Capítulo 2 – Novos Ares.

JUNTOS NO MESMO CAMINHO

Mebuki sentia-se irritada logo cedo de manhã, o motivo, era a quinta vez que entrava no quarto da filha para chamar e nada de Sakura se levantar.

— Sakura, acorda! - ela sacolejou a garota que se cobriu ainda mais, apertando mais os olhos.

— Me deixa em paz. - murmurou sonolenta, mas começava a se irritar com a insistência da mãe.

Mebuki apenas suspirou cansada, tentava a todo custo não se estressar. Era isso que Sakura queria.

Foi até o canto do quarto e pegou a mala que havia arrumado ontem mesmo com as coisas da filha e caminhou para a saída. Mas parou no portal e olhou para Sakura ainda deitada.

— Você tem dez minutos para estar pronta. Está me ouvindo, Sakura? Dez minutos. - disse antes de sair do quarto, levando a mala pesada para o carro.

Sakura resmungou alguma coisa enquanto virava de barriga para baixo, colocando o travesseiro na cabeça e voltando a dormir.

Lá fora Mebuki terminava de colocar a mala da filha no porta-malas, tinha perdido tempo demais, especificamente uma hora e meia. Fechou o porta-malas e esperou pela boa vontade de Sakura, mas sabia que a adolescente não iria ceder a seu pedido assim tão fácil, e comprovou sua teoria quando passaram os dez minutos, vinte para ser mais exata.

Fechou os olhos e suspirou três vezes à procura de nervos para o que iria vir a seguir. Entrou dentro de casa novamente e foi direto para o quarto da menor. Ela estava do mesmo jeito quando havia saído, dormindo.

Aproximou-se da beirada da cama e puxou o cobertor de cima dela e o jogou no chão, descobrindo a filha por inteiro. Sakura abriu os olhos, ainda sonolenta e tonta pela bebedeira de ontem, virou de barriga para cima e sentou-se num rompante, olhando sua mãe com uma cara nada boa.

— Você pirou? - gritou a garota. - Não ver que eu estou querendo dormir?

Dobrou seu corpo para o lado e pegou o cobertor jogado no chão, mas Mebuki foi mais rápida e tomou de suas mãos.

— Já são nove horas. Nós estamos duas horas atrasadas. - começou Mebuki, perdendo a paciência. - Olha só para você? Ainda está com roupas de dormir.

Sakura uniu as sobrancelhas, sua cabeça latejava.

— Atrasada para onde? Tá louca!

— Olha como fala comigo! - a mais velha ralhou um pouco alto demais. - Se você não estivesse caindo de bêbada ontem, teria dado mais atenção no que eu falava.

Sakura soltou uma risada sarcástica, saindo da cama.

— Como se eu prestasse atenção nas baboseiras que você fala.

Mebuki franziu o cenho, irritada com o modo nada respeitável da filha.

— Você vai passar um tempo com seu pai até a segunda ordem.

O sorriso sarcástico de Sakura sumiu de seu rosto, substituindo por uma expressão irritada.

— Eu não vou para porra nenhuma se você quer saber!

— Você vai sim.

Com a pouca paciência que Sakura havia esgotado de si, agarrou o braço da filha e arrastou para fora do quarto, ignorando os berros de Sakura.

— Me larga sua velha, você está me machucando! - Sakura se contorcia, puxando seu corpo para trás para se livrar do aperto da mão, mas sem sucesso.

Mebuki se manteve firme, puxando a filha para fora de casa.

— Entra no carro. - a soltou para poder fechar a porta da casa.

— Eu não vou entrar. - Sakura bateu o pé cruzando os braços, sua mandíbula estava trincada com a raiva que estava sentindo da mais velha.

Mebuki terminou de fechar a porta e se virou para a filha.

— Entra agora! - exigiu, severamente. - Você não se domina ainda, Sakura.

Sakura a fitava, incrédula.

— Você quer que eu saia desse jeito? - abriu os braços. - Se você não percebeu, eu estou de pijama.

— Tivesse pensado nisso há duas horas quando eu te chamava para se levantar.

— Eu não quero sair de Tóquio.

