Oiee amorecos aqui esta mais um cap lembrando que os instrumentos mortais pertenece a Titia Cassie e pra terem noção de quanto o mundo é cruel nem mesmo meu amado Jace me pertence ,deixando essa triste realidade de lado vamos ao cap as partes em negrito são originais do livro, eu tenho esta fic tambem no Nyah embora eu não sei por quanto tempo ¬¬ ,não esqueçam de comentar isso faz bem ao coração do autor Se você tem 5 minutos para ler uma fanfic, tem 1 minuto para deixar um review,concordam ?! Boa leitura amores
CAPITULO EDITADO EM 2016
TMI TMI TMI TMI TMI TMI TMI TMI
–Capitulo 1 Pandêmonio–
–Mas que demonios é isso ?-Indagou Emil curvando as sombrancelhas de forma interrogativa
– Se você deixar eu ler talvez seja explicado -Respondeu Patrick já nervoso, no que Emil ergueu os braços em sinal de rendição.
— Você só pode estar brincando — disse o segurança, cruzando os braços sobre o peito imenso. Ele encarou de cima o garoto com a jaqueta vermelha de zíper e balançou a cabeça raspada. — Você não pode entrar com cerca de cinquenta adolescentes na fila da boate Pandemônio
–Ah que incrivel realmente uma boate vai ajudar muito a derrotar a Clave –disse Robert entediado
–É por que talvez um sarcófago ajuda-se !-ironizou Madelaine revirando os olhos, se havia uma coisa que a irritava era a falta de paciência das pessoas
–Ótimo! Já sabemos de onde você fugiu, múmia !-Retrucou Michel em defesa do melhor amigo
– Se eu sai de la Wayland, eu gostaria de saber em que porta de hospício os seus pais te acharam. Não, porque só loucos para ter você como filho – Nesse momento as cadeiras foram empurradas com extrema força, fazendo um estrondoso barulho no assoalho de madeira marrom. Em um pulo os dois já encontravam- se em pé, se encarando mortalmente .
Não era novidade pra ninguém as desavenças entre Michel e Madelaine desde os 12 anos tinham essa rivalidade e ninguém sabia ao certo porque , quando menores os dois eram melhores amigos e de uma hora para outra tudo acabou.
–Você ousa...- Começou Madelaine, seus olhos pegavam fogo
– Puxa, querem que eu traga uma chupeta!- Cortou Maryse de forma debochada
–Não se meta no que não é da sua conta- Sibilou Madelaine entre dentes
–Já chega! Vocês dois estão se comportando como crianças. A questão aqui, agora, é a leitura. Se querem resolver seus problemas resolvam depois! -Disse Jocelyn irritada,
O casal de inimigos, que antes brigava, se sentou bufando. Amatis suspirou pesadamente enquanto balançava a cabeça negativamente" esta história ainda estava longe de acabar"
–Continue Patrick- Pediu Jocelyn
se inclinaram para a frente,a fim de ouvir a conversa.A espera para entrar na boate sem restrição de idade estava longa, principalmente para um domingo,e em geral,não acontecia nada demais nas seguranças eram ferozes e cortavam instantaneamente qualquer um que aparentasse estar prestes a provocar confusão .Clary Fray ,de 15 anos ,
–Para tudo! A garota tem 15 anos e já esta frequentando uma boate? – Disse uma espantada Jocelyn
– Falo a mamãe. Tenho pena de quem vai ser sua filha ou filho –Disse Hodge brincando com a amiga
–Ah, pode apostar, que se essa garota fosse minha filha, jamais a deixaria ir a uma boate
–Ah, por favor! Nós somos Caçadores das Sombras! Com essa idade muitos de nós já passou por sérios riscos de morte, muito mais sérios do que simplesmente ir a uma boate - Analisou Stephen enquanto se sentava de forma desleixada na cadeira e colocava os pés sobre a mesa, recebendo olhares mortais de Madelaine e Maryse.
–É exatamente isso que eu tenho medo!- Murmurou Jocelyn, de forma que só Lucian pode ouvi-la, ele apenas deu um sorriso acolhedor para amiga.
na fila com seu melhor amigo ,Simon, se inclinou para a frente, assim como todas as outras pessoas ,esperando alguma agitação.— Ah, qual é. — O menino levantou o objeto por cima da cabeça. Parecia uma viga de madeira, com uma das pontas afiadas. — É parte da minha fantasia.
–Sim, nós sabemos. Que história interessante de mundanos, puxa estou emocionado-disse Valentim sarcásticamente
–Voces vão mesmo me interromper a todo instante! –Disse Patrick , entre dentes. Todos ficaram em silêncio,.Valentim o encarou mais irritado ainda, em um ato involuntário Jocelyn apertou sua mão por debaixo da mesa.
–Ótimo, continuando...
O segurança ergueu uma sobrancelha.— Que seria de quê?O menino sorriu. Ele parecia normal o suficiente para o Pandemônio, pensou Clary. Tinha cabelos pintados de azul que pendiam de sua cabeça como os tentáculos de um polvo assustado, mas não tinha tatuagens no rosto ou grandes piercings nas orelhas ou nos lábios.— Sou um caçador de vampiros — disse, apertando o objeto de madeira
– Mundanos ridículos! Agora se acham Caçadores das Sombra de certo, como se pudessem se igualar a nós –Disse Valentim empinando o nariz e estufando o peito, como um atitude superior. O grupo assentiu concordando , com excessão Patrick que permaneceu olhando para o livro.
Dobrava com a mesma facilidade que uma folha de grama dobraria de lado.— É falsa. De borracha. Está vendo?Os olhos grandes do menino eram verdes, excessivamente brilhantes,Clary notou: cor de grama da primavera. Lentes de contato coloridas, provavelmente. O segurança deu de ombros, repentinamente entediado.— Tá bom...! Pode entrar
–Viram, até o segurança esta entediado !- exclamou Celine debochadamente, fazendo referência a sensação que muitos ali sentiam
–Calada!-Disse Patrick fazendo a garota a sua frente o fulminar com seu olhar. Valentim a encarou e analisou " Celine sinto lealdade de você com o cCiclo, talvez me sera muito útil."
O menino passou por ele, rápido como um raio. Clary gostou do movimento dos ombros dele, do jeito que mexeu no cabelo ao entrar. Existia uma palavra que a mãe dela teria usado para descrevê-lo
– Despreocupado –disse Jocelyn divertida, no que Celine revirou os olhos entediada
–despreocupado.-
Todos á olharam assustados, inclusive ela mesma própria fez uma careta. Os únicos que tiveram reações diferentes foram Valentim e Patrick, o primeiro por não estar com um bom pressentimento sobre o livro,e o segundo por desconfiança.
— Você o achou bonitinho — disse Simon, parecendo resignado. — Não achou?Clary deu uma cotovelada nas costelas dele, mas não respondeu .
