Ola a todxs mais uma vez. Estamos aqui com nosso segundo capitulo dessa fic maravilhosa. O nyah excluiu a fic do site, como eu suspeitei que fariam, por denuncia de tradução. Sabem como funciona isso? Alguém desocupado da vida, sem louça pra lavar, fica checando as fics SQs (acho que são OQ ou CS) e denunciam as historia. E isso acontece até mesmo com historias que não são traduções, parece que o povo não aceita nem nossas fics, enfim ... boa leitura.
Capitulo 2
O cheiro de panquecas voltava a invadir a cozinha. Era reconfortante que a casa voltasse a se sentir viva, cheia de aromas, sons. Não gosto de cozinhar só para mim, não encontro sentido nisso. Mas, quando naquela manhã que acordei com a pequena Emma ao meu lado, me lembrei a noite passada não era um sonho, sai da cama decidida a desenferrujar meu talento culinário.
Havia algo que tinha em comum a Emma pequena e a adulta: as duas sempre chegam com o cheiro da comida recém preparada. Minha pequena Emma apareceu na porta da cozinha, com temor em seu rosto.
- Entre e se sente, Emma. Fiz panquecas.
A garotinha me obedeceu. Esta Emma era mais obediente que a adulta. Coloquei um prato com panquecas de maçã em sua frente e outro para mim enquanto me sentava ao seu lado.
- Você que fez? - perguntou surpreendida.
- Sim.
Observei enquanto comia seu primeiro pedaço. Sempre soube que cozinha bem, mas o olhar de Emma e sua maneira de se lançar sobre o prato enquanto comia, era mais do que esperava.
- Calma, anjo, não elas não vão fugir.
- Estão muito boas.
- Obrigada.
Era fácil esquecer que aquela pequena garotinha, de aparência frágil e inocente, era a mesma Emma Swan que devo odiar.
- Vai me devolver? - me partiu o coração ao escutar sua pequena voz tremula.
Uma parte de mim queria poder assegurar a menina que eu a cuidaria, igual fiz com Henry. Havia algo, sem que ela soubesse, nos unia. Nós duas estavamos sós, havíamos sofrido e desconfiávamos de todos. Se ela fosse simplesmente uma garotinha perdida, se rastros de magia não estivessem tão evidentes, eu poderia crias a ilusão e que havia encontrado alguém que aliviaria o vazio que havia se instalado no meu peito.
Mas era Emma Swan, a mesma Emma Swan que havia nascido para me destruir, a mesma que agora vivia como uma adulta e que , por tanto, a garotinha tinha que voltar ao seu tempo mais ou mais tarde.
Como poderia responder. Se aprendi algo com Henry e o assunto da maldição é que as crianças são mais fortes do que parecem e muito mais inteligente do que os adultos acham.
- Emma, não sei se sabe como chegou até aqui, mas este é um lugar muito especial. Aqui existe magia.
- Magia? Magia não existe.
- Posso te assegurar que existe. Aqui, pelo menos, sim. Sei que é um pouco complicado porque não me conhece, mas te peço que confie em mim. Não vou mentir. Não sei quanto tempo ficará aqui, porque este não é exatamente o seu lugar, entende? Mas prometo que enquanto estiver aqui cuidarei de você ... se quiser.
A pequena Emma me olhou muito seriamente, avaliando-me com seu olhar, Esse sim eu conhecia, era a mesma expressão da Emma adulta usa enquanto decifra as mentiras.
- Eu acredito, Regina. E entendo. Mas está bem, ficarei o tempo que me for permitido.
Me surpreendeu a rapidez com que havia aceitado tudo e me perguntei se acaso ela sabia de algo mais do que contava, se havia sido ela que tinha usado magia para se transportar o algo do tipo. Mas era impossível, era muito pequena e no mundo exterior não existia magia. Assim que deixei essa ideia rapidamente.
