Capitulo II: Será tão doce e inocente?

- a hospitalidade nunca foi seu forte – Ele a observou com a sombra de um sorriso. – Interessante como você se descontrola a cada vez que me aproximo. – o mesmo tom de voz baixo e íntimo que sempre se infiltrava em seu corpo como um ladrão.

- não acho nada interessante – respondeu calma. – E minha perturbação tem uma razão de ser. Sou extremamente hospitaleira, mas com aqueles que sabem se comportar.

- agora entendi – ele retrucou com falsa inocência. – você espera que eu me embebede e atire alguém na piscina.

Rin cerrou os dentes.

- você chegou num momento da festa quando os convidados estavam quase fora de controle, apesar de eu não ter culpa disso.

- convidados estranhos os seus que não souberam respeitá-la no dia do seu casamento.

Ela corou.

- ao menos não abusaram de minha hospitalidade...

- tentando seduzi-la? – ele a interrompeu. – Acha que é por isso que estou aqui?

- você é que esta dizendo. Sustentou firmemente um olhar cínico, entretanto internamente a pressão em seu peito era grande. Homens como Seshumaru deveriam exibir um sinal tatuado na fronte: "Perigo".

- tudo o que fiz foi dar um beijo nessa boca macia. – Ela apertou os lábios. – e beijos não significam nada, não é? Principalmente entre parentes.

- não foi um beijo entre parentes e você sabe disso! Ela retrucou.

- eu só respondi a provocação.

- eu o provoquei? Rin quase engasgou de indignação.

Ele deu de ombros.

- claro! Você sabe como acelerar a pressão sanguínea de um homem. Olhe-se agora! Desafiadora, destemida, o corpo exalando uma energia vibrante. Nesse exato momento, minha doce e sexy Rin, você está me provocando.

- não sou sua e nem sou doce. E muito menos sexy. Você está falando bobagens! Tu tivestes oportunidade, mas deixou-me, então não comece!

- você é a mulher mais sexy que já conheci.

- Imagi... Imaginação sua. – protestou furiosa por não conseguir disfarçar o efeito que Seshumaru lhe causava.

- os homens nunca conseguem resistir a mulheres vulneráveis que ruborizam com facilidade.

- não deveria se admirar! Você é tão insolente que faz meu sangue ferver.

- Ora, minha pequena, reconheça. Você já brincava com os homens aos dezessete anos quando nos reencontramos naquele navio em Amsterdã.

- você invadiu minha cabine e me proibiu de me aproximar de seu irmão! Chama isso de reencontro?

- reconheço que não teve tempo para tanto. Quando a vi, apenas consegui notar a razão pela qual ele não pôde lhe resistir. Não estava pronta para encontrar uma mulher tão sedutora.

A morena entreabriu os lábios, sem perceber, diante daquele olhar de fogo, mas logo os fechou e tentou se concentrar no último insulto.

- eu era inocente, não sabia nada sobre sedução.

Por um momento passou pela mente de Seshumaru que Inuyasha poderia ter inventado muitas histórias a seu respeito de forma a se vangloriar perante o irmão. Afinal, a inclinação para a mentira havia sido um de seus piores defeitos.

- poderia fazer o favor se sair agora? Estou cansada e...

- nosso primeiro beijo me virou de cabeça para baixo. E tenho certeza que ele também mexeu com você – Declarou o moreno sem preâmbulos.

O ar pareceu ficar mais pesado.

- sim- confessou, sem fôlego. – foi desde esse gesto que eu comecei a desprezá-lo. Eu era a namorada de seu irmão!

- começou a me desprezar ou me desejar? Não podemos esquecer o que houve nas Ilhas Seychelles no ano seguinte, podemos? Ou é algum costume nativo a noiva se oferecer a outro homem no dia de seu casamento?

- eu não me ofereci! – Defendeu-se. – estava casada havia apenas uma hora.

- mas foi nadar sozinha!

Ela não queria se lembrar da horrível celebração com os amigos bêbados de Inuyasha.

- só porque eu resolvi nadar na praia, de biquíni, não significava que estava à caça de tipos como você!

- não? Todo aquele ambiente clamava por sexo.

Mais uma vez ela foi obrigada a se lembrar da festa mais desagradável em que estivera.

- não me julgue por aquelas pessoas.

- infelizmente a comparação é inevitável. Diga-me com quem andas que eu te direi quem és. Os jornalistas descreveram seu casamento como uma orgia, não gostei de ler o nome de minha cunhada nas manchetes. E com tantos fatos escabrosos, você finge ter se importado com um abraço e beijo casual.

"Casual!" Ela pensou. Se aquele beijo fora casual, como seria quando ele beijasse pra valer?

- eu não queria uma cena! Assim que pude escapar de suas mãos, corri na direção oposta, lembra-se?

- o que mais me espantou foi você conseguir convencer meu irmão de que nosso beijo foi inofensivo sob aquela palmeira.

O estomago de Rin deu uma reviravolta conforme ela se lembrava da fraqueza que dominara seu corpo naquele instante.

- pobre Inuyasha. Como você foi cruel em sua vingança por ousarmos desobedecê-lo.

- ele nunca duvidou do seu amor? Seshumaru insistiu.

- claro que duvidou! Você sabe como ele se sentia com relação a você. Perdeu toda a confiança em si. Acreditou realmente que eu estava atraída por você. Eu queria que você tivesse ido para o inferno em minha noite de núpcias. Inuyasha estava tão perturbado que... – ela se calou, mas era tarde demais.

As mãos do homem estavam fechadas e seu peito arfava.

