Disclaimer: Tudo isso pertence a J

Disclaimer: Tudo isso pertence a J.K Rowling. A não ser pelo elfo.

Sinopse: O que acontece quando um elfo, que trabalha para um Weasley e um Malfoy, fica extremamente irritado e estressado e acaba armando um plano para se livrar desses dois? Descubra! D/G

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O Quadrado Mágico de Dobiky


Cap.2 – O Plano Dobiky

Um quarto amplo, aconchegante e deveras simples, com poucos móveis. Uma penteadeira a um canto, um armário em frente a ela com algumas portas abertas e pontas de roupas para fora de gavetas mal fechadas. Na entrada do quarto um cabideiro com vários cachecóis, casacos e alguns chapéus e gorros, dava a uma ampla janela com cortinas brancas que balançavam devido a brisa dos ares de outono. Dela, via-se o céu azul e limpo, com poucas nuvens, e em frente a ela, na cama, no centro do quarto, duas pessoas dormiam profundamente de costas uma para a outra, cada uma em uma ponta da cama.

A claridade da luz começou a incomodar os olhos dos adormecidos, que logo começaram a se espreguiçar. Acordavam aos poucos, revirando-se na cama. A ruiva esticou seus braços, acabando por bater um deles na cabeça de um certo loiro, esse abriu os olhos lentamente, e percebeu que algo estava errado. Virando-se, viu a ruiva ainda sonolenta.

"WEASLEY!" – gritou no susto, caindo da cama em sobressalto.

"MALFOY!" – acordou assustada. – "O que você fez comigo? – gritou com olhos arregalados, e puxou o lençol para se enrolar ao perceber que só usava uma camisola fina.

"A pergunta é o que você fez comigo, Weasley!" – berrou Draco levantando-se, e observando tudo a sua volta.

"Ahh, se cubra!" – gritou Ginny levando as mãos ao rosto, tapando seus olhos.

"O que..." – começou Draco e ao se olhar, deu-se conta de que estava somente de cueca. – "Nunca viu ninguém de roupas íntimas, Weasley? – acrescentou ele num riso sarcástico.

"Se cubra!" – repetiu Ginny atirando-lhe um travesseiro ainda com uma mão no rosto. – "Não quero ter pesadelos..." – terminou com uma voz manhosa.

"Pesadelo é o que eu estou tendo." – rosnou Draco colocando o travesseiro em frente ao seu corpo. - "Agora me diga, que diabos de droga você me deu?"

"Eu? Te drogar?" – indignou-se e abriu olhos entre os dedos para antes se certificar se ele havia coberto suas partes baixas. - "A pergunta é como você fez para me trazer aqui?" – terminou, abaixando as mãos.

"Se nem eu sei como vim parar aqui!" – exclamou ele, andando de um lado a outro no quarto, segurando o travesseiro para que a ruiva não visse nada.

"Não minta para mim, Malfoy. Você não me engana." – retorquiu Ginny na tentativa de arrancar a verdade do loiro, se é que havia.

"Weasley, desde quando eu iria fazer uma loucura dessas para ficar com você? Se você não se lembra, sou um Malfoy!" – e soltou, sem querer, o travesseiro.

Ela deu um gritinho agudo e virou o rosto para a janela, evitando encará-lo.

"Eu não duvido nada, depois do beliscão que você me deu... e se vista, pelo amor de Merlim!" - pediu ainda de costas para Draco.

"Pelo amor de Merlim, Weasley. São só cuecas." – e começou a abrir e fechar gavetas, a procura de algo para vestir.

"Só cuecas? Belas cuecas, as cuecas..." – murmurou ela, sufocando suas palavras no lençol.

"O que disse, Weasley?" – quis saber ele com uma sobrancelha arqueada, não havia entendido palavra alguma que a ruiva tinha dito.

"Como viemos parar aqui... eu perguntei." – mentiu Ginny, escondendo seu rubor com o lençol.

Como não ouviu nenhuma resposta vinda de Draco, ela deu mais uma espiada para ver se ele já havia se vestido. E ele continuava de cueca, mas atirava roupas para todos os lados. Ela rapidamente virou seu rosto em direção a janela para não olhá-lo.

"Weasley, acho que essa gaveta é sua..." – avisou o loiro distraído, puxando umas calcinhas de renda do fundo de uma gaveta.

