Disclaimer: Naruto e companhia não me pertencem! T.T
Fic alterada para Rate M: Devido á existência de vocabulário e acções mais 'avançadas' :'D
Capitulo II
Hinata não precisava de fechar os olhos para se concentrar em ouvir as batidas aceleradas do seu coração. O medo que sentia era tanto que lhe chegava a causar vómitos.
O corpo que a segurava pressionou mais as suas costas, fazendo com que a moça quase se fundisse com a parede.
A mão que prendia fortemente a sua cintura, afroxou o aperto e fez menção de subir pelo seu corpo de forma insinuosa. Ela sentiu os olhos a encherem-se de lágrimas quando o desconhecido lançou uma gargalhada cheia de malícia.
Desejava que alguem passasse naquela rua, naquele momento, e a salvasse.
- Largue-a!
Hinata quase desfaleceu de alivio quando reconheceu a voz. Sentiu o tronco do individuo que a segurava a virar-se rapidamente para um ponto atrás de si.
- Largue a minha irmã. - Pronunciou a voz de Hanabi num tom gélido. Encarava-o com os olhos prateados característicamente brilhantes. A kunai igualmente prateada, reluzia sobre a sua mão como se tivesse vida própria.
- Afaste-se Hanabi-Sama, isto não lhe diz respeito.
- Eu acho que diz. - Respondeu Hanabi, e mesmo que não se conseguisse virar para encarar a irmã, Hinata percebeu pelo tom de voz que a irmã sorria. - Meu pai será informado sobre o facto de existirem traidores no exército Hyuuga.
Hinata sentiu o corpo do seu atacante estremecer.
- Seu pai é único culpado! Se essa é realmente a sua intenção H-hanabi-Sama... então não terei outra hipótese senão matá-la! - A voz segura parecia que se tinha desfeito em cacos. O corpo dele pareceu vacilar por um segundo e Hinata sabia que se não aproveitasse a distracção provocada pela irmã sobre o soldado traidor, certamente não teria uma próxima opurtunidade para acabar com aquilo.
Quando ele retirou a mão da boca da Hyuuga e a levou até ao bolso que jazia sobre o lado direito da calça verde tropa com o intuito de retirar a kunai, parcialmente á vista, Hinata não pensou duas vezes. Atirou a cabeça para trás com toda a força,atingindo-o.
O homem largou-a imediatamente soltando um urro de dor, e cambaleou para trás com uma mão sobre o nariz. Instantaneamente o sangue começou a escorrer pelo queixo abaixo, tingindo-lhe a gola do uniforme. Olhando para ele pela primeira vez, Hinata reconheceu-o como sendo um dos soldados que a acompanhara.
- Sua puta!
A moça sentiu que a nuca pulsava dolorosamente pela pancada. Tentou apoiar-se na parede para ganhar mais firmeza mas uma mão envolveu a sua garganta de forma dolorosa. Ele tinha conseguido recuperar-se mais depressa do que ela previa.
- Vadia! - Soltou o homem furioso com a face muito perto de Hinata, e ela sentiu-se mais incomodada com a proximidade dele do que com a forte pressão sobre a sua traqueia. - Está abusando de sua sorte, não estou autorizado a tocá-la, mas eu realmente não deixarei que se aproveite disso!
Ele forçou o aperto e sorriu de forma doentia.
- Mas eu acho que já lhe bastará o castigo que a aguarda... - E aproximando-se ainda mais sussurrou tão baixo que Hinata mal ouviu. - E tudo por culpa do seu pai.
Contudo, a moça arregalou os olhos quando ele subitamente deixou o corpo pender sobre ela. A mão que envolvia a sua garganta caiu molemente ao lado do seu corpo, e o soldado virou a cabeça para olhá-la. Tinha uma expressão tão surpresa como Hinata.
- O-o que...? - Começou confusa com o acto inesperado, mas deixou a frase meio. O soldado tinha acabado de pousar no solo com um barulho abafado. Os olhos tinham-se tornado vazios, e a ponta brilhante de uma kunai perfurava o seu abdomén.
Hanabi fitava o corpo sem emoção alguma presente no rosto, e Hinata que por momentos julgara que a irmã a tinha deixado para ir em busca de auxílio compreendeu que esta jamais a abandonara. Apenas esperava o momento certo para revidar.
