Capitulo 2: O Primeiro Contato

Capitulo 2: O Primeiro Contato

Remus acordou na manhã seguinte com a impressão de que acabara de ir deitar-se. Passara a noite em claro. Não sabia se isso tinha a ver com o que Amelie havia lhe dito na noite anterior, mas teve a impressão de que ela podia entrar em seu quarto a qualquer momento no meio da madrugada. O que acabou não acontecendo. O pior é que ele tinha a leve impressão de que isso o deixara desapontado. Ao sair do quarto encontrou Sirius também saindo do próprio dormitório.

-Bom dia, Sirius.

-Bom dia, Aluado. –Sirius falou bocejando –Que cara péssima. Não dormiu a noite por que? A loirinha foi te visitar ou você ficou esperando e ela não veio? –perguntou malicioso.

-Cala a boca, Sirius. –Remus respondeu mal humorado.

-Pelo mau humor é fácil concluir que ela não veio. –Sirius concluiu maroto.

Remus bufou e se encaminhou para o andar de baixo com Sirius atrás de si. Na noite anterior contara ao amigo de onde conhecia Amelie, mas ficou um tanto irritado por Sirius não ter acreditado que ele nunca tocara nela. O simples fato de ele lembrar de cor o perfume dela não provava nada. Nada mesmo. Um barulho e um cheiro maravilhosos vinham da cozinha. Chegaram à porta e viram Amelie concentrada em fazer algo no fogão. Ela pareceu perceber que os dois se encontravam la e virou-se sorrindo para eles.

-Bom dia. Espero que não se importem de eu ter invadido a cozinha para fazer o café.

Os dois apenas negaram bobamente com a cabeça.

-Sentem-se então. –ela falou dando um lindo sorriso para os dois.

Os dois sentaram-se e Remus finalmente reparara na roupa que ela usava. O mesmo short da noite anterior, mas agora com uma camiseta vermelha por cima. Camisa essa que lhe era bem familiar.

-Amelie, essa camiseta...

-Ah sim, é sua. –ela respondeu olhando para si mesma –Espero que não se importe. Essa manhã quando eu sai do banho lembrei que não tinha nenhuma roupa limpa. Eu bati na sua porta, mas você não respondeu então eu entrei e peguei essa camiseta pra mim e uma para a Anie. –ela explicou como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Remus olhou meio embasbacado para a menina. Se ele entendera bem ela havia saído do banho e depois percebido que não tinha roupa limpa pra vestir, o que queria dizer que... Ela entrara de toalha em seu quarto? Ou talvez... Não, isso era muito improvável.

-Onde está sua irmã? –Sirius perguntou.

-A Anie saiu pra comprar mel. –Amelie falou enquanto servia café para Sirius.

-O QUE? –os dois levantaram-se ao mesmo tempo.

-Amelie, vocês estão aqui para se esconderem, não podem sair por ai. –Remus falou irritado.

-Ops... –ela falou com um sorrisinho cínico.

Sirius achou melhor ir atrás da outra. Seria difícil encontrá-la, mas de qualquer jeito era melhor tentar. Correu para a porta que dava para a rua e quando a abriu deu de cara com Anellise chegando carregando uma sacola. Puxou-a para dentro.

-Ai! –a garota reclamou –O que foi?

-O que você tem na cabeça pra sair por ai com todos os problemas que vocês duas estão tendo? –Sirius falou irritado.

-Eu só fui comprar mel na mercearia aqui perto. –Anellise falou muito calmamente, como se não se importasse com o olhar irritado que Sirius lhe lançava.

-Não podia esperar que eu ou o Remus acordássemos para ir ao invés de você?

-É que está me parecendo que esperar que você faça algo não vai levar a muita coisa. –ela falou ao ouvido de Sirius e passou por ele dirigindo-se para a cozinha.

Sirius sentiu todo seu sangue ferver até borbulhar. Só não sabia se era de raiva por ela ter desrespeitado ele ou se era de desejo por ter sentido a voz sensual dela tão perto. Respirou fundo e voltou para a cozinha onde Remus tentava em vão dar bronca nas duas, já que nenhuma delas parecia realmente se importar com o que falavam para elas.

-Tudo bem, Lupin. –Amelie falou por fim –Não se preocupe, nós não vamos fazer de novo. Sério. –deu um sorriso doce.

Remus não resistia ao sorriso de Amelie. Podia ser falsidade da parte dela, mas mesmo assim era a coisa mais doce que Remus conhecia. Nada se comparava ao sorriso de Amelie.

