Revisão – Dany.
Notas da Autora – Olá, pessoal! Aqui está o segundo capítulo, e espero que gostem. Se possível, deixem um comentário do que acharam, ok?
Muito obrigada pelas reviews de Megumi, Saori Ogawara, Lily-chan e Amandinha (Não fiz a fanfic baseada em filme, e esse que você falou eu nem sei qual é T-T, mas está parecida?). Beijos especiais para vocês, moças.
Até o próximo capítulo o/.
Beijos,
Lis
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Descobrindo Sentimentos
By Palas Lis
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Capítulo 2
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Numa manhã ensolarada, Saori entrou no escritório, com um sorriso nos lábios, seguida por Minu, estando a primeira muito ansiosa para iniciar seu trabalho naquela manhã. Teria muitos processos para ler e não queria perder um segundo do novo dia que estava começando.
"Ah! Hoje eu tenho que revisar os processos trabalhistas", pensou Saori.
- Mitsumasa-san quer falar com a senhorita o mais rápido possível – Minu nem esperou Saori sentar para dar o recado, sabendo que essa não era a notícia que gostaria de receber. – Disse que é algo muito importante.
Saori deu um longo suspiro, sentando-se em sua mesa e olhando a secretária a sua frente, com uma expressão desanimada. Desviou os olhos da moça e pegou uma pasta na gaveta de sua mesa, tirando alguns papéis e os deixando sobre a mesa.
- Oji-san disse qual seria o assunto? – ela perguntou, desinteressada, folheando os papéis.
- Iie, Kido-sama – a secretária respondeu, deixando bem claro que não sabia o assunto. – Disse apenas que precisava falar o mais rápido possível com a senhorita e que era importante.
- Ele quer que eu vá ao escritório dele?
- Mitsumasa-san pediu para assim que você chegar ir ao escritório dele.
- Oji-san podia pelo menos deixar para mais tarde – Saori disse, passando a mão pelo cabelo, visivelmente irritada com o avô. – Ou me ligado. Tenho certeza que poderia resolver muito bem por telefone.
- Quer que eu ligue e digo que a senhorita não poderá ir?
- Iie. – Saori suspirou de novo e levantou-se. Se não fosse, seria pior, pois seu avô ligaria de cinco em cincos minutos e não iria deixá-la em paz até que ela fosse ao escritório dele. – Ligue para ele e diga que eu já estou indo.
- E quanto aos compromissos de hoje?
- Têm muitos? – Saori perguntou, franzindo a testa e encostou-se em sua mesa, imaginando os compromissos que perderia e xingando o avô mentalmente por essa razão.
- Alguns para depois do almoço. – Minu disse, anotando algumas coisas em sua agenda, ocultando que o compromisso que Saori esperava há meses era para aquela manhã. Não queria que ela ficasse mais brava do que estava.
- Se meu avô não fizer como da última vez, eu chego a tempo. – Saori deu um sorriso, mas sabia que isso seria quase impossível de acontecer. Sempre que o senhor a chamava, ela só conseguia chegar em seu escritório novamente à tarde.
- Se caso a senhorita não chegar, posso desmarcar seus compromissos?
- Infelizmente, sim – Saori disse, pegando a bolsa, preparando-se para sair da sala. – Mas remarque para o mais rápido possível.
- Certo – Minu concordou, fechando a agenda. – Ah! Já ia me esquecendo... Dei seu recado ao Solo-san. Ele ficou um pouco bravo, mas gostou de saber que você que ligaria para ele.
- Ele acreditou? – Saori disse, divertida, esquecendo-se por um momento que teria que de ir ao escritório do avô.
- Se não acreditou, ele fingiu muito bem. – Minu disse no mesmo tom divertido que sua patroa.
- Você poderia me fazer um grande favor, Minu-chan? – Saori perguntou, andando para fora de sua sala e parou para falar, inclinando o rosto para trás, olhando para Minu.
- Claro que sim, Kido-sama – Minu disse prontamente e Saori virou-se para ela.
- Semana que vem é aniversário de minha sobrinha, e como não sei o que crianças gostam de ganhar – Saori deu ombros, também não se interessava muito em presentes para crianças. Não pensava e nem queria ter filhos. Crianças estavam fora de seu objetivo de vida. A única criança que ainda tinha seu afeto era a sobrinha, mas que já perdera a paciência com ela algumas vezes. – Poderia comprar um presente para ela?