O aperto que antes envolvia a sua garganta, parecia que tinha descido para o seu coração, mas não se permitiu dar ao luxo de chorar. Aproximou-se de Hanabi e encaixou suavemente a sua mão sobre a dela, puxando-a.
Choraria quando chegasse ao seu quarto.
Os lábios do respeitado Líder Hyuuga torceram-se num sorriso frio para a silhueta encapuzada. Apesar do seu corpo exausto pelo ultimo ataque gritar por descanso, ele continuou firmemente de pé. A enorme tenda improvisada colocada no meio do campo de batalha ondulava violentamente com o vento. O barulho da chuva, embora fosse intenso, parecia insuficiente para cortar o clima constragedor que se instalara.
O encapuzado avançou, ficando mais próximo de Hiashi. Era mais alto, e o Hyuuga teve que erguer levemente os olhos tempestuosos para ficar em igualdade.
- Pensei que estivesse morto.
- Lamento, sei que era esse o seu desejo. - Rebateu a figura num tom tão frio como o Hyuuga.
- Não. O meu desejo era que você nunca tivesse virado as costas á sua família.
A figura gargalhou irónicamente.
- Família? - Inquiriu numa voz suave. - não sei o que isso é.
Hiashi semi-cerrou as orbes ameaçadoramente.
- Você...é um ingrato.
- Talvez seja. - Concordou num tom que sugeria o quanto o assunto lhe desinteressava. - Suponho que sabe o motivo de eu estar aqui.
- Será para fazer a contagem dos mortos? - Perguntou Hiashi ferozmente.
- Não, isso cabe aqueles que sofreram as baixas. - Respondeu sem se abalar. - Falta a assinatura em como o Clã Hyuuga se submete á liderança da Akatsuki sobre Konoha.
- E você se deu ao trabalho de vir aqui pessoalmente para se certificar de que eu cumpro o seu desejo? - Questionou Hiashi sarcasticamente. - Me sinto honrado por tamanha consideração da sua parte, Neji.
- Não duvido. - Respondeu retirando o capuz suavemente, revelando ser portador de uns olhos tão prateados como qualquer membro da familia Hyuuga. As semelhanças entre ambos eram tão evidentes que Hiashi se permitiu a cerrar as orbes com força, como se quisesse apagar a imagem de Neji adulto na sua mente.
- Não assinarei. - Disse após um momento de reflexão. Neji continuou a fitá-lo sem emoção alguma explicita. - É a minha ultima palavra.
Encararam-se intensamente durante um instante, antes de Neji colocar novamente o capuz negro, cobrindo parte do seu rosto. Um sorriso quase imperceptivel desenhou-se nos seus lábios.
- Vá para casa Hiashi. - Disse calmamente, dirigindo-se para a saída da tenda. - A sua família precisará de si.
Hinata observou os grossos pingos de chuva a baterem com força nos vitrais da cozinha. Ajeitou o xaile que repousava sobre os seus ombros quando um arrepio envolveu o seu pequeno corpo.
Ela moveu os olhos prateados quando sentiu algo quente se colocando por entre as suas mãos, antes entrelaçadas em cima da mesa. Uma caneca de chocolate fumegava. Apenas o aroma gostoso do líquido foi suficiente para puder aquece-la. Era a sua bebida preferida.
- Como está a H-hanabi? - Perguntou Hinata num fio de voz. A irmã tinha se mantido estranhamente sileciosa durante todo o caminho para a mansão, deixando que por uma vez na vida, Hinata a guiasse. Parecia ter entrando numa espécie de choque.
- A dormir Hinata-Sama. - Respondeu a mesma criada que lhe tinha oferecido o líquido fumegante. - Pensei que um pouco de repouso lhe faria bem. Hanabi-Sama parecia tão perturbada...
Hinata não respondeu. Ainda não tinha contado a ninguem o que se tinha sucedido, nem mesmo aos guardas do portão principal que se desfizeram em perguntas quando viram as duas irmãs completamente encharcadas e elameadas sem qualquer companhia como protecção.
- Hinata-Sama... o que aconteceu?