-Está bem. –Remus cedeu –Mas não façam mais isso.

-Isso o que? –perguntou Tonks que acabara de aparecer na porta da cozinha.

-Oi Tonks! –as irmãs falaram ao mesmo tempo.

-Oi meninas! O que vocês já estavam aprontando? –Tonks questionou divertida.

-Nada demais. –Anellise falou com naturalidade –E você? Alguma novidade?

-Na verdade sim. Seus pais fugiram e agora estão desaparecidos. Eu fui até a casa de vocês e recolhi algumas coisas e roupas. Tem duas malas la na sala com as coisas de vocês. –Tonks falou apontando na direção da sala.

-Quer café? –Anellise ofereceu.

-Vai ser bom. Precisamos conversar. E vocês têm que me falar sobre algumas coisas. –Tonks falou tentando sorrir para as meninas, mas seu cansaço era muito claro.

Eles conversaram durante toda a manhã e um pedaço da tarde também. As duas irmãs passaram muitas informações a Tonks: falaram sobre imóveis que os pais possuíam, aliados onde eles poderiam ter se refugiado e ainda várias outras informações referentes a Voldemort e seus Comensais. Amelie falava com grande naturalidade desses assuntos, mas Anellise parecia pouco à vontade, durante toda a conversa segurou o antebraço esquerdo, como se tivesse medo que alguém pudesse ouvir a conversa deles através da marca que ela carregava na pele.

Assim que Tonks foi embora cada uma das duas garotas pegou uma das malas e subiu até o respectivo quarto. Ambas pareciam exaustas agora.Mesmo Amelie mal olhara para Remus ao sair da cozinha. E Remus agora estava com uma vontade louca de abraçá-la e confortá-la. E por que não poderia fazer isso? Ele não era mais professor dela, não havia mais porque... No que ele estava pensando? Era uma menina de 19 anos. Ele era velho demais para ela e ainda por cima, lobisomem. Tentou afastar esses pensamentos da cabeça. Não iam levá-lo a lugar algum...

Sirius acordou no meio da madrugada. Tivera mais um daqueles pesadelos em que Dementadores invadiam a casa e o levavam de volta para Azkaban. Era um sonho que se repetia com muita freqüência, mas ele sempre acordava em pânico quando aconteciam. Olhou para si mesmo e viu seu pijama encharcado de suor. Levantou-se da cama e foi até o armário, pegando uma nova camisa, uma regata branca, atirando a molhada longe. Olhou para seu criado-mudo e viu que não tinha mais água.

-Que droga... –resmungou.

Saiu do quarto e desceu as escadas em direção a cozinha. Ao se aproximar viu que as luzes estavam acesas e ao alcançar a porta encontrou Anellise sentada com os cotovelos apoiados na mesa e olhando fixamente para o sache de mel. Ela usava um simples baby-doll de algodão azul turquesa e era possível perceber que ela não usava sutiã.

-Anellise? –Sirius chamou-a.

Ela levantou a cabeça e encarou-o em silencio por um minuto.

-Sim? –falou por fim.

-Está sem sono? –Sirius perguntou casual, analisando-a.

-Também... –ela admitiu –Na verdade só estava pensando algumas coisas...

-Algo que queira partilhar? –ele perguntou se aproximando e sentando-se ao lado dela.

-Não realmente... –ela respondeu vagamente e voltou a fixar o olhar no sache.

Um longo silencio se fez entre eles. Sirius aproveitou para observá-la melhor. Era linda. Isso era. E também sensual. Transpirava sexualidade. Dava idéias loucas a Sirius. Mas também não havia nada demais. Ela era mais velha que Amelie. Quantos anos teria? Mais que vinte com certeza. Já não era nenhuma criança e ele também não era tão velho assim... Olhou-a mais uma vez. E dessa vez viu que ela também estivera observando-o. Um brilho malicioso surgiu nos belos olhos dela.

-Posso te fazer uma pergunta? –ela falou com um sorriso tentador.

-Claro. –ele respondeu se ajeitando na cadeira.

-Você já beijou com mel?

-O que?

-Já usou mel para incrementar um beijo ou... –sorriu maliciosa –alguma outra coisa?

Sirius sorriu divertido.

-Na verdade não.

-Você devia experimentar. –ela sugeriu, os dedos acariciando o sache de mel.

