Nota previa: Uhul, mais um cap, gostosos! O que estão achando, reviews são necessários pra não depreciar uma autora... HUSAHS. Bem, quero agradecer a minha mommy, por betar esse cap.

Deixar um HIPER beijo pro meu papis/momy shaushuahs, que ficou bravo por não ter citado no outro. Mas entenda, eu sou péssima com o , e agora to melhorando um pouco HUSHS, bem, eu te amo, chatinha :3

VÓ? Tu ta lendo isso? HUSAHS papis disse que tá, se tu ta, OBG 3 suashahs deixo meu beijo aqui, e meu carinho.

Subiram juntos as escadas, passaram pelo primeiro andar e logo chegaram ao segundo, cruzaram duas portas até o quarto de Draco. O mesmo abriu a porta para que passassem e esperou que entrassem para fechar. Quando que se viram sós, Makenna o surpreendeu com um abraço desesperado. Draco a embrulhou em seus braços, tocando cada parte de suas costas com a ponta dos dedos. Lágrimas rolavam pelo rosto pálido da menina, que mesmo jovem, demonstrava algumas marcas, como algumas olheiras e um pequeno arranhado na bochecha direita.

Ficaram abraçados assim, sem dizer nada, por alguns longos minutos, até que Makenna se separou limpando o rosto com as costas das mãos.

- Eu senti tanto a sua falta... – Sussurrou a garota, com a voz embargada.

- Eu também senti a sua, a quem mais eu recorreria em meus trabalhos de Transfiguração? – Comentou ele, tentando fazê-la sorrir, coisa que conseguiu com notável facilidade.

- Não sei, talvez Crabble? – Sorriu ela, balançando a cabeça e se sentando na beirada da cama dele.

- Crabble não é o que se chame de "Gênio em Transfiguração"... – Riu enquanto se sentava ao lado da amiga.

- Não é o que se chame de "gênio" para coisa alguma! – Sorriu enquanto o olhava.

- Diz isso porque nunca o viu cozinhando. – Zombou enquanto tirava os sapatos e os largava no chão.

- Crabble cozinha? – Espantou-se ela e o olhou curiosa.

- Se contar a ele que te contei... Corro o risco de perder meu melhor guarda-costas. – Continuou, tirando dessa vez as meias, colocando-as dentro dos sapatos e empurrando o par para o lado.

- Posso lidar com isso. – Ironizou com um sorriso nos lábios, sorriso esse, que arrepiava e encantava o loiro cada vez mais. Porém o mesmo optou por apenas negar com a cabeça.

- Mas e aí, o que pretende fazer agora que está livre? – Perguntou, queria saber se ela ficaria, saber se voltaria à Hogwarts...

- Bem, não sei ao certo. – Ponderou, enquanto tocava o queixo com os dedos, demonstrando sua própria confusão. – Não me disseram se posso voltar para Hogwarts.

- Sabe que as aulas voltam depois de amanhã, não é?

- Não, não sabia... Isso complica um pouco as coisas. – Disse pensativa – Bem, há muito que conversar, também gostaria de saber se voltarei para casa com meu pai, e, principalmente, se poderei continuar como aprendiz. – O fitou, esperando alguma reação do moço.

- Ainda quer ser uma Comensal? – Questionou ele. Ela era muito boa no que fazia, executava qualquer imperdoável com tamanha maestria... Apenas tinha visto isso em Comensais extremamente treinados, tais como Bellatriz, Antonio, e o próprio Lorde. Ela também sempre fora ótima em Feitiços e Transfigurações, porém, ele não sabia se os dias em Azkaban haviam lhe afetado em algo.

- Mas é claro, os dias que passei naquele lugar só me deixaram com mais raiva, agora, mais do que nunca, entendo o porquê do Lorde não querer se misturar com essa raça. – Explicou ela com certo brilho de fúria no olhar, deixando Draco pouco à vontade.

Ele não suportava a ideia de que ela poderia voltar para Azkaban, sabia que dessa vez poderiam submetê-la a coisas muito piores, tais como tortura, fazê-la enlouquecer com a presença dos Dementadores, e por fim, poderiam matá-la. Sabia também, que nada do que dissesse, mudaria os pensamentos da garota, já teimosa, jamais aceitaria a rendição ou o perdão de qualquer um que a machucasse ou ferisse alguém que ame. Acabou por mudar de assunto.

- Entendi, mas fique calma, veremos tudo amanhã cedo. – Disse procurando seus olhos.

- Sim, ai Draco... Às vezes penso que vou enlouquecer. O que farei caso todas as respostas sejam "não"? Pretendia voltar aos estudos, continuar o treinamento, formar-me em alguma matéria...

- Precisa reconsiderar, como disse, há muito que conversar. Não estou dizendo que tenha que abandonar seus sonhos ou coisa parecida, mas, que deve priorizar algumas coisas. – Disse o loiro, enquanto tocava-lhe o rosto.