Ela considerou novamente em não responder. Embora o seu rosto demonstrasse tranquilidade, encontrava-se ainda perturbada. Não queria recordar novamente a aflição que passara.
A criada continuou a olhá-la á espera de uma resposta. Parecia ligeiramente irritada pela demora.
Se fosse o seu pai ou até mesmo Hanabi, ninguem da vassalagem ousaria olhá-la mais de três segundos seguidos. Mas com Hinata era diferente, até mesmo as criadas da casa possuiam mais respeito pela filha mais nova de Hyuuga Hiashi do que pela futura líder.
- N-não aconteçeu n-nada... - O facto de gaguejar constantemente não a ajudava. Levantou-se lentamente tendo o cuidado de não deixar o xaile escorregar dos seus ombros e abandonou a cozinha em passos lentos, deixando a caneca do saboroso liquido fumegante, intacto sobre a mesa.
Subiu a grande escadaria no mesmo ritmo, apoiando-se no corrimão de cerejeira trabalhada. O tom escuro da madeira contrastava violentamente com o tom claro da sua mão, quase ofuscando-a. A dor na nuca continuava a incomoda-la.
Seguiu pelo extenso corredor e parou diante de uma das ultimas portas. Abriu-a sem bater ou pedir qualquer tipo de permissão para entrar. Ela viu os dois olhos translúcidos da irmã a surgirem por entre as cobertas de um azul petróleo.
- Pensei que estivesse a d-dormir...
- Não consigo. Como é que você está Nee-san?
- Não se p-preocupe comigo, Hanabi... - Respondeu Hinata entrando no quarto e fechando a porta atrás de si. Viu Hanabi a ajeitar a almofada e a sentar-se na cama. - Está ferida?
- Não. Você?
- Tambem n-não. - Mentiu dando-lhe um sorriso tranquilizador. Sentou-se perto da irmã que a fitou sem emoção.
- Assim que Otto-san chegar, falarei com ele.
- S-sim. - Respondeu incomodada. Hanabi adquiriu um semblante severo.
- Ele tem que saber Nee-san, já pensou que neste momento não estamos seguras nem na nossa própria casa? - Questionou com amargura. - Quantos mais traidores poderão existir entre nós? podem até estar incluidos na nossa familia.
- H-hanabi...
- Eles querem te fazer mal, Nee-san. - Continuou Hanabi duramente. Parecia que queria acordar Hinata para onde todos os factos apontavam. - Você é a herdeira, é o principal alvo a seguir a Otto-san!
Hinata encarou-a por instantes com o coração a palpitar loucamente. Era a herdeira sim, mas não conseguia compreender o porquê de a acharem uma ameaça. Qualquer um seria mais apto para liderar o Clã do que ela. Desviou o olhar da irmã e fitou o temporal através da janela. O barulho da chuva trouxe-lhe uma agradável sensação de refúgio. Era como se sentisse protegida com o pensamento de que ninguem se atreveria a vir atrás de si com um temporal de tamanha magnitude.
- Eu sei disso. - Conseguiu dizer, e apesar de não se ter apercebido, a sua voz suou estranhamente segura.
Hanabi aliviou a expressão.
- E o que pensa fazer?
- Não sei. - Admitiu com sinceridade. - Não quero pensar nisso agora... por f-favor.
- Tudo bem. - Respondeu Hanabi rapidamente. O seu tom sugeria arrependimento por ter tocado no assunto.
Hinata sorriu fracamente antes de se levantar, e caminhar até ficar diante da janela. As árvores do jardim que rodeava a enorme mansão balançavam violentamente com o vento. A chuva parecia cada vez mais forte, atingindo o vitral de tal maneira que a moça mal conseguia visualizar o exterior.
Contudo, a atenção de Hinata estava desviada para algo em particular. Preso a um dos ramos mais baixos de uma arvore cerejeira, a maior de todas, encontrava-se um baloiço que oscilava no meio do temporal. Tinha um aspecto fraco e quebradiço e á primeira vista seria facilmente considerado um trabalho feito á pressa.
Contudo, Hinata sabia que quem o fizera, tinha-o concebido com toda a dedicação do mundo.
Para ela.