–Uma atitude digna de Jocelyn. Você teve a mesma reação, quando lhe fiz a mesma pergunta sobre seus sentimentos por Valentim -Disse Lucian resignadamente
Jocelyn corou com o comentário. O resto do grupo soltou risinhos sarcásticos. Valentim vendo a atitude da namorada, ergueu a cabeça dela e lhe deu um beijo, recebendo assobios. Lucian desviou os olhos dos dois e abaixou a cabeça miseravelmente. Essa atitude não passou despercebida a Maryse ,Amatis, Madelaine, Michel, Hodge e Patrick que o olharam indagativos . Amatis suspirou pesadamente, teria que ter uma conversinha com o irmão sobre isso.
Lá dentro, a boate estava cheia de fumaça de gelo-seco. Luzes coloridas enfeitavam a pista de dança, transformando-a em um multicolorido reino de azul, verde, rosa-shocking e dourado.
O menino da jaqueta vermelha passou a lâmina afiada na mão,
–Espera um pouco, lâmina afiada? – Repetiu Hodge de sobressalto
com um sorriso indolente nos lábios. Havia sido tão fácil — algum encantamento na lâmina, para fazer com que parecesse inofensiva. Outro encanto em seus olhos e, assim que o segurança o encarou, ele entrou. Evidentemente, ele poderia ter passado sem toda a comoção, mas aquilo fazia parte da diversão — enganar os mundanos, descaradamente, na frente deles, curtir os olhares vazios naqueles rostos que tanto lembravam ovelhinhas de rebanho
–Espera um pouco, ele fala como um Caçador das Sombras - Constatou Samuel
– Não se parece como um Caçador das Sombras. Tem algo esquisito, Caçadores das Sombras não gostam muito de mundanos, mas não chegam a ter essa raiva toda ou melhor esta sede toda – disse Hodge pensativo coçando seu queixo e olhando para o livro com olhos crispados
–Então você quer dizer que ...-
– Exatamente Maryse, isto pode ser uma criatura do submundo- Desta vez quem concluiu foi Patrick, que acompanhou a mesma linha de raciocínio de Hodge. Todos os olharam indagativos
Não que os humanos não tivessem utilidade. Os olhos verdes do menino examinaram a pista de dança, onde braços vestidos em peças de seda e couro preto apareciam e desapareciam nas colunas giratórias de fumaça enquanto os mundanos dançavam. Garotas mexiam em seus cabelos longos, garotos balançavam os quadris vestidos de couro e peles nuas brilhavam com suor. Vitalidade simplesmente transbordava deles, ondas de energia que os enchiam de uma tontura inebriante. O lábio do menino se contraiu. Eles não sabiam a sorte que tinham. Desconheciam o que era prolongar a vida em um mundo morto, no qual o sol se pendurava vacilante no céu como uma brasa queimada. Tinham vidas que flamejavam tão brilhantes quanto chamas de velas — e eram igualmente fáceis de ser apagadas.
A mão do menino apertou a lâmina que carregava. Havia começado a
adentrar a pista de dança quando uma menina surgiu da multidão de dançarinos e começou a caminhar em sua direção. Ele a encarou. Ela era linda, para uma humana — cabelos longos quase exatamente da cor de tinta preta.
–Sim, mundanas são muito bonitas e pelo jeito essa também vai ser esse cara–disse Robert maliciosamente. Maryse revirou os olhos e com raiva retrucou:
–Francamente ! Aposto que se fosse sua filha você não diria isso-
–Eu jamais teria uma filha mundana. Além do mais, com o que você esta implicando? Até onde eu sei, isso não tem nada a ver com você – Rebateu Robert debochado
–Graças ao Anjo !- Murmurou Maryse arrogantemente, mas ela sabia que bem lá no fundo, não estava tudo bem.
olhos como carvão. Vestido branco até o chão, do tipo que as mulheres usavam quando este mundo era mais jovem. Mangas de renda desciam se abrindo pors eus braços finos. Em volta do pescoço havia uma corrente grossa de prata, na qual um grande pingente vermelho-escuro se pendurava. Ele só precisou apertar os olhos para ver que era de verdade — de verdade e precioso. O menino começou a ficar com água na boca à medida que ela ia se aproximando. Energia vital pulsava dela como sanguefluindo de uma ferida aberta. A menina sorriu, passando por ele, acenando com os olhos. Ele se virou para segui-la, sentindo nos lábios o doce sabor de sua morte iminente.
–Demônio ! – exclamaram todos
–Então Lockwood, ainda quer ser o garoto? –Perguntou Maryse sarcá fez uma expressão de nojo e respondeu:
–Jamais ouse me comparar a uma criatura inferior a mim -
Valentim sorriu maldosamente, afinal de contas seus objetivos estavam sendo atingidos. Ele já tinha seu escudo humano. Olhou ao redor da sala analizando a cada um, todos eles dispostos a dar a própria vida pela sua "causa" e pela vida de seu lider. O único que parecia insatisfeito era Pratick, esse sim seria um problema. Se uma parte de sua árvore está podre ele teria que podar antes que afetasse as outras partes, e se depende-se dele esta parte seria cortada ali mesmo. Mas tinha que ser cauteloso, ele ia arranjar uma situação certa, analisar todas as possiblidades, para então atacar. E com o resto das outras partes, bom, nada que uma chantagem emocional não resolvesse .
Sempre era fácil. Ele já podia sentir o poder da vida que evaporava da menina, correndo por sua veia como fogo. Os humanos eram burros algo tão precioso mas cuidavam mal daquilo. Jogavam a vida fora por dinheiro, por saquinhos de pó, pelo sorriso charmoso de um estranho. A menina era um fantasma pálido passando através da fumaça colorida. Ela chegou à parede e virou-se, segurando a saia com as mãos, levantando-a enquanto sorria para ele. Sob a saia usava botas que iam até a foi até ela, sentindo a pele pinicar com a proximidade da menina. Deperto, ela não era tão perfeita: dava para ver o excesso de maquiagem sob os olhos, o suor grudando o cabelo ao pescoço. Ele podia farejar a mortalidade, o doce apodrecer da corrupção. Te peguei, pensou ele.
–Ah, ninguém merece ouvir pensamentos de uma criatura repugnante – Disse Maryse com nojo
–Não é só isso, o vestido que ela esta usando nenhuma mundana usaria, e o modo como se descreve os acessórios...é como se ela estivesse... – Começou Stephen analisando. "É claro", concluiu mentalmente, "ela é uma caçadora das sombras".
Valentim o encarou analisando-o. Stephen Herondale era muito útil, muito capaz de identificar situações muito antes dos outros e isso que lhe dava utilidade para o Ciclo, ele era capaz de prever rapidamente o que determinadas ações podiam gerar. Fazendo isso, muitas foram as vezes em que ele safou o grupo de armadilhas. "Mas você ainda me será mais util Herondale" pensou Valentim.
Um sorriso descontraído curvou os lábios dela. Ela foi para o lado, e ele pôde ver que a menina estava se apoiando em uma porta fechada. ENTRADA PROIBIDA — DEPÓSITO estava escrito em tinta vermelha. Ela alcançou amaçaneta e girou-a, entrando. Ele avistou várias caixas empilhadas e fios e maranhados. Um depósito. Deu uma olhada para trás, ninguém estava olhando. Muito melhor se ela quisesse entrou na sala depois dela, sem perceber que estava sendo seguido.
