muito – Ela repetia em suspiros desesperados, enquanto escorregava as costas pela jaula, se colocando sentada ao pé da mesma. Claire abraçou os joelhos, escondendo o rosto para chorar. O lugar estava tão silencioso, que ela só podia ouvir o próprio choro. Ela estava se sentindo tão mal, os últimos momentos com Steve repassando vividamente em sua cabeça. Chorava copiosamente e sentia como se fosse desmaiar. Coração apertado, hiperventilando, visão turva... De repente, iniciou-se uma vídeo-reprodução no vidro da jaula de Steve. Assustada, Claire levantou rapidamente usando o vidro como suporte. Um arquivo áudio visual com todos os detalhes sórdidos de todo o sofrimento do jovem começou a passar. Toda experimentação feita nele e com ele, e por fim, após um mundo de dor por detrás daquele vidro, a almejada liberdade, o livramento de toda uma tragédia, através de um mecanismo de incineração, rápida desintegração do corpo. Em estado de choque, Claire começou a vomitar... e logo ela se viu perdendo os sentidos.

|Layin' face down on the ground
My fingers in my ears to block the sound
My eyes shut tight to avoid the sight
Anticipating the end, losing the will to fight|

Quando acordou, sentia o chão gelado contra sua face e uma tontura e enjoo absurdos. Lentamente ela se levantou e os monstros, dignos de um Inferno Dantesco ainda estavam lá. Não era um de seus costumeiros pesadelos. Os monstros pareciam mais e mais agitados, como se a presença de Claire os estivesse afetando, e começaram todos a chocar-se contra o vidro da jaula. Foi aí que ela saiu do estado de choque.
Mesmo enraivecida, triste e sem esperanças, ela iria colocar um fim ao sofrimento daqueles monstros. Tentando como pode limpar o próprio rosto, com passos irritadiços, decidida ela saiu em busca do aparelho de incineração pelo laboratório. Como mostrou o vídeo, um pequeno dispositivo, parecendo um controle.

Quando não conseguiu achar, Claire começou a gritar como uma pessoa enlouquecida. A voz oscilante, o grito rouco ecoando pelos corredores vazios do lugar. Como ela poderia dar fim a isso? A tudo isso? Toda essa crueldade e loucura destruindo o mundo e a humanidade? Ela estava dividindo a casa com o inimigo, ela estava vivendo confortavelmente com ele. Como ela pôde? COMO ELA PÔDE?

| Droplets of "yes" and "no"
In an ocean of "maybe"|

Vagando pelo laboratório ainda tentando recompor-se e encontrar uma solução para o sofrimento daqueles monstros, ela deu de cara com o escritório do Wesker. O lugar parecia com ele, cheirava como ele, e ela parecia até mesmo sentir a presença dele ali: gélidas paredes brancas, tudo limpinho e impessoal, cheirando a perfume caro e couro novo. Nada fora do lugar, nada ao alcance de terceiros, assim como ele. Louca de raiva, ela começou a quebrar a sala toda:

O computador foi ao chão;
-FODA-SE ESSE MALDITO COMPUTADOR!-

Os papéis que encontrou, rasgou todos;
-FODA-SE ESSES MALDITOS PAPÉIS!-

Ela chutou e pisou a cadeira até quebrá-la;
-FODA-SE ESSA MALDITA CADEIRA!-

E o usando o que sobrou da cadeira, um longo pedaço de metal que costumava ser a perna da mesma, ela usou para destruir o resto da sala: janelas, utensílios, molduras, armários etc.
-FODA-SE ESSA SUA MALDITA SALA, WESKEEER!-

Ainda ofegante e enlouquecida, Claire passeou com os olhos por toda a destruição. Estava agora tentando respirar direito e se recompor. Conforme foi se acalmando, sentiu um ardor nos dedos. Quando olhou para as mãos, viu que seus dedos agora sangravam. "Risco de Ameaça Biológica detectada. Processo de descontaminação iniciado." – a voz mecânica anunciou. Os chuveiros de descontaminação da sala começaram o processo, lavando a sala e ensopando Claire. "Ah, isso é ótimo!" – pensou sarcasticamente consigo mesma. Em algum momento, durante seu surto de raiva, ela se machucara. Ao analisar o ferimento, de relance, em meio ao entulho, ela finalmente achou o controle de incineração. Devia estar escondido em algo que ela quebrou, revelando assim, o objeto. Sem pensar duas vezes, a jovem tomou posse do controlezinho e voltou para a sala de tortura.