- V-você... sente a falta dele, Hanabi? - Perguntou de repente. Hanabi encarou-a intensamente.
- Não. - Respondeu a Hyuuga mais nova após um momento de reflexão. - Nee-san...?
- E-eu sinto. - Confessou com a voz embargada. - Apesar do que a-aconteceu...Ás vezes ainda t-tenho esperança de que tudo v-volte a ser como antes...
Calou-se pensando no quanto o seu desejo parecia distante.
- Nada voltará a ser como antes. - Respondeu Hanabi num tom baixo. - Ele nos deixou.
Hinata permaneceu calada. Queria ter argumentos para protestar, afirmar que havia chances de alcançar o passado.
Mas por maior que fosse o seu desejo, era impossivel o seu falecido irmão retornar dos mortos.
- Neji-nii-san...
- Hiashi-Sama...? desculpe não fomos informados da sua presença...
Hiashi olhou de um modo ausente para a criada que lhe abrira a porta. O manto azul escuro que envergava, molhado pela chuva, trazia-lhe uma sensação de desconforto, que apenas contribuía para o aumento do seu mau humor. Entrou sem cerimónias mas estacou com uma expressão ligeiramente perplexa quando a mesma criada se colocou diante do seu caminho.
- L-lamento Hiashi-Sama, mas o s-senhor não está autorizado a entrar. - Informou evitando encarar os olhos prateados do Hyuuga.
- Como? - Inquiriu sem acreditar. O edificio onde se encontrava era a sede actual de Konoha e não era a primeira vez que estava alí.
Jamais lhe tinha sido negada a entrada em qualquer parte da Vila.
- Está a decorrer uma reunião Hiashi-Sama. - Respondeu a criada mantendo os olhos fixos no chão. - Mas se desejar falar com alguem, poderei fazer o favor de transmitir o recado assim que a reunião acabar.
- Não necessito que transmitam os meus recados. - Disse Hiashi friamente. - De que se trata essa reunião? e qual o motivo para não ter sido convocado?
- Lamento senhor, não lhe sei responder.
O Líder Hyuuga fitou-a sériamente. Não necessitava de uma resposta concreta para saber do que se tratava. O facto de ter sido estratégicamente excluído de uma reunião de ultima hora, só provava aquilo que mais receava.
Estava sozinho.
Seu coração era o abismo do inferno mais profundo e escuro. Um lugar frio e amargo onde sonhos e esperanças há muito haviam sido destruídos. E sem sonhos, sem esperanças, porque ele se importava?
Porque a ambição e o ódio continuavam a dar forças para que Hyuuga Neji se movesse. Mas como um fantasma.
Era apenas uma presença escura que assombrava as sombras dos vivos, esperando pacientemente que o seu alvo escolhido demonstrasse a vulnerabilidade que todo o humano possuía.
Um raro sorriso tomou forma nos lábios de Neji. Ele não era humano.
Observou demoradamente a enorme construção que se erguia imponente no cimo da colina, á noite. Em cima da árvore onde se encontrava, a construção parecia um velho palácio abandonado, mas Neji conhecia-o bem demais para saber o que o aguardava.
- Esta é que é a Mansão Hyuuga? Que desilusão, pensava em algo...diferente.
Neji virou levemente a cabeça na direcção do individuo que falara. As suas memórias tinham-no feito esqueçer por momentos o facto de estar acompanhado.
O homem ao seu lado, tinha exactamente a mesma altura que Neji. Os braços achavam-se firmemente cruzados sobre o manto negro da Akatsuki e os seus olhos possuiam uma coloração exótica e profunda. Eram tão negros que seria impossivel informar onde começava e acabava a iris.
Mas embora a sua postura aparentasse serenidade, o seu semblante inexpressivo tirava qualquer sensação de conforto.
- Não se fie nas aparências, Sasuke.
- Você sabe que as aparências são tudo. - Respondeu Sasuke calmamente. - As unidades estão aguardando o seu comando para rodear a mansão. Tem a certeza disso?
- Hyuuga Hiashi não desistirá por maior que seja o batalhão adversário. - Advertiu Neji. - Tenho a certeza de que teremos algum entretenimento.
