Capítulo 2 - Comprimidos e ressacas.
O que diabos aconteceu comigo? Minha cabeça foi arrancada do corpo e colocada de volta?
-Eu trouxe remédio - gritou a voz de alice, entrando no quarto e pulando na cama.
-Xiuuu - eu sussurrei - Estou morrendo.
-Não estou gritando - ela abaixou mais o tom, mas continuava alto demais - Você que não aguenta suas bebidas - disse dando uma leve risada. Forcei minha cabeça para cima sentindo a tontura me atingir, abri o s olhos devagar ficando momentaneamente cega com a luz. Alice parecia radiante e elétrica, nenhuma olheira nem cara de cansada. Suspirei pegando o comprimido de sua mão e tomando.
-O que aconteceu ontem? - sussurrei. Por mais que eu forçasse não conseguia me lembrar de nada.
-Você não se lembra? - perguntou surpresa.
-Xiuu, por favor!
-Ta, ta - ela riu.
-Vamos comer - disse Rosalie, se fazendo notar pela primeira vez, ela me olhava com uma expressão divertida.
-Ok, já entendi que aprontei, alguém me conta o que fiz?
-Vamos comer - Alice disse alto de propósito me fazendo gritar. Sentindo meu estomago roncar eu as segui sem problemas até o banquete que Rosalie tinha sobre a mesa, havia panquecas, bolo, frutas, suco de laranja, café e geléia. Meu estomago roncou alto e me sentei começando a devorar um panqueca.
-Ta legal, estou me sentindo melhor, podem contar - eu disse impaciente.
-Bem... Você chegou meio nervosa reclamando, como sempre, sobre Edward - começou Alice.
-Então resolveu que beberia como se não houvesse amanhã - Rosalie.
-Depois você usou uma cadeira para subir na bancada do bar e começou a dançar sensualmente - Alice sorriu.
-Eu... Dancei? Como?
-Dançando - disse Rosalie - Como uma adolescente na primeira festa da faculdade.
-Mais parecendo uma atriz pornô -0 Alice acrescentou rindo.
-Alice! - eu a repreendi.
-E isso não foi o pior - disse Rosalie - Você ficou praticamente de quatro no bar, puxou o bar man pela gravata, disse que ele era gostoso e o beijou - ele concluio quase sem folego.
-Eu não... - gaguejei.
-Sim fez - Alice.
-E ainda tem mais...
-Ok, já tive o suficiente - eu interrompi Rosalie - Vamos esquecer ok? Vou tomar banho e ir trablhar. - suspirei deixando a cozinha.
Depois do banho eu já me sentia bem melhor, embora o incomodo no meu estomago. Alice me deu um pacote cheio de cookies e uma garrafinha de água. Alguns minutos depois Alice, impaciente e agitada, e eu entramos no elevador de seu prédio. Nos pegamos uma carona com Jasper, seguindo para o escritório. A meu pedido ele parou uma esquina antes, na cafeteria e eu saltei.
-Obrigada Jaz - eu sorri.
-Que isso - ele piscou. Alice se agitou ao seu lado, mordendo os lábios e praticamente pulando em seu banco.
-O que você quer falar, Alice? - eu disse, já conhecendo a baixinha.
-VocêligouproEdward! - soltou rápido.
-Oi?
-Você ligou para Edward, enquanto estava bêbada, e disse algumas coisas. - suspirou.
-Meu Deus, está falando sério? Estou ferrada, ele vai me demitir. F.E.R.R.O.U. O que eu disse?
-Não me lembro, estavámos bêbadas e lembro que rimos muito - ela disse fazendo careta, Jasper riu ao seu lado.
-Se te consola Bella, nós tivemos uma noite de garotos ontem, Edward e eu, ele bebeu muito também, quem sabe isso não te de sorte? - disse Jasper.
-Você ouviu a ligação? - perguntei.
-Não, na verdade acho que quando saímos você já havia telefonado.