— Entra No Carro!

Sakura percebeu que não havia opção, sua mãe estava louca para se livrar de si. Agora ela iria ter mais tempo para se dedicar para aquele hospital idiota.

Se dando por vencida, Sakura deu as costas e entrou no carro, se acomodando no banco do carona.

Mebuki soltou o ar, podendo sentir o começo de sua enxaqueca dar as caras. Não demorou para entrar no carro e dar logo a partida.

O caminho foi em completo silêncio, intenso e sufocante, e nenhuma das duas ousava quebrá-lo. Sakura fitava a janela, perdida em pensamentos em como sua vida estava uma merda. Sua mãe nem ao menos deu um tempo para que ela pudesse trocar de roupa, escovar os dentes e pentear os cabelos, e principalmente tomar um banho, pois ela podia sentir o cheiro de bebida impregnado em si. Bufava a cada dez segundos enquanto batia a cabeça no vidro, irritando Mebuki.

— Dá para você parar? - a mais velha questionou, com o cenho franzido, sua cabeça doía.

Sakura parou e fitou a mãe, e sua voz saiu entredentes com um misto de raiva:

— Eu preciso ir ao banheiro.

Mebuki desviou seu olhar da pista para a filha, seu estado era deplorável, mas foi Sakura que procurou. Voltou sua atenção para pista e não demorou para que visse um posto de gasolina.

O caro parou no posto. Mebuki iria aproveitar para abastecer o tanque, pois a viagem iria ser longa.

— Aqui tem uma lanchonete, deve ter um banheiro. - olhou para a filha que já abria o carro, ignorando-a.

Sakura não esperou sua mãe terminar de falar, saiu o mais rápido possível, batendo a porta com certa força. Ela queria mostrar para Mebuki o quanto ela estava irritada. Caminhou com passos rápidos e entrou na pequena lanchonete decaída com algumas pessoas comendo aqueles salgados encharcados de óleo.

Parou em frente ao balcão, ignorando os olhares tortos dos clientes e um incrédulo da mulher que estava detrás do balcão.

— Posso ajudar? - a mulher perguntou com uma simpatia falsa.

Sakura reprimiu sua vontade de revirar os olhos, e respondeu com um tom mais falso que a outra:

— Aonde fica o banheiro?

A balconista demorou uns segundos para responder:

— Aqui atrás. - apontou para uma porta de madeira num pequeno corredor.

Ela não esperou e já entrava no banheiro minúsculo, fechando a porta por dentro. Deu uma olhada rápida no local, percebendo que ali não era um local muito higiênico.

Parou em frente a um lavabo redondo com um espelho na parede, onde refletia sua imagem péssima e destruída. Ela não havia tirado a maquiagem ontem, e por isso o preto do lápis de olho estava todo borrado, um verdadeiro panda. Seu cabelo estava horrível, todo embaraçado e grudento e fedia a cerveja.

Lembrou-se de seus amigos, ela não teve nem tempo de se despedir e muito menos de travar uma fuga e desaparecer durante suas férias de verão. Mebuki era uma péssima mãe, sua pior inimiga.

Ela abaixou seu olhar, abriu a torneira e começou a lavar seu rosto para tirar um pouco da ressaca que sentia. Sua cabeça ainda doía, e estava com fome. A imbecil da sua mãe esqueceu-se desse detalhe antes de jogá-la no carro.

Ela tinha raiva, muita raiva, iria para um lugar esquecido por Deus. E mesmo que sentisse saudades de seu pai, ele morava no fim do universo.

Passou a mão pelo rosto, tirando um pouco dos resíduos da água e se olhou novamente. Sorriu ironicamente.

Se seu rosto estava ruim antes, agora estava uma merda.

Bufou.

Desviou seu olhar da figura estranha que refletia o espelho para o chão, a procura de alguma coisa cortante. E como se algo a iluminasse no momento, ela viu um pequeno estilete jogado num canto, perto da lixeira.

Caminhou até ele e o pegou. Estava velho e enferrujado, completamente deveria estar cego, mas não importava.