— E aí — disse Simon —, a música é boa, não é?Clary não respondeu. Estavam dançando, ou fingindo que estavam muito balanço para a frente e para trás, e investidas ocasionais em direção ao chão como se algum deles tivesse derrubado uma lente de contato em um espaço entre um grupo de meninos adolescentes trajando espartilhos.
–Puxa que emocionante – disse Anso entediado, enquanto suspirava pesamente e apoiava sua cabeça na mesa
–Demônios são criaturas burras demais. Olha as ideias do bicho, atacar. Eu com uma garota dessas no depósito escuro, teríamos coisas melhores para fazer-Disse Robert malicioso
– ARGH SEU NOJENTO! Você fala como se acontecesse isso sempre – Disse uma indignada Melanie
– E quem disse que eu não faço- Disse o garoto novamente, levantando uma sombrancelhas e sorrindo descaradamente. As garotas coraram e os garotos soltaram risos maliciosos, a única eu permaneceu quieta era Maryse, que o encarou com desprezo.
metálicos e um jovem casal asiático que se beijava apaixonadamente, com apliques coloridos se enrolando como vinhas. Um menino com piercing labiale uma mochila de ursinho de pelúcia estava distribuindo tabletes gratuitos de êxtase de ervas, sua calça de paraquedista balançando com a brisa da máquina de vento. Clary não estava prestando muita atenção aos arredores imediatos— estava de olho no menino de cabelos azuis que havia passado uma conversa no segurança para entrar na boate. Ele estava passando pela multidão como se estivesse procurando alguma coisa. Havia algo familiar na maneira como eles e movia...
— Eu, por exemplo — continuou Simon —, estou curtindo parecia improvável.
Simon, como sempre, destacava-se na boate como um dedão machucado, vestindo calça jeans e uma camiseta velha que dizia MADE IN BROOKLYN na frente. Os cabelos recém-escovados eram de um tom marrom-escuro, e não verde ou rosa, e os óculos apoiavam-se na ponta do nariz. Ele não parecia tanto alguém que estivesse refletindo sobre poderes obscuros, mas sim uma pessoa a caminho de um clube de xadrez.
— A-hã. — Clary sabia perfeitamente bem que ele só tinha ido para o Pandemônio porque ela gostava, e que na verdade ele achava chato. Ela nem sabia por que gostava — as roupas, a música, tudo fazia aquele lugar parecer um sonho, a vida de outra pessoa, nada como sua verdadeira vida monó Clary erasempre tímida demais para falar com qualquer outra pessoa que não fosse Simon.
–Nossa Clary! Tenho certeza que você se daria muito bem com Jocelyn, vocês pensam praticamente igual -Disse Lucian, como se Clary realmente pudesse ouvi-lo, mas estava começando a ficar desconfiado de algo, ele não sabia explicar o por que desse sentimento. "Jocelyn também não conseguia falar com qualquer outra pessoa que não fosse eu e Madelaine, e confiar então muito menos" refletiu ele
–Você percebe que esta falando com um livro né – disse Stephen sarcástico. Lucian apenas deu de ombros
O menino de cabelo azul estava saindo da pista de dança. Ele parecia um pouco perdido, como se não tivesse encontrado a pessoa que estava procurando. Clary imaginou o que aconteceria se ela fosse até ele e se apresentasse, e se oferecesse para mostrar o lugar. Talvez ele só ficasse olhando para talvez fosse tímido demais. Talvez se sentisse grato e gostasse, e então tentasse não demonstrar, como os meninos faziam — mas ela ...De repente o menino de cabelo azul se recompôs, evitando atenção, como um cão de caça preparado. Clary seguiu o olhar dele, e viu a menina com o vestido branco fazer o quê? , pensou Clary, tentando não se sentir como um balão de festa que é isso.
A menina era linda, o tipo de menina que Clary gostaria de ter desenhado — alta e esbelta, com longos cabelos negros. Mesmo a essa distância, Clary podia ver a joia vermelha em volta de seu pescoç sob as luzes da boate como um coração fora do peito.— Eu acho que — continuou Simon — o DJ Bat está fazendo um trabalho particularmente excepcional esta noite. Você não acha?Clary revirou os olhos e não respondeu; Simon detestava música estava com a atenção voltada para a menina de branco. Através da escuridão, da fumaça e da neblina artificial, o vestido claro brilhava como um farol. Não era de se estranhar que o menino de cabelo azul a estivesse seguindo como que enfeitiçado, distraído demais para perceber qualquer outra coisa ao redor — até mesmo as duas criaturas sombrias que o seguiam, atravessando a multidã diminuiu o ritmo da dança e encarou as criaturas. Ela só conseguia identificar que eram meninos altos e que usavam roupas escuras. Ela não sabia dizer como percebera que estavam seguindo o outro garoto, mas tinha certeza disso. Dava para perceber pela maneira como acompanhavam o ritmo dele, pelo cuidado com que observavam tudo, pela graciosidade de seus movimentos sinuosos. Uma leve apreensão começou a tomar conta de seu peito.— Enquanto isso — acrescentou Simon —, eu queria te dizer que ultimamente tenho me vestido de mulher. Além disso, estou transando com asua mãe. Achei que você deveria saber.
Todos gragalharam com o que o garoto denominado Simon disse. Até mesmo Valentim se permitiu soltar um risinho debochado. Assim que pararam de rir, Lucian comentou:
–Ela pensa como Jocely, então meu amigo nada do que você fizer vai chamar a atenção dela –
A menina chegou à parede e estava abrindo uma porta que dizia ENTRADA PROIBIDA. Ela deu uma olhada para o menino de cabelo azul atrás dela, e eles entraram. Não era nada que Clary nunca tivesse visto, um casal entrando sorrateiramente em um dos cantos escuros da boate para dar uns amassos, mas isso só fazia o fato de estarem sendo seguidos parecer aindamais ficou na ponta dos pés, tentando enxergar por cima da multidão. Os dois rapazes tinham parado na porta e pareciam estar consultando um ao outro.
Um deles era louro, enquanto o outro tinha cabelos escuros. O louro colocou a mão no casaco e alcançou um objeto longo e afiado que brilhava sobas luzes estroboscópicas. Uma faca.— Simon! — Clary gritou, e agarrou o braço dele.— O quê? — Simon parecia alarmado. — Eu não estou transando com a sua mãe de verdade. Só estava tentando chamar sua atenção. Não que sua mãe não seja uma mulher muito atraente para a idade dela.
–Ah como eu queria conhecer a mãe da Clary –Disse Robert sonhadoramente -Aiii, ficou maluca garota – Gritou assim que Maryse o estapiou
–Nós não somos obrigados a escutar suas safadezas ,continue Patrick – Disse Maryse indignada pelo atrevimento do "amigo"
— Você está vendo aqueles caras? — ela apontou fervorosamente, quase atingindo uma curvilínea menina negra que estava dançando ali perto. Amenina lançou um olhar furioso a Clary. — Desculpe, desculpe! — Clary voltou a atenção para Simon. — Você está vendo aqueles dois caras ali? Perto da porta?Simon cerrou os olhos, depois deu de ombros.— Não estou vendo nada.