Minu acenou que 'sim' com um imenso sorriso, afinal, adorava crianças. Saori olhou para ela sorrindo, pelo menos daria um presente decente para a sobrinha e não teria de olhar a carinha de choro como ela fez da última vez que tinha recebido um presente da tia.
Saori sorriu sem graça lembrando da cena. "Mas também como eu ia saber que crianças não gostavam de ganhar livros?", pensou, ficando emburrada, "Todo mundo gosta de livros!".
- Quantos anos ela têm? – Minu perguntou, abrindo a agenda e anotando sobre o presente como sempre fazia com tudo relacionado a Saori, tirando-a de seus pensamentos.
- Tami vai fazer quatro anos – Saori disse com um sorriso e olhou o retrato da menina em sua mesa. Tami tinha cabelos claros e lisos, com olhos azuis. Era uma bela criança e também muito espevitada, na opinião de Saori.
- Ah! É aquela garotinha que vem aqui te ver – Minu disse após olhar a foto da bela criança, encantada com a menina. – Ela é tão kawaii!
- Hai. – Saori confirmou com a cabeça ainda olhando a foto, agradecendo pela criança não ir mais com tanta freqüência ao escritório. Gostava da sobrinha, mas a menina só faltava subir na mesa, porque os enfeites ela quebrou todos, não deixou nem o monitor do seu computador intacto. – Mas já faz algum tempo que ela não vem, agora ela está na escola.
- Não se preocupe, semana que vem o presente estará aqui – Minu disse com um sorriso, alheia aos pensamentos anticriança da chefe.
Não que Saori odiava crianças... Até gostava, mas bem longe dela – o mais longe possível. Crianças não combinavam com sua mania de organização e higiene.
- Arigatou, Minu-chan – Saori disse antes de seguir para fora de sua sala e desceu para seu carro, esquecendo-se da sobrinha e todas as outras crianças e voltando seus pensamentos a uma coisa não mais agradável e que definitivamente a irritava: seu avô. – O que será que oji-san vai pedir agora?
-o-o-o-
Saori parou o carro frente ao prédio que ficava do outro lado da cidade, olhou no relógio e suspirou desanimada, perdeu praticamente a manhã toda até poder chegar à empresa de seu avô. Pegou sua bolsa e, assim que desceu do veículo, o manobrista o levou para o estacionamento.
Passou pelo corredor e entrou no elevador, praguejando mais uma vez por estar atrasando seus trabalhos na sua empresa para saber o que o avô estava querendo dessa vez.
Provavelmente seria outra futilidade sem a mínima necessidade, que poderiam ter resolvido muito bem por telefone, como todas às vezes que seu avô a chamava dizendo ser urgente.
Saori desceu do elevador no último andar e olhou o relógio de pulso, suspirando novamente, não voltaria ao escritório antes do almoço. Andou até a sala que ficava no fim do corredor. Ignorou quando a secretária abriu a boca para poder pedir que esperasse para anunciá-la ao patrão e sem ao menos bater na porta da sala de seu avô, ela entrou.
- O que quer dessa vez, Mitsumasa-san? – ela falou, levemente alterada.
O senhor, que digitava algo concentrado em seu computador, apenas levantou os olhos e pôde ver a expressão zangada no rosto da neta e baixou os olhos novamente, continuando a digitar, calado, pensando como a neta era mal educada.
- Não vai me responder? – ela disse, colocando a mão na cintura, em um sinal de irritação. Além de fazê-la ir até o escritório dele, ainda ficava sem dizer nada. Era demais para ela.
- Seu humor está péssimo hoje, Saori-chan – ele não pôde deixar de soltar um riso ao ouvi-la bufar com o modo carinhoso que ele a chamou e assim que a olhou de novo pôde ver seus olhos estreitos em sua direção.
Ela suspirou desanimada e sentou-se na frente do senhor, para saber o que ele queria e poder voltar para seu trabalho rápido.
- Vamos oji-san, me diga logo o que quer – ela disse num tom cansada, passando a mão pelos longos cabelos. – Está me atrasando, novamente.
- Saori, Saori... – ele deixou o computador de lado e endireitou-se na poltrona, encarando a neta. – Estou precisando de um favor seu.
- Pelo menos foi direto dessa vez – Saori disse num tom cínico e não escondeu um sorriso debochado. Seu avô sempre que queria alguma coisa ficava dando inúmeras voltas até falar e pelo menos dessa vez foi direto ao ponto. – O que quer?
