Nota: (1) Harry Potter e seus personagens não me pertencem. E sim a J.K. Rowling e a Warner Bros. Entertainment Inc. Essa fanfic não tem nenhum fim lucrativo, é pura diversão.
(2) Contém Slash (relação Homem x Homem), abordagem a Doenças Mentais e futuramente, Lemon (sexo explícito entre os personagens), portanto se você não gosta ou se sente incomodado com isso, é simples: Não Leia.
-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-
Harry percorreu o campus da faculdade de medicina de Hogwarts numa velocidade impressionante naquela manhã, engolindo o último pedaço do Scone que viera comendo no carro antes de chegar à sala de aula, onde Dolores Umbridge o recebeu com um sorriso malicioso em sua cara de sapo:
- Ora, que alegria vê-lo se juntar a nós esta manhã, senhor Potter.
- Desculpe, com licença – murmurou, o rosto ligeiramente corado pelo esforço e a humilhação óbvia quando se sentou numa carteira ao fundo da sala, ao lado de um bonito rapaz de cabelos castanhos e olhos cor de mel que o encaravam com preocupação.
- Você está bem?
- Sim, obrigado, Cedric – suspirou, forçando um pequeno sorriso – Meu despertador não tocou e eu acabei perdendo a hora.
- Não se preocupe, isso acontece.
- É, mas foi um péssimo dia para acontecer...
- Agora que o senhor Potter fez a gentileza de se juntar a nós – a esganiçada voz de Umbridge os interrompeu – vamos começar nossa prova oral. E quem seria melhor para responder a primeira questão senão o próprio senhor Potter?
Ótimo.
Talvez um meteoro pudesse cair em sua cabeça agora – Harry pensava, desanimado.
- Diga-me, senhor Potter, quais os três principais fatores de risco da Síndrome Neuroléptica Maligna?
- Er... Bem...
Droga.
Droga.
Droga.
Ele não fazia idéia!
De repente, porém, um pequeno pedaço de papel foi empurrado em sua mão por baixo da mesa. E discretamente, ainda sob o olhar desdenhoso da professora, Harry observou seu conteúdo. Era a sua salvação.
- Pessoas catatônicas têm maior risco depois de receberem antipsicóticos – respondeu, olhando de soslaio para o papel em sua mão – E a agitação e a desidratação também se mostram um fator de risco, além do fato de um episódio anterior da Síndrome representar quinze a vinte por cento de chance deste se repetir, considerado, então, um fator de risco.
O olhar indignado de Umbridge era impagável.
- Tudo bem – grunhiu ela – você conseguiu dessa vez, Potter. Agora, vejamos... Smith, no que concerne aos neurotransmissores...
Olhando para Cedric com puro agradecimento, Harry murmurou silenciosamente: "obrigado" e o bonito rapaz ao seu lado apenas sorriu, ligeiramente corado. No final da aula, ao colocar os pés para fora da sala e finalmente se afastar dos grunhidos irritados da Cara de Sapo, Harry se jogou alegremente em Cedric, que imediatamente o rodeou com seus braços fortes de capitão do time de Rúgbi e um sorriso apaixonado no rosto bonito, o qual Harry sequer pareceu notar:
- Obrigado, obrigado, obrigado! Você salvou minha vida, Cedric!
- Não exagere – sorriu, ainda abraçando o menor – Eu salvei apenas o seu futuro acadêmico.
- E eu serei eternamente grato por isso!
- Não se preocupe Harry, fazer residência e ainda estudar para as provas horríveis da Umbridge não deve ser nada fácil.
- Você não faz idéia – suspirou, afastando-se dos braços fortes para desânimo de Cedric – Mas você também vai começar sua residência agora, né?
- Daqui dois meses, no Hospital das Clínicas de Hogwarts, residência em neurologia.
- Meus parabéns!
- Obrigado.
Após ponderar por alguns segundos, observando o menor com certo nervosismo, Cedric finalmente perguntou:
- Er... Harry, você gostaria de sair comigo um dia desses?