"Ei, isso... isso é meu?!" – perguntou correndo para tirar as calcinhas da mão de Malfoy. – "Como isso veio parar aqui?" – perguntou ela ao recolocar a calcinha na gaveta e ver que aquelas roupas eram muito parecidas com as suas, tanto as do dia a dia quanto íntimas.

"Weasley, infelizmente tenho que dizer. Você tem bom gosto para lingeries." – disse ele, deixando um rubor tomar conta de Ginny. – "Apesar de que devem ficar horríveis em você." – completou com sarcasmo e continuou a busca no armário.

"Seu..." – disse Ginny correndo atrás de Malfoy.

Draco, ao perceber o movimento dela, seguiu correndo pelo quarto fugindo da ruiva enfurecida. Ficaram um bom tempo em volta da cama. Ele tentando fugir de um lado e ela tentando alcançá-lo.

Até que Ginny passou por cima da cama, pulando encima de Draco. Os dois trombaram no chão. Ele por um momento ficara imóvel, pois a julgar pela posição em que estavam e as roupas que trajavam, algo não sairia bem. Mas Ginny tirou esses pensamentos de Draco quando começou a lhe dar tapas pelo corpo.

"Nunca... mais... mexa... nas minhas coisas!" – disse ofegante entre os tapas. – "E deve ter algo seu aqui!" – acrescentou saindo de cima de Draco para procurar algo que comprometesse-o.

"Nem pense nisso, Weasley!" – advertiu, puxando-a pelo pé e fazendo-a cair de cara no chão.

"Ok, isso não foi legal. Golpe baixo" – protestou Ginny gemendo. - "Ai... Saiba que o que é seu tá guardado" – acrescentou ainda deitada no chão.

"Weasley, acho que sua camisola está muito. Realmente muito, muito curta." – disse ele inconvenientemente, pois Ginny estava com a camisola na altura da cintura, e na parte livre da camisola, podia-se ver uma mancha meio roxa, que ele reconhecera como sendo um beliscão.

"Pare de olhar agora!" – vociferou Ginny ao se levantar. E mais uma vez ficou completamente vermelha.

"Weasley, Weasley... Vá se vestir, não quero ter pesadelos" – e rindo ironicamente, abriu o armário à procura de roupas.

Notou que no armário haviam várias roupas idênticas as dele. Como era possível? Distraído com o questionamento, não viu que Ginny se aproximava com uma expressão travessa no rosto.

"Idiota..." – disse ela cantarolando ao passar por Draco e puxou suas cuecas para baixo.

"Ei!" – e rapidamente no susto tapou o local com suas mãos e logo colocou a cueca no lugar.

"Que bunda branca!" – exclamou Ginny e começara a rir. – "Suas bochechas estão vermelhas... me refiro as de cima tá? Porque as debaixo ainda cegam meus olhos" – e caiu na gargalhada.

"Weasley!" - urrou Draco sem saber o que fazer, quem sabe constrangido, saiu correndo atrás dela.

"Estamos quites, bunda branca." – disse Ginny ainda rindo descontroladamente, se protegendo com uma cadeira.

"Quites o caramba!" – exclamou tendo um idéia. – "Só depois de beliscar o lado esquerdo da sua bunda!" – berrou possesso tentando se aproximar, mas Ginny o afastava com a cadeira.

"Nem sonhando, ainda deve ter a marca do seu primeiro beliscão, e você não vai encostar nela nem mais uma vez na sua vida. Se afaste, bunda branca." – disse ela e novamente caiu na gargalhada.

"E tem uma marca. Agora, vai ter outra." – afirmou, colocando Ginny de bruços sobre seus ombros, pois ela baixara a guarda com a risada.

"Ei, me solta." – gritou tentando se livrar dele.

"Não antes disso." – e ele deu outro beliscão nela.

Ela deu um pequeno gemido com a dor, e dando-se conta de que podia fazer alguma coisa, mordeu-o. Cravando seus dentes nas costas de Draco. Se outra pessoa que não conhecesse-os e nem suas famílias, poderia dizer que a noite deles fora bem quente.

"Deu, Malfoy! Chega agora, né?" – irritou-se ela quando foi deixada no chão.

"Por enquanto, Weasley." – disse ele sentindo suas costas doerem. – "Ai. Estamos quites agora?" – perguntou Draco esticando a mão, não queria sofrer danos com ela denovo.

