Naruto não é meu, agradeçam por ser assim o/

Itálico - pensamentos


Ino preferiu subir pelo elevador do edifício.

O estabelecimento em que se encontrava era seu edifício, que tinha um pub no térreo.

Apertou o número do andar do ruivo que ela escolheu, deu uma conferida nos lábios, no decote.

"Hm.. tenho de me lembrar de dar uma conferida no silicone com o Dr. Jorge.."

Então algo a atormentava.

Ino havia escolhido um rapaz sério, mas percebeu que no pub ele também era quieto reservado.

"Droga", ela borrou o batom, "Você faz e depois não pensa sua loira burra!", e deu um tapa na testa, "e se ele for um psicopata? Sociopata? Ou alguma coisa terminada em pata? Oh meu deus, por que não pegou o tiozinho?"

Ino

pensava enquanto mordia o lábio, se devia ou não ir, "Ainda tenho tempo de sair e pegar o tiozinho, ele me parecia tão mais confiável...Bem..." ajeitou o cabelo "Se eu morrer agora, morrerei fazendo o que mais gosto".

Ino usou e abusou de seu melhor olhar sedutor e sexy que tinha, seus olhos verdes pareciam mortais e desejosos.

Ela saiu do elevador e viu o ruivo encostado na parede do corredor, seu coração deu um pulo.

"Ele não parece nem um pouco feliz", e não parecia.

Quando o ruivo viu Ino sair do elevador com seu vestido curto cor de vinho, desejou que ela vivesse 100 anos em seu apartamento, pois, por qualquer santidade existente, que mulher era aquela...

O ruivo sacudiu as chaves na frente do rosto de Ino, demonstrando que entrariam no apartamento.

Ele abriu a tranca com cuidado, pra não fazer barulho...

-Apartamento bonito..., ela disse.

Ele assentiu com a cabeça, "Será que ele é mudo?" Ino pensou, "Que se dane, melhor é que não fale nada mesmo..."

-Você não é nenhum psi- ela ia dizer, mas acabou sendo cortada.

-Vodka? Desculpe, te cortei, o que ia dizer?

-Pode ser vodka..

-Não, antes..- com os copos em mãos.

-Ah..eu ia perguntar se você não é nenhum psicopata ou algo assim- Ino tinha uma imaginação fértil demais, ela era aventureira, mas era uma reles mortal, tinha que se precaver. Certo?

-Que viajem, tome – ele deu o copo de vodka para ela –Não, não sou nenhum psicopata...Quer por um som?

-Claro, onde é?"

-Ali – o ruivo apontou para a estante grande de madeira- deve ter algo lá, mas pode escolher..

-Ok

Ino percebeu que o local era muito arrumado e elegante. Grande, cara de apartamento mesmo, mas ele devia ter uma condição social melhor, afinal, tudo muito, mas muito bem escolhido. Talvez fosse questão de bom gosto somente.

Ao lado da porta havia uma cozinha americana bem limpa, arrumada.

Na sala, um sofá macio e muitas coisas elegantes, o ruivo tinha bom gosto e devia morar sozinho pelo estilo da casa.

-Bonita casa..Qual seu nome?-

-Pensei que soubesse..,- ele se sentou no sofá – devia tomar mais cuidado quando convidar alguém para algo... Ou pelo menos saber seu nome...- O ruivo dizia com certo desdenho no olhar, mas tinha certeza que de boba, aquela loira não tinha nada.

-Prefiro não saber o nome dos caras com que saio, assim eles não podem me culpar se não lembrar deles na rua... – ela se sentou ao lado dele, cruzando as pernas brancas e macias, propositalmente.

-Hm...

Ino ergueu uma sobrancelha, isso era um chamado.

"Gaara, meu nome."

"Ino, meu nome." Mas mentalmente ela dizia "Ino, guarde esse nome para que se lembre ao me chamar de noite..."

Ino tomou um gole da vodka, sentiu que era coisa fina, desceu macio na sua garganta, gelando até seu estomago, aquilo já estava demorando demais.

-Por que me chamou?

-Te achei interessante. Por que me trouxe aqui?

-Não sei, não quero levar ninguém pra nenhum lugar hoje.

-Subir o elevador já foi me levar pra um lugar - Ino subiu no colo dele, ficando frente a frente, desabotoando a camisa do ruivo.

-Hm.. Vai com calma mocinha..- Ele a tirou de cima de seu colo, Ino não entendeu o porque daquilo, mas achou que podia ser uma provocação, ou algo a mais...

"Joguinhos? Adoro..."

Então, subitamente, a expressão do ruivo mudou, antes seu olhar misterioso agora estava gélido.

-Vai pra casa.

-Oi?

-Vai pra casa que aqui não vai rolar nada.

Ela estava desacreditada, esse era um dos poucos não's que ela levara na vida e aquilo era totalmente...bem, era como gelo no fogo.

-Quer que eu chame um taxi?-

-Não, eu...eu moro aqui..digo..ali em cima, quer saber? Tchau-

Ino se levantou e foi até a porta.

-Você..-ela revidou – é – ela respiro – um idiota!- E bateu a porta.

-Vai pela sombra- ele não se moveu

Dessa vez, não foi ponto da Ino...

"Idiota"


[Continua]