- Sair...?
- É, talvez um cinema ou comer alguma coisa.
- Você quer dizer, tipo um encontro?
- Sim.
Harry piscou duas vezes.
E a imagem de Tom imediatamente surgiu em seus pensamentos.
Droga! Ele não deveria pensar em Tom agora! Não naqueles intensos olhos vermelhos e na fúria que estes poderiam refletir se soubesse da proposta do bonito homem à sua frente. Tom era seu paciente e nunca seria algo mais que isso. E Harry estava mesmo querendo arrumar um namorado para limpar sua mente daqueles magnéticos olhos escarlates... Então, por que não?
- Eu adoraria.
- Mesmo? – o entusiasmo era visível na voz de Cedric.
- É claro.
- Ótimo. Então, o que acha de sexta-feira? Eu pego você no hospital e podemos ir num lugar legal que eu conheço.
- Tudo bem. Eu saio às seis horas na sexta.
- Perfeito.
Harry ofegou de surpresa quando Cedric beijou sua testa, abraçando-o rapidamente antes de correr para o ginásio poliesportivo da universidade, no qual todo o time de Rúgbi estava a sua espera, pois o famoso time dos Texugos de Hogwarts iria disputar mais um campeonato em breve. E com certo nervosismo, Harry permaneceu parado em seu lugar, observando o bonito homem de cabelos castanhos desaparecer pelos corredores do imenso prédio enquanto se pergunta se havia tomado a decisão certa.
É claro que sim.
Cedric era um cara bacana, inteligente, bonito e engraçado. E, além disso, seu interesse parecia genuíno e não uma busca de diversão a curto prazo. Sem dúvida, uma pessoa séria que provavelmente estava atrás de um relacionamento duradouro, algo que Harry também desejava.
Nada poderia dar errado.
-x-
- Ele pediu para sair com você?
- Hermione, por favor, fale baixo – suspirou, observando sua melhor amiga quase pular de animação.
Naquele momento, na enorme sala de recreação do Hospital Psiquiátrico do Hogwarts, na qual se destacava um imenso piano negro de cauda, uma mesa de pebolim e outra de ping-pong, além de confortáveis poltronas acolchoadas rodeadas por estantes de diversos livros e inúmeros jogos de tabuleiro empilhados lado a lado, os dois jovens médicos acompanhavam a interação entre os pacientes da ala Gryffindor.
- Ele é o cara mais lindo e cobiçado da faculdade – informou ela, agora um pouco mais baixo – E é claro que é gay. Por que os melhores são gays?
- Leis cósmicas do universo, minha cara.
- Injustiça do universo você quer dizer.
- Eu pessoalmente não posso reclamar. Mas veja por esse lado, Malfoy é gay e ainda é um idiota, então nem sempre as leis do universo acertam.
- Tem razão.
Com um sorriso divertido, Hermione balançou a cabeça e se abaixou para apanhar a boneca que Luna havia deixado cair no chão. Luna Lovegood era uma linda jovem de vinte e dois anos, cabelos louros e sorriso sonhador que vivia em seu próprio mundo, diagnosticada com transtorno de personalidade esquizóide.
- Esses Narguilés estão sempre puxando minhas coisas para o chão.
- Apenas tome cuidado, querida – Hermione sorriu, calorosamente, sendo ignorada pela menina que havia voltado a cantar.
- Eu não sei se devo me envolver com ele.
- Por quê? – perguntou com perspicácia – Isso não tem nada a ver com Tom Riddle, né?
- O que? Do que você está falando, Mione?
- Eu vi você saindo com a ficha dele ontem, depois de vê-lo, você parecia realmente perturbado.
- E-Eu...
- Vamos Harry, não minta para mim.
- Talvez eu me sinta atraído por ele – admitiu por entre os dentes brancos e perfilados.
- Talvez?
- Sim, mas isso não quer dizer nada, apenas que ele é bonito.