- Seu tio me parece muito burro para alguem que diz querer o melhor para a família. - Respondeu Sasuke sarcástico.
- Ele apenas tem confiança.
- Que seja. - Disse Sasuke sem muito interesse. Fitou Neji com um olhar estranho. - Ainda se recorda onde fica os aposentos da princesa?
- Não se preocupe.
- Eu não me preocupo com você. - Respondeu Sasuke com as sobrancelhas franzidas. - Apenas quero cumprir o que nos foi ordenado, sem distrações.
- Não haverá distrações. - Informou Neji com a voz macia. - Bom, pelo menos para você.
Sasuke sorriu levemente, mas tal acto passou despercebido por o seu companheiro.
Um forte trovão abateu-se sobre a mansão e com um sinal para o pelotão que aguardava fielmente em terra, Neji moveu-se na mesma direcção que este.
Hinata acordou dorida e sobressaltada, com o ruído assustador de um trovão. Tinha adormecido numa posição desconfortável para ficar ao lado da irmã. Levantou-se lentamente e saíu a passos suaves do quarto, em direcção ao próprio. Não tinha noção do tempo que dormira, mas agradecia internamente por tê-lo feito. Sentia-se mais revigorada.
Retirou sem muita vontade o pesado xaile sobre os seus ombros, e esfregou levemente os braços quando o ar frio do quarto penetrou com mais intensidade na sua pele. A sua vontade era de atirar-se para cama com a roupa que tinha no corpo e aquecer-se sob as cobertas.
Ela começou a desabotoar os botões do seu vestido preguiçosamente, ainda pensando nessa hipótese, quando ouviu a porta do quarto a ser aberta.
- Hinata-Sama... precisa de algo?
- Ah n-não, não. - Respondeu virando-se de costas envergonhada, a curvatura dos seus seios estava exposta. - P-pode se retirar Shizune-San. Ficarei b-bem.
- Como quiser senhora.Boa noite.
- B-boa noite... - Ela ouviu os passos da criada a distanciarem-se e caminhou depressa até á porta, fechando-a á chave. Só conseguia dormir dessa maneira.
Retirou o vestido e enfiou-se rapidamente dentro da camisa de noite. Puxou as cobertas de um tecido macio e felpudo e deitou-se, cobrindo-se por completo.
No inicio não conseguia dormir, mas passado algum tempo o sono ameaçava novamente envolve-la, quando ouviu um grito agudo no andar de baixo. Rapidamente o som de estilhaços ressuou como trovões dentro de casa, fazendo Hinata levantar-se num pulo e correr até á porta.
Praguejou nervosa quando se lembrou que esta estava trancada e tacteou sobre a cómoda á procura da chave no meio da escuridão, ouvindo mais gritos.
Abriu-a e começou a correr com toda a rapidez que possuía. O barulho infernal aumentava á medida que Hinata se aproximava do final do corredor, dando-lhe a indicação de que o salão da mansão era o palco do que quer que estivesse a acontecer.
A ideia da Mansão Hyuuga estar a ser o alvo de um ataque quase fez com que perdesse as forças.
Não sabia o que a esperaria lá em baixo. Estava aterrorizada.
Subitamente, a velocidade dos passos de Hinata foi diminuindo, e ela olhou perplexa para a sua frente. Parado diante do final das escadas, alguem a aguardava.
Uma figura alta coberta por um manto negro. A face escondida sobre a sombra do capuz. Ela apenas conseguia ver o desenho harmonioso da boca, a unica parte visivel do seu rosto.
Um mercenário da Akatsuki estava ali diante dela. Na sua própria casa.
Ele sorriu-lhe.
A moça recuou vários passos para trás totalmente alarmada. Não conseguia ter nenhuma outra reacção a não ser os olhos arregalados e o corpo a tremer compulsivamente.
Ele estava alí para matá-la.
Recuou mais, quando o mercenário se começou a dirigir para ela. O andar imponente e confiante dele, como se não temesse estar alí, fizeram Hinata se sentir ainda mais indefesa.
O mercenário ergueu a mão, assim que se aproximou o bastante, e acariciou a face da moça suavemente.