Voltou para frente do espelho se viu ali, uma garota de ressaca com os cabelos longos cor-de-rosa embaralhados. Pegou uma mexa da frente e sem pensar duas vezes levou a navalha do estilete nos fios, usando um pouco mais força os cortou. E foi assim sucessivamente, mecha por mecha até que seu cabelo comprido não existisse mais.

Ergueu a cabeça um pouco para cima, jogando o estilete no chão, passando as mãos pelos ombros para tirar o cabelo. Seu perfil agora era de uma garota de ressaca com os cabelos curtos e mastigados, um lado maior que o outro e com fios longos caindo.

Sakura sorriu sarcástica com tudo aquilo que ela fez, com certeza sua mãe iria surtar. Mas pouco estava se fudendo para ela.

Mebuki já havia abastecido o carro e estava dentro da lanchonete esperando a filha que havia sumido no banheiro. Havia perguntado para a balconista simpática se ela tinha visto-a, e confirmou que ela estava mesmo no banheiro.

Fez um pedido de salgados para a viagem. Sakura ainda não havia comido nada, e isso não era bom para a saúde. E mesmo com suas brigas com a filha, ela era mãe e não conseguia não se preocupar com o bem-estar da menor. Ela só estava precisando de tempo para recarregar suas energias para uma nova dosagem de Sakura.

Ela escutou barulho de passos e quando olhou um pouco mais para frente, além do balcão - onde a balconista embrulhava o seu pedido -, não pode deixar de se sentir indignada com o que via.

Sakura voltou para o meio da lanchonete com os cabelos mal cortados e emaranhados, e o rosto pior quando a vira minutos atrás.

Ela parou a sua frente.

— O que você fez? - Mebuki sussurrou, olhando para sua filha, incrédula.

— Cortei o cabelo. - sorriu irônica.

Mebuki uniu as sobrancelhas.

— Por que você fez isso, Sakura?

O sorriso da menor sumiu, e seu cenho franziu.

— Por sua culpa. - acusou. - Se você não tivesse me tirado da cama a força e me jogado no carro, eu não precisaria cortar o meu cabelo. - aumentou a voz, atraindo a atenção dos outros. - Você não me deixou tomar um banho! Eu estou fedendo a bebida, estou de pijama e muito menos comi alguma coisa.

— Vai para o carro.

Sakura não retrucou, apenas saiu do estabelecimento, ignorando os olhares incrédulos dos clientes.

Mebuki suspirou, colocando uma mão na testa, tentando se acalmar.

— Aqui senhora. - olhou para a balconista que lhe estendia uma sacolinha branca com os lanches embrulhados.

— Obrigada, querida. - agradeceu, pagando pelo lanche.

A balconista a fitou, pouco preocupada.

— A senhora está bem?

Mebuki abriu um pequeno sorriso falso e assentiu com a cabeça.

— Sim, e pode ficar com o troco.

Não esperou ouvir os agradecimentos da balconista e logo saiu do estabelecimento, caminhando até seu carro onde uma Sakura já esperava com uma cara nada boa.

A viagem com certeza iria ser longa.

A grande casa de fazenda com tintura de um branco encardido destacava aquele cenário rural. Kizashi e sua família estavam reunidos na mesa, almoçando. Havia esperado por sua ex e sua filha a manhã toda, mas recebeu uma ligação de Mebuki avisando que iriam se atrasar. E quando o barulho de motor de carro ecoou lá fora, deixou todos da casa em alerta.

— Será que elas chegaram? - Mikoto, sua bela e atual esposa que sentava a sua direita perguntou, o fitando.

Kizashi apenas assentiu com a cabeça, se levantando da cadeira.

— Eu acho que sim.

Ele saiu da cozinha e seguiu para a porta da sala, onde receberia sua filha de braços abertos.

— É a Sakura, mamãe? - perguntou uma pequena e linda garotinha de cabelos pretos e olhos verdes, fitando a mãe.

Mikoto olhou para sua pequena menininha de cinco anos que sentava ao lado de seu irmão e sorriu.

— Acho que sim, meu bem.

A pequena saiu da cadeira, atraindo atenção do irmão para si.

— Não vai terminar de comer não Mya?

A pequena parou no portal e fitou o irmão.

