LENDAS DO DESTINO
Capitulo 2
Parte I – O festivalMais uma bela manhã em Tomoeda, o sol desta vez imperava de forma lasciva sobre os céus daquela cidade, prometia ser um dia muito quente, digno dos verões da cidade. Os alunos chegavam aos montes ao colégio Seijyu, de forma lenta e passiva envolvidos pelo mormaço do clima.
Desta vez Touya conseguira chegar em seu horário de costume, junto com Yukito. Aos chegarem ao colégio encaminharam-se em ir diretamente para a sala de aula, pois era o dia de Touya limpar a sala, Yuki ia para fazer companhia ao amigo, afinal não era o seu dia de limpeza, mas quando entraram na sala...
CRASKKK, TBUMMMM ! Touya havia ido parar diretamente no chão, isso por que uma inquieta Nakuru o fez conhecer o caminho de um 'abraço de urso', sem escala e sem direito a respirar também...
- Oiiiiii Touya! – falou com largo sorriso no rosto.
- Nakuru! Que diabos você faz aqui tão cedo? - Exclamou ainda estatelado no chão.
- Vim ver você hora! Eu sei que hoje é o seu dia de limpeza e vim ajudar!
- Não precisava se preocupar com isso - respondeu de forma seca.
- Ora Touya eu gosto de ajudar os amigos...
- Nós não somos... - mas a sua sentença foi interrompida por Yukito
- Nossa Nakuru você deixou isso brilhando, nem mesmo o Touya consegue deixar a sala desse jeito.
- Valeu... Yuki - disse sem muita motivação.
- Agora será que você poderia sair de cima de mim! - falou Touya com cara de poucos amigos.
- Ah! É claro...- ao se levantar encaminhou-se diretamente para a sua carteira sem olhar para trás. Estava um pouco aborrecida com que Touya ia dizer a ela. "Nós não somos amigos" pensou triste.
Neste momento Aisha entra na sala e cumprimenta a todos.
- Bom dia!
- Bom dia - todos retribuem.
Ao dirigir-se a sua carteira percebe a face não tão disposta de sua animada colega e estranha, mas, não comenta nada. Neste momento o professor e o resto dos alunos entrar na sala...
- Bom dia classe! - disse o disposto professor.
- BOM DIA !- todos em coro.
- Bem, como eu havia comentado na aula passada, para esta matéria teremos um trabalho que terá o peso de 50 sobre a média final. Este trabalho deverá ser realizado durante estes meses que se seguem e deverá ser apresentado no festival...
- No festival ! - perguntou um curioso aluno.
- Isso mesmo, no festival de verão...- neste momento a sala foi um coro único de animação e euforia.
- OBAAAAAA!
- Calma classe... Eu também estou muito animado por que desta vez vamos poder participar.
- É mesmo professor... Como o colégio estava de reforma não pudemos participar do festival de primavera - concluiu uma outra aluna.
Na sala Aisha não entendia nada que se passava, apenas interrogações se formavam em sua mente. "Festival? Do que eles estão falando?". Como sempre sagaz Nakuru virou-se para Aisha como se previsse o que pensava e explicou...
- Estes festivais são realizados em cada estação do ano, aqui no Japão estes festivais são uma data tão comemorativa quanto o Natal em todo mundo...
- Toda a cidade participa, é uma grande honra poder contribuir para o evento... - disse (como sempre prestativo) Yukito.
- Ah! Mas é tão grandioso assim?
- Sim. A cidade toda fica em festa.- Falou Touya sem nem ao menos levantar os olhos do caderno.
- Bem classe parem com essa barulheira, para que eu possa dar os dados necessários para o trabalho. Todos se calaram e passaram a escutar atentamente aquilo que o professor dizia.
- O trabalho deve ser realizado em grupo. O colégio Seijyu ficou responsável pela parte de entretenimento e diversão. Nossa responsabilidade é grande por isso sejam disciplinamos, cada sala deve criar uma apresentação...
Continuar a aula seguiu como uma tarefa praticamente impossível, todos estavam realmente motivados a dar o sangue pelo trabalho, mal poderiam esperar para começar a trabalhar, todos estavam ansiosos. Todas as aulas que se seguiram depois desta também se manteve no mesmo ritmo, com a difícil tarefa de conter os ânimos dos alunos.
