Desclaimer: Jared e Jensen não me pertencem, o que é uma pena, e escrevo essa fic apenas para a minha diversão e para a diversão de quem vai ler e sem nenhum fim lucrativo.


Titulo: Learn to Love
Beta-Reader: EmptySpaces11
Fandom:
Supernatural
Classificação: M/NC-17/Slash.
Avisos: Universo Alternativo, Repostagem.

Sumário: Um caçador. Um jornalista. Passado. Presente. Juntos eles aprendem a amar.

FanMix - Link: http : / www . mediafire . com / ? mz5yzx0gjzy Por Draquete. Obrigada querida, você sabe o quão importante foi essa fanmix pra mim.

Capa: http :/ picasaweb . google . com . br /lh/photo/hbu_Fq7MKXKo9fF8MuJG9_BOJECZOcaSVNS7U3oTmcc?feat=directlink Por EmptySpaces11. Obrigada amor. Você me surpreendeu quando me mandou. Amei muito ela.


Capítulo II


As duas semanas haviam passado com tanta lentidão que chegou a irritar Jared. E Tom não ajudava em nada. Sua paciência tinha limites e ele já havia extrapolado todos eles nas últimas semanas.

Mesmo após dizer que não queria nada com ele, e que não iria aceitar o loft como presente, o moreno continuava a aparecer em sua porta todos os dias, e para variar.

No dia em que havia saído para entregar algumas anotações para Eric, surpreendeu-se na volta, encontrando Tom em sua cama, totalmente nu, dormindo. Havia rido da sua desgraça. Com certeza, esse cara tinha vários parafusos a menos naquela cabeça, mas já estava começando a achar tentadora a parte de abandonar o apartamento como estava e ir para a cabana de Jeffrey.

Estava terminando de ajudar a carregar o caminhão quando avistou Jeff vindo em sua direção. Sorriu. Era normal para ele sorrir, mas teve certeza que aquele não era um sorriso normal, e sim um de alívio, pois abandonar seu loft após três anos iria ser uma tarefa difícil. Mas não havia nada a se fazer, Tom estava em seu pé novamente, e já havia cansado daquela vida de fugir, inventar endereços falsos para que Tom não o localizasse. E Jeffrey sabia que aquele sorriso significava o que o mais novo sempre quisera: liberdade.

— Acha que está pronto para viajar? – Jeffrey perguntou com cautela.

— Acho que estou mais do que pronto! – afirmou, dando seu melhor sorriso para transparecer toda sua autoconfiança. – Só preciso de um banho, que sei que não vai me negar, e pôr o pé na estrada!

Jeffrey sentiu uma pontada de culpa ecoar dentro de si, mas logo deixou aquele sentimento de lado, acompanhando Jared até o carro dele. Sentou-se no banco do carona, sentindo novamente aquela sensação de culpa, mas sabia que não iria se arrepender de nada. Pelo menos achava que não, mas precisava ter certeza que Jared estava pronto para seguir em frente.

— Tem mesmo certeza que quer ir para a cabana Jared? – Jeffrey perguntou com um tom preocupado.

— Tenho, e se eu gostar do lugar com certeza irei ficar mais tempo para aprender a cultura local, talvez aprender a caçar guaxinins. Vai ser uma ótima experiência. – sem tirar os olhos da estrada, Jared respondia as perguntas do mais velho. Quando entrou numa das milhares de avenidas daquele lugar, se enroscou no trânsito e praguejou. – Odeio o transito de New York!

— Tenho que lhe avisar que, nem mesmo seu laptop vai funcionar, pois internet é muita tecnologia para eles, ainda mais em meio às montanhas. E eu tenho certeza que você vai pirar sem seus sites pornográficos.

— Estarei levando pornografia o suficiente! – Jared zombou – Não vou precisar de nada disso Jeff, estou indo para lá para aproveitar a vida calma das montanhas, não adiantaria nada deixar NY e não deixar com ela seus apetrechos.

— E como irá trabalhar? Vai voltar a usar papel, caneta e os correios?

— Não seria uma má idéia! – Jared sorriu, desviando o olhar do trânsito para o mais velho. – Deixei dois meses de trabalho antecipados, e sempre que for a cidade, irei pedir novos temas e atualizações para o Eric, e farei meu trabalho assim. Mas já deixei avisado que, assim que resolver ir para o Texas, que é o próximo lugar que irei visitar, estarei me demitindo.

