Olá!!! Desculpa!!! estive muito ocupada com a escola e o ballet que não tive tempo para quase nada. Então aqui está o segundo capítulo!!!
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"Talvez um grande ímã puxe
Todas as almas para a verdade
Ou talvez seja a própria vida
Que alimenta a sabedoria
Para sua juventude"
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Capítulo II
Colocando as minhas roupas antigas um óculos escuro e um cachecol, saí em direção ao hospital mais próximo. Nesses últimos dias meu dono está praticamente matando-me de tanto agredir-me e dizer que sou uma inútil que não consegue nada, eu mal conseguia olhar-me no espelho sem chorar pelas horríveis marcas de agressão.
Esperando na fila para ser atendida no hospital, olhando as várias situações das pessoas doentes ou feridas. A maioria das pessoas tinham ferimentos graves como: braços cortados, penas em carne viva, rostos queimados, pessoas feridas com tiros, entre outras situações piores. Eu era a pessoa que estava com a aparência mais razoável, mesmo pálida, com marcas roxas e de arranhões.
Vi uma criança sair carregada de dentro da sala em que eu era a próxima a entrar, o estado em que a criança se encontrava era mais do que instável, ela tinha uma bala enfiada na panturrilha e aparentava estar morta, acredito que era sua mãe ao lado de seu corpo chorando e gritando desesperada. A guerra era mesmo horrível.
"Aria Montgomery".
Acordei de meu trance, olhei e vi o médico me encarando, levantei lentamente ainda traumatizada pela situação que vi e entrei na sala.
1 semana depois...
Hoje está um dia ensolarado, com o céu na cor um azul intenso e pássaros a cantar. Mas para mim parece um dia chuvoso, com raios a cair e como se a população estivesse a espera do maior desastre natural.
Você deve estar perguntando-se "Por que está tão emotiva assim?", a resposta mais correta é resultado. Desde que peguei o resultado do meu exame, não foi porque deu positivo para uma grave doença ou peste letal, mas sim deu positivo para os sintomas de gravidez. O que significa que em pouco mais de 8 meses terei uma mini Aria ou um mini sabe lá quem. Já que só agora que vou começar a aceitar a realidade e tentar pensar em quem é o possível pai. Comecei a repassar o mês passado pela minha cabeça para pensar em um possível homem. Os abusos de meu dono e seus capangas...Ezra.
Deus! Repassando aquela noite em minha cabeça não lembro-me de alguma vez, temos tido alguma atitude ou método de "segurança". Posso ter certeza de uma coisa, vai ser muito difícil conseguir achar o Ezra ou convence-lo a fazer parte de minha vida, ele tem um grande futuro pela frente e eu sou só...eu, sem nada. Tenho de começar a pensar em alguma solução para tirar meu bebê e eu daqui, porque não quero mais esta vida para mim e quero um futuro bom para o meu filho ou filha. E eu não vou desistir fácil.
Levantei-me e me olhei no espelho que tinha em meu quarto, levantei o vestido que eu estava a vestir e vi uma pequena protuberância no meu abdômen e inconscientemente, acariciei aquela área, meus olhos encheram-se de lágrimas, eu finalmente em muito tempo, vou ter um motivo para estar viva.
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Hoje está um dia movimentado no bar de strippers, a grande maioria dos clientes posso reconhecer que são soldados, todos são jovens e com enormes sorrisos no rosto. Toda vez que eu olhava para a "plateia", procurava pelo Ezra. Eu sinceramente não sei o que iria falar para ele, mas sentia a necessidade de vê-lo.
Vi um outro grupo de homens entrarem, porém estavam com roupas casuais, não pareciam ser soldados. Entre eles pude enxergar um com cabelos encaracolados negros e sorriso brilhante, continuei a dançar enquanto disfarçadamente seguia-o com o olhar, vi ele sentar nos bancos ao redor do balcão onde tem o bar.
Ele estava a beber a sua bebida com a cabeça apoiada na mão, parecia cansado e pensativo. Daria tudo para saber o que ele estar a pensar. Continuei a dançar recebendo vários aplausos, sempre que fazia movimentos mais ousados, a música acabou e comecei a sair do palco, quando olhei para a direção de onde Ezra estava. Ele está a olhar para mim, saí o mais rápido possível dali.
Ezra
Fiquei paralisado a olhar para ela dançar, nunca fui do tipo de gostar de ficar olhando mulheres dançando seminuas, mas tinha alguma coisa na Aria que fazia-me ficar com olhos presos nela o tempo inteiro. A música parou e todos começaram a aplaudir, de repente seu rosto virou para a direção em que eu estava e ela saiu mais rápido do palco.
Levantei e comecei a segui-la, ela estava indo para o local mais isolado, abaixou-se e começou a vomitar. Cheguei mais perto dela e segurei seu cabelo para não suja-lo, ela rapidamente levantou o rosto cobrindo a boca, com um olhar de pânico.
Aria: oque você está fazendo aqui?!!!
Ezra: vi que você não estava muito bem e segui você.
Falei calmamente com medo que ela fique mais chateada que já está.
Aria: pois eu não preciso da sua ajuda.
Ela falou isso e já não parecia chateada, parecia a beira de lágrimas, com seus lindos olhos brilhando.
