Apenas mais uma de amor
Isabella Swan x Edward Cullen
Comentários da Autora: Olá, loves! Como estão? Espero que bem. Novamente aqui estou eu com mais um capítulo da minha fic Apenas mais uma de amor. Quero agradecer de coração por todas as reviews que recebi, amei todas mesmo. Isso me deu mais vontade de continuar, hahah. Espero que gostem desse capítulo, e dos próximos que logo estarão aqui. Agora, respondendo reviews...
Tsu: SAIEUSAHIE Obrigado flor, que bom que gostou, mesmo. *-* | Kah Reche: SAIUESAHIEA Eu tinha uma pantufa de cachorrinho, mas sempre quis ter uma de ursinho. Mamãe nunca quis me dar, ainda vivo com essa tristeza imensa no peito. XD Que bom que gostou. *-* SAIUHAI Obrigado mesmo. *o* | Mary P. Candles Maine: Você aqui também! 8D ASEIASUHEISAU Não me mate, se não não terá continuação. Sentiu a tensão, né? Chantagem emocional. q AIEHASIUSAEUISEAHASIAHSIUSAEHISAUHUSA Obrigado pela review flor. *-* | josellyn cullen: Adoro leitoras novas. Já disse isso? AHAHA. Obrigado pela review flor, e que bom que estás gostando. *-* | xSugarCube: Não vou parar, acalme-se. *o* ASHEUIHSA | Melizzie Rounsboorne: Awnnnn, obrigado flor *-* Emocionei. SIUHESAUISA Ah, sim, bem. Isso você verá no decorrer da fic. E há uma certa coisinha que esqueci de citar, mas vou citar agora. ESIHESAUI XD Não há vampiros nessa fic, infelizmente. Mas acho que não seria bem adequado no tema da história, então, melhor transformar todo mundo em um mero mortal. *o* Tudo vulnerável à gripe suína. SEIUHSEAIEA Obrigado novamente, flor. *-* | vitoria pixel jett: Continuarei. *-* ESUIAHSAIAS Que bom que tenha gostado! *o*
Fiquei realmente muito feliz com todas as reviews, e extremamente feliz por terem gostado da história. E eu pensando que não passaria de pelo menos uma ou duas reviews. Sou péssima para escrever Beward, mas vamos lá. Não vou usar isso como desculpa! XD SAIEUSAHISA Obrigado por todos os elogios flores do meu coração, obrigado mesmo. Estou radiante, muito radiante. *-* E novamente... Me perdoem por qualquer erro de português — o Word não está cooperando de maneira alguma, e não está fazendo o risquinho vermelho caso tenha erro, então, eu também perdi meu dicionário. Espero que me desculpem por isso e se possível, me corrijam da maneira mais grosseira possível. Só assim vou aprender. XD (masoquismo verbal HIHIHI) E gostaria de citar que: já foram colocados os stuffs do apartamento da Bella. Cozinha, quarto, sala de jantar e sala de estar. Em breve, dos outros personagens, conforme irão aparecendo na história.
Bem, vamos à fic!
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Capítulo 02.
Senti os grandes braços quentes de Jacob envolvidos em mim, sobre a minha cama.
Não havíamos feito nada, garanto. Eu ainda estava de roupa, e nem pretendíamos. Apenas começamos a ver uns filmes depois da pizza e acabamos dormindo.
O telefone desta vez não tocou para nos acordar, o que foi uma grande satisfação. Ficamos até horas da manhã conversando e vendo filmes deitados na minha cama. Não queria acordar tão cedo.
Saí dos braços de Jacob, e peguei uma muda de roupa e roupas íntimas. Quando olhei para o relógio na parede do quarto, nem me assustei com o horário. Eram apenas onze da manhã. Provavelmente, Jacob acordaria em alguns longos minutos e me arrastaria para algum restaurante na Quinta Avenida, como sempre fazia.
Tomei um banho e me arrumei. Quando vi, ele estava coçando os olhos deitado na minha cama. Provavelmente, acordando.
— Traíra. — ele disse grogue. Bocejou e largou-se na cama, me encarando. — Você nunca me acorda. E eu sempre faço questão de te acordar. Isso não se faz Isabella Marie Swan.