–Caçadores das sombras- Constatou Hodge de forma desnecessária, pois todos já haviam percebido.
– Para um Caçador das Sombras perder o seu tempo com uma criatura do submundo, caçando ela perto dos mundanos, algo muito sério deve ter acontecido. Significa que ou esse demônio sabe algo de extrema importância ou aprontou alguma coisa– Afirmou Michel, estufando o peito como se acabasse de descobrir a América.
–Ora, por favor! Quem não sabe disso? Até eu saberia dizer, está tudo no livro que a gente estudou ano passado, continue Patrick – disse Melaine revirando os olhos
— Aqueles dois. Eles estavam seguindo o garoto do cabelo azul...
— O que você achou bonitinho?— É, mas a questão não é essa. O louro pegou uma faca.— Você tem certeza? — Simon estreitou o olhar para enxergar melhor,balançando a cabeça. — Continuo não vendo nada.— Tenho certeza. Repentinamente sério, Simon alargou os ombros.— Vou chamar um daqueles seguranças. Você fica aqui — ele se afastou,empurrando a multidã virou bem a tempo de ver o menino louro entrar sorrateiramente pela porta que dizia ENTRADA PROIBIDA, com o amigo logo atrás. Ela olhou em volta; Simon ainda estava tentando atravessar a pista de dança, mas sem muito êxito. Mesmo que ela gritasse agora, ninguém escutaria, e até queSimon voltasse, alguma coisa horrível já poderia ter acontecido. Mordendo o lábio inferior com força, Clary começou a correr pela multidão.
–É óbvio que ela não iria esperar! Ela pensa como Jocelyn. E Jocelyn não pode e esperar um segundo! Enquanto ela não se aventurar a meter o narigão dela , não vai sossegar –Dessa vez quem disse isso foi Melanaie. Os outros soltaram risinhos e Jocelyn fechou a cara, rebatendo:
–Não é minha culpa se vocês demoram um ano pra pedir ajuda...-
– Não é nossa culpa se você tem complexo de heroísmo-disse Melanie sarcástica. Jocelyn bufou, mas por fim, ergueu as mãos para o alto como sinal de rendição
–Tuché!-
Todos soltaram risinhos e Patrick voltou a ler:
–Qual é o seu nome ?
Ela se virou e sorriu .A pouca luz que havia no depósito entrava pelas grandes janelas com grades completamente sujas .Pilhas de cabos elétricos ,juntamente com pedacinhos de bolas de discotecas espalhadas e latas vazias de tinta sujavam o chão .
–Isabelle.
–Ei! Esse não era o nome que você queria dar a sua futura filha? Tipo desde criança você só sabe falar dele - questionou Michel a Maryse que assentiu levemente com a cabeça
–É um nome bonito.-Ele caminhou em sua direção ,´passando cuidadosamente pelos fios ,caso algum deles estivesse a fraca luz,ela parecia semi transparente ,desprovida de cor ,envolta em branco como um anjo .Seria um prazer derruba-la ...-Eu nunca te vi por aqui .
–Você esta me perguntando se eu venho aqui sempre ?-ela sorriu cobrindo a boca com a mão
A menina tinha uma espécie de pulseira em torno do pulso ;dava para ver pela renda do vestido .Então ,ao se aproximar dela,ele viu que não era uma pulseira,mais um desenho marcado na pele ,um emaranhado de linhas de linhas entrelaçadas .
Ele congelou
–Você
–Ahhh, por favor! Estava na cara que ela é uma Caçadora das Sombras, só um demônio idiota pra não perceber isto- disse Samuel com certo nojo na voz
Ele não se moveu como um raio ,atacando-o com a mão aberta ,um golpe no peito que o derrubaria e o deixaria sem folego se fossse um entanto,ele apenas cambaleou para tras .Logo depois havia algo na mão dela ,um chicote que brilhava dourado enquanto o golpeava,enrrolando os tornozelos dele e fazendo com que seus pes saíssem do chã caiu ,contorcendo-se o metal penetrando sua riu de pé sobre ele que ,completamente tonto pensou que deveria ter garota humana usaria um vestido como o que Isabelle estava o estava vestindo para cobrir a pele- toda a pele
–Uau que movimentos einn – Cometou Robert sorrindo malicioso, enquanto batia palmas
–Realmente a garota parece ter habilidade- Comentou Lucian pensativo
Isabelle puxou o chicote com força ,segurando-o .Tinha um sorriso que brilhava como agua venenosa .
"O mesmo sorriso de Maryse quando ataca" pensou Stephen mentalmente. "Mas será? E se for, será que ela faz parte da Clave ou do Ciclo ? E atrás do que ela está? Vamos Stephen, pense !"
Amatis e Celine o encaravam pensativas. O que o garoto estava pensando que era mais importante do que dar atenção a elas? Era o que ambas se indagavam
–Ele é todo de vocês ,meninos.
Uma risada baixa soou atrás dele , e agora mãos o agarravam ,erguendo-o ,lançando-o contra um dos pilares de com as mãos presas atrás do corpo ,atadas como um fio elé se debatia,alguém circulou o pilar,aprecendo em seu campo visual:um menino,tão jovem e bonito quanto olhos amarelos brilhavam como pontas âmbar
–Então- disse o garoto- a mais algum com você ?
O menino de cabelo azul podia sentir o sangue acumulado sob o metal excessivamente apertado,deixando-o com os pulsos escorregadios .
–Mais algum o quê?
–Ora ,vamos !-O menino de olhos castanhos amarelados levantou as mãos ,e as mangas escuras desceram,mostrando os símbolos tatuados nos pulsos ,nas costas e nas palmas da mãos.-Você sabe o que eu sou .
No crânio do menino algemado ,o segundo grupo de dentes dele começou a ranger
–caçador das sombras –sibilou
O outro menino sorriu .
–Te peguei-disse ele
"Está ai uma coisa que Valentim diria se fosse ele que tivesse pego o demônio, mas será?-" continuou Stephen se questionando mentalmente
Clary abriu a porta do depósito e entrou . Por um instante, achou que estivesse vazia. As únicas janelas eram no alto e tinham grades ;Um barulho fraco da rua entrava através delas, o som de carros buzinando e freando. A sala tinha cheiro de tinta velha, e uma pesada camada de poeira cobria o chão, marcado por sinais de pegadas.Não há ninguém aqui, ela percebeu, olhando em volta espantada. A sala estava fria, apesar do calor de Agosto la fora . Sua coluna gelada de suor. Deu um passo em frente, enrolando seus pés em fios elétricos. Ela se abaixou para se livrar dos cabos e ouviu vozes . A risada de uma menina, um menino de respondendo , se ajeitar , ela como se eles tivessem passado a existir em um piscar de olhos. La estava a menina com seu longo vestido branco, com o cabelo preto escorrendo pelas costas como algas dois meninos estavam com ela-o mais alto de cabelos escuros como os dela ,e o menor, mais claro ,cujos cabelos louros brilhavam como bronze sob a fraca luz que entrava pela janela do alto .O menino louro estava de pé ,com as mãos no bolso ,encarando o garoto punk,que estava amarrado a uma coluna com o que parecia um fio de piano ,com as mãos esticadas para tras do corpo e as pernas amarradas pelos tornozelos .Seu rosto expressava dor e medo.