Contudo esse gesto foi o suficiente para que Hinata acordasse do turpor em que se encontrava. Afastou-se bruscamente do homem, com o nervosismo a dilacerá-la, e começou a correr para o caminho do seu quarto.
Corria com toda a força que o nervos lhe permitiam, e olhando para trás viu que ele continuava no mesmo local. Ele não a seguia.
Entrou no quarto mas não teve tempo para trancar a porta. Ele estava ali á frente dela novamente, como se tivesse acabado de se materializar.
Hinata gritou horrorizada mas a sua boca foi repentinamente arrebatada por a dele na escuridão. Ela estava gritando, de modo que seus lábios estavam separados. Hinata tentou fechá-los, mas ele capturou o seu queixo, segurando-a de modo a não permitir que ela se fechasse para ele.
Ele beijava-a com tanta força que parecia que queria sugar-lhe os lábios.
A reação natural de Hinata foi de lutar ainda mais. Contorcia-se e tentava afastá-lo, espalmando as mãos com força no peito dele, mas o mercenário parecia ser feito de aço. Ele apertou a cintura dela contra o seu próprio corpo de uma maneira tão feroz que um lamento de dor escapou da boca aberta de Hinata.
Ele não ligou, pelo contrário, apertou-a ainda mais como se quisesse fundir os corpos e começou a caminhar na direcção da cama arrastando Hinata consigo.
Ela caiu sobre a cama de costas, mas ele a seguiu num instante, pondo-se em cima dela. A visão dele agigantando-se sobre ela, com o rosto envolto pelas sombras fez com que Hinata se encolhesse.
- Está com medo de mim?
A voz máscula e hipnótica causou-lhe arrepios, e ela não tinha notado o facto de estar a chorar.
Medo? ela estava apavorada.
Ele se curvou na direcção dela, e ela sentiu os dentes dele a arranharem o seu pescoço.
- P-p-pare! - Pediu com a voz falha. Lágrimas molhavam o seu rosto. - V-você está m-me m-machucando...
Subitamente, ele se afastou e Hinata pensou , infantilmente, de que ele a libertaria. Mas em vez disso ele capturou a boca dela novamente de um modo selvagem como se a quisesse calar. Ele retirou um dos braços que continuavam a envolver Hinata no abraço sufocador e retirou os fios de cabelo que se achavam grudados no pescoço dela. Lentamente o rosto do mercenário dirigiu-se para o pescoço de Hinata novamente.
O roçar dos seus lábios contra a pele dela desta vez era gentil, e ela achou o repentino contraste mais perturbador do que quando ele usou a força bruta.
- Você é minha Hinata-Sama... - Disse ele roucamente.
Com a mente nublada pelo choque, ela não percebeu que ele havia escorregado as faixas da sua camisa de noite pelos ombros até que o ar frio do quarto perfurou a sua pele.
Uma nova onda de medo atingiu a sua espinha e Hinata pareceu recuperar forças para se libertar. Ela imediatamente tentou erguer seus braços para cobrir seus seios expostos. Contudo, ele pareceu prever tal reacção antecipando-se a capturar seus pulsos, colocando-os acima da cabeça dela.
- Não me tente resistir. - Sussurrou ele. - Eu não vou parar.
- N-não! por f-f-favor! - Pediu Hinata chorando agora compulsivamente. - N-não m-me faça i-isso!
Ela sentia uma angústia enorme, deitada semi-nua debaixo dele, expondo a sua intimidade a um completo desconhecido.
Bem devagar, ele abaixou a cabeça para os seus seios, e levou um mamilo para dentro do recesso morno e molhado de sua boca sugando-o. Hinata tentou lutar mas ele parecia que pressionava o corpo sobre ela com mais força a cada tentativa de resistência, impendindo-a de se mover. A língua dele se movia sem qualquer pudor sobre os seus seios, circulando, serpenteando e depois novamente os tragando para dentro da boca para sugá-los.
Ela contorceu-se para sair, quando ele se endireitou se sentando, ainda em cima dela. Com um barulho abafado, ela conseguiu perceber que o mercenário se tinha desfeito da sua capa. Ele inclinou-se novamente sobre ela, e ela sentiu fios longos e sedosos de cabelo a baterem no seu rosto.