A jovem médica arqueou uma sobrancelha e Harry continuou divagando:
- Incrivelmente bonito, na verdade, e charmoso, inteligente e... Enfim, mas não muda o fato de Tom ser meu paciente.
- Eu ainda acho esse cara assustador – murmurou Hermione, confidencialmente – Mas se você diz...
Com um reflexo impressionante, Harry apanhou no ar a bolinha de ping-pong que havia escapado da mesa devido à pobre habilidade de Neville Longbottom, um rapaz de vinte e três anos completamente desajeitado e bondoso, diagnosticado com um grau elevado de TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo.
- Desculpe Dr. Harry!
- Não se preocupe Neville, ninguém está ferido – sorriu, devolvendo a bolinha – E você Seamus, não seja tão agressivo, Neville ainda não domina tão bem o jogo.
- Hehe... Foi mal, Dr. Harry.
Seamus Finnigan, um alegre rapaz de dezoito anos e forte sotaque irlandês havia incendiado o próprio quarto duas vezes e a casa inteira numa outra ocasião, sem ferir ninguém, por sorte, mas garantindo um diagnóstico de piromania logo em seguida.
- Você realmente não pode se esquecer que Riddle é seu paciente, Harry – advertiu sua amiga, observando Seamus e Neville recomeçarem o jogo.
- Eu sei disso.
- Seria perigoso, sem contar antiético.
- Sim, é claro, mas você não tem muita moral para dizer isso.
- O que você quer dizer? – perguntou indignada.
Sorrindo ligeiramente, Harry apenas apontou para um rapaz ruivo de sua mesma idade sentado silenciosamente à frente de um tabuleiro de xadrez:
- Veja, acho que Rony deixou cair algumas peças.
Imediatamente, Hermione correu para o sofá onde Rony estava sentado, apanhando as peças brancas que haviam caído no chão e colocando-as de volta no tabuleiro em seu colo, cada uma delas na ordem correta. E um olhar de puro afeto não escondia seus sentimentos para ruivo diagnosticado com depressão e autismo e um pequeno sorriso se desenhava em seus lábios ao ver os olhos azuis se fixarem nos seus olhos castanhos.
Hermione era a única pessoa para a qual Rony levantava o olhar.
- Cale a boca.
- Eu não disse nada – respondeu Harry, sem deixar de sorrir.
- Talvez eu goste dele, mas de uma forma bem diferente e Rony não é um perigoso assassino.
- Tudo bem, não precisava me lembrar disso agora – suspirou, o coração apertando ao ouvir as palavras que sua própria mente sempre lhe gritavam.
- Mas é melhor você não se esquecer disso.
Interrompendo a discussão, porém, surgiu a arrastada voz de Draco Malfoy:
- As senhoritas poderiam parar de fofocar? – burlou-se – Está na hora de mandar esta leva de loucos de volta para o quarto para que os loucos perigosos possam vir para cá.
- Você é tão desagradável, Malfoy.
- Sim, e desrespeitoso – grunhiu Harry – se não gosta de lidar com pessoas que sofrem com doenças mentais, porque decidiu fazer residência em psiquiatria?
- Porque minha mãe queria que eu cuidasse da sua irmã maluca.
- E provavelmente porque foi o único lugar onde Lucius Malfoy conseguiu comprar uma vaga para ele – disse Hermione, após o loiro se afastar para avisar aos enfermeiros que os pacientes da ala Gryffindor deveriam ser levados de volta.
- Sem dúvida.
Harry, no entanto, permanecia a olhar para as portas da sala de recreação com um sorriso apreensivo.
Em breve, os pacientes da ala Slytherin estariam ali.