- Bem, mas quero que pense antes de me responder e que...
- Diga de uma vez! – Saori disse, brava. Era bom demais para ser verdade. Uma vez embromador, sempre embromador. – Tenho mais o que fazer do que ouvi-lo falar coisas inúteis.
- Você é tão grossa com seu avô. – ele disse num tom ofendido e sorriu ao ver a neta estreitar os olhos verdes para ele. Era tão divertido vê-la fora do sério.
- Se não me disser agora o que quer, irei embora e não terá nada de mim. – ela disse, cruzando as pernas e com um falso sorriso doce nos lábios. Um sorriso que amedrontava mais do que quando estava séria.
- Um grande amigo meu... – ele deu uma pausa quando o telefone dele tocou e levou a mão para atendê-lo. – Um segundo... – pegou-o do gancho e atendeu, girando a cadeira em seguida para conversar com quem estava do outro lado da linha.
Saori rodou os olhos e levantou-se, andando em círculos pela sala e olhando diversas vezes para o relógio em seu pulso. Já estava quase na hora do almoço e nem havia tomado consciência do que seu avô queria com ela.
Sentou-se nervosa e encarou a poltrona virada de seu avô, suspirando desanimada. "Estou perdendo meu almoço com a Consultoria Cível".
Viu o avô virar a cadeira e colocar o telefone no gancho, e sorrir para ela. Saori apenas endireitou-se na poltrona que estava sentada e olhou para Mitsumasa, esperando ele continuar, dedilhando as unhas bem feitas sobre a mesa.
- Sumimasen, Saori – ele disse, calmamente. – Onde eu estava mesmo?
- Estava me dizendo que um amigo seu... – Saori respondeu, após rodar os olhos. Não conseguia aturar ficar muito tempo debaixo do mesmo teto com seu avô; tudo que ele fazia era irritante.
- Ah, sim, isso mesmo – ele disse sorrindo, sem importar-se com a cara que a neta fez para ele, demonstrando toda sua irritação naquele momento. – Meu amigo está querendo muito um emprego para o filho dele e...
- E você não está querendo que eu contrate para minha empresa, está? – ela interrompeu o avô, arqueando uma sobrancelha, já entendendo onde o avô queria chegar com toda aquela conversa.
- Estou, sim – ele disse, simplesmente.
- Por que você não contrata para sua empresa? – Saori disse, exaltada. Esse era o fim. Seu avô a fez cruzar a cidade para arranjar um emprego para um vagabundo que não conseguia fazê-lo sozinho.
- Minha empresa é alimentícia e ele é um advogado, o que sua empresa tem de sobra.
- Tem razão – Saori falou, aproveitando-se das palavras dele para negar o pedido. – Tem de sobra e não estou precisando de mais nenhum.
- Demo...
- E você sabe muito bem que não contrato imbecis para trabalharem para mim.
- Ele não é imbecil! – Mitsumasa disse, sério, defendendo o filho de seu amigo. – Ele estudou na melhor faculdade do Japão, na mesma que você. E, se eu não me engano, formaram-se no mesmo ano.
- Então, por que não arrumou um emprego ainda? – Saori cruzou os braços, esperando ansiosa numa resposta do avô. Se fosse tão bom assim como seu avô estava falando, seria capaz de conseguir um emprego por contra própria e não ficaria dependendo dos outros para isso.
- Porque ele... – Mitsumasa parou de falar, quando um homem abriu a porta e olhava galanteador para a secretária de Mitsumasa que suspirou quando ele piscou para ela e fez um sinal que telefonaria para casa dela.
Ele se virou e assim que bateu os olhos na figura feminina a sua frente, levantou uma sobrancelha. Deu um sorriso malicioso, enquanto percorreu todo o corpo dela com os olhos, admirando a bela mulher.
Saori, por sua vez, olhou para ele discretamente e franziu a testa ao ver ele com um terno preto, camisa e tênis vermelhos, e uma gravata preta com desenhos de beijos. Que roupa era aquela? Que tipo de advogado sério e competente usaria um traje daquele?
- Que bom que chegou, Seiya – Mitsumasa levantou-se e foi até os dois que ainda se olhavam. – Estava falando de você para minha neta agora.
- Então essa é a famosa Kido Saori – Seiya sorriu, fazendo uma reverência para a jovem, educado. – Minha nova chefe.