- será que você não pode respeitá-lo nem agora? Não me interessa o que se passou em seu quarto. Sei que o magoei. Acha que isso me deu prazer? Mas eu teria feito qualquer coisa para afastá-lo de você. Queria vê-la sofrer, Rin, mas nada toca suas emoções, não é?

Ela o encarou em silencio. Ele não sabia. Ele não fazia nem idéia de nada. Mas agora estava evidente o quanto ele a odiava.

- não vou sair daqui. É melhor você se afastar. Voei mais de seis mil milhas sem dormir um só minuto e preciso descansar por algumas horas.

- por quê? Ele se fez de desentendido.

- porque não consigo dormir em aviões. E você sabe muito bem disso. Não queria sonhar com as besteiras que você me dizia quando éramos crianças. Essa época passou, felizmente, e isso não é um sonho, mas um pesadelo.

Estava tão alterada que sua respiração ficou ofegante. E ele começou a olhar para os seios que subiam e desciam sob o top de jérsei.

- está usando roupas mais modernas, que diferença do vestido preto de viúva em que a vi da última vez. Saia laranja com aberturas até as coxas e top vermelho!

- terapia das cores – ela retrucou – para atrair a atenção dos fiscais de alfândega sobre mim e não sobre minha bagagem.

- deliciosa! O detalhe da saia realça o comprimento de suas pernas.

"Esse homem é doido" Pensou a morena.

- você nunca me conheceu realmente. – ela murmurou.

- eu soube o que significava assim que a vi: problemas para o meu irmão. Uma hippie.

- eu não tinha um centavo! Não conseguia encontrar em prego nem lugar para morar em Amsterdã.

- então deu um jeito de arrumar alguém para te sustentar. E o tolo do meu irmão achou que para isso teria de se casar com você.

- ele me amava! Por que o chama de tolo? Como ousa ofendê-lo quando não pode mais se defender? Se Inuyasha era ingênuo, a culpa foi sua por tê-lo dominado durante a maior parte de sua vida!

Seshumaru a encarou sem piedade.

- meu irmão era ingênuo. Algumas amizades que fez foram desastrosas. Nunca deveria ter soltado suas rédeas. No instante em que isso aconteceu, uma jovem madame colocou suas mãos sobre ele.

Apesar de calmo, o olhar era duro como aço.

- você já disse isso uma centena de vezes. Considera-me uma oportunista, mas adivinhe uma coisa: o meu conceito sobre você é ainda pior! Por que não deixamos como está?

Apesar do discurso em sua defesa, Rin estava começando a duvidar de sua própria inocência na morte de Inuyasha. Os ataques insistentes e brutais de Seshumaru a seu caráter pareciam estar enfraquecendo-a.

Depois que saira da casa dos Taishos, a família de Seshumaru, se encontraram apenas quatro vezes: em Amsterdã, no seu casamento, na descoberta da doença de Inuyasha e no funeral de Kagome e Inuyasha. E em todas as quatro vezes, brigaram.

- para uma viúva supostamente doce e inocente, você parece muito à vontade estando a sós com um homem nu, em um quarto.

Ela já havia sido condenada dissesse sim ou não.

- minha objeção se refere ao fato de minha privacidade ter sido violada. Tudo o mais deixa de ter importância. Você não tem o direito de entrar nesta casa quando bem entende. Ela me pertence e você não é bem-vindo. Queira se vestir e dar o fora!

Seshumaru passou a mão pelos cabelos com impaciência.

- o que veio fazer nessa Ilha?

"Estou fugindo do passado", a mulher pensou.

Continua...

N/A: olá pessoass! Eu sei que esse capitulo foi meio fraquinho, mas ele é um aperitivo necessário para o próximo. Como vocês puderam perceber o Seshumaru e a Rin se conhecem a muito tempo, a questão é por que eles não ficaram juntos? Por que a Rin se casou com o Inuyasha? O que aconteceu no casamento deles? Por que o Inuyasha e a Kagome morreram?

Eu sei que são muitas perguntas, mas eu estou trabalhando para tentar responde-las...Fiquei tão feliz com os comentários que passei a madrugada pensando em como desenrolar essa fic...

Muito obrigada as reviews, elas me fizeram saltitar... e por conseqüência postar mais rápido...

Meyllin: sinto-me muito lisonjeada por você ter gostado do primeiro capitulo. E eu concordo que o Seshumaru é mesmo lindo, ainda mais moreno e deitado sobre lençóis verde esmeralda... hehehhehehehe!!! O que você achou desse capitulo? Ele ainda está nu! ; )

Gabrielle Fioranelli: ai que felicidade em saber que você está disposta em acompanhar a minha fic. Vou tentar não ser má para atualizar. De fato, atualizei rápido porque fiquei muito feliz com as reviews! : ) . De agora em diante, muita coisa vai ser respondida sobre o passado do nosso casal principal, e de outras pessoas que também estão envolvidas... Minha cabeça está a mil, só de pensar no próximo capitulo...Eu já comecei a escrevê-lo....

Drik Phelton: ai coisa boa te ver por aqui, acho que a sua fic é muito boa mesmo!!!! E que ótimo que você está achando interessante... Pois é entre o Seshumaru e a Rin já esteve o Inuyasha, hehehehhehehehe!! Você gostou mesmo do príncipe encantado? !!!Kakakakakakakakak!!!

Muito obrigadaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!! A todos os que lêem... E se puderem deixem essa humilde autora feliz... Façam essa autora abrir um sorriso de orelha a orelha...

Bjos! /o/