— Você parecia um anjo dormindo. Nem parecia essa coisa grossa que você está agora. — fiz um bico. Depois mostrei a língua para ele, e ele riu.
— Quem faz língua pede beijo.
— E eu quero mesmo...
Ele se levantou e veio até mim, lentamente.
— ... No rosto. — eu sorri para ele, brincalhona. Ele me olhou incrédulo. Juro que ele poderia me jogar da janela naquele momento. Ele suspirou provavelmente puto da vida comigo. Inclinou-se até meu rosto e me beijou no mesmo.
— Você é má. — ele grunhiu. — Tem alguma muda de roupa minha por aqui? Preciso de um banho... Frio.
Eu corei e não soube dizer mais nada. Apenas apontei para a última gaveta do guarda-roupa. Ele sempre deixava muda de roupas comigo, pois ele sempre dormia aqui algumas vezes. Mais um motivo para acharem nosso namoro real. Mais pontos pra o Just Jared.
Me dirigi até o sofá e fiquei encarando o mural novamente, como sempre fazia. Tinha tanto trabalho pela frente... Apenas em olhar nas fotos, já pensava nas outras 501 fotos que me esperavam, alegres, na sala de revelação. Suspirei, botando a mão na testa.
Minutos depois, Jake apareceu vestido. Devidamente vestido para um restaurante de luxo na Quinta Avenida.
— Aonde? — ele perguntou.
— Você que sabe. — falei, dando de ombros. Ele me pegou no colo, me tirando do sofá e me arrastou até a porta do apartamento. Pegou a chave do mesmo na bancada e fechou. Peguei a chave e botei no meu bolso direito, já que o esquerdo estava sendo ocupado pelo celular.
— Você precisa de tênis novos. — ele disse, olhando para meu par de Adidas surrados.
— Vê se me deixa, Jacob.
— Que foi? Foi mal comida? — ele riu.
— É. Meu amante não quis nada na noite passada. Quis ficar vendo filmes. Ficou mais excitado com a Audrey Hepburn do que comigo mesma com um blusão do Linkin Park. — brinquei, e ele fez uma cara de dor.
— Como ele pôde ter feito isso? — ele perguntou incrédulo. — Bells, você é uma tentação com blusão do Linkin Park. O cara é viado, só pode.
— Eu tenho um melhor amigo viado. Não! — brinquei novamente.
— Certo, não foi bem isso que eu quis dizer. — ele revirou os olhos e entramos no elevador. Ele apertou no botão G2, e logo demos de cara com a garagem. Ele seguiu até sua reluzente Ferrari amarela, escrito 'B-L-A-C-K' na traseira em preto e em baixo, com letra pequena 'Jacob'. Super invejinha, apesar de eu não gostar muito de carros de marca.
Entrei num lado e já coloquei os cintos. Sabia o quanto Jacob era louco nas ruas. Ele entrou e não botou o cinto, pra variar. Ligou o carro e deu ré.
— Onde está o óculos? — perguntei.
— Porta luvas.
Eu precisava me prevenir. Se Jared me pegar novamente com Jacob, sem óculos dessa vez, vão achar mesmo que estamos juntos. Abri o porta luvas e tirei um óculos da Adidas que Jacob sempre me emprestava.
O dia estava ensolarado. Eram quase meio-dia. Ele me levou até um restaurante, Le Giraffe, na rua 65.
— Precisa tanto? — perguntei, olhando para o restaurante chique a minha frente, enquanto Jacob estacionava do outro lado da rua.
— Vamos lá. Aqui é bom. — ele fez uma cara de cachorro sem dono.
— Jake, eu realmente prefiro uma lanchonete a beira mar.
Ele grunhiu. Vi que todas as pessoas estavam olhando para nós. Mas, diga: quem não iria reparar? Um alto, com uma garota com cara de virgem numa Ferrari-amarelo-escândalo? Ok, eu sou virgem e me orgulho disso, mas a Jessica não pára de jogar isso na minha cara.