-x-
De fato, vinte minutos depois, os pacientes da ala Slytherin vestindo suas camisetas cinza e calças pretas de algodão ingressaram na sala, na qual o número de enfermeiros e seguranças havia sido dobrado para garantir que nenhuma reviravolta acontecesse ali. Um a um os homens e mulheres foram entrando no local, pouco mais de dez pessoas ao todo, assim como os pacientes da ala Gryffindor, e seguiram para se distrair com qualquer objeto que lhes chamasse atenção, ou então, aqueles que tomavam medicações fortes demais permaneceram sentados no sofá com o olhar perdido num ponto qualquer. E somente quando o último paciente entrou, escoltado de longe pelos seguranças e atraindo olhares temerosos dos enfermeiros, Harry notou que estava prendendo a respiração. Era Tom Riddle, que lhe lançou um sorriso, seguindo para um pequeno sofá próximo à estante de livros.
- Ele é assustador – murmurou Hermione – Não sei como você pode gostar dele.
- Eu não gosto dele!
- Pelo menos não deveria gostar – repreendeu severamente – Ele é seu paciente e tenho certeza de que você se lembra da nossa primeira aula...
- "Nunca se envolvam com um paciente".
- Exato. Principalmente se este paciente for um assassino perigoso que pode matá-lo, cortá-lo em pedacinhos e despejá-lo às margens de um rio qualquer.
- Poxa, obrigado Hermione.
- Apenas tenha isso em mente.
- Ele não faria algo assim.
- Você não pode saber com certeza.
- Eu apenas sinto que... Ah, deixa para lá – suspirou – Ele é meu paciente e eu quero ajudá-lo, apenas isso, satisfeita?
- Sim... E pelo amor de Deus, ele não vai parar de olhar para cá?
Surpreso, Harry voltou-se ao sofá onde Tom permanecia sentado, sozinho – pois nem mesmo os outros pacientes se atreviam a se aproximar daquele homem assustador cujos olhos lembravam uma cascata de sangue escarlate –, com um livro qualquer aberto em seu colo e o olhar fixado no balcão onde ele e Hermione conversavam.
- Er... Eu volto já, Hermione.
- Harry, não!
Mas Harry sequer ouviu as últimas palavras de sua amiga. E com passos suaves que faziam o jaleco branco ondular graciosamente como uma capa, aproximou-se do pequeno sofá e se sentou ao lado de Tom.
- A Dra. Granger não parece feliz em vê-lo se juntar a mim.
- Ela é um pouco protetora – murmurou.
Mas ao notar o perigoso brilho no olhar escarlate, Harry acrescentou rapidamente:
- É minha melhor amiga.
- Que atenciosa – burlou-se o maior. E Harry franziu o cenho, descontente:
- Sarcasmo é o subterfúgio dos tolos, Tom.
- Eu prefiro encará-lo como um meio inteligente, refinado e espirituoso de lidar com as tolices ao meu redor.
- As minhas palavras são tolices para você?
- Não – respondeu com seriedade – Nunca. Porque você não é como eles, não se parece nem um pouco com a escória ao nosso redor. Você é como eu, Harry.
- Eu sinceramente não me lembro de ter recebido um diagnóstico de transtorno de personalidade narcisista também.
- Sarcasmo, Harry.
- Ouvi dizer que é um meio inteligente, refinado e espirituoso de ver a vida.
- Touché – sorriu – E você não recebeu este diagnóstico apenas porque ainda não se deu conta da pessoa extraordinária que você é.
Com as bochechas vermelhas como as de uma adolescente na escola primária, Harry desviou o olhar, sabendo que as palavras sussurradas sedutoramente haviam balançado seu coração de uma forma que ninguém conseguira até hoje. De uma forma que paciente algum deveria fazer. Por sorte, na pior das palavras, Harry teve sua atenção desviada para a pequena discussão que Bellatrix e Dolohov começaram ao seu lado:
- Eu mate... Sim, matei... Eu matei... – sussurrava a desgrenhada mulher de cabelos e olhos escuros.