-A ok, obrigada de qualquer forma, até mais gente - eu disse me afastando do carro.
-Boa sorte - ele disseram juntos antes de arrancarem. É eu iria precisar mesmo, talvez eu matasse um coelho por ai para arrancar sua pata, ou sequestrasse algum cavaldo, definitivamente eu estava precisando. Desanimada entrei na fila da cafeteria, tentando ignorar meu celular tocando no bolso ativando o mudo, alguns minutos depois uma mensagem ameaçadora de Edward chegou.
"Atenda. Agora." dizia. suspirei derrotada esperando a sua próxima chamada.
"Sim" antendi.
"Café bem forte hoje, sem creme, um croissant também" ordenou ele. Antes que conseguisse murmurar um "ok" ele desligou. Mais alguns minutos e chegou minha vez na fila, pedi dois cafés extra-forte e seu croissant, peguei dois pacotinhos de açucar e sai. Droga de pessoa irresponsável que me torno com álcool, suspirei virando na entrada do prédio. a porta do elevador se abriu e eu entrei, sozinha, o nervosismo aumentando a cada andar passado. Sete, oito, esse elevador nunca subiu tão rápido, onze, doze, droga cadê aquele problema na energia quando se precisa dele, huh? O letreiro piscou e a porta se abriu no 20° andar. E la estava eu, quinze minutos adiantada no trabalho, o que era uma surpresa. Sem animo me arrastei corredor a dentro até a porta de sua/nossa sala. Abri a porta e la estava ele sentado, debruçado sobre a mesa.
-Bom dia - eu disse baixo.
-A menos que eu não tenha nada para fazer hoje, a nãer me recuperar dessa maldita ressaca, não há nada de bom - disse irônico.
-Aqui está seu café - eu disse levando até ele - Edward eu hmm... Você se lembra de... - eu começei mordendo meus lábios nervosamente.
-Se você irá me perguntar se me lembro de uma bêbada me ligando à noite passada, sim eu lembro - me olhou.
-Eu sinto muito, eu nem sequer lembro o que disse, eu realemente perdi o controle.
-Não lembra? - me olhou irônico bebericando o café. Balancei a cabeça. - Você me insultou, muitas vezes, riu da minha cara e me mandou ao inferno, basicamente - ele concluio.
-Eu realmente não queria, eu...
-Ta, ta, não estou afim de muita conversa hoje Isabella, me traga alguns comprimidos para dor de cabeça e não se fala mais nisso.
-Sério? - eu o olhei surpresa.
-Ainda está aqui? - ele disse voltando a olhar pra frente. Sai da sala ainda com meu café na mão, o bebendo de vez em quando, por sorte alguém tinha uma cartela de remédio e eu consegui dois para Edward. Pegeui um copo de água e levei a ele.
-Já estava desconfiando que você havia fugido de novo - bufou.
-Eu não fugi ontem, você me mandou ir - disse
-Tanto faz, conseguio o remédio?
-Sim - eu disse lhe entregando.
-Feche as cortinas - disse ele depois de tomar o comprimido, reclinou-se na cadeira e apoio os pés na mesa - Feche a porta, não quero ninguém me incomodando, pegue meu celular - ele estendeu a mão - Laura, Laurence ou Lara, não sei, está me ligando, dispense-a. - ordenou.
-Ok - eu murmurei fazendo o que ele havia me pedido. Sentei-me em minha cadeira e começei a desmarcar seus compromissos de hoje, que não eram muitos. Ele parecia ter dormido ali mesmo, eu podia ouvir seu suspiro (quase ronco) pesado. Eu começei a ler algumas das reportagens que ele me disse para selecionar para a revista do mês, até que seu celular começou a tocar insistentemente.
-Celular de Edward Cullen, pois não? - atendi.
-Onde Ed está?
-Com quem eu falo, por favor?
-Diga a ele que é Lauren, ele irá se lembrar.
-O que você gostaria?