Ezra: vamos voltar lá para dentro e conversar um pouco?
Perguntei com esperança que ela aceitasse sem protestar.
Aria: tudo bem.
Falou quase inaudível, assentindo levemente.
Fazia uns cinco minutos que estavam sentados na beira da cama de um dos quartos da casa de strippers, apenas encarando-nos até ela quebrar o silêncio de uma forma quase inaudível.
Aria: oque você veio fazer aqui? Digo no clube.
Ezra: sinto que precisava relaxar. – olhei para o rosto dela, vi um pouco de tristeza e logo realmente esclareci o que realmente vim fazer. – não, não vim dormir com ninguém. Somente queria umas bebidas.
Falei passando a mão no cabelo, frustrado e vi suas feições ficarem mais aliviadas.
Ezra: você não parece estar bem, sabe, pode conversar comigo se quiser.
Aria: é que parece que eu só cometo erros.
Ela falou isso quase inaudível com a voz sufocada, só aí que percebi que ela estava a chorar.
Ezra: oh meus Deus, não chores. – enchi de beijos a região de sua testa e cabeça. – se tiver algo que eu possa fazer para melhorar, por favor, diga-me.
Falei olhando em seus olhos esperando que eu sufoque essa tristeza.
Aria: eu sei que pode parecer idiota, mas eu me senti, em muito tempo, uma pessoa de verdade naquela noite com você. – ela falou enquanto não fazia contato visual e brincava com o primeiro botão da minha camisa. – eu senti que alguém importava-se comigo. Senti-me amada.
Falou a ultima sentença novamente de forma inaudível, agora me olhando nos olhos.
Eu não sabia o que dizer. Sentia a necessidade de ajuda-la.
Ezra: Aria eu não sei o que dizer, mas se exista algo que eu possa fazer, eu farei.
Ela simplesmente abraçou-me, enterrando a cabeça em meu ombro. Passando alguns minutos na mesma posição, escutei ela suspirar e começar a deixar pequenos beijos no lado do meu pescoço. Sorri levemente, sabendo que ela lembrou o meu ponto fraco em momentos íntimos. Segurei um suspiro, distraído pelo prazer que ela estava a me dar.
Ezra: Aria...Aria, acho que não é uma boa ideia. – falei afastando-a levemente. – você está em um estado muito vulnerável, não quero que penses irei aproveitar-me disso.
Falei quando voltei a pensar de forma racional, assim que ela havia tocado o meu cinto para desabotoa-lo.
Aria: Ezra, eu quero isso e sei que você também quer. Então, por favor, faça isso por mim.
E isso foi meu consentimento para continuar. Fomos para o centro da cama e joguei por cima dela, beijando seu pescoço e sugando em pontos que lembro serem sensíveis. Ela gemia suavemente, jogando a cabeça para trás me dando mais acesso aquela área.
Ela começou a desabotoar minha camisa, quando terminou lançou-a para o outro lado do quarto. Olhei para ela e levei a mão até suas costas a procura do fecho do sutiã, ela assentiu sorrindo. Quando vi-a livre de seu sutiã, olhei para seus seios com desejo e abaixei a cabeça para sugar seu seio esquerdo enquanto massageava o direito.
Depois de um tempo entre beijos e chupões em vários lugares. Estávamos completamente nus no centro da cama comigo em cima dela.
Ambos gememos quando deslizei-me para dentro dela. Quase tinha me esquecido com ela era apertada, úmida e quente. Comecei a mexer-me assim que ela assentiu que podia iniciar, primeiramente devagar depois comecei a acelerar, até o momento em que ambos estávamos a ser bastante vocais. Subi minha mão o suficiente para massagear seus seios novamente e a outra direcionei entre nossos corpos, para massagear seu clitóris. Como resultado me minhas ações, comecei a sentir ela apertar suas paredes ao redor do meu membro, o que levou-nos a gemer.
Acelerei os movimentos em sincronia que seus gemidos ficavam altos e contínuos.
Ela virou nossos corpos, agora com ela em cima, ou especificando, no comando. Ela começou a mover-se de cima para baixo, com seus seios balançando de acordo com seus movimentos.
Aria: Ezra!!!
Gritou assim que atingiu seu orgasmo, o que consequentemente, causou o meu, gemi alto e expelir meu líquido dentro dela.
Logo após alguns segundos, ela rapidamente saiu de cima de mim e foi diretamente para o banheiro. Depois que ela terminou de vomitar, fui até o banheiro e a vi, abaixada encostada na parede do banheiro com o joelho agarrados aos seios. Sentei-me ao lado dela.
Aria: eu estou grávida. E é de você.
E foi aí, que a realidade me bateu, nós não havíamos pensado em algum método de proteger-nos, mas acredito que não dá para saber essas coisas tão rápido, certo?
Ezra: Aria, acredito que não dar para saber isso tão rápido.
Aria: mas eu sei disso a mais de uma semana!!! Deus, eu não sei o que fazer. Você nem se quer gosta de mim, nós nem somos pelo o menos namorados.
Ezra: não se preocupe, tudo vai ficar bem.
Abracei-a de lado.
O que eu falei não foi só para assegurar ela, foi para mim também.