— Consegue viver sem ar condicionado e televisão?

— Livros são para isso. Irei me tornar uma pessoa mais culta. – Jared imitou uma pose de classe formal, fazendo uma careta com um leve bico e perguntou: - Como fiquei?

— Irresistível! – Jeffrey zombou – Me casaria com você se Samantha não fosse tão ciumenta.

Ambos desataram a rir, e Jeffrey teve certeza que ele estava mais do que pronto para o que iria encarar. Não poderia dizer que não tentou avisar, mas sabia que de qualquer forma ele iria ser odiado. Não só uma, mas duas vezes!

— Não esqueça o que eu disse: se precisar de alguma coisa, não hesite em pedir ao Jensen. Tenho certeza que ele irá lhe ajudar. – deu uma pausa para ouvir um comentário que não veio, pois Jared estava mais ocupado em xingar o cara do carro da frente. – Você poderia entregar essa carta a ele?

Jared olhou como se estivesse olhando um Jeffrey totalmente estranho a sua frente, esperou ele dizer mais alguma coisa, mas não ouviu nada.

— Uma carta? – Jared perguntou, e o olhar de Jeffrey do envelope para o ele não ajudava em nada, então as frases ecoaram em sua mente "sem telefone, sem internet, sem ar condicionado" e sorriu sentindo-se o maior idiota do mundo. – Coloque-a em qualquer lugar visível, para que eu me lembre de entregar.

— Bom garoto! – Jeffrey disse como se tivesse feito uma boa ação, e pegou o outro envelope. – Essas são as instruções que você deve seguir para chegar até a cabana sem nenhum problema, e agora Jared, pelo amor de Deus, vire à esquerda e saia desse trânsito!

Jared sorriu e fez o que ele disse. Quando chegaram à casa de Jeffrey, Samantha o recebeu com um caloroso abraço, digno de mãe, e ouviu-a dizer o quanto iria sentir a falta dele. E foi nesse momento que Paul pulou em seu colo, abraçando-o.

— E ai, meninão? – perguntou ao menino enquanto o abraçava de volta.

— Papai disse que você vai embora hoje! – ele soltou um pouco o abraço para que ele pudesse olhar nos olhos de seu 'irmão', pois era assim que o chamava.

— Eu vou me mudar, várias e várias vezes, mas não pense que vai ser tão fácil se livrar de mim assim! – puxando-o para um novo abraço. – E pode ter certeza que, quando você estiver grandão, vou levá-lo em uma das minhas mudanças.

O sorriso que surgiu no rosto de Paul era o suficiente para alegrar seu dia. Desde que perdera a irmã mais nova, Megan que faleceu juntamente com os pais em um acidente, toda criança que via, lembrava dela, principalmente Paul que era tão atentado quanto ela.

— Eu vou poder viajar com o Jay, né, papai? – Paul perguntou saltando do colo de Jared para se agarrar às calças do pai.

— Lógico que vai! Se ele prometer que não vai deixar você sair com a primeira menina que ver.

— Pode deixar, não deixarei a família Morgan crescer tão rápido assim! – Jared entrou na brincadeira.

— Mas as meninas são tão bonitas, papai! – Paul disse enquanto cruzava os braços em frente ao corpo.

— Nem parece que é meu filho. Eu nunca fui tão mulherengo assim! – Jeffrey jogou a cabeça para trás, numa falsa tentativa de parecer inocente.

— Nos acreditamos em você, Jeff! – Jared zombou e caminhou para dentro da casa com os demais.

— Fica para o jantar? – perguntou Samantha.

— Não tem como. Nós nem chegamos ao almoço, e mesmo assim não poderei ficar pra ele. – Jared sorriu bondoso, pois viu o sorriso dela murchar. – Não gosto de dirigir a noite, ainda mais sozinho. Então, quanto mais cedo chegar a New Hampshire melhor pra mim! E como escutei a moça da TV dizer, hoje à tarde teremos chuva.

Samantha abriu um sorriso compreensivo e o levou para tomar seu banho.