- Dentro de pouco tempo vão vir duas pessoas que quero que conheça, Emma. Depois de falar com eles vamos te comprar algumas roupas.
Não sei exatamente o que se passou depois. Recordo que comecei a arrumas a cozinha e a pequena Emma estava tentando me ajudar, obcecada em não ser um incomodo, mas era muito desastrada tentado carregar os pratos.
- Emma, anjo, não precisa fazer isso - tive que me segurar para não saltar em suas pequenas mão que se aproximavam dos pratos.
- Não. Eu te ajudo, Regina. Posso fazer isso, vc vai ver. Não vou te incomodar.
- Não é um incomodo, Emma.
- Não vou ser, porque vou te ajudar. Veja, posso esfregar também. Me ensinaram em uma casa que estive.
O pior era que estava entusiasmada com a ideia de me ajudar a limpar que não pude encontrar forças para negar-lo. Assim que me ajoelhei para ficar na sua altura e peguei o prato de suas mãos.
- Te agradeço muito que queira me ajudar, Emma. Mas, o que acha de eu me encarregar dos prato e você ... em .. varrer? - era a tarefa menos perigosa em que pude pensar - e trabalhamos juntas.
- Sim - era a primeira vez que eu via uma garotinha tão empolgada por receber a tarefa de varrer.
O pequeno terremoto loiro correu até encontrar uma vassoura de cabo curto, que era de Henry, e uma pázinha. Era engraçado, porque Henry também passou pela época em que morria de vontade de estar comigo e me ajudar, aquela foi a razão porque comprei a mini vassoura, porem nunca a usou. Emma foi a que fez as honras de estrear-la.
Movida por um estranho capricho, coloquei um dvd de três horas e meia com as canções dos clássicos Disney. Emma movia a pequena vassoura no ritmo de "Aprenda uma Canção" enquanto eu me perguntava que tipo de criatura teve a grande ideia de colocar um monte de animais pulguentos para lavar pratos. Pelo menos, teve a descencia de dizer ao cervo para usar água e não a língua para lavar.
- Regina, já terminei de varrer o chão. O que quer que eu faça agora?
Olhei para Emma, o chão e o resto de minha imaculada cozinha estava limpo, provavelmente, foi a melhor ideia que tive em muito tempo.
- Tenho uma grande tarefa para você, Emma - seus olhos se iluminaram.
- O que?
- Preciso que me ajude com uma coisa.
- Sim, sim, o que seja. Eu te ajudo.
- Preciso que dance comigo, você faria isso?
"Eu quero ser como você" soava, enchendo minha cozinha de um ritmo latino.
Ofereci minhas mão a Emma e ela não exitou em me dar as suas. Carreguei-a pelo tronco e a ergui até o balcão de minha cozinha, fazendo que ficasse de minha altura, movendo-se com ela no ritmo da musica.
Acredito que foi a primeira vez que a escute rir sem se conter, como qualquer criança deveria fazer. Assim, sorrindo despreocupadamente, não era a mãe biológica que havia levado meu filho, era simplesmente minha pequena Emma.
O tempo passou tão rápido que, quando terminaram as musicas do filme Hércules, quase havia chegado a hora em que as visitas chegariam.
- É hora de se arrumar. Venha anjo, vamos te vestir.
Não me lembrava o quanto era agradável que alguém confie em você e saber que havia ganhando sua confiança, realmente, me fez vibrar. Assim é como me senti quando Emma pegou minha mão sem preocupação e se deixou guiar pela casa até o quarto de Henry, onde guardava algumas roupas de quando era pequeno.
- De quem é este quarto - perguntou olhando os brinquedos.
- Do meu filho Henry - Emma me olhou cheia de dor.
- Tem um filho - sua voz voltou a ser um sussurro que já conhecia - e onde ele está?
- Com sua mãe biológica. Eu o adotei quando era pequeno, mas encontrou sua mãe e, bom, prefere viver com ela.