— Eu vou ver a Sakura. Vem Suke!? - ela não esperou a resposta do irmão e saiu correndo atrás do pai, fazendo Mikoto dar uma risadinha com o comportamento elétrico da filha.

Sua pequena estava ansiosa para conhecer a irmã mais velha, principalmente quando soube que ela tinha os cabelos cor-de-rosa como os das bonecas que havia em seu quarto.

O garoto moreno revirou os olhos, voltando a comer seu almoço.

Mikoto voltou sua atenção ao filho que comia despreocupadamente como se nada tivesse acontecido. Sasuke sempre foi um menino quieto, na dele, tão tranquilo que às vezes ela mesma tinha nervoso de como ele podia ser tão calmo.

— Vamos receber sua irmã, Sasuke. - exclamou a matriarca se levantando da cadeira.

— Ela não é minha irmã, mãe.

— Ela não é sua irmã de sangue, mas é de consideração. - ela protestou. - Agora se levante daí e não faça essa desfeita, eu não te criei para ser um mal-educado.

Sasuke suspirou e se levantou em seguida.

Não se podia discutir com a dona Mikoto, sua mãe era um doce de pessoa e uma mãe maravilhosa, mas sabia ser severa quando tinha que ser.

Mikoto era do tipo de mãe que gosta de ver seus filhos embaixo de suas asas, e a família toda unida. Ele se lembrava de quando Itachi passou numa faculdade de prestigio com boas notas e teve que se mudar para a capital, para estudar administração. Mikoto só faltou encher um balde de lágrimas com um drama enorme que fazia, falando que iria ficar sem ver o filho. Mas no fundo estava feliz por saber que ele estava ganhando o mundo e virando um homem.

Itachi havia prometido que iria visitá-los sempre nas férias, e ele estava cumprindo o que prometeu. E isso já tem dois anos.

Mebuki estacionou o carro, e pode ver Kizashi sair de casa. Ele parecia o mesmo desde a última vez que o viu - ano passado -, quando ele foi para Tóquio visitar Sakura. Estava usando Jeans surrado e uma camisa de xadrez marrom e preto com as mangas enroladas até os cotovelos. Os cabelos eram curtos e estava de barbicha.

Uma garotinha havia saído logo atrás e parado ao seu lado, agarrando suas pernas. Era pequena, com os cabelos pretos amarrados e duas Marias Chiquinha e um vestido florido, era uma graça. Deveria ser a sua filha com a atual mulher.

Sakura saiu do carro e viu seu pai parado na varanda, ele abria um sorriso largo quando a viu. Kizashi estava surpreso por ver que a filha estava maior do que a última vez que a viu e um pouco mais...

Diferente.

Ele fitou sua pequena menina que estava agarrada em suas pernas, passou a mão em seus cabelos e a afastou delicadamente, voltando em seguida sua atenção para a filha que o havia o chamado:

— Pai. — Sakura falou alto enquanto corria para abraçá-lo.

O mais velho aproximou-se, e logo estava aconchegando sua doce menina nos braços, num abraço de urso.

Mikoto e seu filho Sasuke apareceram na hora em que pai e filha se abraçavam. Mya que observava a cena percebeu sua mãe e agarrou suas pernas, num gesto tímido. A mais velha olhou a filha e sorriu, passando um braço em seus ombros e aconchegando mais para perto.

— É a Sakura, mamãe.

— Sim, querida.

Sasuke fitava a cena e arqueou uma sobrancelha quando viu os trajes da garota. Ela estava de pijama. Os cabelos estavam mal cortados, parecia que ela tinha enfiado a cabeça em alguma garrafa ou num triturador. O que diabos era aquilo? Aquela era a garota que parecia uma boneca como Mya se referia? Pois para ele, ela estava parecendo uma esquizofrênica.

Kizashi se separou um pouco da filha para poder olhar seu perfil.

— Minha filha que saudades. - ele sorriu, recebendo um sorriso fechado de Sakura. - Está maior e bonita e um pouco... diferente.

Sakura soltou uma gargalhada debochada.

— Essa é a nova moda de Tóquio, pai, criada por Mebuki.