-Devia? –ele perguntou arqueando a sobrancelha –E quem me mostraria?

Ela levantou-se e encarou-o. Então pegou o mel com uma das mãos e com a outra segurou o rosto de Sirius. Sem falar nada, nem pedir permissão (não que precisasse) despejou um pouco do conteúdo ali. Sirius sequer se mexeu. Queria ver até onde ela levaria aquilo. Ela apoiou-se no espaldar da cadeira e inclinou-se na direção dele, dando primeiro um leve beijo nos lábios melados, depois mordiscando-os e por fim passando a língua por eles. Levantou-se e pegou o mel mais uma vez. Abriu a boca e colocou mais do doce ali sobre a língua. Se aproximou mais e dessa vez sentou-se no colo de Sirius, com as pernas envolvendo a cintura dele. Sirius surpreendeu-se, mas não deu sinais evidentes disso. Ela beijou-o mais uma vez, mas agora com muito mais desejo e fome. E Sirius não perdeu chance em aproveitar. Colocou as mãos na cintura da garota puxando-a para mais perto, sentindo aquele gosto doce e afrodisíaco invadindo sua boca junto com a língua audaciosa da menina. Ela afundou uma das mãos nos cabelos de Sirius e a outra insinuou por dentro da camisa dele subindo e acariciando o peitoral forte dele. O gosto de mel foi diminuindo e Sirius sentiu falta dele...

Pousou as mãos nas coxas da morena, segurando-a ali e levantou-se levando-a junto e fazendo-a se sentar na mesa. Tateou a mesa cegamente a procura do mel. Quando suas mãos encontraram o sache, ele parou de beijá-la e afundou uma das mãos nos cabelos negros da garota e com delicadeza puxou-os fazendo com ela inclinasse a cabeça para trás, expondo o pescoço de forma deliciosa. Despejou mel por toda a extensão do pescoço branco dela e depois lambeu-o inteiro, chupou e até deu pequenas mordidas, para depois voltar a beijá-la com volúpia.

Anellise tirou a camisa de Sirius com impaciência e mais uma vez pegou o mel, espalhando-o pelo peito forte do homem. Foi descendo os beijos pelo pescoço, contornado a linha dos músculos com a língua e até deu uma mordida na pele dele que certamente ficaria marcada mais tarde, mas isso só o deixou ainda mais excitado com a brincadeira.

Agora era a vez dele tirar a camisa de alcinhas finas que ela usava, revelando os seios fartos. Pegou o mel e espalhou pelo colo e seios dela. Anellise riu levemente ao sentir o mel gelado entrar em contato com a sua pele. E aquele riso meio infantil quase enlouqueceu Sirius, fazendo-o puxá-la pela cintura mais para perto, até sentir seu corpo excitado encaixar-se no dela, que envolveu a cintura dele com as pernas.

Anellise percebeu o quanto excitado Sirius estava e se sentiu muito satisfeita. Adorava tirar homens mais velhos do sério, não que ele tivesse cara de que se importava muito com isso, mas mesmo assim era bom. Riu mais uma vez quando ele afundou o rosto na curva de seu pescoço, beijando e mordiscando a pele quente daquele lugar. Ele foi descendo os beijos até atingir um dos mamilos e rodeá-lo com a língua, fazendo o corpo inteiro de Anellise se arrepiar. Quando ele começou a sugar o mamilo a garota não conteve um gemido de prazer e afundou as unhas nos ombros de Sirius. Ele deu inteira atenção aos seios dela por um bom tempo, até que mais uma vez o gosto do mel começou a perder-se. A mão já tateava a mesa em busca do sache quando sentiu a mão de Anellise segurar a sua.

-Não. –ela murmurou.

Sirius olhou-a confuso. Ela deu um sorriso angelical e afastou-o delicadamente. Desceu da mesa em um pulo e recolheu sua blusa caída no chão. Vestiu-a cuidadosamente e se encaminhou para sair da cozinha.

-Espera! –Sirius chamou, ao que ela virou-se para encará-lo –Aonde você vai?

-Tomar banho, oras. Eu não posso dormir assim toda melada. –ela respondeu como se fosse óbvio –Boa noite, Black. Sonhe com os anjos... –falou cínica, dando as costas a Sirius que permanecia parado, perplexo no meio da cozinha.