Diagnosticada com esquizofrenia hebefrênica, Bellatrix Lestrange havia assassinado seus vizinhos e o próprio filho pequeno durante um surto psicótico há dois anos, num rústico vilarejo ao sul de Londres. Desde este episódio, a mulher alegre e independente, prima caçula de seu padrinho, fora definhando para a doença. E agora, internada no Hospital Psiquiátrico de Hogwarts, deixara de apresentar surtos psicóticos, mas ainda possuía um precário contato com a realidade.
- Eu matei... Avada Kedrava... Háháhá...
- Eu vou explodir você se não parar com esta cantoria, Lestrange – grunhia Dolohov.
Antonin Dolohov havia incendiado três casas e quase obtivera sucesso em incendiar um hospital há seis meses, recebendo posteriormente o diagnóstico de piromania. O homem de quarenta anos também possuía um temperamento explosivo que acentuava ainda mais o ar assustador de seu rosto, o qual fora vinte por cento queimado num de seus incêndios, garantindo pesadelos às pobres crianças que o haviam visto nos noticiários.
- Avada Kedrava... Háháhá...
- Lestrange! – sussurrou perigosamente, mas Harry logo se aproximou e interferiu:
- Está tudo bem, Antonin – garantiu com um pequeno sorriso – Agora me deixe ver o seu desenho, Bella, aposto que ficou lindo.
- Háháhá... Bebê Potter!
Ignorando completamente o pedido de Harry, a mulher continuou a percorrer o giz de cera vermelho pela folha de sulfite, sentada displicentemente no chão da sala com o médico agora ajoelhado ao seu lado.
- Eu matei Sirius Black! Háháhá...
- Não, Bella, você não o matou. Sirius virá visitá-la semana que vem.
Mas a pobre mulher continuou a ignorá-lo, perdida em seu próprio mundo, enquanto inventava diferentes palavras sem qualquer significado:
- Crucio! Háháhá...
- Ela é irritante.
- Por favor, Antonin, ignore-a – pediu com suavidade – Por que você não vai se juntar ao McNair no pebolim?
Levantando-se do chão, Harry se surpreendendo ao notar que Dolohov havia pegado em sua mão para ajudá-lo, mas sua grata surpresa imediatamente se transformou em receio quando ouviu uma voz fria e perigosa à suas costas:
- Não toque nele.
- Desculpe – Dolohov murmurou na mesma hora, encolhendo-se sob o olhar assassino de Tom.
- Está tudo bem – Harry tentou acalmá-lo, mas foi em vão:
- Se você encostar suas patas imundas nele outra vez, eu vou arrancá-las fora, e talvez queimá-las com o resto do seu corpo já que você gosta tanto de brincar com fogo.
- E-Eu... E-Eu não fiz nada...
- Tom, por favor.
- Vermes como você me enojam – sibilou Tom, perigosamente, como uma serpente prestes a abocanhar um coelho – acham que são alguma coisa, que significam alguma coisa para o mundo, mas não são nada.
- Tom, já chega, por favor.
- Você não passa de um verme desprezível que não tem o direito de colocar as mãos sobre o que é meu.
- Tom...!
- Quem você pensa...? – rosnou Dolohov, mas sua voz desapareceu e o medo se desenhou no rosto desfigurado quando Tom agarrou seu pescoço com apenas uma mão, observando-o com aqueles olhos frios, vermelhos e mortais.
E o dedo na altura da carótida estava pronto para desferir o golpe final.
- Está tudo bem, Tom, fique calmo – Harry implorou, segurando delicadamente o braço estendido que ainda apertava o pescoço de Antonin.
- Enfermeira! Precisamos de uma injeção tranqüilizante aqui! – interrompeu Malfoy, olhando maliciosamente para Harry enquanto os seguranças e enfermeiros rapidamente passavam a rodeá-los. E os olhos esmeraldas imediatamente fuzilaram o loiro de sorriso debochado.
- Tom, por favor, eu estou pedindo, pare com isso.
Somente quando a voz suave sussurrou na altura de seu ouvido, Tom deixou Dolohov cair no chão em busca de ar.
- Estão esperando o que? – Draco repreendeu os enfermeiros que ainda estavam parados – Rápido, uma ampola de Diazepan deve bastar para acalmá-lo.