Não sei exatamente como ler o brilho de surpresa nos enormes olhos verdes de Emma.
- O adotou?
- Sim.
- Eu nunca te deixaria Regina, você é a melhor mamãe do mundo.
E, por algum motivo estranho, essa palavras terem saíram da outra mãe de Henry foi mais comovedor do que me atreveria admitir.
Vesti-la com calças jeans de Henry e uma de suas camisetas de dinossauros, descemos as escadas e para voltar a dançar pelo salão. Aquela garotinha era um autentico terremoto de energia quando perdia a vergonha.
Quando a campainha tocou anunciando que tínhamos visitas, quase me esquece do que acontecia ao meu redor. Emma correu se esconder atras de mim enquanto escuto o persistente som da porta. Recebi Henry e a Senhorita Swan com uma garotinha grudada em minha saia foi de toda uma surpresa para meu convidados, que me olharam alternadamente entre a garotinha e eu, com suas bocas abertas.
- Henry, me alegro que tenha vindo.
Senti a pequena Emma se encolher atras de mim enquanto me dirigia a Henry, não me passou desapercebido os olhares desconfiados que a garotinha lançava a Henry, mas era necessário falar com eles sobre o que acontecia.
Apenas podia rezar para que compreendessem, uma vez que lhes contei a verdade, que o melhor lugar para a pequena Emma era comigo, até que descobríssemos como devolver-la ao seu tempo.
- Regina, não pode estar falando serio - Henry havia levado a pequena Emma para brincar com seus dinossauros enquanto a outra Emma e eu conversamos.
- Completamente.
- Olhe, se tiver razão e essa garotinha sou eu, ela tem que ficar com meus pais. Bom, quero dizer, são meus pais.
- Emma, você sabe que esse par de... - não era o momento para dizer idiotas se queria algo a favor - pessoas, eles tem bastante responsabilidade com um bebê recém nascido para cuidar de uma garotinha tão especial como Emma. Se ficou com ciumes quando viu o Henry, como acha que reagirá com um bebê? Alem disso, não sabemos como pode funcionar sua magia nem como devolver-la. O mais seguro é que fique comigo.
- Tem rasão, mas não posso garantir nada. Ou seja, são meus pais, tecnicamente e não posso esconder isso deles. Tentarei convencer-los, mas não sei se...
-Está bem, ja entendi. Faça o que puder - não ia fazer nada para me ajudar, porque quem faria? A mulher estava em minha frente tinha os mesmo olhos, o mesmo cabelo, mas não era minha pequena Emma.
- Henry e eu temos que ir, prometi pra minha mãe que íamos jantar com eles.
- Claro.
Me despedi na porta vendo como meu pequeno voltava a me deixar. E a dor sempre era desoladora quando o tiravam de mim, ainda que aquela vez, duas mãozinhas puxavam minha camisa fazendo eu mudar de pensamentos.
- Está triste, Regina?
- Não, anjo. Estou bem, graças a você.
Senti como se tivesse ganhado na loteria quando vi seu enorme sorriso.
- O que acha de sairmos para comprar umas coisas para que esta noite possa dormir em seu próprio quarto?
Outra coisa que não havia mudado entre minha Emma e sua versão oficial era o gosto por moda. Péssimo em geral, mas mais adorável quando se referia a uma garotinha de cinco anos.
Fui segurando sua mão até as lojas exclusivas e Storybrook e, sinceramente, quase a unica que existia, basicamente, porque por mais que eu tivesse sido a Rainha Má, sempre fui uma mulher que desfrutar de uma boa tarde de compras.
O manequins estavam decorados com novos vestidos que não havia visto, assim que pode ser que meu olhar tenha recaído sobre um ou outro.
- Oh, Regina, está muito linda com esse vestido - viu, a pequena Emma sim era verdadeiramente encantadora, não como seu pais ou sua versão adulta.