-Só chame-o, por favor! - bufou imapicete.
-Me desculpe... Hmm é Lana? - eu errei de propósito, rindo internamente, era sempre assim quando ele me pedia pra dispensar algumas de suas mulheres da noite anterior, isso por que Edward cobiçado Cullen não saia duas vezes com a mesma mulher, a menos que ela fosse boa para os negócios.
-Lauren - disse ela alto.
- Lauren, o senhor Cullen se encontra muito ocupado no momento, provavelmente estara assim por um bom tempo, sinto muito.
-Chame-o, por favor! - disse mais alto ainda.
-Querida eu disse que ele está ocupado, não se altere.
-Diga a ele para me ligar urgente, quem ele pensa que é? Eu jamais serei dispensada por sua secretária, jamais. - bufou e depois desligou o telefone. Coitada. Alguns minutos depois o celular tocou de novo, já estava pronta para dizer para ela ir catar coquinho.
-Celular de Edward Cullen, pois não?
-Isabella? - uma voz familiar soou.
-Olá senhor Aro, como está?
-Bem, bem e você?
-Estou bem, no que posso ajuda-lo?
-Preciso falar com Edward! - disse urgente.
-Ele está meio ocupado, quer deixar recado?
-Dica a esse preguiçoso para que suba agora, é urgente - ele disse em tom sério.
-Esta bem senhor, irei avisa-lo!
-Obrigada Isabella.
-De nada, senhor. - eu disse. Levantei-me e caminhei até a mesa de Edward, onde pude confirmar que ele dormia, profundamente.
-Edward - eu chamei, nada - Edward - eu o cutuquei.
-Mm? - ele murmurou.
-Aro está te chamando urgente la em cim - eu disse.
-Ele disse o que quer?
-Disse para subir imediatamente.
-Ta estou indo, estou indo - ele disse levantando-se, arrumando seu terno cinza escuro. Ele andou até a porta e virou-se para me olhar. - Você não vem?
-Estou bem atrás - eu disse o seguindo. Subimos em silêncio no elevado, a porta se abriu nos liberando. Edward saiu primeiro e bateu na porta, eu fiquei do lado de fora como sempre. Mais uma vez seu telefone tocou no meu bolso.
-Celular de Edward, pois não? - repeti monotona. Dessa vez era área publicitária da revista, algo tinha saído errado e queriam uma reunião de emergência em 20 minutos. Pedi para que aguardassem um instante e fui, hesitante, bater na porta, uma, duas, três batidas e me senti devidamente anunciada para entrar.
- Me desculpem senhores, mas estão solicitando a presença de Edward em uma reunião de emergêngia - eu disse distraída sem perceber o silencio, olhando pra cima vi todos os olhares em mim, Aro Volturi, Caius seu irmão e Edward. Balancei os olhos pra eles sem entender nada.
-Entre Isabella - sussurrou Edward.
-Não - eu disse feito criança, todos estavam me assustando. Talvez Edward tivesse me dedurado e agora eu estava prestes a ser humilhada e mandada embora no estilo Volturi em sua frente, não iria arriscar.
-Entre agora - ordenou. Eu tremi, movendo lentamente meus pés para dentro, deslizando o celular no bolso.
-Senhores, não há problema algum, Isabella e eu vamos nos casar - Edward disse alto. Me fazendo disparar olhares pela sala, esperando a piada.
-Uau, isso é uma surpresa, vocês noivos! - disse Aro, eu o olhei espantada. Onde estão as camêras escondidas? Alguém grite brincadeira!
-E... eu... Você, noivos? perguntei à Edward, sem saber se ria ou entrava em pânico, ele apertou minha cintura forte em resposta.
-Sim, noivos - sorriu falso. Alguns segundos sem respirar e eu ainda estava esperando pela palavrinha da brincadeira, será que Edward está naqueles programas sem graça da mtv? Eu olhei para todos que pareciam sério, voltei a olhar para Edward e girei de volta para eles.