"Quites." – respondeu ela desconfiando da ação do loiro, mas mesmo assim apertou a mão dele, pois pelo menos seria uma trégua entre eles.

"Não esqueça de cuidar dos seus hematomas, Weasley" – avisou Draco apertando um galo da testa de Ginny, que contraiu o rosto com a dor.

"Quites o caramba!" – rosnou ela tirando a mão dele de perto.

"Nunca mesmo."

"Vai se vestir vai."

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Alguns, mas poucos, bruxos puderam afirmar que ouviram gritos. E quando correram para socorrer as pessoas, que supostamente estavam gritando, não havia nada. No local, somente um elfo, conhecido por Dobiky, rindo descontroladamente. Segurando em suas mãos uma caixa preta. E ainda mais estranho, ele estar preso no elevador que por algum motivo parara de funcionar e caíra alguns andares.

"Dobiky conseguiu!" – gritava ele sorrindo para os poucos bruxos que trabalhavam no Ministério e que tentavam tirá-lo do elevador.

"Dobiky não conseguiu nada, nós que conseguimos te tirar daqui." – disse um ruivo corpulento e muito alto, puxando o elfo.

"Não, Sr. Weasley irmão da Srta. Weasley. Dobiky conseguiu sim, Dobiky sim, Dobiky conseguiu." – respondeu o elfo rindo ainda mais.

"Harry... acho que deve ter sido uma pancada." – argumentou Rony, fitando o moreno do cicatriz ao seu lado, achando estranho o elfo se comportar assim.

"Levamos ele ao St. Mungus?" – perguntou Harry a Hermione que assistia a cena a um canto.

"Acidente de trabalho, ele pode te processar."

"Mione, é só um elfo" – lembrou Rony.

"Preciso te lembrar dos direitos dos elfos junto com os artigos do F.A.L.E?" – perguntou ela, e com a sua posse habitual limpou a garganta para o discurso.

"Harry, fale a ela... é só um elfo." – cortou o ruivo.

"Eu não. Depois você não tem que ficar trabalhando com ela o dia todo." – respondeu Harry. – "Não que eu esteja reclamando..." – acrescentou ao vê-la olhá-lo com uma cara feia de raiva.

"Dobiky, venha aqui, vamos discutir seus direitos." – pediu Hermione mudando de assunto, mas o elfo já saía correndo pela porta do Ministério.

"Acho que ele já está bem..." – disse Harry assistindo a corrida do elfo com suas pernas curtas.

"Ou está fugindo do discurso da Mione." – murmurou Rony, fazendo Harry rir.

"Há-há." – ralhou Hermione fuzilando os dois com o olhar e saiu andando por um dos corredores do Ministério.

"Mione, e sobre o elevador?" – perguntou Harry, e olhou por dentro do elevador constatando que continuava inteiro.

"Problema técnico." – disse ao parar e virar-se. – "O elevador é velho, agora, se me dão licença, vou trabalhar." – girou seus pés e seguiu andando, deixando-os para trás.

"Ok, pode liberar então Ron." – disse Harry saindo atrás dela, deixando o resto do trabalho para o ruivo.

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Enquanto colocavam alguma roupa decente, nenhum dos dois falou sequer uma palavra. Aquilo tudo estava muito estranho e a tradicional batalha entre eles, de um modo geral, não estava ajudando em nada. Nunca ajudou na verdade. Sempre acabavam machucados fisicamente. E chegavam a conclusão de que era melhor pararem com isso antes que eles acabassem se matando.

A ruiva com a bunda doendo, pior que eram os dois lados agora, além do galo em sua cabeça. Se martirizava por não ter aprendido direito os feitiços para curar pequenos hematomas e machucados, pois estaria em melhor estado. Na verdade, estaria bem melhor se pudesse partir para cima de Malfoy e fazer com que ele tivesse os mesmos hematomas que ela, pois aquele chute em suas partes baixas nem devia estar doendo tanto.

Ele ainda sentia dores em suas partes baixas. Agradeceria se a ruiva não tivesse cogitado a idéia de tê-lo acertado numa parte tão sensível do corpo de um homem. Mas é claro que seria a primeira coisa que ela acertaria num homem, não era à toa que ela morou vários anos de sua vida com sete homens na família.