Desta mesma forma se seguiu durante toda a semana. A motivação dos alunos estava no máximo, afinal, eles haviam perdido o festival da primavera que incluía o festival da cerejeira; a planta símbolo da cidade, e não tinham a menor intenção de perder este. Deveriam realizar um evento brilhante de todos se lembrassem e para que nunca mais deixasse de participar de nenhum grande evento da cidade.
Parte II – Final de semana...
Após uma agitada semana finalmente o fim de semana havia dado o ar da graça. Todos realmente almejavam por isto e estavam completamente satisfeitos com a folga recebida dos professores, devido estarem trabalhando de forma tão intensiva para o festival. a aula de sábado havia sido cancelada.
Enquanto isso na casa de um mago muito imprevisível...
- Bem acho que terminamos Eriol! – Nakuru falou se jogando em uma poltrona.
- É verdade, puxa quanta coisa antiga você ainda guarda do Clow, mestre – disse Suppy encima de uma caixa que havia acabado de lacrar.
- A minha encarnação se empenhava muito no estudo da magia, é mais que natural que tenha tantas coisa... – falou um tranqüilo Eriol.
- Tem razão Eriol, mais eu nunca havia me dado conta de todo este arsenal mágico de livros e instrumentos... - disse Nakuru empacotando um objeto que parecia ser uma varinha.
- Aliás, mestre, o que são todos esses objetos de formas estranhas e indefinidas?- Suppy pegando o que parecia ser uma ampulheta.
- Ah! Isto, bem... No início do desenvolvimento de seus poderes, Clow estava tentado criar a forma do seu báculo, todo mago deve possuir um! Estes objetos são... Como eu posso dizer? Uma espécie de tentativas para a forma original do báculo mágico na qual hoje eu uso.
- É mesmo! Mas... Ainda não entendo por que Clow guardou tudo isso?- Suppy em volta de inúmeras caixas.
- Por estes objetos contém magia Suppy! E por que seria perigoso se desfazer deles. Como ele estava tentando criar a forma original para o báculo, e como este possuía a energia das trevas, seria muito arriscado usa-lo sem uma forma adequada, e como eu já havia dito a vocês antes, não são todos que podem usar a energia das trevas... – falou Eriol pensativo.
- Já pensou no que poderia acontecer se alguém usasse a energia das trevas de forma incorreta? – imaginou Suppy.
- Seria o caos, talvez o fim de tudo até! – concluiu Nakuru.
- Que bom que entenderam o que eu quis dizer, por isso não posso me livrar destes objetos como um bando de tralhas velhas. Eu os criei em minha outra vida, eles são minha responsabilidade.
- Mas enfim conseguimos terminar de arrumar tudo, como estávamos entretidos com a captura e a transformação das cartas deixamos os pertences de Clow de lado. – Nakuru.
- Valeu mesmo por terem me ajudado meus guardiões... Nakuru hoje você não tem aula, por que não aproveita! o Suppy vai passar o dia todo na biblioteca!
- Mas e você mestre? Não precisara de mim?
- Eu... Eu vou ficar bem! Não se preocupe!
- Obaaaa! Então eu vou sair com alguns amigos e quem sabe... O Touya !
- Está bem! - Eriol com um sorriso gentil.
Neste momento Nakuru sair correndo para o seu quarto, tinha que fazer algumas ligações. Surge então uma idéia brilhante: "Vamos sair todos juntos, será perfeito. Mas... ele não irá se eu chamar! O que eu faço? Ah, já sei!" finalmente havia resolvido o seu problema, agora era só por o seu plano em prática.
Agora ela abre a sua agenda e disca para aquele que seria a salvação do seu dilema, teria um final de semana de arrasar se tudo desse certo...
Na casa da tábua de salvação de Nakuru...
TRIIIIIMMMMM, TRIIIIIMMMMM!
- Alô?
- Oi Yukito! É a Nakuru!
- Ah! Oi Nakuru tudo bem?
- Tudo! Mas... Escuta Yuki, você vai fazer alguma coisa hoje de tarde?
- Não por que?
- Ah beleza! Então você não que sair?
- Seria ótimo, eu não tô fazendo nada mesmo!