Quando despediu-se de Jeffrey, mesmo dizendo para si mesmo que não era pra sempre, sabia que iria sentir a falta dele. Viam-se todos os dias, e ele iria ficar meses sem vê-lo. Passaria dias sem falar com ele, pois telefone estava fora de cogitação. Não se deixou chorar, mas não deixou de expressar que iria sentir a falta dele.

Quando pegou a avenida principal para seguir seu caminho, calculou que a viagem seria longa. No mínimo quatro horas, mais o trânsito de NY... Julgou umas seis horas. E estava certo.

Ao chegar à divisa de New Hampshire, já chovia como se o mundo fosse desabar em cima de sua cabeça. Estava dirigindo há quatro horas, não passavam das três da tarde e o céu estava escuro como o fim de tarde. Pensara em parar no primeiro posto que encontrasse e esperar a chuva dar pelo menos uma amenizada, mas sabia que não iria adiantar, continuou a dirigir em direção à cabana.

Enquanto estava preso no trânsito, teve tempo de ler a carta de recomendação de Jeffrey.

Havia decorado o caminho com facilidade, e dirigia como se já conhecesse o lugar. Passou em frente a um motel tentado a parar para descansar e esperar a chuva parar, mas lembrou que motel de meio de estrada não era nem um pouco confortável.

E esse foi o incentivo de continuar dirigindo. Foi quando olhando atentamente as placas, encontrou a que estava procurando: "Lago New Hampshire", suspirou aliviado. Deveria seguir aquele caminho. Se havia decorado bem, deveria andar mil e trezentos metros e virar na entrada que encontraria.

Contudo, esquecera de olhar o medidor. Avistou uma entrada, como Jeffrey havia explicado na carta: uma pedra de formato oval e grande, e aquela seria a entrada para sua cabana.

A estrada a cada instante ficava pior. Primeiro; pista molhada, outra cheia de pedras e molhada, e agora uma totalmente cheia de lama. Sabia que se continuasse naquela trilha iria acabar na cabana, mas o que não esperava era que aquela passagem estivesse tão... Destruída. Os galhos baixos das arvores raspavam na lataria do carro, e com forme acelerava o carro deslizava cada vez mais, não era de ficar apavorado por besteira, mas na situação em que se encontrava, não era nenhuma besteira. E estava apavorado.

Se a chuva estava forte quando entrou em New Hampshire, ela estava quatro vezes mais forte, mesmo com os faróis ligados não enxergava mais que um metro a sua frente. Parou o carro bruscamente quando avistou a cabana. E amaldiçoou Jeffrey até sua décima quinta geração.

Olhando novamente para o que Jeffrey chamou de cabana, riu sem humor. Quando imaginava a cabana, imaginava uma no estilo tradicional de madeira ou de pedras, com uma enorme lareira, com grandes janelas que daria para observar a mata ao seu redor.

Mas o que via a sua frente, era o que restava de uma cabana, a lareira ainda estava em pé, mas a cabana estava destroçada, e pelo que havia percebido, ela havia pegado fogo, pelo que parecia.

Apertou o volante até seus dedos ficarem brancos, enquanto batia levemente a testa sobre as costas de sua mão. O que iria fazer? Voltar? Olhou para o marcador e viu que com o combustível que tinha, daria para chegar ate o motel que passou pelo caminho.

Acelerou o carro, mas nada aconteceu. Passou a marcha ré, e tentou novamente mover o carro, mas nada acontecia.

— Maravilha! – gritou, batendo a mão com violência no volante.

Encostou a cabeça novamente no volante, deveria pensar no que deveria fazer. Com a tempestade não conseguiria ir muito longe a pé, não havia cabana, o motel mais próximo ficava na cidade e era exatamente a dez quilômetros. Maravilha.

Pegou no porta luvas a carta com as instruções que Jeffrey havia lhe dado, e releu a parte que não havia prestado atenção.

Em meio à mata, existe um caminho que foi feito pelo meu pai e seu ex-sócio, que ligava uma cabana a outra. Caso queira um pouco de companhia ou se precisar de alguma coisa, a cabana pertence à Jensen Ackles. Pode dizer que é meu amigo, que ele vai lhe ajudar no que for preciso, se preferir ir de carro, a cabana fica a três quilômetros, pois isso, se não quiser gastar dinheiro, senhor mão de vaca, caminhe até lá.

