Promessas frágeis

Desclimer: O blábláblá de sempre. Saint Seiya não me pertence, pertence ao Massami Kurumada e ao Toei Animations. Os sobrenomes Veuliah e Lêokritos são meus.

Resumo: Promessas são frágeis ou fortes como aço? São verdadeiras ou apenas palavras desconexas levadas pelo vento? Afinal, devemos acreditar nelas? (IcexPoison)

Faça bom proveito.

Capitulo 2 – Abandonado entre os lençóis de seda.

Sorri ao me lembrar da noite anterior. Resumindo em apenas algumas palavras, que, para mim, são um tanto importante. O Fim de outra briga tinha ocorrido naquele mesmo quarto ontem à noite. E agora estava aqui, junto do MEU Camus, que ontem me disse tantas e tantas idiotices.

Um aquariano cabeça dura. Como ele pode achar que é só um brinquedo para mim? Que é apenas diversão? Ora, ele é a coisa mais importante pra mim! O único que conseguiu tomar de mim meu coração. O Próprio Milo de Escorpião apaixonado, quem diria, han? Passei a mão pela parte da cama que deveria estar aquele corpo pálido que tanto amo e...

Ele não estava ali? Abri os olhos e me levantei, notando que estava sozinho na casa de aquário. Observei a carta sobre seu travesseiro, a caligrafia puxada dele se destacava contra o papel branco, deveria ser algum aviso ou algum bilhete que teve que ir para a fundação GRAAD mais cedo... Não era costume de ele sair assim, sem avisar.

Sentei-me na cama, pegando a carta entre os dedos. Sorri de canto e a deixei sobre o móvel, não deveria ser tão importante, afinal, era só uma carta! E além do mais, só iria tomar um banho, e pegar uma roupa emprestada de Camus. Fui até o banheiro e tomei uma ducha rápida, estranhei não encontrar objetos pessoais de Camus – Como escova de dentes, shampoo, perfumes, entre outros. – mas só achei que estava em um lugar diferente.

Terminei o banho e enrolei uma toalha na cintura, enquanto a outra secava meus cabelos louros, sequei as mãos, abrindo finalmente a carta. Li as primeiras linhas e não achei que fosse algo realmente sério, sentei-me na cama, notando algumas marcas na carta, seriam... Lágrimas?

Meus olhos seguiram a carta do inicio ao fim algumas vezes, tentando absorver tudo que nem estava escrito. Como eu não poderia procurá-lo? Ele era meu! Ele tinha que entender isso. As lágrimas descendo por meu rosto em abundância deixavam evidente que aquilo tinha sido o fim. A briga tinha sido muito mais forte do que tudo o que eu imaginava, e tinha nos levado num estado bem pior do que era para ser. Muito pior que todas as outras.

Deitei na cama, sentindo as lágrimas voltarem com toda a força enquanto deixava a carta cair no chão, me encolhi, ficando na posição fetal, enquanto puxava os lençóis ao meu encontro. Tinha o cheiro dele, e esse cheiro era impregnado por toda a casa, já sentia o peito doendo de saudade por aquele aquariano estúpido que não entendia que eu o amava tanto.

Parei de chorar algum tempo depois, pegando minha própria calça no chão do quarto e uma blusa limpa no guarda roupa de Camus. O desespero começava a tomar conta de mim. As roupas todas – ao menos as melhores e as que ele gostava – ele tinha levado. Só havia sobrado uma que eu peguei e vesti, querendo ficar com o cheiro dele para sempre.

Peguei a carta do chão e guardei no bolso, minhas mãos tremiam ao tocar na carta, ele havia me abandonado.

Afinal, éramos, somos e sempre seremos, diferentes. No final, tão opostos que ficamos iguais. Mas ele estava certo quando me disse que não daríamos certo. Nunca daríamos certo, nós dois somos ciumentos, orgulhosos e, o principal, homens. A sociedade normalmente não aceita uma relação de tal jeito, o que nos leva a crer que temos que ser 'discretos'.

Nada de beijos, abraços, andar de mãos dadas em publico. Nenhum dos dois pode dormir todos os dias na casa do outro. Qual a graça de um namoro assim? Ou afinal, somos apenas amantes? Não há amor suficiente para sustentar uma relação assim? Apenas... Uma promessa falha ou inalcançável?