Ele tirou o carro do lugar. Sinal de que havia me escutado pelo menos naquela vez. Ele seguiu até o Starbucks e estacionou logo na frente.
— Starbucks está bom? — ele perguntou. — Não se acostume, não é para sempre que deixarei de freqüentar restaurantes bons para seus caprichos, Bells.
— Starbucks está ótimo. — sorri. Saímos do carro e entramos.
Pedimos uma porção de batata fritas grande e dois chocolates quentes. Eles tinham o melhor chocolate quente de Manhattan. Falo de Manhattan porque em Phoenix e Vancouver tem melhores, acredito. Mas Starbucks é uma tentação.
Comemos, comemos, comemos. Saímos apenas quando estávamos nos sentindo umas bolas gigantes. Jake estava quase rolando pela rua, e eu poderia servir de bola de basquete.
Seguimos até a Ferrari dele.
— Então, um cineminha hoje? — ele perguntou, dando um sorriso aberto.
— Tenho muito trabalho hoje, Jake. Quinhentas e uma fotos para revelar. É muita coisa. E tudo para sexta-feira que vem. Não quero nem imaginar como vai ser o trabalho nessa semana. — botei a mão no rosto.
— Certo. Então te levo para casa. — ele sorriu. — Eu iria me oferecer para ajudar, mas você nunca deixa. Eu não mordo nem erro nada, ok? Eu faço tudo certinho.
— Da última vez que você foi tentar revelar uma foto, se entediou e deixou tudo para mim. — murmurei, encarando-o.
— Ok, esqueça essa parte. — ele fez uma careta. Dirigiu rapidamente até meu apartamento, e parou em frente. Tirei seu óculos e lhe beijei no rosto.
— Obrigado por ontem e hoje, Jake. Obrigado mesmo. Morri de saudades suas. — falei. Ele sorriu e beijou na ponta do meu nariz.
— Eu também, Bells. Eu também. — e ele arrancou com o carro de lá.
Entrei na portaria e segui até o elevador. Haviam umas mulheres conversando ali perto e quando passei por elas, elas ficaram me olhando. Antes do elevador vir, apenas escutei elas sussurrando "Aquele não era o Jacob Black? Dos carros? Só pode! É a Ferrari dele, amarela!". Eu ri baixo daquilo. Fofoqueiras são engraçadas. "Só pode!" a outra disse. "Eles devem estar namorando escondido, não?"
E essa mesma mulher ia me chamar. Só que o elevador chegou, e eu entrei no mesmo, apertando direto o número 10. Também nem me daria ao trabalho de responder.
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Sexta feira estava chegando cada vez mais perto e ainda faltavam 47 fotos. Tudo bem, já tinha uma pilha delas – uns dez envelopes com em cerca de cinqüenta á cem fotos cada – mas eu ainda estava preocupada em relação às outras 47. Claro, eu havia pegado duas para mim. As de Edward Cullen.
Terminando aquelas duas, eu as deixei guardadas na gaveta do meu quarto. Alice iria vir aqui buscar as fotos amanhã, e não queria que ela visse as fotos. Seria constrangedor demais, não?
Dessa vez, botei trinta fotos para revelar. Eram as finais, das festas. Faltariam poucas até lá. Esperando quase uma hora e pouco, eu fiquei deitada no meu sofá, vendo a E! Entertainment e com propagandas da Tiffany's. Totalmente torturante o que eles fazem. As jóias são lindas!
Desliguei a TV e fui até a cozinha. Não restava mais nada da pizza tamanho família que Jake havia trazido para nós aquele dia. Ele comeu quase tudo, e fiquei apenas com umas quatro fatias. Vasculhei a geladeira, e não encontrei nada. Eu precisava fazer umas compras.
Abri o armário. Eu viveria de bolacha de água e sal nesse momento. Mas não dei mole não! Peguei pasta de amendoim no armário, uma faca sem ponta e comi bolacha de água e sal com pasta de amendoim.
E eu como mesmo.
Lavei a louça suja que restou dessa semana – por pura preguiça de ter lavado antes –, enxuguei e guardei tudo. Comecei a arrumar o apartamento. Ele deveria estar um brinco amanhã. Alice havia combinado de vir às dez. Eu também não poderia acordar tarde.