- Entendo... Mas de uma coisa eu sei que jamais terei um "não". – Sorriu afetada a ele, que continuava a lhe tocar a face.

- Que coisa? – Com a voz suave, devolveu-lhe em pergunta.

- Você... – Com o sorriso ligeiramente tímido, ela se aproximou lentamente dele, que surpreso, fez o mesmo. Seria o primeiro beijo de ambos, se lá em baixo, um barulho não os tivesse separado. Envergonhados, acabaram se afastando, Makenna foi a primeira a rir, convertendo a situação e livrando o clima daquela tensão.

Passaram-se alguns minutos enquanto ambos riam do acontecido, até que Draco atreveu-se a falar.

- Sabe, pretendia mostrar-lhe algumas coisas na mansão, porém, não contava com o fato de que você voltaria agora, e muito menos um dia antes da volta-às-aulas. Sabe, essa mansão pode ser bem maior do que imaginei. – Disse quando os olhares se encontraram.

-Teremos tempo, muito tempo. – Disse a moça da forma mais sedutora que podia ter dito, mesmo sem querer, ela tinha o surpreendido. Vendo a reação do rapaz, gargalhou até que necessitasse de ar novamente.

- Ah, Draco... O que eu faria sem você? – Tocou-lhe a face com a mão, sorrindo.

- Procuraria outro loiro mais sedutor do que eu? – Disse convencido enquanto penava para esconder o sorriso.

- E talvez achasse, mas não um tão convencido... – Finalizou ela, se levantando e indo em direção à porta. – Vou descer. Tome um banho, acho que está cansado da viagem... Vemos-nos mais tarde, sim?! – E saiu assim que o loiro confirmou.

Draco agradeceu internamente por sua saída, não queria ficar perto dela assim, sujo e desarrumado, mesmo sabendo que ela não se importava com suas roupas. Ele precisava de um banho e precisava agora...

OoOoOoOoOoOoOoO

Na sala de estar da mansão Malfoy...

- Acham que Draco pode estar gostando de Makenna? – Questionou Bellatriz mesmo depois de todas as tentativas de Narcisa em mudar de assunto, ela gostava da garota, mas sua preocupação era com o pai da menina. Ele jamais apoiaria um romance entre ambos, ou um romance da filha com qualquer outro.

- Deixe de bobagens, Bella. Draco e Makenna são amigos desde a infância, estavam apenas com saudades. – Tentou a loira, fuzilando a comensal com os olhos.

- A saudade que vi é bem maior do que a que você viu, então... – Atiçou Bellatriz. Sentia-se como se "jogando lenha na fogueira", era extremamente prazeroso ver a irmã nervosa, mesmo que fosse algo muito raro.

- Bellatriz está certa, Draco pareceu "felizinho" demais. – Disse um Antonio incomodado.

- Concordo com os dois, o que vimos pareceu bem maior do que uma simples saudade de amigos. – Disse Lúcio, recebendo um olhar ameaçador da esposa.

- Você não tem uma proteção para refazer, querido? – Perguntou Narcisa, recebendo um olhar típico de "Lúcio Malfoy".

- Sim, tenho... – E se levantou contra-vontade, deixando os outros na sala e saindo pela mesma porta em que Draco recentemente entrou.

- Bem, preciso cuidar de umas coisas para o Lorde. – Disse Antonio se levantando e pegando a varinha guardada no terno. – Digam à minha filha que venho vê-la amanhã cedo, está bem?! E cuide bem da minha menina. – Direcionou última parte á Narcisa, revoltando Bellatriz.

- Ei, sou a madrinha dela, esqueceu? Posso muito bem supervisioná-la! – E levantou-se, colocando as mãos na cintura.

- Eu sei disso, Bella. Mas digamos que Narcisa saiba e fará algumas coisas que, de forma alguma, você se submeteria a fazer. Ou quer comprar roupas novas para ela? – Disse se aproximando sorrateiramente da Comensal.

- Se eu puder escolher as peças... – Começou.

- É claro, queremos mesmo que Makenna se torne uma psicopata monocromática. – Interrompeu Narcisa, recebendo um olhar maldoso da irmã.

- Bom, melhor deixarmos essa parte com Narcisa. – Falou finalizando a discussão. – Narcisa, aqui está a chave do nosso cofre em Gringotes. Compre o que for necessário, se faltar algo, avise-me que eu reponho o estoque de galeões. Só não compre o material necessário pro quinto ano ainda, quero estar presente na hora.

- Estar presente? Vai andar por Hogsmead, senhor "Comensal-super-procurado" pelo ministério? – Riu Bellatriz, indo para a cozinha, afim de um copo de seu amado Firewhisky.