- Obrigada, anjo. Mas viemos comprar roupas para você. Do que gosta?
Começamos nossa busca exploradora de roupas. Tenho que confessar que, ainda amo o Henry com todo meu coração, mas não podia evitar pensar como teria sido divertido ter tido uma menina para vesti-la com todo tipo de vestido de... Não, aquilo com Emma não ia funcionar. Eu soube quando seu olhar de horror que lançava ao vestido de flores que tinha em minhas mãos.
O deixei em um monte que ja havia escolhido e sorri.
- Por que não olha pela loja e escolhe o que mais gostar?
O radiante sorriso que me deu fez com que eu deixasse o lindo vestido. Demorou um pouco para poder se decidir. Sempre parecia muito tímida, retraída para me pedir algo. Mas, finalmente, conseguimos sair da loja, varias horas depois, com varias calças, sapatos e camisetas de super heróis e outra temáticas do estilo. Alem de um vestido que escolheu por vontade própria. E, ao ver a alegria e orgulho com que carregava suas sacolas, soube que tinha valido a pena.
- Acredito que merecemos um sorvete, o que acha Emma?
- Eu digo um super simmm.
O caminho pra casa ocorreu entre historias dos lugares em que Emma havia vivido. Não tinha sido fácil e muito daqueles pais me fizeram recordar a minha própria infância, quem sabe era outra razão mais do que eu me sentia tão conectada a aquela garotinha.
Em troca eu falei do Bosque Encantado, de criaturas magicas e feitiços enquanto seus olhos brilhavam e em seus lábios tinha chocolate.
Ia segurando minha mão, saltando para não pisar nas fendas das calçadas, pois parecem que tinham se tornado fendas de fogo, rindo a cada salto e obrigando-me a saltar com ela, temo que não era a melhor brincadeira para se usar um salto 15cm.
Eu devia ter desconfiado que não duraria, que aquela felicidade não me estava permitida, que não era para mim.
- Regina! - e eu soube quando escutei aquela voz - Como se atreve a voltar a nos separar de nossa filha?
Emma se escondeu atras de mim quando viu Snow White vindo em nossa direção.
- É melhor que eu cuide dela, eu disse a Sheriff.
- Não acho. David e eu somos seus pais e nós a levaremos.
- Snow, por favor, no... estará melhor comigo, eu sei.
Uma mão segurou meus braços, e o aroma de canela me avisou que era a Senhorita Swan. Emma, minha pequena Emma, se segurava com força em mim, sabia que estava com medo e eu não podia fazer nada para salva-la. Henry também estava ali, não podia usar magia.
David se aproximou de mim e a tomou entre seus braços, obrigando-a a me soltar.
- Emma! - gritei. Tentei alcança-la, porem a verdadeira Emma me impedindo. Henry se colocou a meu lado como que temesse que sua mão não fosse o suficientemente forte.
- Não! Me solte, me deixa. Regina! Não deixe que me levem por favor, serei boa, prometo, Não deixe que me levem.
- Emma... - sussurrei lutando para manter as lagrimas longe.
- Estará melhor com eles, mãe, são seus pais e som os mocinhos, assim que ela ficará bem.
- Sim, claro, são os mocinhos. Isso os dá o direito a tudo...
Não podia olha-los. Nem mesmo a Henry. Meu olhar se mantinha no carro que se afastava de minha casa levando o ultima pessoa que tinha. Henry e a Senhorita Swan me soltaram. Pareciam arrependido, Emma parecia surpreendida que deixar que a levassem havia me custado tanto. Mas não me importa. Nada. Ninguém.
Por que me sempre me tomavam algo? Eles eram os mocinhos. Já tinha tudo. O amor verdadeiro, sua filha, o Henry...
Peguei as bolsas com a roupa e os brinquedos de Emma, isso era tudo o que havia ficado, e voltei para minha mansão de solidão.