- Chefe? – Saori saiu de seu pequeno transe e apontou levemente para o homem a sua frente. – Você quer que eu contrate esse baka para minha empresa?
- Espere um momento, Saori-chan – Seiya disse sorrindo, sem tirar os olhos da bela mulher, levantando a mão. – Eu...
- Não me chame de 'Saori-chan'! – Saori disse entre dentes. Como detestava ser chamada daquela maneira. A única pessoa que chamava assim era o avô e o fazia apenas para provocá-la. – Eu não sou uma amiguinha sua para me chamar assim.
Saori virou-se para o avô ignorando Seiya, cruzou os braços e fechou a cara. O que o avô estava pensando agora para pedir que contratasse um completo imbecil para sua empresa? Ele que fosse procurar um emprego sozinho! E azar o dele se não conseguisse, mas na sua empresa ele não trabalharia, não mesmo.
- E quando eu começo a trabalhar, Saori-chan? – Seiya disse, após alguns segundos em silêncio, feliz em sua nova chefe ser tão linda.
- E quem disse que eu o contratei? – Saori falou, sem virar-se para ele, pegou sua bolsa na cadeira que estava sentada e olhou para Mitsumasa. – Não sei onde você encontrou esse cara, mas na minha empresa ele não trabalha.
Quando acabou de falar andou em direção a porta imponentemente, virando a cara para Seiya e olhou de novo o relógio "Se eu for rápido e não pegar trânsito, acho que chego a tempo de ir pelo menos na reunião com a direção Criminal".
- Kido Saori não dê mais nenhum passo – Mitsumasa disse sério e ela apenas parou de andar e virou-se para o avô.
- O que quer agora? – Saori disse, sarcástica. – Quer que eu coloque um macaco para gerenciar minha empresa também?
- Hei Saori-chan! – Seiya disse, desfazendo o sorriso que ainda mantinha nos lábios ao ouvir ser comparado com um primata. Tudo bem ser ignorado, mas a ser comparado com um macaco era demais. – Também não precisa me ofender!
- Saori, estou apenas pedindo-lhe um favor – Mitsumasa disse andando para sua poltrona e sentou-se.
- E eu estou apenas dizendo 'não' – Saori disse, simplesmente, querendo dar o assunto por encerado.
- Saori, é muito importante – ele disse, tentando persuadir a neta.
- Muito importante? – Saori arqueou a sobrancelha, repetindo o que o avô acabara de dizer. – Pensei que estava apenas fazendo um favor para seu amigo.
- Sua inteligência e raciocínio rápido me irritam – Mitsumasa disse, cansando e Saori deu um pequeno sorriso ao ouvir o indireto elogio. – A Fundação Galar está falindo.
- Nani? – Saori aproximou-se rápido da mesa do avô, incrédula. – Falindo?
- Hai – Mitsumasa respondeu.
- Mas a Fundação Galar é maior empresa de alimentos do mundo, como pode estar falindo?
- Dívidas, Saori – ele disse, sério, apoiando as mãos sobre mesa, entrelaçando-as, escondendo da neta que a Fundação Galar estava indo a falência por sua causa. Se ela ficasse sabendo, poderia esquecer, nunca teria a ajuda dela. – Muitas dívidas.
- Isso não é possível – ela disse, ainda descrente com a notícia, sentando na frente do avô. – Meus pais já sabem?
- Foram eles que me disseram para pedir ajuda a você – ele falou. Escondendo também que até os pais de Saori estavam com medo de pedir ajuda a filha, já conheciam o gênio dela e praticamente obrigaram Mitsumasa a falar com ela.
- E Abel? – ela perguntou. – Ele já sabe de tudo isso?
- Hai, ele havia me alertado há algum tempo sobre a iminente falência – Mitsumasa disse.
- Que como sempre você não deu ouvido – Saori falou, distraída, imaginando como as coisas poderiam ter chegado a esse ponto.
- A Fundação Galar está a pouco de falir – Mitsumasa falou, ignorando o comentário da neta. Sabia que ela tinha razão, mas nunca era bom dar razão a alguém que se achava cheia dela.
- Demo... E que isso tem a ver com colocar esse baka para trabalhar para mim?
- Hei! – Seiya falou, mas os outros dois ignoraram.
