A Porta Bateu
Para Akane, meu amor, porque ela gosta de Camus e Milo
Fanfiction de Shiryuforever94
Anime: Saint Seiya
Gênero: Yaoi (Relacionamento homossexual entre homens)/POV
ATENÇÃO: Esta é uma fic yaoi, ou seja, com relacionamento homossexual, sendo bem clara, amor entre dois homens! Se não é sua praia, por favor não leia, não me mande ameaças, não me xingue, cada um na sua. Seja produtivo e arranje outra coisa para ler que tem um montão de histórias por aqui.
DISCLAIMER: Saint Seiya não me pertence, Toei, Kurumada e Shueisha é que ganham horrores com os rapazinhos fofos. Minha intenção é apenas divertir os leitores e dar vazão aos meus sonhos nem um pouco inocentes com esse bando de homens lindos. Gostou de alguma idéia minha? Que bom! Mas sejam bonzinhos e me citem se for o caso. Faço o maior esforço para valorizar as doces autoras que conheço quando uso alguma idéia delas.
LOCALIZAÇÃO TEMPORAL: Esta história se passa logo após a Saga de Hades, todos estão vivos, bronzeados, prateados e dourados. Ressuscitaram por honra e glória de Atena. Explicações dadas? Boa leitura.
Eu não ia fazer mais capítulos! Só que uma criaturinha escorpiana linda chamada Nina e outra criaturinha escorpiana amada chamada Akane leram a fanfic e, bom... Alguém já tentou dizer não para um escorpião? Ah, também tem a escorpiana Litha. É karma meu? E, adivinhem... Athenas de Áries... Er, alguém em sã consciência agüenta uma ariana exigente? Pois é... Depois ninguém entende quando eu surto XD Com amor, para a marida, Akane, para a irmã, Nina, para a power ficwriter Litha e para minha queridona, Luciana. Vocês não sabem como é bom saber que vocês existem. Para as queridas fofas que deixaram reviews, que entenderam tudo que eu queria dizer... Olha, só fiz mais coisas porque, sinceramente, eu adoro Camus e Milo e, se insistirem muito, acabo fazendo logo uma série. Beijos pra todas.
Camus POV
Que dia mais... Sem graça. Após uma noite sem graça.
Noite mal dormida. Noite mal aproveitada. Noite solitária.
Visto uma túnica, grega. Calço sandálias, gregas. Prendo meus cabelos com o elástico vermelho que ele mais gosta. A túnica, as sandálias, tudo dele. O cheiro dele, o gosto dele. Tudo dele.
Será que eu não poderia tentar ser mais emocional? Ou melhor, demonstrar mais... É bem difícil. Mas pior é sentir que falta um monte de coisas aqui.
O ofegar dele no meu ouvido para me dizer que o café está pronto. O beijo de bom dia que odeio dar sem escovar os dentes antes. O abraço apertado que se eu não controlar, vira sexo às seis horas da manhã...
Grego maluco.
Mas é o meu maluco.
Franzir o cenho deve ser uma das ações que mais faço. Perto dele então, vira uma espécie de tique nervoso. Milo fala alto, é espaçoso, domina qualquer ambiente. Ao mesmo tempo, é muito discreto. E muito gentil comigo.
Preciso ir treinar. Preciso pensar um pouco mais sobre tantas coisas de nós dois.
A Arena ainda está vazia. Mal amanheceu. Eu não consegui ficar na cama. Parecia fria demais. E eu adoro o frio. Só que preferia o calor dele comigo.
Aldebaran chegou cordial como de hábito e começamos a treinar. Estou distraído e isso não é do meu feitio. Sou atirado longe num golpe bem dado e suspiro. Não presto para nada sem ele?
O taurino olha-me com certo ar de pena. Por que me olha assim? E ele me conta, quando pergunto, que Milo passou a noite na casa de seu grande amigo... De Saga.
Meu sangue gelado entrou em ebulição numa velocidade indescritível. E eu NÃO SOU CIUMENTO!
Logo o outro grego bonito do Santuário? Não apenas isso. Saga é sedutor, é sociável, é alegre, bem disposto, embora possa ficar bem deprimido de vez em quando.