— Tudo bem Kizashi? - Mebuki apareceu ao lado, interrompendo as ironias da filha.

Kizashi voltou sua atenção para a ex-mulher, abraçando-a formalmente.

— Vou bem, e você? - eles se separaram.

— Na medida do possível. - a antiga Haruno soltou um sorriso forçado, fazendo Sakura revirar os olhos.

Mikoto se aproximou com seus dois filhos, sorrindo simpática e fitou Sakura.

— Seja muito bem-vinda, querida.

Sakura a ignorou, deixando a mulher um pouco desconcertada, fazendo Sasuke franzir o cenho.

Kizashi quando percebeu o clima, tratou logo de apresentá-los.

— Essa é a minha esposa, Mikoto, o meu enteado Sasuke, e minha filha Mya. - O patriarca apontava para cada um deles.

Sakura olhou para cada um deles, até seus olhos encontrarem os pares de olhos negros do garoto. Ele parecia ter sua idade, mas tinha cara de caipira babaca.

Sasuke pode ver direito o rosto da garota, ela era muito bonita, mesmo diante daquela mancha preta que estavam embaixo dos seus olhos verdes, iguais os da Mya.

Sakura desviou seu olhar primeiro.

Mikoto e Mebuki se cumprimentaram educadamente com abraços e beijos no rosto.

— Muito prazer, Mebuki.

— O prazer é todo meu, Mikoto. - respondeu a outra, e se afastaram. Ela fitou o adolescente e a criança ali. - Seus filhos são lindos. - e voltou a fitar a mulher que ocupara seu lugar na vida de Kizashi.

Ela não queria, mas não conseguiu não sentir aquela pontinha de inveja por Kizashi ter reconstruído sua vida, enquanto ela se afundava no trabalho e nos problemas que Sakura arrumava.

— Obrigada. - sorriu Mikoto. - Sakura é uma garota muito linda, faz jus o que o Kizashi fala.

Sakura apenas soltou uma risada debochada, com o tanto de baboseira.

Mebuki sorriu comprimido.

— Não vamos ficar aqui fora, vamos entrar. - chamou Kizashi, atraindo atenção de todos.

— Ah, não Kizashi. - Mebuki se manifestou. - Eu só vim deixar a Sakura, tenho que voltar imediatamente para Tóquio, eu tenho um plantão para cobrir hoje.

Sakura apenas revirou os olhos, o hospital sempre foi à prioridade principal de sua mãe.

— Que pena. - disse Kizashi.

Mebuki caminhou até o porta-malas e tirou à mala de Sakura, Kizashi ajudou a carregar.

— É uma pena mesmo que não possa ficar Mebuki. - disse Mikoto educadamente.

A outra sorriu comprimido.

— Desculpe, mas deixamos para a próxima.

— Tudo bem.

Eles se despediram com abraços, até chegar à vez de Mebuki abraçar a filha. Sakura permaneceu com seus braços abaixados, enquanto sua mãe a abraçava.

— Evite causar problemas, não cause esse desgosto para o seu pai. - a mais velha disse baixinho em seu ouvido.

— Eu... te odeio. — Sakura sussurrou em resposta, lentamente, abalando um pouco o emocional da mãe.

Mebuki se afastou da filha e a fitou, reprimindo o que tinha ouvido.

— Fique bem, minha filha. - passou a mão no rosto da mais nova que não mostrou a menor reação.

Mebuki acenou para os outros e entrou no carro e foi embora.

— Vamos entrar? - perguntou Kizashi a filha que apenas saiu andando a sua frente. Ela conhecia o caminho.

Kizashi soltou um pequeno suspiro, e sentiu a mão de sua esposa em sem ombro.

— Dê um tempo para ela, querido, tudo é recente para a Sakura.

— Eu darei, Mikoto. - ele respondeu seguindo para dentro da casa com sua esposa e sua filha o seguindo.

Sasuke ainda estava processando o que tinha acabado de acontecer. A garota era muito bonita, mas era louca de pedra. Ele sentia que as coisas dali por diante nunca seria mais a mesma, e torcia para que ela não causasse muitos problemas.