Isso sem contar a dor em suas costas, que estavam com a marca dos dentes dela. Único motivo dele tê-la soltado tão rápido. Conclusão que ele chegara? A ruiva era violenta e canibal.

"E então?" – perguntou Ginny sentando-se na cama e fazendo em seus cabelos uma trança frouxa, deixando alguns fios caírem-lhe ao rosto. Colocara uma calça jeans qualquer e uma blusa de manga comprida, rosa.

"E então, o quê?" – questionou Draco, dando os últimos retoques, em frente ao espelho, a suas vestes negras.

"Já descobriu como viemos parar aqui?" – explicou ela sobre a pergunta que fizera.

"Claro, olhei na minha bola de cristal." – ironizou Draco, sem desviar o olhar de si mesmo no espelho.

"Você tem uma bola de cristal?" – perguntou ela fingindo curiosidade e se aproximando dele.

"Claro que não, Weasley!" – respondeu ele, sentindo-se irritar com a pergunta estúpida dela.

"Então, como você descobriu?" – voltou a perguntar pondo-se atrás dele.

"Eu não descobri nada, Weasley." – disse ele rudemente, olhando-a pelo espelho. – "Eu nem saí desse quarto."

"Mas então porque você disse que tinha descoberto?" – perguntou ela franzindo a testa e cruzou os braços.

"Weasley, você tá se fazendo de idiota para me irritar?" - questionou ele, virando-se e cruzando os braços, fitando-a com sua sobrancelha levantada.

"Sim, consegui?" – respondeu ela rindo e ele andou até a porta do quarto e puxou um gorro cinza. - "Onde você vai, Malfoy?" – perguntou, seguindo-o.

"Se eu não te trouxe aqui e nem você me trouxe, alguém nos dopou e nos trouxe para cá!" – disse encostando-se na porta, vendo-a colocar um cachecol. – "E vou descobrir como viemos parar aqui. Para ir embora logo, antes que você me enlouqueça! – respondeu saindo pela porta.

"Vamos aonde?" – perguntou e ele parou no corredor, fazendo-a também parar para não trombar com o loiro.

"Eu vou ao Ministério." – disse ele virando-se para ela e apontando para o próprio peito.

"Estamos aqui juntos, eu vou junto."

"Que parte de EU vou você não entendeu?" – retorquiu ele estreitando seus olhos.

"Que parte de vou junto VOCÊ não entendeu?" – replicou ela encarando-o.

Ficaram em silêncio durante alguns segundos. Sem dar o braço a torcer. Sem desviar o olhar. Até que, por fim, Draco consentiu. Sabendo que a ruiva não desistiria e iria junto, mesmo se ele dissesse que não.

Não perderam tempo e desceram as escadas. Andando pela casa, notaram que o andar de cima, onde eles a pouco tempo estavam, eram os quartos. E que haviam quatro. Ou a família do dono da casa era grande ou gostava de exageros.

"De quem será essa casa?" – perguntou Ginny curiosa.

"Deve ser de algum maldito que nos trouxe até aqui." – disse ele parando no final das escadas a olhar o hall da casa.

No hall haviam três portas. No espaço de cada porta podia-se ver poucos detalhes dentro de cada cômodo, uma porta dava para a cozinha, outra para a sala e uma outra, meio em frente as escadas, daria para fora da casa.

Se tivessem descido as escadas, e andado pelo hall, poderiam ter visto uma foto pendurada na parede. Foto que de onde eles estavam era impossível ser vista. Essa foto esclareceria muitas coisas que aconteceriam.

"Aqui deve morar uma família, alguém simples..." – justificou Ginny adorando a casa. – "E maluco pra nos colocar aqui... nossa são dez horas... "

"Da onde você tirou isso?"- perguntou ele achando estranho a suposição da ruiva.

"Tem um relógio ali." – respondeu ela apontando para a porta que dava para a sala. Lá dentro havia um pequeno relógio trouxa, de ponteiros.

"Não, Weasley. Sobre a família." – explicou ele.

"Há vários quartos, a casa é grande... junte uma coisa com a outra." – respondeu ela debruçada no corrimão da escada.

"Assim, você até parece inteligente, Weasley." – começou Draco, e Ginny estranhou o quase elogio. – "Ainda bem que pessoas, como eu, sabem, que de inteligência, os Weasley's não tem nada. – completou sarcasticamente fitando-a com desdém.