As fotos terminaram de ser reveladas e botei o que restava. Alice iria vir pegar as fotos, escolheria junto com o casal e compraria o book para eu botar tudo certinho, com todos os efeitos que colocarei no photoshop. Torturante.
Suspirei. Estava ficando cansada. Demais. Quer dizer, revelar fotos da maneira manual é um saco. Seria mais fácil eu imprimir as fotos no próprio papel pra foto. Mas não tenho impressora, nem dou dinheiro para tinta, e folha para foto é muito caro. O bloco então, nem comento. E meu notebook é de quinta mão, partindo para sexta. Nem adiantaria muito.
Esperei que as fotos terminassem de ser reveladas, para poder ir dormir. Estava morta de cansaço, sinceramente. Sequei-as e as guardei no último envelope de papel pardo que sobrara. Teria que, além de fazer compras no supermercado, comprar mais envelope de papel pardo.
Esvaziei a câmera, e me joguei na cama, desta vez usando um camisão branco do Eminem.
A noite passou bem, eu dormi bem, e acordei às oito da manhã, graças ao meu despertador do celular. Despertou alto, que seria digno que acordasse todo mundo no andar, pelo menos. Tomei um banho quente e demorado, e depois me arrumei. Olhei no relógio: 9h45 AM.
Me certifiquei que o apartamento estava completamente arrumado, e também me certifiquei de que estava bem vestida e bem maquiada. Fiz um café rápido, e tomei, botando dois blocos de açúcar. Enxagüei a boca com anti-séptico de menta, pois já havia escovado os dentes antes, e logo após isso, a campainha tocou. Corri até a porta para atendê-la.
— Olá Alic... — eu parei no mesmo momento que vi a pessoa que estava a minha frente. Corei. Ele estava vestido com um suéter azul acinzentado Cashmere e uma calça jeans. Ele me olhava com um pequeno sorriso no rosto. Eu não sabia o que dizer, nem fazer. — Edward! Que surpresa!
— Alice não passa bem. — ele suspirou. — E acredito que essa seja uma tarefa dos noivos, digo... Buscar as fotos e ver quais estão boas ou não. — ele sorriu.
— Claro. Por favor, entre. — falei e dei espaço para ele entrar. O acompanhei até o sofá e perguntei. — Desejas beber algo? Uma água, um refrigerante...?
— Uma água, por favor. — e ele se sentou no sofá. Fui até a cozinha soando frio. Eu estava com um Deus grego casado na sala do meu apartamento. Era impossível que eu não soasse frio, nem gaguejasse, nem desmaiasse, ou qualquer coisa do tipo por perto daquele tipo de pessoa. Era realmente uma judiação com as mulheres.
Peguei um copo e botei um pouco de água gelada, depois água normal. Levei até ele, que estava de pé olhando meu mural. — Você conhece Jacob Black? — ele perguntou, fitando aquela foto do Just Jared, onde nós dois aparecemos.
— Ah, sim. Nos conhecemos desde o ginásio. — falei e entreguei o copo de água para ele. Ele virou o copo na boca, e continuou a fitar as fotos.
— Você era bonita loira. — ele disse, fitando a minha única foto loura. — Muito atraente.
— Obrigado, Edward. Acabou de quebrar minhas pernas.
— Não, não! — ele disse, arregalando os olhos, depois da mancada que ele deu. — Quer dizer, você é bonita, mesmo morena. É que eu gosto de loiras... Apesar de preferir as morenas. — e ele olhou para mim.
Senti o sangue fervente subir até meu rosto, deixando-o corado aos extremos. Fiquei sem palavras, sem atos, e nem sabia onde enfiar minha cara. — Eu vou... Buscar as fotos. — falei em voz baixa e fui até a sala de revelação, pegar os envelopes. Peguei todos, e a foto copiada que Alice pedira, onde botei num plástico. Fui até lá e entreguei as fotos.