-Nós nãos gostaríamos que a nossa relação fosse pública, levantaria muitas fofocas, mas a realidade é que Isabella e eu somos duas pessoas que não deveriam ter se apaixonado - ele me apertou mais perto ainda - Mas quem manda no coração, huh? - seu discuro me deu nauseas, o que diabos ele estava falando? Edward nem mesmo gostava de ninguém, quanto menos se apaixonar, é sério eles estão quase me pegando, cade as cameras?!
-Bem agora entendo o por que depois de três anos você ainda à mantem para si - aro sorriu em minha direção - Parabéns Isabella - disse ele.O QUE DIABOS? Eu forcei um sorriso, que com certeza pareceu mais uma careta confusa.
-Como vê, não posso deixa-la ir - Edward suspirou ao meu lado, agora ele havia se tornado ator também, quem diabos era esse homem?
-Parabéns para vocês dois - Caius sorriu leve para mim - Agora precisam oficializar.
-Oficializar? - eu repeti confusa olhando para ele.
-Casar logo querida - disse o dissimulado Edward. - O faremos o mais rápido possível - ele concluio. - Agora se nos dão licença, vamos querida? - ele me puxou. Eu não sabia nem o que responder, sorri fraca para os outros e sai com Edward me empurrando pela cintura.
-Edward que diabos?
-Xiiu, eu vou explicar - sussurrou. Nós continuamos do mesmo jeito o caminho todo até a sala, todos nos encarando pelo contato de Edward em mim, com certeza imaginando que estavam certos quando pensavam que eu passava tempo demais trancada com ele. Nós praticamente corremos para a sala fechando a porta atrás.
-Ok qual é a piada? - olhei confusa.
-Esqueci de alguns papéis da minha migração legal, agora preciso de um visto permanente, aqui está ele - ele apontou para mim.
-Como assim? Você não é daqui?
-Se preciso de um visto é obivio que não.
-E você vai mentir um casamento pra isso?
-Sim - disse indiferente.
-Comigo? - eu quase gritei.
-Bem parece que você não é tão burra assim - ele soltou.
-Já chega, é o suficiente - eu fui até minha mesa - Você é completamente louco.
-Ora, por favor, não é como se fosse algo ruim.
-Não vou me casar com você, esqueça, nunca, você é o louco, não eu, ligue para Lauren ela com certeza aceitará.
-Não, você não vê? É a desculpa perfeita, três anos juntos, não assumimos para não comprometer nossas carreiras, porém agora é necessa´rio.
-Qual a parte do NUNCA vou me casar com você, que você não entendeu?
-Olhe para mim, eu não recebo "nãos" - ele disse.
-Recebeu seu primeiro agora, você sabe que posso ser presa por fraude, não sabe?
-Ninguém descobri-rá.
-Nãaao!
-Então diga adeus a todo seu esforço de três anos, queimo seu filme em alguns segundo, assim que sair daqui.
-Se eu estiver livre de você, esta bom - bufei irritade.
-E vai jogar três anos fora? Não poderá publicar nenhuma dessas histórias maravilhosas que seleciona, nem seguir com seu sonho - ameaçou.
-Meu Deus - bufei - Você não entende, isso não é algo que se possa ser feito assim.
-Eu posso - disse presunçoso - Vamos casar esse fim de semana, ficamos juntos o tempo necessário e te livro de mim, te promovo e ainda te dou um espaço na mídia com uma boa carta de recomendação.
-Merda...
-A vamos Isabella, não torne isso mais difícil.
-Eu não... Não posso... Não da...
-Mas que merda, o que você quer? Quanto?
-Droga, não! - gritei - Você não pode sair fazendo suas merdas e oferecendo dinheiro às pessoas, droga.
-Sim eu posso, preciso do visto, você precisa de mim, negócio fechado - disse como se fosse simples.
-Negócio?