"Você fala como se todos na minha família fossem burros, Malfoy." – reclamou ela calmamente e revirando os olhos.

"E não são?" – indagou ele, debruçando-se na escada, ao lado dela.

"Claro que não!"

"A família é sua, você não pode opinar."

"Se é assim, a sua família é um poço de mal caráter!"

"Já disse que sua opinião não importa?" – retorquiu ele levantando uma sobrancelha.

"Ah... cala a boca, Malfoy!" – disse ela dando um soco no ombro de Draco. – "E vamos logo." – acrescentou irritada, descendo o resto dos degraus e saindo pela porta. – "Aparatar?" – perguntou parando na varanda da casa.

"Sim, Weasley. Você sabe o que é ou quer de desenhe?"

"Um soco na sua cara. Você entende ou quer que eu desenhe? – replicou Ginny, virando-se e erguendo um punho perto do nariz de Draco.

"Desenhe." – disse Draco aparatando, fazendo o soco de Ginny acertar o ar, como ele havia previsto.

"Covarde." – murmurou, aparatando também. – "Malfoy, cadê você?" – disse assim que sentiu seus pés no chão novamente.

"Aqui, Weasley." – respondeu Draco atrás dela.

"Agora, Sr. Inteligência me responda. Porque estamos praticamente no mesmo lugar?" – indagou ela ironicamente, pois continuavam na varanda da casa.

"Me responda você, sabichona." – disse ele estranhando ainda mais tudo aquilo.

"Talvez porque estamos ainda no quintal dessa casa, que poderia estar encantada para não poderem aparatar?" – sugeriu ela, e infelizmente ele teve assentir, ela poderia estar certa.

"Então vamos até a calçada, Weasley"

"Malfoy, há muita gente por aqui." – alertou Ginny referindo-se a pessoas que caminhavam na calçada da vizinhança.

"Procuraremos um local mais calmo, vamos" – disse ele sem esperá-la.

Andou apressado, passou pela esquina da rua em que estavam e atravessou para o outro lado da rua, quando eles encostaram seus pés na calçada da outra rua, foram parar na varanda da casa novamente.

"Malfoy... o quê foi isso?" – perguntou ela preocupada, algo muito errado estava acontecendo.

"Não sei." – disse ele sem entender o ocorrido e saiu pelo portão da casa.

Ginny assistiu ele correndo, em pé da varanda. Ele atravessou a rua da casa, quando encostou seu pé na calçada da rua da frente a da casa, foi parar novamente ao lado dela na varanda.

"Malfoy." – chamou-lhe, mas ele não deu ouvidos, e chutou um vaso de plantas que tinha lá. – "Tadinhas das margaridas..." – exclamou ela sem pensar.

"Tadinhas das margaridas? É com isso que você se importa agora?" – explodiu ele, e saiu da varanda a amplos passos.

"Aonde você vai, Malfoy?" – perguntou ela o vendo atravessando a rua a esquerda da casa.

"Tentar ir embora daqui!" – gritou ele.

"Acho que não deu certo..." – disse ela cautelosa e Draco apareceu novamente ao seu lado ao encostar o pé na calçada da rua a esquerda da casa. – "Temos que encontrar outro jeito de sair."

Uma têmpora da testa de Draco sobressaltou. Principalmente ao vê-la sentada na varanda arrumando as flores em outro vaso, ao parecer sem se importar com o que estava acontecendo com eles.

"Droga!" – gritou ele interrompendo-a e pegando o vaso de plantas das mãos dela, o atirando no chão.

Dessa vez saiu andando para os fundos da casa. E segundos depois, apareceu ao lado de Ginny novamente, e ela o esperava com as mãos na cintura.

"Malfoy! Coitadas da margaridas!"

"Coitados de nós!" – berrou e pisou nas margaridas que continuavam no chão, terminando de matá-las.

"Malfoy, seu insensível." – disse ela olhando pasma para Draco e depois para as flores.

"Quem se importa com essas malditas flores!?"

"Eu me importo!"

"Então me lembre de te comprar margaridas, se algum dia sairmos daqui." – disse ele sentando-se nas escadas da varanda, fazendo uma massagem em sua testa.

"Como assim?" – perguntou ela sem entender.