- É que eu tive uma idéia... A Aisha é nova por aqui e não conhece nada, eu achei que seria legal se eu, você, e o Touya fossemos mostrar a cidade para ela!
- Que excelente idéia, nós ficamos responsáveis por isto no colégio, não teria problema algum se estendêssemos um pouco mais as nossas atividades!
- Ah então ótimo! Mas será que você poderia fazer uma coisa por mim?
- O que?
- Bem ... Chamar o Touya! É que eu acho que se for eu a convidar, creio que ele não aceite.
- O Touya? É claro que ele aceitaria! Não sei de onde você tirou essa idéia!
- Mais ainda sim prefiro que seja você a convida-lo!
- Tudo bem... Se prefere assim.
- Prefiro sim! Obrigada mesmo Yuki!
- Sou eu quem deve agradecer Naki... se não fosse por você eu permaneceria em casa, e provavelmente não aproveitaria a nossa folga...
- Então tá liga para o Touya?
- Naki, não está esquecendo nada?
- Ah! É claro... Bem vejo vocês as 2:00h da tarde na Praça das Cerejeiras... (eh povinho achou mesmo que eu ia colocar o parque do rei Pingüim!)
- Está certo, eu e o Touya estaremos lá!
Ao colocar o telefone no gancho Nakuru tem a sensação de dever cumprido, tudo estava pronto, agora que havia falado com o Yukito, não tinha como Touya recusar, e enfim, poderia passar todo o dia com ele, mesmo com um 'pouco' de relutância da parte do garoto. Mas seu trabalho não tinha sido terminado ainda faltava a parte mais interessada na história toda; Aisha, que estava por fora dos acontecimentos; "daria certo... tinha que dar tudo certo!" Pensava uma decidida Nakuru.
Na casa de Aisha...
Definitivamente Aisha estava gostando de Tomoeda, era uma cidade agradável e como Touya mesmo havia dito, repleta de pessoas gentis e simpáticas, todos sempre dispostos ajudar um estranho que tivessem problemas. Este era o pensamento que concluía olhando a cidade pela janela do seu amplo quarto, porém, seus pensamentos foram interrompidos pelo toque do telefone...
TRIIIIMMMMMM, TRIIIIIIIMMMMMM! (e mais uma vez o telefone toca... desculpa gente mais telefone é tudo igual).
- Alô?
-Aisha? Sou eu... Nakuru!
- Oi Nakuru, tudo bem?
- Tudo ótimo, mas eu queria te fazer um convite!
- Um convite?
- Já que você se mudou agora... Eu, o Yukito e o Touya (êita mentira deslavada!)estivemos pensando se não seria legal se saíssemos todos juntos para você conhecer a cidade?
- Conhecer a cidade? "Nossa ela está me convidando para sair? Com os seus amigos? Como se tudo fosse normal?" – pensava ainda não acreditando no que ouvia.
- Aisha... Tudo bem? Você ainda está na linha?
- Hã! Está tudo bem sim, e quanto ao seu convite eu aceito!
- Beleza! Então eu vou te pegar em casa, já que não vai adiantar muito eu marcar em um ponto de encontro, né!
- Eh! Mesmo, eu me perderia, ainda não aprendi a andar por Tomoeda!
- Mas isso vai durar pouco... E é por isso que vamos sair todos juntos!
- Obrigada Nakuru...
- Não tem de quê... Mas me passa o seu endereço, o encontro foi marcado para as 2:00h da tarde.
- Eu moro na Rua Clamp, nº 13 (eu tinha que colocar isso gente... embora me disseram que as ruas no Japão não possuem nome, mas isso eu ñ tenho certeza).
- Então tá! De tarde eu estarei aí!
"Bom... já resolvi tudo, teremos uma tarde muito animada! E eu vou poder 'brincar' com o Touya, mal, posso esperar!" - depois de cumprir com os seus planos, Nakuru desce para a cozinha, iria ajudar o seu mestre a fazer o almoço.
Continua...
Bem terminei finalmente mais um capitulo, posso dizer que neste houve apenas informações necessárias para vocês leitores, ou seja, tudo deve ter um inicio não é mesmo! Gostaram? Odiaram? Sentiram que faltou alguma? Então me escrevam, responderei a todos na medida do possível!
Mais beijinhos otakus...
Thay Li
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