Mas Harry se colocou protetoramente à frente de Tom:
- Não, está tudo sob controle agora.
- Mas Dr. Potter... – um dos enfermeiros insistiu.
- Eu disse que está tudo bem – garantiu. E alcançado o braço de Tom, Harry começou a se afastar, pois ele sabia que a calma de seu problemático paciente estava por um fio – Eu vou levá-lo de volta para o quarto.
- Os seguranças vão acompanhá-lo.
- Isso não é necessário, Hermione.
- Mas Harry...
- Eu volto já.
No instante seguinte, dentro da sala, ouviam-se apenas as risadas insanas de Bellatrix.
-x-
No momento em que Harry ingressou no quarto inteiramente branco um pequeno gemido escapou de seus lábios ao ser violentamente empurrado para uma das paredes acolchoadas e pressionado por um corpo muito mais forte. Imediatamente, o coração acelerou e uma onda de medo e excitação se confundiu em suas veias, um inevitável arrepio percorrendo sua espinha ao notar o hálito quente e convidativo na altura de seu pescoço:
- Ele tocou em você – sibilou numa voz suave e perigosa.
- Tom...
- Ele ousou tocar em você, Harry. E você deixou – lentamente, Tom percorria a pele alva com seus lábios –, você o deixou tocar no que é meu.
- Eu não sou seu!
- A quem você está tentando enganar? Diga-me, Harry, a mim ou a você mesmo?
- Estou falando sério – grunhiu, o rosto corado desmentindo suas palavras – Eu não sou um objeto para pertencer a você. E também não sou seu namorado. Eu não sou nada seu!
Os olhos vermelhos se estreitaram perigosamente.
- Entendo...
- Eu quero apenas ajudá-lo, Tom, como médico eu quero estabilizar sua condição psicológica para que um dia você possa até mesmo ser reingressado na sociedade.
-... Mas se você não é nada meu – prosseguiu Tom, ignorando completamente as palavras de Harry – por que o seu corpo reage dessa maneira?
Um gemido abafado escapou dos lábios de Harry ao sentir a coxa musculosa de Tom pressionar lentamente sua virilha. E Harry esperava que nenhum enfermeiro passasse pelo corredor agora para que não testemunhasse aquela cena no mínimo perturbadora: isto é, o jovem médico com os pulsos aprisionados sobre a cabeça, cativos por uma única mão de Tom, que usava a outra para explorar o corpo ágil por baixo da camisa verde clara que acentuava o brilho do belo olhar esmeralda, o qual se encontrava agora envolto por uma nuvem de desejo.
Um desejo sombrio.
Um desejo proibido.
Um desejo perigoso, cruel, assassino.
- Pare... Pare com isso, Tom... – conseguiu murmurar, debilmente, observando com um misto de medo e excitação os lábios de seu paciente há poucos centímetros dos seus.
- Não.
- Por favor...
- Não, você precisa entender que é meu – sorriu, notando com um brilho de satisfação como Harry separava os lábios inconscientemente – Você é meu, Harry, desde o primeiro momento em que eu olhei para você.
E Harry quase concordou quando sentiu sua boca ser deliciosamente invadida pela língua hábil de Tom, que o beijava com fome e excitação, saboreando cada centímetro de seus lábios enquanto o cobria com o corpo forte e poderoso que parecia protegê-lo, reivindicá-lo e escondê-lo do resto do mundo. Uma sensação única e indescritível. Um beijo intenso, cheio de desejo, possessividade e significado, algo que o jovem médico jamais vivenciara tendo beijado apenas duas garotas e depois um único garoto no colégio, os quais ele sequer recordava o nome, quiçá a péssima experiência.
Mas Tom parecia devorar sua alma.
E de uma maneira que Harry ficaria feliz em entregá-la de bandeja.
Finalmente, quando os dois se separaram, Harry percebeu o quão errado era aquilo.