- A empresa Ogawara está propondo unir os nossos negócios com a intenção de recuperar a Fundação Galar e... – ele parou de falar, tentando achar as palavras certas para explicar e não fazer a neta explodir de raiva.
- E...
- Tem uma condição... – Mitsumasa disse, fechando os olhos, pedindo mentalmente ela não desse chilique.
- Contratar o filho problemático deles para a minha empresa – Saori deduziu, afundando-se na poltrona macia.
- Eu não sou problemático! – Seiya disse bravo e Saori rodou os olhos, fingindo que não o ouviu.
- Vê por que preciso de sua ajuda, Saori? – Mitsumasa disse em tom suplicante. – Acha mesmo que pediria se não fosse algo realmente importante?
- Acho sim – Saori disse, séria. – Depois que você me fez vir aqui para perguntar qual cor ficaria melhor para pintar seu escritório, eu não duvido de mais nada.
- Saori, minha neta – Mitsumasa disse. – Eu não sabia que cor ia ficar melhor, precisava de sua ajuda.
Saori rodou os olhos e preferiu ficar calada ao comentar as idiotices do avô, que estavam ficando piores com o passar dos anos. Talvez fosse a idade que estava avançada e estava o deixando caduco. Levantou-se e pegou sua bolsa, olhando no relógio novamente, antes de dar o primeiro passo para fora do local.
- Você é maníaca obsessiva? – Seiya perguntou e Saori virou-se para ele, sem entender a pergunta, piscando duas vezes. – Você não pára de olhar no relógio, eu conheço um médico muito bom e se você quiser posso passar o número para você e...
Saori olhou para ele, deixando o queixo cair e balançou a cabeça negativamente, não conseguindo acreditar que estava ouvindo tamanhas idiotices. Ela levantou a mão pedindo para ele calar-se, já tinha ouvido besteiras demais para um único dia "Eu estou contratando um louco para trabalhar para mim!".
- Então, Saori-chan? – Mitsumasa falou, fazendo-a desviar os olhos de Seiya e olhar para ele. – Vai contratar o Seiya?
- Hai – ela falou a contra gosto. Não teria como fugir, a Fundação Galar era o único meio de ganhar dinheiro de seu avô, se não ajudasse, provavelmente teria que o sustentar. – Agora eu tenho que ir. Estou muito atrasada.
Saori fez menção de olhar novamente para o relógio, mas corou e olhou de soslaio para Seiya que mantinha o mesmo sorriso malicioso na sua direção e Saori rodou os olhos, não gostando daquele sorriso que ele esboçava em sua direção. Não gostando da roupa que ele usava e não gostando do rosto divertido dele. Advogados tinham que ser como ela, frios e calculistas e não sorridentes!
- Então vamos, Saori-chan – Seiya passou a frente dela e abriu a porta, educadamente, estendendo a mão para fora indicando que ela passasse. – Poderia me dar uma carona?
- Você não tem carro não? – ela perguntou, passando pela porta. – E pare de me chamar assim.
- Ja ne, Saori-chan – Mitsumasa falou e Saori apenas acenou com a mão, sem se dar ao trabalho de olhar para o avô.
- Tenho – Seiya respondeu, simplesmente, fechando a porta depois de passar por ela.
- Então por que não vai com o seu? – Saori falou, parando frente ao elevador e apertando o botão várias vezes.
- Porque ele está em casa.
- E você veio para a empresa de oji-san a pé?
- Claro que não – ele falou com um gesto de impaciente. – Eu moro longe daqui.
- Veio do que então? – Saori perguntou, vendo o elevador parar e assim que as portas se abriram ela entrou.
- Trem – ele falou, apertando o portão do andar que iam descer, simplesmente.
Saori olhou para ele antes de encostar-se na parede de ferro do elevador. Ele era muito estranho, apesar de se formar na melhor Universidade de Direito de Tóquio não tinha emprego, além de se vestir diferente que qualquer outro advogado e ainda tinha aquele sorriso malicioso nos lábios. Um conjunto de coisas que não estava a agradando nenhum pouco.
- Eu começo hoje? – Seiya perguntou, animado em começar a trabalhar na empresa de advocacia mais conhecida de Tóquio.
- Iie, amanhã – ela respondeu cansada, fechando os olhos e massageando a têmpora. Ela abriu de novo os olhos e observava os andares do elevador diminuírem e respondeu desanimada: – Amanhã temos reunião com os outros advogados e irei apresentá-lo a eles.
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