"Tenho uma péssima notícia, Weasley." – avisou ele virando seu rosto a fitá-la.

"Você tá me assustando..." – sentou-se ao lado dele na escada da varanda, nunca o tinha visto tão perturbado.

"Não podemos sair daqui."

"Isso, eu já notei." – retorquiu ela.

"Fique quieta e me escute pelo menos uma vez na sua vida." – disse Draco e ao notar que ela ficara quieta continuou. - "Weasley, a distância que separa essa casa até a rua que nos trás devolta é a mesma em todos os lados. Não podemos passar desses limites."

"E o que tem isso? Deve ter algum outro jeito de sair..."

"Quieta." – interrompeu ele, e mesmo a contragosto ela consentiu. – "Significa que esta casa está num quadrado perfeito. Isso é um feitiço. Estamos bloqueados em um perfeito quadrado ilusório. O Feitiço Quadrado Mágico, que de mágico não tem muita coisa. Pois não há nada 'mágico' aqui, só ilusão construída. Até quebrarmos o feitiço, tudo é pura ilusão. Aliás, você deveria saber desse feitiço, melhor do que eu!" – exclamou, fitando-a.

"Como assim?" – questionou franzindo a testa e fitando-o também.

"Weasley, esse feitiço é novo, que você deveria saber, já que é o seu trabalho." – disse irritado.

"Eu não lembro de ter lido alguma coisa sobre o feitiço..." – disse ao desviar o olhar.

"É porque se bem me lembro, você está jogando todo seu trabalho encima de mim! E é por isso que eu sei sobre esse feitiço." – lembrou ele.

"Se você está trabalhando tão bem, deve saber como saímos daqui." – e ele não falou nada, apenas se manteve calado. – "Malfoy, você não sabe?" – perguntou olhando indignada para ele.

"Como vamos sair daqui?! E se não conseguirmos." – ela se levantou andando de um lado a outro. – "Desde que você cruzou na minha vida está dando tudo errado! Primeiro no trabalho, agora presa aqui com um Malfoy! Você tem que me tirar daqui! Eu não.."

"Weasley! Cala a boca!" – mandou ao se levantar e segurá-la pelos ombros, sacudindo-a. – "Eu estou tentando pensar em alguma coisa, pois pelo menos eu sei qual é o feitiço!" – terminou e soltou-a.

"Maravilha, dependo de um Malfoy pra sair daqui! É um pesadelo, só pode." – disse ela tentando raciocinar.

"Weasley, isso é o pesadelo, e você é o monstro."

"Monstro, eu?" – ela riu sarcasticamente. – "É porque você ainda não se viu de cueca! Se bem que, na verdade, tá mais para ser uma comédia o seu malfoyzinho" – completou e começou a rir mais.

"Malfoyzinho?" – indignou-se ele e encostando-a na porta, segurando-a pelos braços.

"Uhuhu, ofendi sua honra, Malfoy?" – provocou ela, não gostando tanto assim da proximidade entre eles, mas nunca perderia a chance de provocá-lo.

Draco foi cortando a distância entre eles, não iria levar esse desaforo dela, queria só assustá-la. Ver até onde ela iria antes de pedir para que ele parasse, queria se sentir por cima, mas Ginny parecia não dar o braço a torcer.

Um berro.

"O que foi isso?" – perguntou ele instantaneamente, e ela pediu silêncio. O barulho vinha de dentro da casa.

"Tem mais alguém lá dentro." – alertou ela.

"Eu notei, mas quem mais poderia estar aqui?" – perguntou ele, soltando-a lentamente.

"Shh" – pediu, colocando sua mão sobre a boca de Draco.

"Isso parece um choro" – disse ele tirando com rispidez a mão dela e tentando ouvir o barulho.

"Isso... isso é um choro! Céus, é um choro de criança!" – e ela entrou correndo na casa e ele a seguiu.

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N/A: E aí, ficou bom o capítulo? Nossa, antes de postar eu mudei umas coisas no cap. de última hora. Espero que não tenha ficado algo muito ruim ou sem entendimento. Espero que vocês tenham gostado. E muito obrigada por lerem. As reviews foram devidamente respondidas, adoreeei todas. Me fizeram feliz... xD. Repito, se não entenderem algo ou não gostaram de algo me avisem, ok? Bjão! o/

Suzi Black.

Editado: 25/06/08