Tudo que eu não sou.
Não faço discursos inflamados do nada, não sei abrir sorrisos sedutores para qualquer pessoa que me pareça interessante. Também não sou tão forte, tão alto, tão...
Tão Saga.
Aldebaran parece ler minha confusão incrível na minha face irretocável de Cavaleiro Gelado. Ele me dá um tapinha nas costas e diz que eles são apenas amigos e que Milo jamais me trairia.
Não sei se eu acredito no que meu coração me diz. Este órgão semi-inútil que me desconcentra de meu trabalho toda vez que Milo está por perto acredita no que Aldebaran diz. Posso falar ou pensar tudo de Milo. Tudo mesmo. Nunca que ele seja infiel. Nunca.
Continuo tendo um ataque de taquicardia causado por ciúme. Quem disse que a minha racionalidade extrema funciona quando se trata de Milo? Mas ela precisa funcionar. Despeço-me de Aldebaran e foi para o Cabo Sounion. Preciso pensar.
Meu namorado pode ter defeitos insuportáveis, como adorar me fazer rir quando eu não quero, ou provocar minha raiva imediata com sua necessidade de ser o Senhor de Toda a Terra. O orgulho dele é páreo para o de Aioria, a beleza dele é páreo para Afrodite... Ah, eu acho que ele é até mais bonito que o Afrodite. Por que a beleza de Milo, para mim, vem do coração fiel, devotado, apaixonado, quente e irrequieto dele.
Milo manda em tudo e em todos como se a coisa mais natural do mundo fosse todo mundo concordar com ele. Pior que ele raramente erra alguma coisa. Aliás, não me lembro de alguma ocasião em que as deduções dele tivessem sido errôneas.
Aquele homem maldito!
Eu quem sou o interessado por descobertas, por novidades, pela humanidade! E ele rouba a cena perscrutando almas, situações e desbravando soluções que nunca ninguém poderia pensar.
Ele estuda tudo. Todo mundo. Vira do avesso qualquer um, inclusive seus amigos. Inclusive eu.
O custo, várias vezes, desses estudos dele, é simplesmente reduzir qualquer um a coisa alguma com seu humor ácido, sua verve cínica e sua mania, DESGRAÇADA MANIA, de acertar.
Quem além dele poderia saber que eu tenho sentimentos ferventes dentro de minha aparência compenetrada? Quem além dele poderia teimar em se aproximar de mim, mesmo eu o tendo escorraçado nem sei quantas vezes?
Quem além de Milo eu vou conseguir amar?
Por toda vida, com fidelidade, com devoção?
Quem, em todo o mundo, consegue me fazer sentir vida correr por dentro de todos os meus sistemas, encher de ar meus pulmões e dar brilho a meus olhos?
Eu sou o cavaleiro mais retraído, mais controlado e mais cheio de recalques contra sentimentos desse Santuário. E odeio e amo meu Milo por ele ter perfurado com sua agulha escarlate toda a minha couraça de gelo eterno da Sibéria e ter me dado sonhos. Aqueles dos quais eu desisti há muito tempo. Ou havia desistido.
Com Milo, não há futuro que não possa ser mudado, nem situação sem deslinde. Não há lugar que não se possa ir e nem há sentimento suficiente que possa expressar a fascinação que ele causa.
Então que diabos faço aqui sozinho nessa porcaria de Cabo Sounion?
Então que diabos estou sentindo que me deixa sem ar e zangado e eu nunca posso me dar ao luxo de perder o controle?
Estou sentindo a falta dele...
Notinha: Bateu uma mega inspiração ultimamente para escrever sobre Camus e Milo. Não sei se esta fanfic ficará perfeita, nem é minha intenção. Mas que estou me divertindo horrores escrevendo, estou. Eu fiz o POV do Milo também, só falta revisar. Vamos ver quando dá para postar. Até o próximo capítulo e, creio que de oneshot, virou fanfic em capítulos. Mas não muitos que era pra ser uma história sem maiores pretensões. E, não se preocupem, não vai virar drama de jeito nenhum. Bye.