-Sim, veja pelo lado racional, pense, você editora casa comigo, famoso, posso te dar um certo marketing, chamar atenção para suas publicações, vamos la, você me ajuda eu te ajudo é assim que o mundo gira - disse. Foda-se. Parecia bom seu argumento, eu queria mesmo isso? Se a pergunta se trata de ser editora, sim, se for casar e morar com Edward, definitivamente não. Carreira, casamento, carreira, casamento. Pensa Bella, pensa, é o empurrão que te falta e depois, apenas alguns meses depois, é você quem recebrá café pelas manhãs e dara as ordens, longe de Edward monstro e todo seu nervosismo. Merda.
-Ok - "não" - Mas tenho condições - "não" meu cérebro insistia em gritar.
-Diga.
-Primeiro você terá de ser ao menos suportável para mim, já que tenho que fingir gostar de você - bufei, ele concordou - Terá que parecer real, e quando digo isso quero dizer minha família, pai e mãe, não quero magoa-los me casando escondido - ele bufou.
-Está bem, só isso?
-Quer saber... - disse diabólicamente - Tem mais uma coisa - estou na chuva vou me molhar - Você terá que pedir direito! - sorri.
-Pedir direito?
-Isso mesmo, jantar, de joelhos essas coisas - eu disse - E tera de falar com meu pai também, o que me lembra de te avisar que não será esse fim de semana.
-A você não está...
-sim estou, é pegar ou largar? - o encarei, uma parte de mim querendo que ele desistice.
-Feito - ele disse - Vamos até o controle de migração!
-Agora?
-sim, agora.
-Tenho outro pedido - eu aproveitei.
-Diga.
-Quero uma folga esse fim de semana, é o aniversário de minha mãe.
-Está bem, mas não abuse tanto, ok? Agora vamos - me puxou até a porta envolvendo os braços novamente em minhas costas. Mais uma vez infrentando os olhares curiosos, passamos pelos corredores até o elevador, depois até o estacionamento. Por Edward tudo parecia comum, como se ele fizesse isso todos os dias, por mim tudo sairia um desastre, eu estava tensa, andando por ai com uma careta enquanto tentava bloquear os olhares curiosos. Entramos em seu carro e ele arranou para fora.
-Você precisa relaxar agora, tornar isso real - disse.
-Me desculpe, mas está meio difícil.
-Sem desculpas Isabella, elas me irritam.
-Você pode me chamar de Bella - eu o ignorei - Todos me chamam assim, como quer fazer isso real. - dei de ombros.
-Você pode me chamar de querido - disse ele sério.
-Não vamos forçar a barra né - eu zombei. Mais uns minutos dirigindo em silêncio até ele parar na frente do prédioda prefeitura. Edward estacionou e desceu, caminhando até meu lado e abrindo a porta, franzi a sobrancelha pra ele, fingindo ser educado, ha. Novamente envolvendo minhas costas ele passou por toda a gigante fila indo direto ao balcão.
-Seu nome senhor? - uma mulher disse impessionada olhando para ele.
-Edward Cullen - ele sorriu pra ela.
-Senhor Cullen - disse surpresa - Me acompanhe. Voltamos a andar, seguindo balconista que ignorava minha existencia enquanto sorria pra Edward. Batendo algumas vezes na porta ela a abriu e anunciou Edward à alguém. Nós entramos e ela saiu, ainda sorrindo.
-Senhor Cullen - um homem em seus quarenta anos estendeu a mão a Edward que a apaertou - Senhorita? - ele estendeu a mão pra mim.
-Isabella, Isabella Swan - disse.
-Sou Jorge - ele sorriu. - No que posso ajuda-los?
-Um grande erro foi cometido - disse Edward.
-Sentem-se, por favor - ele indicou as cadeiras. - O que houve de errado?
-Meu visto está a ponto de ser cancelado.
-A sim senhor Cullen, o senhor atrasou alguns dos seus papeis -Jorge disse.
-Eu andei muito ocupado.