Claire olhou para os monstros uma última vez:
- Eu sinto muito...Eu sinto muito mesmo... Espero que possam descansar em paz agora.-

Em lágrimas e com o coração pesado, ela ativou o sistema de incineração, e assistiu como um clarão dominou toda a sala, vindo de cada vidro sendo consumido por uma explosão de fogo intensa. Claire tinha certeza de que se pudesse ouvir o grito dos monstros agonizando, sendo consumidos pelo fogo, ela ficaria louca para sempre.
Em instantes, tudo era cinzas. O mecanismo das jaulas começou um processo de limpeza e desinfecção. E em segundos, toda a existência dos monstros fora apagada, e tudo que restara era o limpo vazio das jaulas.
Tomando nas mãos o tablet, ela memorizou cada experimento. Wesker pagaria por cada um deles. Tentou apagar todos os dados, mas não conseguiu figurar a senha para fazê-lo. Contentou-se em apenas destruir o aparelho, deixando os restos pelo chão.
Deixando o laboratório para trás, ela voltou para dentro da casa, com a intenção de se limpar.

| From the bottom, it looks like a steep incline
From the top, another downhill slope of mine
But I know the equilibrium's there.|

Claire tomou um banho quente e não conseguia parar de chorar. Muita coisa passava em sua cabeça agora. Tudo que acontecera desde a morte prematura de seus pais, o pesadelo em Raccoon City, na Ilha de Rockfort, na Antártica, em Harvardville... Pensou em tudo que ela aprendera sobre a Umbrella e o verdadeiro mal lá fora: a vaidade dos homens. Pensou em tudo que acontecera com ela e os amigos por causa desse mal que assola o mundo. Pensou em tudo que acontecera com Chris, ah como ela sentia falta do irmão! Pensou em todos que morreram e em todos que perderam algo ou alguém pelas mãos dessa maldade... pensou em Steve...
-Oh Steve ...- sussurrou para si mesma, se lembrando de todas as coisas horríveis que ele sofreu, uma vez que Wesker colocou suas mãos nele. Pensou em Wesker...

O que ela ia fazer? O que ela poderia fazer? Claire estava se sentindo tão traída; pelo Wesker, claro, mas principalmente por si mesma. Ela já estava se acostumando ao vilão, vendo um lado diferente nele, procurando conhecê-lo melhor, se afeiçoando a ele, procurando sua companhia,...começando a sentir-se próxima dele. Claire já até sonhara com ele algumas vezes. Como ela pôde?

| Indecisions clouds my vision
No one listens
Because I'm somewhere in between
My love and my agony |

Se sentindo completamente drenada de toda energia, ela se trocou rapidamente, sem prestar atenção no que vestiria, vindo a colocar apenas uma boxer feminina preta e uma regata branca.
Cerrando os punhos, ela se jogou na cama que já estava quase que sentindo como sua própria.

- MALDITO MONSTRO DOENTIO!-
Ela iria colocar um fim nisso tudo de uma vez por todas, assim que o Wesker chegasse.
"Chega de brincar de casinha com o Diabo".
E então, exausta, ela chorou até cair num sono profundo sem sonhos ou pesadelos.

| You see, I'm somewhere in between
My life is falling to pieces.
Somebody put me together. |

-/-

Assim que entrou na casa, Wesker podia dizer que alguma coisa estava errada. Sentia que alguma coisa estava errada. Com o mesmo andar costumeiro, assim como uma pantera negra, a figura toda de preto, vagou pela sala de estar, observando. Os olhos felinos scanearam o local. Nada parecia fora do lugar. Sentiu certa eletricidade no ar, respirando fundo, um cheiro agridoce diferente alcançou suas narinas.
"Sangue?"
Definitivamente alguma coisa estava errada. Ao se aproximar da porta do lab, ele realizou tudo. Vermelho iluminou através das lentes dos seus óculos escuros, os olhos diabólicos brilhando com ódio.
" O que você fez, Redfield?"
E com passos lentos e decididos, ele entrou no laboratório...

Nota da Autora: Bem, bem, o primeiro capítulo está feito. Espero que vocês gostem.

Quero agradecer a todos que estão me dando essa oportunidade.

E gostaria também de adicionar algumas informações: Para aqueles que possam pensar que Claire exagerou aqui, é importante ter em mente que não foi apenas pelos experimentos, nem a morte do Steve. Isso foi apenas o ponto de ruptura de Claire, o estopim. Como eu disse a vocês anteriormente na Nota Realmente longa da Autora, ela está estressada, solitária, confusa ... há muita coisa acontecendo aqui. Ela está infectada, longe de seus entes queridos, tentando seu melhor para não se apaixonar pelo inimigo e assim por diante. Espero que faça sentido que ela perdeu a cabeça aqui.

O sutil processo de descontaminação começou quando ela sangrou, porque ela está infectada. Espero que isso seja evidente também.

Desculpe novamente por a minha escrita pobre. Essa fic é uma tradução do inglês.

Vejo vocês no próximo capítulo, quando a "ação" vai finalmente ser colocada em movimento.

Beijos e Abraços,
Mandy Boo / Sofistinha / Amanda Del Duque.