E foi com esses pensamentos que cheguei a escorpião. Estava nervoso, sem duvida, e aqueles chocolates no armário seriam minha salvação. Entrei na cozinha, peguei os chocolates e logo após fui para o meu quarto, retirando a blusa de Camus. Não queria que ficasse com o meu cheiro, e sim o dele! Abracei a blusa, respirando fortemente contra ela enquanto sentia as lágrimas voltando aos meus olhos.

Aquele cabeça dura nem fazia idéia da metade do amor que eu sentia por ele, e o pior de tudo, nem procurá-lo eu poderia, se eu fosse atrás dele, acabaria piorando as coisas, afinal, ele é reservado, gosta de ter o espaço dele e esses dias tenho exigido demais dele. Pedindo mais do que ele poderia me dar. Ele tinha o próprio espaço, o próprio tempo e os próprios pensamentos. E eu queria estar e saber de tudo.

Deitei-me na cama, pegando mais alguns chocolates. É certo que estávamos brigando mais que o normal, talvez por ciúmes descontrolados ou por causas tolas. Mas nunca achei que ele se sentiria tão magoado por tamanhas bobagens e impropérios que saíram da minha boca durante essas brigas. Alguma coisa relacionada a traições e puro desejo.

Eu sabia que era mentira. Ele deveria saber também! Sou impulsivo, achei que ele estava saindo com outra – ou outro no caso – e por isso disse aquilo tudo, não era para ofendê-lo. Se ele ainda tivesse me dado a chance de poder me explicar, me redimir... Queria poder provar para o meu ruivinho, agora, que ele é muito mais que um mero 'brinquedo' para mim. Ele era importante e a única coisa que me importava agora.

E de agora em diante, para sempre.

Demorei tanto para tê-lo e por causa de meia dúzia de palavras, eu vou perdê-lo. Poder voltar no tempo era tudo o que eu queria e gostaria agora. Voltar e deixar pra trás tudo isso que eu fiz e disse. Mas é tarde de mais para isso. Meu cubo de gelo estava longe e por minha culpa. E nem ao menos se despediu de mim. Quer dizer, eu acho que não... Tive um sonho noite passada que foi tão real...

E nele, Camus estava dizendo que ia embora. Será que não era um sonho, e sim o Camus realmente se despedindo de mim? Com aqueles olhos cansados e vermelhos pelo choro recente? Sempre tão imerso em seus pensamentos que não seria capaz de enxergar nem mesmo um palmo de distância a sua frente. Não é capaz de perceber que eu o amo tanto.

Ah quem me dera voltar agora e dizer-lhe tudo que anseio...

"Quem me dera poder voltar e lhe dizer apenas três palavras Camus..." Eu te amo, eu te amei e sempre vou te amar.

Continued ?

N/a: Bonne Nuit Otakus! Desculpe a demora para postar o outro capitulo, mas como tá explicado nas outras fics, eu tenho tido alguns problemas com o computador (Lê-se: Minha mãe usa ele o dia inteiro e eu só posso digitar alguma coisa de magrugada) E como eu tenho insônia, tô eu aqui atualizando.

Sem contar que eu digitei um capitulo perfeito da primeira vez e essa coisa idiota aqui que eu chamo de computador apagou tudinho. Ai Ai, que ódio... ¬¬ (Teffy Chutando o computador). Mas, isso é relevante. Vamos ao que interessa! \o/

Agradeço a: Ayuki-san, Elis Shadow, Anjo Setsuna, Tsuki Torres, Mizumi Orimoto pelas reviews! A elas um beijo especial! Vocês que me inpiram a continuar essa fic. n.n Aos outros que só leram ou entraram aqui de passagem, bom... Apreciem a leitura! Se possivel review-me!

Espero que gostem do capitulo, e já sabem, mais três reviews e eu volto.. Ok? n.n

Ah é, vou responder as reviews assim que possivel, sou péssima de lembrar as coisas xD paciencia comigo... o.o'

Kissus, Bacinhus e Execuções Auroras

Teffy