-Você sabe que se os entrega-los agora, ainda terá de voltar ao Canadá, podendo retornar em um ano, certo?
-Imagina, isso é impossível, como ficaria meu emprego, minha casa, minha noiva, veja nos casaremos em breve. - disse Edward fingindo desespero.
-Casar?
-Sim, Isabella, essa bela moça ao meu lado, minha noiva, vamos casar - disse ele.
-A ela é sua noiva? - perguntou Jorge desconfiado.
-Sim - Edward afirmou certo.
-Algu´me pode confirmar? Dizer o tempo?
-Na verdade nossa relaçõa vem sendo escondida à três anos, pois trabalhamos na mesma empresa, no mesmo ramo, e Isabella é minha assistente.
-Então ninguém sabe? - Jorge disse.
-Não.
-Nem a família? - ele me olhou, me pegando de surpresa.
-Não, nem eles - eu disse fraca.
-Vocês sabem que não são os primeiro a fazer isso certo?
-A fazer o que? - perguntei.
-Não vão conseguir - ele me ignorou - Estou aqui a muito tempo, ninguém me engana, vou pegar vocês, a senhorita ficara presa e o senhor sera deportado - disse ameaçadoramente, fazendo minha respiração vacilar um instante.
-Não nos ofenda com suas acusações - disse Edward sério.
-Está bem, não tenho provas, mas verei vocês em um mês, faãro uma entrevista separados, terão de responder certas perguntas que apenas casais, REAIS, sabem, vamos checar ligações e tempo que passarm juntos.
-Ótimo, o senhor descobrirá o quanto honestos estamos sendo - disse Edward se levantando.
- Se eu fosse você desistiria dessa farça e nós esqueceriamos isso, querida- Jroge se dirigiu a mim.
-Não ... - eu disse, realmente pensando em desistir.
-Não o que? - insistiu me olhou, colocando a mão no meu ombro e apertando de leve.
-Não há farça senhor - eu disse tentando parecer firme- Nos adiamos as apresentações por medos de arruinarmos nossas carreiras, mas a verdade é que Edward e eu somos duas pessoas que não deveriam se apaixonar - suspirei - Mas quem é que controla o coração, não é? - conclui, impressionada com minha mais nova habilidade de mentir, olhei para Jorge e sorri.
-Pois é, aconteceu, nós até estamos viajando esse fim de semana para anunciar à família de Isabella.
-É?! - eu disse confusa.
-Estão viajando pra onde?
-Para... - Edward começou.
-Phoenix - eu o interrompi.
-Então vejo vocês em pouco tempo, vou pega-los, me aguardam - o homem estranho disse. Saimos da sala e eu ainda suava pelas mentiras, voltamos a seu carro, eu mal podia respirar.
-Acalma-se Isabella, você parece um cadáver.
-Não sei se posso...
-Apode, você não tem mais escolha.
-Eu não posso chegar na casa da minha mãe, em seu aniversário e engana-la com algo desse tipo.
-Não tem escolha, tem que fazer isso agora, querendo ou não - disse ele. Aquele resto de tarde foi estranho, nós não nos falamos muito, apenas comuniquei que suas reuniões foram remarcadas, depois mais silêncio, fomos os últimos a sairmos do escritório aquele dia, o que foi mais confortável do que enfrentar os olhares acusadores. Em casa eu mal tive tempo de comer e tomar banho, estava tão exausta desse dia que acabei caindo no sono mais rápido que esperava.
_T_T_T_T_T_T_T_T_T_T_T_T_T_T_T_T_T
N/A: Meu Deus estou TÃO feliz com as reviews que tive que vir deixar esse capítulo hoje, não estava nos meu planos, mas fazer o que? Amei de verdade, fique muito surpresa, eu sei que o cap. está muito pequeno, mas não tive muito tempo hoje, enfim espero que gosteme prometo que o próximo será bem maior, juro.
Juradinho.
Continuem deixando recadinhos, ok?
Beijooos, amo vocês!