— Tem 544 fotos. — falei. — As cem primeiras que você escolher, serão de graça, já que as outras cobrarei quinze dólares por foto. Se quiser, eu posso editar algumas no photoshop, para ficar bem bonitas no book. As que você não quiser, apenas devolva para eu descontar. — terminei. E ele me olhou, depois de olhar para a foto copiada de Alice.
— Quinze dólares? Por cada foto?
— É que eu revelo da forma tradicional. — comentei. — Não tenho impressora, e papel especial para foto.
— Ah, entendi. É um preço aceitável. — ele sorriu e eu fui ao céu. — Aliás, gostei daquela sua foto. — e ele apontou para a minha morena preferida. Corei mais ainda. — Estás mais linda que o normal.
Arfei. Meu coração de repente parou, e o sangue inteiro do corpo provavelmente foi parar no meu rosto. — Oh. — falei. — Obrigado, Edward. Ninguém me elogia... A não ser o Jacob, é claro.
— Haha, sério? — ele riu baixo. — Aliás, você e o Jacob estão juntos? Quero dizer, namorando, ou qualquer coisa do tipo? — perguntou ele, me fitando.
— Não, por que? — olhei para ele, na verdade, nem querendo saber da resposta dele. Ele me olhou e riu baixo.
— Tanya viu no site do Just Jared uma foto sua e dele na Ferrari berrante dele. E... Não me olhe com essa cara, Senhorita Swan.
— Vou matar o Jared! Jared intrometido! — afirmei. — O que falaram desta vez? Ou quer dizer, como estava dessa vez?
— Estava com o nome bem grande, como se fosse página principal do Post: NAMORO DE JACOB BLACK E ISABELLA SWAN CONFIRMADO. — ele disse, gesticulando com a mão livre dos envelopes, como se fosse título de cinema. — E com aquela foto de vocês saindo da Starbucks.
— Vou começar a pedir comida em casa! — berrei. É quase impossível eu sair de casa com Jacob sem ser notada. Isso me deixa estressada. Muito estressada.
Edward riu e disse: — Bem, vou indo. Vou ver as fotos hoje com Tanya. — e o nome da mulher fez meu estômago revirar-se — Quem sabe amanhã eu venho, ou domingo. Eu te ligo antes de vir. Espero que não tenha problema. — ele sorriu.
— Problema algum. Até mais, Edward.
.xxx.
— Just Jared? De novo?! — ele perguntou pasmo, por cima daqueles enormes óculos da Nike que havia comprado no dia anterior, em uma loja perto da Thompson Street.
— Foi o que minha fonte secretamente segura disse. — falei, tomando um gole do café da Starbucks.
— Certo. E estamos aqui, de novo? — ele me olhou de gozação.
— Para tacar café extra-quente na cara do paparazzi.
— E ser processados por agressão?
— Já é.
— Já é. — ele repetiu, sorrindo. — Mas por que a peruca loura e a lente verde, Bells?
— Não estrague meu disfarce, Jake! — sibilei. Olhei para os lados, me certificando que ninguém estaria escutando a nossa conversa. Ele balançou a cabeça e saímos do Starbucks. Ele parou em um barzinho para comprar uma Heineken, e continuamos a andar.
Falei que eu precisava perder peso, então, nada de Ferrari amarela brilhante e reluzente. É claro que eu gostava da Ferrari dele, mas ele dirigindo? Não era nada saudável. E olha que ele nunca leva uma multa se quer.
Continuamos a andar, e seguimos até o shopping mais próximo. Fui até o banheiro e me olhei no espelho. Eu estava realmente bonita, apesar da peruca loura lisa e os olhos verdes, com lentes de contato diária. Mexi um pouco na peruca. Havia gastado uma nota com ela.
Fui para um reservado e a tirei e enfiei na bolsa. Peguei um espelho e tirei a lente e joguei-a fora, já que era de descarte diário. Suspirei. Eu voltei aos meus cabelos e olhos castanhos sem graças de sempre.
Saí do banheiro e fui para perto do fliperama, onde Jacob estava. Dei tchau para ele, e saí do shopping, andando até meu apartamento. Ao chegar, abri a porta, e joguei minha bolsa para um lado. Olhei para o mural, e vi a nossa foto novamente. Sorri e fui até o quarto, pegar o telefone móvel para pedir uma pizza.