Com o coração batendo forte no peito ,Clary se abaixou atrás da coluna de concreto mais próxima e espiou em volta .Ela assistiu enquanto o menino de cabelos claros andava para a frente e para tras ,com os braços cruzados por cima do tórax .
–Então-disse ele –Você não me disse se há mais alguém da sua espécie aqui com você .
Sua espécie ?Clary tentou imaginar sobre o que ele estaria falando .Talvez ela tivesse se metido numa guerra de guangues
-Isso por quê você não viu uma guerra de gangues entre Caçadores das Sombras, garota!- Exclamou Anso rindo debochadamente
"Eu não sei do que você está falando." O tom do garoto de cabelo azul era doloroso, mas mal-humorado.
"Ele quer dizer outros demônios," disse o garoto de cabelo escuro, falando pela primeira vez. "Você sabe o que é um demônio, não sabe?"
O garoto amarrado no pilar virou seu rosto para longe, sua boca trabalhando.
"Demônios," desenhou o rapaz loiro, traçando a palavra no ar com seu dedo. "Religiosamente definidos como habitantes do inferno, os servos de Satanás, mas entendido aqui, para os propósitos da Clave, por ser qualquer espírito malévolo cuja origem está fora de nossa própria casa dimensão..
–Nossa que inteligência ,o garoto poderia fazer parte do Ciclo –Analisou Hodge, admirado com a inteligência do garoto descrito no livro, todos sabiam que ele adorava ler e antes de conhecer Valentim vivia enfurnado na biblioteca da escola, de forma que citar palavras exatamente iguais a de um livro era seu maior orgulho
–Até parece, ele não passa de um sabe-tudo irritante isso sim! –Disse Madelaine, olhando para Michel e completando sarcasticamente –Parece com uma criatura que a minutos atrás estava se achando
–É melhor saber de tudo, do que ser uma coisa burra que na prova de demônologia tirou três – Disse Michel sarcástico, antes que a garota pudesse retrucar ,Patrick voltou a leitura:
"Já chega, Jace," a garota disse. "Isabelle está certa," concordou o garoto mais alto. "Ninguém aqui precisa de uma lição de semântica ou de demônologia." Eles são loucos, Clary pensou. Realmente lucos.
–Loucura é isso que vocês mundanos chamam de matéria. Vocês já viram a tal da matética, como é horrível –disse Samuel fazendo uma careta
–É matemática seu burro !-disse Melanie o encarando
-Eu não to nem ai, nada que vêm dos mundanos me interessa!- Rebateu Samuel de forma arrogante
–Patrick , por favor continue! –implorou Amatis, antes que uma nova discussão começasse
Jace levantou sua cabeça e sorriu. Havia alguma coisa de selvagem sobre aquele gesto, algo que lembrava Clary nos documentários que ela havia assistido sobre leões no Discovery Channel, o modo como aqueles grandes gatos levantavam suas cabeças e cheiravam o ar pela presa.
–Normalmente sim, é o comportamento natural de um caçador das sombras –falou Stephen dando de ombros. Lucian se vingando falou debochado:
–Você percebe que esta falando com um livro né –
"Isabelle e Alec pensam que eu falo muito," ele disse, confidentemente. "Você acha que eu falo muito também?"
–Sim ,muito é só apelido !-Resmungou Madelaine enquanto cruzava os braços indignada, a arrogância daquele garoto á irritava profundamente
O garoto de cabelo azul não respondeu. Sua boca ainda estava trabalhando. "Eu posso dar a você uma informação," ele disse, "Eu sei onde Valentim está."
Nisso todos pularam assustados em suas cadeiras. Anso acabou caindo no chão. Cada um com uma expressão caracteristica de horror, era como se tivessem acabado de estapear a todos, por que no fundo sabiam, onde Valentim estivesse eles também estariam. Valentim continuava com a mesma expressão, só levantou uma sombrancelha indagador enquanto todos o encaravam esperando sua reação que não veio. Por dentro ele já maquinava um novo plano, mas como dizem os mundanos "você não planeja um assassinato em voz alta" soltou um risinho com este pensamento.
–Mas isso quer dizer que eles só podem fazer parte da Clave ,para estarem nos caçando –Balbuciou Stephen ainda boquiaberto
–E vocês ainda não queriam ler o livro, afinal é só um livro idiota –Disse Patrick sem desviar o olhar do livro ,ele estava estranhamente calmo. Sabia exatamente o que fazer. O primeiro passo para a explosão estava pronto, bastava apenas acender o pavio para explodir de vez.
Jace olhou de volta para Alec, que encolheu os ombros. "Valentim está enterrado," Jace disse. "Esta coisa está apenas brincando conosco."
-O que ele quis dizer com interrado?- Questionou Lucian
–Eu não gosto disso, não gosto nada disso –Murmurou Maryse suando frio.
Jocelyn apertou a mão de Valentim estavam uma pilha de nervos de longe se sentia um clima pesado na sala.
Isabelle jogou seu cabelo. "Mate ele, Jace," ela disse. "Isso não vai nos dizer nada."
–Exatamente como Robert disse no inicio, e se for uma armadilha da Clave para nos assustar – falou Maryse como querendo acreditar na hipótese
–PARE DE INVENTAR MOTIVOS PARA NÃO ACREDITAR MARYSE! NÃO SEJA COVARDE! APENAS UMA VEZ NA SUA VIDA ,ESTA É A VERDADE QUER VOCÊ QUEIRA OU NÃO ! É ISSO QUE VAI ACONTECER!-Gritou Patrick explodindo para espanto de todos. Robert logo foi defender a moça:
–E quem é você para dizer algo Penhallow? Eu não vi em nenhum momento você preocupado com a segurança do Ciclo! Até onde eu sei, esse é dos nossos deveres –
–Do Ciclo ou de Valentim ,Lightwood ?Não, porque até onde eu sei você está mais preocupado com Valentim do que com a segurança dos outros e...-Rebateu Patrick nervosamente, até que foi interrompido por Jocelyn
–Já chega vocês dois! Estamos aqui para ler e descobrir, estamos todos nervosos, mas tentem manter a calma por todos nós !-Disse ela olhando para cada um deles irritada.
Patrick todos eram burros, não perceber o que estava em sua frente, o pior de tudo era ver Valentim com aquele sorriso debochado na cara, ele teve que se controlar para não pular no pescoço do homem a sua frente. Suspirando pesadamente, voltou a ler ainda com a voz irritada:
Jace levantou sua mão, e Clary viu uma clara luz brilhar da faca que ele estava segurando. Aquilo era estranhamente translúcido, a lâmina clara como cristal, afiada como caco de vidro, o cabo fixado com pedras vermelhas.