- Pare de enganar a si mesmo – murmurou Tom, observando fixamente as belas esmeraldas cheias de culpa e desejo contido – nós não somos iguais a esses humanos desprezíveis, pequeno, nós somos melhores, nós pertencemos um ao outro e você sabe disso.
- Nós somos humanos também...
- Talvez – desdenhou – mas não como esses seres medíocres. Agora, deixe de enganar a si mesmo, Harry, e perceba o quanto você quer e precisa de mim.
- E-Eu...
- Basta parar de ignorar seu coração.
- E-Eu... E-Eu tenho que ir.
- Não, não fuja.
- Desculpe Tom – rapidamente, Harry conseguiu se desvencilhar do corpo maior e correu para a porta, olhando por cima do ombro para o rosto sombrio daquele homem que fora considerado um perigoso assassino – E você não deve me beijar outra vez, por favor, esteja ciente disso.
Fechando a porta à suas costas, Harry ainda conseguiu ouvir a resposta tranqüila de Tom:
- Seus lábios me pertencem, Harry, e o resto do seu corpo também. É melhor você não se esquecer disso.
Não era uma ameaça.
Era uma simples constatação.
Mas o jovem médico sentiu um arrepio de medo percorrer sua espinha. Um arrepio de medo acompanhado de uma inexplicável excitação.
Continua...
Próximo Capítulo:
- Oh, agora eu vejo o que chamou sua atenção – Draco sorriu com burla, observando Tom olhar fixamente pela janela, por onde Harry e Cedric podiam ser vistos seguindo tranquilamente para o carro esportivo do jogador de Rúgbi – É o novo namorado do Harry.
- Namorado? – perguntou friamente.
- Isso mesmo. Formam um casal adorável, não?
-x-
N/A: Olá, meus amados leitores, como vocês estão? Espero que bem. Então, ainda estão aproveitando as férias ou já voltaram à ativa? Infelizmente, na próxima semana eu devo voltar ao suplício universitário, o qual, neste semestre me reserva a alegria de escrever uma monografia... Oh, céus, que Merlin me ajude!Mas vamos que vamos! E o que importa mesmo é que eu nunca vou deixar vocês de lado, meus amados!
Quanto ao capítulo de hoje, digam-me, o que acharam? Eu particularmente adoraria ser imprensada pelo deus grego do Tom numa parede acolchoada de um quarto num hospital psiquiátrico... Hehe... Fantasias estranhas, eu sei, mas ainda considero o Harry um maldito sortudo!
Agora, com a prévia do próximo capítulo vocês podem ver como o Tom vai descobrir o pequeno affair entre o Harry e o Cedric... Pobre Cedric! O que vocês acham que vai sair disso? E o Draco só colocando lenha na fogueira, é claro!
E para aqueles que me perguntaram se o Tom vai conseguir fugir do hospital... Bem, a resposta é sim! No capítulo seis ou sete o nosso amado Tom vai deixar o hospital de Hogwarts para ir atrás do que é seu... Pobre Harry... Hehe...
Espero sinceramente que vocês continuem apreciando!
E gostaria de deixar os meus profundos agradecimentos às lindas REVIEWS de:
GakuenAlicefan27... TaiSouza... Nailly... Lanyath... Joana A... Kimberly Anne Potter... Keicy M.E... veracesar30... Nando Rowling... Giny... Sandra Longbottom... vrriacho... Laura... musme... Dyeniffer Mariane... PrisD... lunynha... Lady Slytherin of Camelot... E Boozinha Luthor!
Muito obrigada mesmo pelas incríveis REVIEWS de incentivo e por arrumarem um tempinho para conferir o primeiro capítulo da minha nova história!
Um grande Beijo!
E até a próxima atualização de Destinos Entrelaçados.
E para aqueles que quiserem conferir, a capa desta fic está no meu perfil do Deviantart:
tassyriddle . deviantart # / d5tac6y
(Para acessar basta remover os espaços).
Espero que gostem!