Foi aí quando hiperventilei.
A foto dele estava em cima da minha cama, com o champanhe levantado em sua mão, e com um sorriso terno no rosto. Peguei aquela foto e fiquei admirando-a por alguns minutos, até sair do meu mundo que havia criado, apenas para admirar aquela foto, aquela pessoa.
Era incrível o que eu passara a sentir por ele, de uma hora para outra. Não sentia nada daquilo nos meus oito anos de amizade intensa com Jacob, e agora, sentia algo estranho por um homem casado, que eu mal conhecia direito.
Afundei a cara no travesseiro, antes de me levantar com a foto na mão e seguir até o mural. Com um ímã de coração – que, não era indireta, nem nada do tipo -, o único que sobrara, grudei a foto dele lá, ao lado da minha foto loira.
.xxx.
Era domingo de tarde. Edward não havia ligado, e eu aproveitei a chance de ir fazer compras no supermercado perto do meu apartamento. Eu estava animada naquele dia, e rindo muito do Just Jared – que agora, estava na cola de Jacob, porque bateram uma foto nossa, com a minha peruca loura, e falaram "BLACK DE NAMORADA NOVA?". HÁ, HÁ, HÁ!
Fui passando com meu carrinho em todos os corredores, até que cheguei nos meus preferidos: chocolate e biscoito. Avancei rapidamente com o carrinho e enchi de bolachas recheadas de morango e chocolate, de Rocher e Hersheys. Mas a frente do corredor, haviam vários potes de coberturas para bolos. Peguei cinco de chocolate. Depois fui para os congelados e peguei dois sacos de massa de mini-pizza pronta. Acho que hoje terá bastante mini-pizza de chocolate.
— Você viu? No corredor dos vinhos? — uma mulher atrás de mim cochichou com uma amiga. — Céus! Que homem é aquele? — minha orelha aumentou-se, interessada. Seria Edward?
— Eu vi! Meu Deus! Que lindo! Mas você viu também? Ele tinha uma aliança no dedo. Deve ser casado...
— Ou não! Há, há, há, há.
Edward. Eu não tinha dúvidas. Segui discretamente até lá. No início do setor dos vinhos, o olhei de longe, olhando para algumas garrafas de vinhos franceses. Abri um sorriso e segui até ele. Provavelmente Tanya não estava com ele – não seria um problema. Não queria topar com ela depois daquela olhada no casamento.
— Edward. — falei, olhando para ele. Ele desviou seus olhos verdes dos vinhos e olhou para mim e sorriu.
— Isabella. — ele sorriu. — Hmmm. Domingo da besteira? — ele olhou para meu carrinho cheio de chocolate.
— É, talvez isso. — eu ri baixo. — Nem sei como ainda estou magra. Malho bem pouco... E vivo comendo besteiras. Pizza é o que mais tem lá em casa. — suspirei.
— Percebi. — ele riu e olhou para os saquinhos com massa de mini-pizza. — Adoro essa mini-pizza. Eu sempre comia quando estava na universidade. — ele pegou um pacote e olhou. — No meu alojamento que eu dividia com Jasper, o marido da Alice, havia um microondas. Eu sempre comprava e fazia antes de estudar. Ajudava bastante.
— Você fez medicina, não é? — perguntei, olhando para ele. Senti meu rosto ferver um pouquinho ao ver aqueles olhos verdes brilhantes.
— Sim. — ele suspirou e botou o pacote no meu carrinho. — De primeira, eu sempre quis ser veterinário. Amo animais desde criança. Mas depois quis ser ator, quando comecei a fazer parte do clube de teatro do meu colégio, em Chicago. Mas decidi ser cirurgião. — ele sorriu abertamente. — Apesar de que eu ainda tenho uma enorme vontade de ser ator.
— Faça um curso. — falei. — É simples. E vai ser mais fácil para você, que participou do clube de teatro no seu colégio. Acho que isso não tem problema.