O garoto preso ofegou. "Valentim está de volta!" ele protestou arrastando os laços que prendiam suas mãos atrás de suas costas. "Todo o Mundo Infernal sabe disso – eu sei disso – eu posso dizer a vocês onde ele está..."
–COMO ASSIM DE VOLTA?- Gritaram espantados grande parte dos membros do Ciclo
–COMO ASSIM MUNDO INFERNAL ?-gritaram Robert e Maryse ao mesmo tempo
–Como eles podem saber? Eu jamais me aliaria demônios, ou criaturas repugnantes do tipo!-Disse Valentim pela primeira vez se pronunciando ainda indiferente
–ESPERA UM POUCO! –Gritou Stephen fazendo muitos se assustarem –Pensem comigo, eles disseram de volta ou seja que ... não, não pode ser! -De repente começou a balbuciar
–Eles querem dizer que ...–Começou Hodge que sentava novamente e olhava hesitante para Stephen como se o mesmo fosse gritar novamente
–Seja lá o que tenha acontecido, nós fomos derrotados. E agora esses Caçadores das Sombras estão atrás de você Valentim, mas isso é obvio, a pergunta é, como toda essa encrenca surgiu? –analisou Michel, também hesitante
Raiva subitamente flutuou nos olhos gelados de Jace. "Pelo Anjo, cada vez que nós capturamos um de vocês bastardos, vocês alegam saber onde Valentim está. Bem, nós todos sabemos onde ele está também. Ele está no inferno. E você..." Jace virou a faca em sua mão, a ponta brilhando como uma linha de fogo. "Você pode se juntar a ele lá."
Com isso todos estremeceram, ninguém ousou dizer nada ,Valentim ainda estava com a mesma expressão impacível, mas por dentro ele estava furioso. Fúria e Valentim nunca foram uma boa combinação.
Clary não pode mais se segurar. Ela andou para fora do pilar. "Pare!" ela chorou. "Você não pode fazer isso."
Jace girou, tão assustado que a faca voou de sua mão caindo contra o piso de concreto. Isabelle e Alec juntamente se viraram como ele, usando idênticas expressões de espanto. O garoto de cabelo azul segurou em suas amarras, estupefato e boquiaberto.
"Essa garota é muito esquisita. Como ela consegue ver Caçadores das Sombras ?Nenhum mundano pode ...a não ser que ela não seja uma mundana, mas então o que ela seria? " se indagou Stefan ainda abalado
Muitos também observaram isso, mas assim como Stephen não expuseram seus pensamentos.
E foi Alec que falou primeiro, "O que é isso?" Ele demandou, olhando de Clary para seus companheiros, como se eles não pudessem saber o que ela estava fazendo ali. "É uma garota," Jace disse, recobrando sua compostura. "Certamente você já viu uma garota antes, Alec. Sua irmã Isabelle é uma." Ele deu um passo próximo a Clary, piscando como se ele não pudesse acreditar no que ele estava vendo. "Uma garota mundana," ele disse, meio que para si mesmo. "E ela pode nos ver."
"É claro que eu posso ver você," Clary disse. "Eu não sou cega, sabia."
"Ah, mas vocês são," disse Jace, flexionando para pegar sua faca. "Você apenas não sabia disso." Ele se endireitou. "É melhor você sair daqui, se você sabe o que é bom para você."
"Eu não estou indo para lugar nenhum," Clary disse. "Se eu for, vocês vão matar ele." Ela apontou para o garoto com o cabelo azul. "Isso é verdade," Jace admitiu, girando sua faca entre seus dedos. "O que te importa se eu matar ele ou não?"
–Há, tuché!-Exclamou Patrick animadamente, para espanto dos outros que parecia que a qualquer instante iriam vomitar de nervosismo
"Por-porque...," Clary gaguejou. "Você não pode sair simplesmente por ai matando pessoas." "Você está certa," disse Jace. "Nós não podemos sair por ai matando pessoas." Ele apontou para o garoto com cabelo azul, cujos olhos estavam estreitos. Clary imaginou se ele iria desmaiar.
"Aquilo não é uma pessoa, garotinha. Isso pode parecer como uma pessoa e falar como uma pessoa e talvez sangrar como uma pessoa. Mas ele é um monstro."
–Chega até a ser engraçado-comentou Patrick novamente sem se abalar, mantendo seu objetivo de irritar Valentim
"Jace," Isabelle disse alertadamente. "Já chega." "Vocês estão loucos," Clary disse, se afastando dele. "Eu já chamei a policia, você sabe. Eles estarão aqui a qualquer segundo."
"Ela está mentindo," Alec disse, mas havia dúvida em seu rosto. "Jace, você..." Ele não terminou a sua frase. Naquele momento o garoto de cabelo azul, com um alto, uivo de choro, rasgou livre do obstáculo que o prendia ao pilar, e arremessou a si mesmo em Jace.
Eles caíram no chão e rolaram juntos, o garoto de cabelo azul rasgando Jace com as mãos que brilhavam como se virassem metal. Clary voltou atrás, querendo correr, mas os pés dela se prenderam em um laço de fiação e ela caiu, tirando o fôlego de seu peito. Ela podia ouvir Isabelle gritando. Rolando para cima, Clary viu o garoto de cabelo azul sentado no peito de Jace. Sangue cintilava da ponta da sua lâmina como garras.
Isabelle e Alec correram em direção a ele. Isabelle brandindo um chicote em sua mão. O garoto de cabelo azul cortava Jace com garras estendidas. Jace jogou o braço para se proteger, das garras recortando ele, espalhando sangue. O rapaz de cabelo azul – deu um bote novamente – o chicote de Isabelle veio abaixo atravessando as costas dele. Ele deu um grito agudo e caiu para o lado.
Veloz como uma chibatada do chicote de Isabelle, Jace rolou. Havia uma lâmina reluzindo em sua mão. Ele afundou a faca dentro do peito do garoto de cabelo azul. Um líquido enegrecido explodiu em torno do cabo. O garoto arqueou no piso, gorgolejando e retorcendo. Com uma careta Jace se levantou. Sua camisa preta ficou negra agora em alguns lugares, molhada com sangue. Ele olhou para baixo para aquela forma se contraindo a seus pés e puxou a faca. O cabo estava lustroso com o fluído preto.
O garoto de cabelo azul piscou os olhos abertos. Seus olhos, fixados em Jace, pareciam queimar. Entre seus dentes, ele assobiou, "Que assim seja. O desamparado terá todos vocês."
Jace pareceu rosnar. Os olhos do garoto reviraram. Seu corpo começou a estremecer e contorcer enquanto ele se enrugava, dobrando-se sobre si mesmo, decrescendo menor e menor até que ele desapareceu por completo. Clary lutou com seus pés, chutando livre do cabo elétrico. Ela começou a andar para longe. Nenhum deles estava prestando atenção nela. Alec tinha se encontrado com Jace e estava segurando seu braço, puxando a manga, provavelmente tentando dar uma boa olhada no ferimento. Clary virou para correr – encontrou seu caminho bloqueado por Isabelle, o chicote em sua mão. O comprimento dourado daquilo estava manchado com líquido preto. Ela chicoteou aquilo em direção a Clary, e o fio enrolou em si mesmo em torno de seu pulso e o contraiu apertando.