Ele ainda mantinha os pulsos de Hinata presos, quando rasgou com apenas a mão livre a frente da sua camisa de noite, deixando-a completamente nua.
- N-não! p-p-por f-favor! - Pediu Hinata inutilmente. A escuridão era tão grande, que mesmo sem o capuz a cobri-lo, ela não conseguia visualizar a face do mercenário. Sentia-se agoniada.
Ele moveu a mesma mão que lhe rasgara o vestido até á sua intimidade, acariciando-a. Ela não conseguia descrever a repulsa e o nojo de estar a ser tocada daquela maneira. Soluçou alto mas foi silenciada por um novo beijo, tão feroz que lhe magoou os lábios.
Sentiu algo a tentar colocar-se entre as suas pernas e num acto de reflexo, pressionou-as uma contra a outra para não dar passagem ao que quer que fosse.
Mas o mercenário não desistiria. Sem muito esforço, colocou o joelho entre as pernas da Hyuuga, afastando-as.
Sem qualquer cuidado, a moça sentiu algo grande e pulsante a invadir a sua intimidade. Gritou de dor mesmo tendo os lábios do mercenário fortemente pressionados sobre os seus. Arqueou as costas, seus seios espalmados contra o peito do homem em cima de si, que bombeava o membro rigido para dentro de Hinata em estocadas fortes e profundas.
Hinata sentia que a qualquer momento ele iria rasgá-la. A dor era insuportável.
Ele arqueou as costas como um gato e um suspiro profundo preencheu o quarto. Deixou-se cair para cima de Hinata afundando o rosto na curvatura do pescoço dela, respirando ofegante.
Ela não se conseguiu mover, mesmo sabendo que tinha as mãos livres. Estava em choque.
- Não foi assim tão dificil, pois não? - Ela ouviu-o ronronar perto do seu ouvido, antes de sair de cima dela. Não se mexeu.
- Vista-se. - Ordenou ele friamente atirando-lhe um vestido. Ela manteve-se imóvel. Nem tinha dado por ele a vasculhar as suas roupas.
Estava completamente desfeita. Não conseguia sentir nada mais que nojo. Nojo dele e do seu próprio corpo.
Lentamente, a moça começou a dar-se conta da forte chuvada que ainda pairava sob a mansão. Os gritos e estilhaços do andar de baixo tinham sido silenciados. O estupro parecia que a tinha transportado para outra dimensão.
Virou levemente a cabeça na direção do mercenário. Ele estava de pé, diante da janela observando o temporal.
- O que está esperando? - Perguntou ele calmamente, sem se virar. - Vista-se, já lhe disse.
- P-porquê...? - Hinata conseguiu perguntar num fio de voz.
- Porque você vem comigo.
Ela demorou algum tempo a processar a informação.
- P-para onde?
Ele manteve-se concentrado na vista exterior durante algum tempo, antes de virar o rosto para ela. Um relampago iluminou por segundos o quarto e Hinata conseguiu finalmente visualizar com clareza o mercenário.
Era alto e magro, como um grande felino. Seus cabelos longos e negríssimos esparramavam-se sobre os seus ombros, descendo ao longo das suas costas. A sua face era finamente entalhada, seu maxilar forte. Os lábios, nem finos nem grossos, formavam um desenho harmonioso. Suas sobrancelhas e cílios eram surpreendentemente escuros, tal como o cabelo, para um homem com um tom de pele tão claro.
Mas o que a fez o coração de Hinata parar, foram os seus olhos.
Eram prateados e profundos, turbulentos como uma tempestade.
Eram olhos iguais aos dela.
A luz abandonou o quarto novamente, e o som de um forte trovão fez a mansão estremecer. Hinata recuou na cama, encostando-se á parede fitando-o petrificada. O estuprador pertencia á sua própria familia. Não podia acreditar.
- Q-q-quem é v-você?
Ela não conseguia ver as feições dele estando novamente envoltos na escuridão, mas de um modo muito estranho e perturbador, ela agora conseguia ver seus olhos.
Eles brilhavam perigosamente, como os olhos nocturnos de um animal.
- Não se lembra de mim? - A voz dele suou irónicamente desapontada. Como se a desafiasse.