— Hm, pior que tem sim, Isabella. — ele fez uma cara triste, enquanto observava uma garrafa de vinho. — Meu consultório toma grande parte de meu tempo, sem falar nas cirurgias, que levam horas. E ainda mais, sou dono de um hospital muito conhecido por aqui. Então, não me sobra muito tempo. Apenas peguei um mês de férias por causa de meu casamento, mas já estou nas duas últimas semanas.
— Entendo. — fiz também uma cara triste para ele.
— E você? Sempre gostou de fotografia?
— Desde pequena. — eu sorri para ele. — Eu sempre fui fascinada por fotos. Vivia tirando foto lá e cá, de tudo. E acabei me apaixonando cada vez mais. Sempre me dediquei muito às fotos.
— E os namorados? Eles nunca se importaram por seu fascínio por fotos? — ele perguntou. Ou olhei incrédula para ele. — Que foi? Falei algo errado?
— Eu nunca tive namorados. — eu ri baixo. — Então, nada de brigas por amar mais fotos do que os meus supostos namorados fantasmas.
Ele ficou em silêncio.
— Nunca teve? Nenhunzinho? Nenhum beijinho, nada?
— Nada. — falei, enquanto olhava para os vinhos franceses. — Nenhum. Nenhunzinho. E talvez nem pretendo. Não quero ninguém se metendo na minha vida, dizendo o que eu devo ou não fazer, e tendo que dar satisfações. — suspirei. — Acho que os dezoito anos que passei com os meus pais foram o suficiente para eu imaginar em não casar. Estou de bom com a minha liberdade.
— Eu pensava assim também. — ele riu e voltou a fitar as garrafas de vinho. — Eu pensei que nunca iria amar alguém, porque mulher gasta dinheiro demais, cá entre nós. — ele me olhou enquanto eu fazia uma careta.
— Isso é uma calúnia! — acusei. E ele apontou para o meu carrinho cheio de biscoito e chocolate. — Ah, ok...
— Então... Eu conheci a Tanya. Ela seria a mulher da minha vida, apesar de eu não achar isso no começo... — ele fez uma pausa. — Agora estamos casados. Há, há, há. E, bem. Acho que um dia você irá casar, sim.
— Como? Eu gosto da minha liberdade, tudo bem?
— Ah, eu sei disso. Mas quero dizer, você vai se casar com alguém que lhe dê essa certa privacidade que você quer. — ele sorriu para mim.
Eu jurei poder morrer naquele momento com o sorriso dele, e seus olhos verdes brilhantes. Meu coração disparou no peito, e eu senti meu rosto ferver com o sangue que subia rapidamente. Minhas pernas ficaram pouco bambas, e meu estômago se revirou, cheio de borboletas no mesmo. Eu ia falar algo, mas fui imediatamente interrompida.
— Olha o que eu achei amor! Um digno vinho... — a loura fez uma pausa quando me viu, me fitando com os profundos olhos azuis escuros. Sua cara não foi nada boa quando me viu. — Ah, olá, fotógrafa. — ela deu um sorriso falso, empinando o nariz.
Minha boca se entreabriu, numa pequena careta. E depois sorri para ela. — Olá, Senhorita Cullen. — falei, educadamente. Ela deu outro sorriso falso e beijou o rosto de Edward.
— Vamos lá, amor? — ela perguntou. Odiava atos melosos daquela forma, jurei poder vomitar. Ele sorriu para ela e beijou-lhe na testa, depois olhou para mim.
— Ok, estamos indo, Isabella. — ele sorriu. — Ah. Já escolhemos as fotos, vamos passar no seu apartamento mais tarde, tudo bem?
— Tudo bem, Dr. Cullen. — falei também, educada e sorri para ele. Tanya me olhou de uma forma não agradável e eu percebi que era hora de me retirar. — Até logo.
— Até logo, Senhorita Swan. — ele disse.
Tirei com meu carrinho de lá, com o estresse a mil. Tanya sabia como irritar uma pessoa, se mostrando na frente do atual marido que era bonito. E era muito ciumenta.
No momento, fiquei com pena de Edward. Tão gentil que ele era... E a mulher, sem comentários. Mesmo que eu nem a conheça direito.
Continuo ou não? Depende de vocês! 8)