- Nada que uma poção Polissuco não ajude, não é mesmo? – Permitiu-se sorrir. Deixou que uma pequena chave caísse nas mãos de Narcisa. – Se precisarem, sabem como me chamar. – E se foi.

Narcisa sorriu pensativa. Aquele homem poderia ser um psicopata de mão cheia, mas ela tinha que concordar, ele era extremamente charmoso...

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Após se banhar e se secar, Draco vestiu-se e saiu do quarto a procura de Makenna, andou pelo andar até encontrar a porta de seu quarto. Deu duas leves batidas e esperou que a outra aparecesse.

Ela abriu a porta com um sorriso carinhoso. Estava com um vestido até um pouco acima dos joelhos, os cabelos e o corpo exalavam tamanho perfume. Ela havia tomado banho, assim como ele.

- Posso entrar? – Disse do jeito mais formal que conseguiu, fazendo a moça rir.

- É claro, senhor. – E deu-lhe espaço para que entrasse, fechando a porta em seguida.

– Tomou um bom banho? – Disse enquanto ele observava o quarto. Estava impecavelmente limpo, os lençóis da cama esticados, as roupas dobradas sobre a cama, somente alguns livros na escrivaninha denunciavam a existência de algum morador naquele quarto.

- Sim, e você? – Se sentou na cadeira que provavelmente ela estava há alguns minutos atrás.

- Sim. Está com fome? Você não jantou. – Lembrou ela, enquanto se sentava no tapete felpudo frente à sua cama. Ele não havia se lembrado disso, mas no instante, o estômago do mesmo se pronunciou, deixando-o envergonhado. – É, isso é um sim. – Riu ela, levantando as sobrancelhas. – Como é mesmo que se chama o elfo daqui?

- Ziely. – Informou ele, esboçando uma careta ao finalizar.

- Ah sim, Ziely? – Disse esperando e de repente, uma pequena criatura apareceu em sua frente, pequena e rechonchuda, os olhos grandes e claros, a boca em um leve sorriso.

- Srta. Dolohov – E se curvou diante da menina. – Mestre Malfoy... – e repetiu o movimento para Draco, que pouco prestava atenção, já que em suas mãos, folheava o livro de feitiços da menina. Havia alguns desenhos, rabiscos e anotações, todas em perfeita caligrafia. – Desejam alguma coisa? – Perguntou a pequena criaturinha.

- Sim, Draco chegou de viagem e está com fome, há algo que ele possa comer? – Perguntou Makenna, sorrindo largamente para o elfo. Adorava as criaturas mágicas, principalmente os elfos.

- Mas é claro, Srta! Há algo que desejam em especial, senhor? – Disse se virando em direção à ele, que levantou os olhos por alguns segundos.

- Qualquer coisa que tiver, para mim está bom. E você? – Olhou Makenna.

- Ah, eu já jantei... – Disse ela, agradecendo Malfoy.

- Então traga-nos jantar para uma pessoa, e algo para a sobremesa quando acabar.

- Ah e a sobremesa para dois. – disse ela.

- Mas você não falou que já tinha jantado?

- Ah Draco, sobremesa é sobremesa...

- Sim Sr. – E com um outro "pop" ela desapareceu, deixando-os sozinhos por alguns segundos.

Quase um minuto, e ela já estava de volta, carregando uma bandeja grande demais para suas próprias mãos.

– Aqui está, desejam algo mais? – Perguntou colocando a bandeja em uma mesa que apareceu com um estalo de seus dedos.

- Não, por enquanto não. Está dispensada. – Sem nem um agradecimento da parte de Draco, Ziely se foi.

- Poxa Draco, não poderia tê-la agradecido? – Fitou-o Makenna, vendo-o largar o livro sobre a escrivaninha e se aproximar da mesa, e quando a ouviu, rir.

- Se não te conhecesse tão bem, questionaria a possibilidade de ter se comunicado recentemente com a Granger. Falou que nem ela agora. – Deu de ombros, apanhando o garfo e começando a comer.

- Porque em Azkaban podemos mandar cartas, óbvio. – Ironizou ela, observando-o comer.

- Você me entendeu... – Rolou os olhos, comendo um tanto rápido.

- Coma devagar, vai engasgar assim! – Ralhou ela, rindo e se levantando do tapete para se sentar á mesa com ele.

- Desculpe, mamãe... – E a olhou divertido, vendo a outra rolar os olhos.

- Repito. O que eu faria sem você? – Falou sorrindo de lado, observando-o, e vendo que o loiro ia responder, calou-o. – Não, não responda. – Ambos riram.

Após algumas garfadas, Draco finalmente terminou seu jantar, chamou Ziely e a mesma levou a louça, trazendo dois pratos com a sobremesa. A sobremesa era uma mistura de bolo de chocolate, pudim, sorvete e calda de caramelo. Comeram até se satisfazerem.