"Estúpida mundaninha," Isabelle disse entre os seus dentes. "Você poderia ter permitido Jace de ter sido morto." "Ele é louco," Clary disse, tentando
–Hum, ele se distraiu com a mundana e a Caçadora da Sombra esta defendendo ele, interessante !-disse Patrick malicioso, novamente usando disso para provocação. Valentim estava louco para acabar com ele ali e agora, mas ele não podia, sabia que se fizesse isso teriam pessoas que defenderiam o colega. E o que ele menos queria no momento era arranjar problemas com os outros ... E se um momento você pensa que era por amizade está errado,o único motivo de não querer intriga com os outros era porque ainda precisava deles no seu plano "se fosse do meu desejo acabaria com todos nessa sala num piscar de olhos "ele sorriu consigo mesmo, uma hora ou outra todos iriam pagar com sua vida.
"Ele é louco," Clary disse, tentando empurrar seu pulso de volta. O chicote picando mais fundo sua pele. "Vocês todos são loucos. O que vocês pensam que são, assassinos vigilantes? A polícia..."
"A polícia não está habitualmente interessada, a menos que você produza um corpo," Jace disse. Embalando o seu braço, ele escolheu seu caminho através dos cabos, andando em direção a Clary. Alec seguiu atrás dele, seu rosto preso em uma carranca.
Clary olhou para o local em que o menino tinha desaparecido, e não disse nada. Não havia sequer um traço de sangue, pois nada mostrava que o garoto sequer havia existido. "Eles retornam para suas dimensões quando eles morrem," Jace disse "No caso de você estar pensando." "Jace," Alec assobiou. "Tenha cuidado."
Jace balançou seu braço. Um macabro traço de sangue marcando seu rosto. Ele ainda lembrava ela um leão, com seu extenso passo, olhos cor de luz, e aquele tostado cabelo dourado. "Ela pode nos ver, Alec," ele disse. "Ela já sabe demais".
"Então, o que é que você quer que eu faça com ela?" Isabelle demandou. "Liberte ela," Jace disse quietamente. Isabelle olhou ele com surpresa, quase um olhar de raiva, mas não discutiu. O chicote deslizou para longe, libertando o braço de Clary. Ela friccionou seu pulso dolorido e imaginou que diabos ela faria para sair de lá.
Talvez nós devêssemos trazer ela junto com a gente," Alec disse. "Eu aposto que Hodge gostaria de falar com ela."
Pronto o fósforo que acenderia a bomba foi pego prestes a ser acesso. A sala toda dirigiu o olhar a Hodge que olhava a todos espantado, fora a gota da água para Valentim:
–VOCÊ! VOCÊ ME TRAIU! DEPOIS DE TUDO QUE EU FIZ POR VOCÊ! COMO PODE ?- Gritou em plenos pulmões partindo pra cima de Hodge, mas acabou sendo segurado por Lucian e Robert que naquele momento estavam mais próximos dele. Jocelyn levantou rapidamente se aproximando do namorado
–Valentim ,Valentim eu juro eu jamais ..- começou Hodge ainda assustado
–NÃO ,VOCE É UM TRAIDOR ! ME SOLTEM EU VOU ACABAR COM ELE!- Gritou novamente se jogando para que os garotos o soltassem
–Valentim, por favor se acalme. Lembre-se do que a carta disse, não julgue as coisas podem não ser o que parecem ser –disse Jocelyn colocando as mãos no rosto de Valentim e fazendo ele a olhar, vendo que ele parava de tentar se atirar sobre Hodge, Lucian e Robert o soltaram.
–Ótimo, pelo menos já sabemos quem é o duas caras –Disse Valentim olhando mortalmente para Hodge que se encolhia a cada olhar de raiva que recebia. Valentim se sentou novamente, assim como os que haviam ficado de pé .
–Eu não contaria com isso –Murmurou Patrick sem nem ter desviado o olhar do livro
"De jeito nenhum nós levaremos ela para o Instituto," disse Isabelle. "Ela é uma mundana." "Ou ela é?" Jace disse suavemente. Seu tom calmo era pior do que a rispidez de Isabelle ou a raiva de Alec. "Você já teve relações com os demônios, garotinha? Andou com bruxos, conversou com Crianças da Noite? Você tem..." "Meu nome não é „garotinha‟," Clary interrompeu. "E eu não tenho idéia do que você está falando." Não tem? uma voz disse atrás de sua cabeça. Você viu aquele garoto sumir diluído no ar. Jace não é um louco – você apenas quer que ele seja. "Eu não acredito em demônios, ou tanto faz o que você..."
"Clary?" Era a voz de Simon. Ela girou ao redor. Ele estava parado na porta da sala do depósito. Um dos musculosos porteiros que estavam estampando as mãos na porta da frente estava próximo dele. "Você está bem?" Ele espiou ela através da escuridão. "Por que você está aqui sozinha? O que aconteceu com os caras, você sabe, aqueles com as facas?" Clary olhou para ele, então olhou para trás dela, onde Jace, Isabelle e Alec estavam, Jace ainda em sua camiseta ensangüentada com a faca em sua mão. Ele sorriu para ela e soltando um meio-desculpando, meio-zombeteiro dar de ombros. Claramente ele não estava surpreso que nem Simon, nem o porteiro, podiam ver eles.
De algum modo nem Clary. Lentamente, ela se virou de volta para Simon, sabendo que ela tinha de olhar para ele, em pé sozinha em um quarto poeirento de armazenamento, os pés dela emaranhados no plástico brilhante dos cabos de fiação. "Pensei que eles tinham vindo para cá," disse ela esfarrapadamente. "Mas eu acho que não. Me desculpem." Ela olhou para Simon, cuja expressão tinha mudado de preocupado para embaraçado, para o porteiro, que parecia chateado. "Isso foi um engano."
Atrás dela, Isabelle riu.
"Eu não acredito nisso," Simon disse teimosamente enquanto Clary parada no meio fio, tentava desesperadamente chamar um táxi. Limpadores de rua tinham passado pela viela enquanto eles estavam dentro do clube, e a rua estava brilhando preta com água oleosa. "Eu sei," ela concordou. "Pensei que aqui teria taxis. Onde alguém iria à meia-noite em um Domingo?" Ela deu as costas para ele, balançando. "Você acha que teriamos mais sorte em Houston?"
"Não o táxi," Simon disse, "Você... Eu não acredito em você. Eu não acredito que aqueles caras com facas simplesmente desapareceram." Clary suspirou. "Talvez não tinha nenhum cara com facas, Simon. Talvez eu tenha imaginado a coisa toda." "Sai fora." Simon levantou sua mão acima de sua cabeça, mas o próximo táxi passou zumbindo, espirrando água suja. "Eu vi a sua cara quando eu entrei na sala do depósito. Você parecia seriamente fora de si, como se você tivesse visto um fantasma."