Remus acordou naquela manhã mais uma vez sentindo como se tivesse acabado de dormir. Tentou afastar da sua cabeça a idéia que era por causa de uma certa ex-aluna sua que ele esperava ansiosamente que entrasse em seu quarto no meio da noite. Levantou-se da cama com a sensação de que estava mais cansado do que quando deitara na noite anterior e foi para o banheiro decidido a tomar um banho para espantar aquele cansaço.

Despiu-se e ligou a água quente. Adorava banhos muito quentes, achava que assim era mais fácil relaxar. Entrou em baixo do jato de água, deixando-a espalhar-se por suas costas largas, sentindo-se relaxar. De repente sentiu-se ser abraçado pela cintura, por trás e virou-se assustado deparando-se com Amelie totalmente nua abraçada a ele.

-Eu vim ver se você não queria ajuda para esfregar suas costas. –ela falou maliciosa antes de dar uma leve mordida no ombro dele.

Remus sequer respondeu. Apenas virou-se e beijou-a, deixando-se consumir por todo aquele desejo que sentia pela garota. Beijou-a com urgência, provando, testando, apertando todo o corpo dela contra seu corpo já excitado. Ouviu-a gemer e isso só o deixou mais excitado. Já totalmente fora de controle colocou-a contra a parede e deu uma mordida no pescoço dela que certamente deixaria uma marca, mas ela apenas riu disso. Já muito fora de si ele agarrou possessivamente a coxa esquerda dela e levantou-a fazendo-a envolver sua cintura e penetrou-a de uma vez, fazendo-a soltar um grito misto de prazer e dor.

-Você sempre me quis, não é professor? –ela falou muito ofegante mordendo a orelha dele.

E nesse momento Remus acordou assustado.

-Não acredito! Foi só um sonho... –ele murmurou desgostoso.

Olhou em volta e viu que ainda estava em seu quarto com a camisa encharcada de suor. E havia mais alguém ali bem "acordado".

-Nem precisa se animar. –ele falou para a elevação em seu lençol –Foi só um sonho...

Agora dera para ter sonhos eróticos com a menina. Não faltava mais nada. Ele devia estar mesmo muito mal. Mas em uma coisa Amelie tinha razão: ele sempre a desejou. E não importava muito ele ter ouvido aquilo da Amelie de seus sonhos. Desde que conhecera a pequena a desejara. Agora então, sem o dever da profissão para usar de escudo estava simplesmente impossível de agüentar aquele desejo. Tinha que pensar em algo para fazer. E tinha que ser rápido.

Esperou tudo se "acalmar" nele, trocou de roupa e desceu as escadas. Encontrou Sirius e Anellise sentados à mesa e Amelie ao fogão virando panquecas no ar. Reparando melhor pode ver que Sirius parecia emburrado enquanto Anellise sorria satisfeita. Aquilo lhe pareceu estranho...

-Bom dia. –disse, chamando a atenção para si.

-Bom dia. –Anellise e Amelie falaram juntas sorrindo belamente.

-'Dia... –Sirius cumprimentou vagamente.

-Aconteceu alguma coisa, Sirius? –perguntou analisando o amigo.

-Não. Por quê?

-Porque você está com cara de cachorro que foi deixado na mudança...

-Talvez ele tenha sido... –Anellise falou baixinho, mas Remus ouviu, porem achou melhor não comentar.

-Gosta de panquecas, Lupin? –Amelie perguntou se aproximando.

-Sim, eu gosto.

-Aqui está, então. –ela colocou algumas no prato diante de Remus.

-Obrigado. –ele agradeceu.

-Você sabe que precisando de qualquer coisa é só chamar. –ela respondeu maliciosa, então olhou para o sache de mel –Anellise...

-Sim?

-O que aconteceu com o mel? –perguntou encarando a irmã.

-Por que? –Anellise perguntou com um sorrisinho no rosto.

-Porque ontem quando eu fui dormir esse sache estava cheio e agora ele está praticamente vazio. –falou divertida com o sache na mão.

-Eu acordei no meio da noite e... –sorriu maliciosa –Desci pra cá...

-Já entendi... –Amelie falou sorrindo maliciosa também –Mas não podia ter deixado um pouco pro café hoje?

-Você só está com ciúme porque eu usei o mel antes de você. –Anellise respondeu divertida.

-Vagabunda. –Amelie riu e atirou o pano de prato na irmã.

Remus olhou atentamente para as duas. Tinha alguma coisa a mais naquela história de mel e pela cara de Sirius ele bem sabia o que era. Mais tarde faria o amigo contar o que sabia...