A moça encolheu-se ainda mais com a pergunta, mas não tinha forças para desviar o olhar. Ele riu deliciado por o medo dela.
- Estou desiludido com você Hinata-Sama. Não mudei assim tanto. - Pronunciou ele com uma suavidade que a perturbou ainda mais. - Quanto anos se passaram mesmo? Seis?
Ela sentiu que a dor na nuca se alastrava para todo o seu cerébro.
- N-n-não p-pode ser... - Murmurou perplexa. - N-não p-pode ser...
Ele permaneceu em silêncio, em resposta ao choque dela. Hinata levantou-se dolorida, com os olhos arregalados e fixos nele. Caminhou para o mercenário, nua e entorpecida. Parou diante dele com a mente nublada entre a dúvida e a negação, e ergueu o braço tremulo com intenção de tocá-lo, mas ele agarrou-o.
- Não me toque. - Rosnou friamente, apertando o pulso da moça. Ela soltou um lamento de dor, o que o fez suavizar o aperto e o tom de voz. - Você sabe que eu não gosto.
Ela ofegou surpresa, e subitamente teve a certeza. A confirmação do seu desejo mais profundo e infantil estava ali á frente dela. Mas ela não sabia como é que sentia.
Felicidade. Angústia. Choque. Medo. Repulsa.
- N-neji...nii...s-san...?
Por momentos ela julgou que ele não expressaria nenhuma reacção, mas enganou-se. Com uma força brutal, ele atirou-a para cima da cama.
- Reúna alguns pertences. - Disse friamente, começando a dirigir-se para a porta. - Quando eu voltar, quero-a pronta para partir.
Ela fitou-o com a cara contorcida de dor, por ter sido atirada de uma maneira tão cruel. Neji estacou e virou-se antes de sair. O tom hipnótico da sua voz máscula arranhou-a, mas a palavras ditas desfizeram o pedaço que restava da sua alma.
- Acho que você não deveria de me considerar mais seu irmão. Irmãos não costumam fazer sexo.
Olá queridos leitores!
Demorei mais tempo que o previsto com este capitulo -.-' (tencionava acabá-lo no sábado) mas só hoje é que consegui!
Bem, aqui está o meu primeiro hentai e sinceramente... não faço a menor ideia de como é que ficou :'D
Portanto, POR FAVOR digam com sinceridade o que acham T.T (para eu saber se continuo com ideias pervertidas ou não .)
Podem me xingar, ameaçar, o que quiserem! estou aberta a novas propostas :D
Peço desculpa pelos possiveis erros gramaticais!
O terceiro capitulo não deve de demorar muito! (assim espero -.-')
Resposta as reviews (que emoção!):
nyo-mila: Minha primeira review! :D (Abraça nyo-mila e gira-a no ar .) obrigada lindaaa! espero que este capitulo a tenha agradado tambem (principalmente o hentai!) BJO enorme para você, flor!
Hachi-chan 2: Obrigada pela sua review flor! e não não, o Hiashi não vai oferecer a Hinata á Akatsuki, ela é que vai ser raptada por eles! Espero que tenha compreendido melhor a história com este capitulo, linda! E não se preocupe, tenho muito outros projectos de fic... quem sabe um com a Hina e o nosso Itachi? . BJOO para você!
Milia-chan: Obrigada pela review amiga . (nossa, eu só agradeço rsrs) ainda bem que gosta da ideia :D A Hinata é muito frágil e inocente, mas eu tenciono fazer com que ela 'amadureça'. E simm vamos ter um triangulo amoroso (e hentai ) espero que tenha gostado do capitulo! BJOOOO!
Lady Hyuuga: Aaaaaahh! (abraça Lady Hyuuga MUITO fortemente ) você gostou assim tanto? muito obrigada linda! :D Nossa..gostei muito da sua review! me animou! BJO enorme flor!
Luh Hyuuga: Muito obrigada pelos elogios, linda! . a fic é voltada principalmente para Neji/Hina mas não se preocupe! terá Sasu/Hina tambem (e hentai o.o nossa não me canso de mencionar isso .) :D Espero que tenha gostado deste capituloo flor! BJOOOOOO!
OBRIGADA POR LEREM!
BJO