Clary pensou em Jace com seus olhos de leão. Ela olhou para seu pulso, enrolado por uma fina linha vermelha onde o chicote de Isabelle tinha se enroscado. Não, não um fantasma, ela pensou. Alguma coisa mais estranha do que aquilo.
"Foi apenas um engano," ela disse, secamente. Ela se perguntou porque ela não estava dizendo a ele a verdade. Exceto, é claro, que ele iria pensar que ela era maluca. E aquilo era algo que tinha acontecido – alguma coisa sobre o sangue negro borbulhando ao redor da faca de Jace, alguma coisa naquela sua voz quando ele disse „Você tem falado com as Crianças da Noite?‟ aquilo ela precisava manter para ela mesma.
"Bom, aquilo foi um inferno de um embaraçoso engano," Simon disse. Ele olhou de volta para o clube, onde uma fila ainda serpenteava na porta a meio caminho da quadra. "Eu duvido que eles irão deixar a gente entrar de volta no Pandemonio." "Por que você se importa? Você odeia o Pandemonio." Clary levantou sua mão de novo para uma forma amarela veloz em direção a eles através do nevoeiro. Dessa vez, entretanto, o taxi freou para um parar em seu canto, o motorista descansando em seu volante como se ele precisasse ganhar sua atenção.
"Finalmente tivemos sorte," Simon se empurrou para a porta aberta do taxi e deslizou dentro dos bancos cobertos de plástico. Clary seguiu ele, inalando o familiar cheiro de taxi de Nova York, de fumaça velha de cigarro, couro e spray de cabelo. "Estamos indo para o Brooklin," Simon disse para o taxista, e então ele virou para Clary. "Olha, você sabe que pode me contar qualquer coisa, certo?"
Clary hesitou por um momento, então concordou. "Claro, Simon," ela disse "Eu sei que eu posso." Ela bateu a porta do táxi e fechou atrás dela, e o táxi arrancou dentro da noite.
–É isso!- Disse por fim Patrick olhando para todos que continuavam em silêncio –Agora tenho certeza que todos querem ler não é? –
Todos ficaram permaneceram em silêncio, como quem cala consente, com certeza estariam curiosos e temerosos com o que o futuro lhes reservava.
–Antes de mais nada eu gostaria de ter uma palavrinha com o meu irmão em particular, então por favor Lucian me acompanhe- Disse Amatis se levantando. Lucian a olhou questionador mas por fim deu de ombros e á seguiu.
Eles saíram da sala e entraram no quarto que Lucian presumia ser de visitas da mansão Mongestern. O quarto era amplo e espaçoso os móveis com aspecto antigo do século XV . Em cima da tapeçaria verde musgo, com detalhes em ouros já muito degastada, só se viam quadros desenhados por artistas famosos, mas o que mais lhe chamou atenção foi ver um quadro de uma moça de cabelos negros e olhos extremamente azuis, seu rosto carregava uma expressão fria e arrogante no rosto. E ao seu lado, para espanto de Lucian, estava o pai de Valentim, exatamente como se lembrava do homem, só que um pouco mais jovem. Aquela pintura com certeza deveria ter entorno de uns 20 anos no máximo. Escutou um limpar de garganta atrás dele e se virou para encarar sua irmã o olhando arrogantemente, um olhar que com certeza havia aprendido com Valentim como muitas outras coisas.
–Pois bem, o que queria conversar comigo que é tão importante assim, Amatis? Até onde eu sei, você não perderia seu tempo comigo-Disse Lucian á analisando
–Pois saiba que isso não me agrada mesmo, mas senti necessidade de falar o que vou falar!-Disse ela arrogantemente
–Ótimo fale logo! Temos que continuar o livro- Respondeu Lucian arrogante da mesma forma que a irmã
–Ok, vou direto ao ponto. Você quer fazer o favor parar de demonstrar seus sentimentos por Jocelyn !- Repreendeu Amatis enquanto cruzava os braços sobre os seios
–O que voce esta dizendo? Jocelyn é minha amiga e...-começou Lucian nervosamente, no que Amatis bufou, dizendo logo em seguida:
–Ora, pare! Todos já perceberam, bom pelo menos os mais inteligentes de nos já –
–Não sei do que está falando- Disse ele lhe dando as costas, no que a garota em um gesto rápido agarrou o braço do irmão nervosamente, como um gavião agarrando sua presa, e começou a falar com sua voz calma e venenosa:
–Sabe sim e vai me escutar. Pare de demonstrar, isso não vai prejudicar só a você mas a mim também. Se quer acabar com sua vida, tudo bem acabe, só não acabe com a de outras pessoas, a maioria já percebeu sem dúvidas, até Valentim já chegou a mesma conclusão. Lucian pare de sonhar com o impossível, você acha mesmo que Jocelyn vai largar Valentim para ficar com você? Por favor Lucian, se olhe no espelho e tome vergonha na cara! Você não chega nem aos pés de Valentim, pode até ser o braço direito dele, mas jamais vai se igualar a ele. É minha ultima palavra!- Terminou ela largando braço do garoto e caminhando para a sala de jantar novamente .
Lucian continuou imóvel sentindo seu braço arder, onde Amtis havia apertado.Não conseguia acreditar que sua própria irmã, sangue do seu sangue, tivesse lhe falado aquilo ,tudo bem que nunca haviam se dado bem ,mais aquela atitude tinha ido longe demais, aquelas palavras tinham ido longe demais, em um lugar que doía muito. Ele sabia jamais seria Valentim, mas jamais esperou ouvir a verdade nua e crua como sua irmã havia colocado a ela estivesse ele retornou a sala, todos o encararam embora ainda estivessem em silêncio, como se digerindo tudo o que havia acontecido.
O garoto estava claramente muito abatido, Jocelyn o encarou esperando encontrar o olhar perdido de seu amigo, mas esse nem mesmo levantou a cabeça só murmurou um:
-Continue o livro -
Rapidamente Patrick ergueu o livro e questionou:
- Quem vai ler agora? -
–Eu! –Ofereceu-se Madelaine, rapidamente tomando o livro das mãos do garoto, enquanto era acompanhada por um murmurio de Michel :
-Nossa, eu não sabia que animais agora podiam ler
–Poisé, pra voce ver Wayland como até coisas impossiveis, como você aprender a ler, podem acontecer! –Antes que Michel retrucasse ela começou:
–Capitulo 2 Segredos e Mentiras -
TMITMITMITTMITMITMITMITMITMI TMITMI
bom gente eu sei que não a nada concreto sobre Madelaine e Michel mais a ideia me surgiu e eu resolvi coloca-los assim , deixem reviews falando o que acharam do cap ,criticas , elogios e ideias sempre serão bem vindos , motivo da minha demora em parte por falta de inspiração .Mais é isso gente espero que tenham gostado eu fiz o meu melhor pra ficar perfeito não sei se consegui ,até o próximo e não se esqueçam no próximo a Jocelyn vai descobrir q ela é a mãe da Clary, vixee como sera q ela e o Ciclo vão reagir , não se esqueçam de comentar beijks :)