Teve que rir do último comentário da carta, mas notou que pelo jeito que Jeffrey escreveu, ele não sabia do acidente com sua cabana. Tentou novamente mover o carro do lugar, mas teve a certeza de que ele estava totalmente atolado. Esticou o braço para o banco de trás a procura de uma jaqueta, e se xingou mentalmente. Havia colocado todas dentro da mala, que estava na parte de trás do carro. Pegou a blusa de moletom que estava jogada no banco do carona e vestiu.

Estava criando coragem para sair naquela chuva, quando escutou um os estalos de um trovão.

Não tinha medo, mas puta que pariu, ele estava no meio do nada, dentro de um carro atolado na lama, em frente a uma cabana queimada. Quem em sã consciência não ficaria com medo? Bom, ele não ficaria com medo. Suspirou e saiu do carro de uma única vez.

Arrependendo-se amargamente de seu ato, pois sentiu seu pé afundar na lama. Tentando desatolar seu pé, enquanto amaldiçoava tudo que era possível, percebeu seu pé sem seu tênis, enfiou o pé novamente na lama, tentando achá-lo. Quando achou, gritou, saltando para fora da lama.

Encontrou o caminho que Jeffrey citava na carta, e teve certeza que fazia muito tempo que ninguém passava por ali há anos, pois os galhos das arvores estavam por todo o percurso.

Suas roupas começavam a grudar em seu corpo, de tão molhada que estavam ficando, e não mais o protegiam da chuva e do frio. A caminhada debaixo daquela chuva e com aquele lamaçal, estava ficando difícil.

Não enxergava nada a sua frente à não ser a penumbra, não se lembrava quantas vezes já havia caído, mas levantava e continuava seu caminho, com os tênis deslizando cada vez mais na lama. E como não enxergava nada a sua frente, não percebeu um tronco bloqueando sua passagem, tropeçou e gritou de dor, algo havia fincado na carne de seu ombro direito.

Levantou, tentando não pensar na dor que estava sentindo, e caminhou o mais rápido que pode. Não sabia há quanto tempo estava caminhando, mas com certeza não era nem um pouco perto uma cabana da outra, e se a cabana de Jeffrey estivesse boa, com certeza iria ir de carro entregar a carta. Mas não havia cabana nenhuma, e seu carro atolado na lama, e ele caminhando de baixo da chuva para a outra cabana.

Agradeceu todas as entidades sagradas que conhecia quando avistou as luzes da outra cabana, eram como a luz no fim do túnel, pensou rindo da sua desgraça. Acelerou o passo o máximo que pode, caído lindamente em frente à cabana, mas levantou quase com um pulo, faltavam somente cinco metros para alcançar a entrada da cabana.

Parou em frente à porta da cabana, olhando para ela como se atrás daquela porta estivesse sua salvação. Olhou para suas roupas, acabadas e sujas de lama, e tentou dar o jeito, em vão, pois foi nesse momento que sentiu o frio cortante. Talvez a adrenalina de fazer aquela caminhada estivesse nas alturas que nem percebeu que estava tão frio. Bateu duas vezes na porta, afastando-se um pouco e abraçando o corpo para manter-se aquecido, o que era impossível no momento.

Vendo que ninguém vinha abrir a porta, bateu novamente com mais força, e foi quando escutou uma movimentação do lado de dentro da cabana. Afastou-se novamente da porta, vendo-a abrir no mesmo instante.

A visão que teve foi a ultima que esperava, quando Jeffrey disse caçador, pensou em um homem baixinho, careca, barrigudo e com um enorme bigode, e não o que estava vendo. Jensen era um pouco menor, tinha os ombros largos e nenhuma barriga, e uma barba curta. Olhou para os olhos questionadores que estava a sua frente e disse a primeira coisa que veio a sua mente:

— Sou amigo do Jeff e ele disse que se eu precisasse de alguma coisa, eu poderia pedir a você!

E a única coisa que escutou foi um "Entre".

Continua...


Nota: Aqui mais um capítulo. Obrigada os que leram. Atrasei um dia, mas tudo bem... Aqui está a fic e é o que importa. Bom, comentando de novo. Review em anônimo, com e-mail onde se escreve o nome/Nick ou com espaços no corpo da review. Ando meia desanimada com Refuge/Learn to Love, mas espero que vocês me animem. *Pedindo de mais.*. Obrigada a todos. Beeeijos.