- Estava pensando, o que vai acontecer quando te virem?

- Como assim? – Sorriu ela sem a menor preocupação.

- É, digo... Quando virem que saiu, prevejo que será a "super estrela" da Sonserina.

- Ah, não me importo com isso. Tem algum problema pra você?

- Não, não... Não é isso. É que...

- Draco, fique calmo... – Sorriu em resposta do embaraço visível de Malfoy. – Eu entendi o que quis dizer. Mesmo que não pareça, prefiro ficar no anonimato. Isso me separa de muitos colegas da nossa casa. – E fez uma cara de desanimo – Porém, duvido muito que alguém me trate diferente, afinal, fui uma prisioneira malvada, não fui? – Riram, mas no fundo, Draco tinha certeza de que teriam problemas, afinal, o que Sonserinos mais gostam, é de prisioneiros "malvados"... Principalmente os meninos..

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Londres trouxa, dias atuais.

- O Lorde precisa dessas informações, Wedrick, precisa saber se estão do nosso lado ou não. – Dizia Antonio Dolohov para o homem a sua frente, ambos estavam em um beco da cidade.

- Sei disso, Dolohov. Mas não posso assinar nada ainda, preciso comunicar os outros e ver se aceitam. – O vampiro pronunciava cada palavra com uma moleza irritante, deixando Antonio cada vez mais incomodado.

- Eles não precisam aceitar, você é o líder, ou não? – Desafiou o Comensal.

- Você está duvidando de meu poder? Não seria tão corajoso assim, Dolohov, ou seria? – O outro começava a se irritar, tamanha era a petulância do bruxo.

- Imagina, Wedrick, somos amigos, não somos? – O tom, ainda desafiador deixava a conversa ainda mais tensa.

- É claro, e como seu amigo, poderia apresentar-me sua filha... – Em menos de alguns segundos, a varinha do bruxo já estava no pescoço de Wedrick

- Estou lhe avisando Wedrick, se ousar tocar em minha filha, acabo com você antes mesmo que você pisque. – Rosnou fazendo o outro estremecer.

- Eu estava brincando, parece que não me conhece. – Tentou o outro, na ilustre tentativa de que o Comensal se afastasse.

- É claro que estamos, é só uma forma de "esclarecer as coisas" – Disse se afastando, porém, ainda com a varinha em punho. – Agora, trate de ver logo se irão se juntar a nós, ou pagarão o preço. – E desapareceu, deixando para trás, o líder do clã dos vampiros de Londres extremamente irritado.

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O dia amanheceu logo na mansão. Makenna demorou-se para acordar , já que havia ido para a cama tarde, assim que Draco saíra, dizendo que ela precisaria dormir para o dia seguinte . Quando se levantou, olhou o relógio, faltavam três minutos para as dez da manhã. Bocejou enquanto se espreguiçava e foi para o banheiro, escovou os dentes, penteou os cabelos e voltou. Foi até a sacada do quarto e a abriu, deixando que o sol entrasse diretamente no quarto. Desceu as escadas e foi para o primeiro andar, lá chegando, viu Draco, Narcisa, Lúcio e Bella, todos conversavam sobre assuntos diferentes. Narcisa e Bella falavam sobre a possibilidade de irem á Hogsmead após o almoço, Lúcio e Draco conversavam sobre as chances do Chudley Cannons ganhar a famosa taça de quadribol.

- Bom dia – Anunciou Makenna, sentando-se ao lado de Draco na mesa e apanhando um pequeno pãozinho.

- Bom dia. – Todos disseram em uníssono, mas somente Draco continuou.

- Dormiu bem? – e sorriu, passando uma geleia para a garota.

- Dormi sim, tanto que nem me lembrei de acordar... – Mordeu o pãozinho, levantando os olhos e sorrindo.

- Preguiçosa. – Riu ele.

- Não sou eu que durmo nas aulas de Adivinhação. – Disse ela, rindo e recebendo um olhar desesperado dele.

- Como é, senhor? – Disse Narcisa, enrugando a testa e o fitando inquisitória.

- An... Não é nada mãe... – Adiantou-se.

- Nos falaremos mais tarde. Agora preciso ir à Hogsmead com Bella e Makenna. – E a olhou – Seu pai pediu que comprássemos umas roupas pra você. Passaremos em Gringotes primeiro, coloque algo confortável nos pés, o dia será cheio. – E saiu em direção ao quarto, provavelmente ia se arrumar.

- Mas e nosso passeio? Não íamos... – Desesperou-se Draco a olhar para a menina.

- Vamos outro dia, temos muito tempo ainda... – E riu, tocando-lhe a face.

- Ah, está bem... – Disse meio desconcertado.

– Bom, vai conosco? – Falou tentando mudar de assunto, já que Lúcio e Bella os olhavam com expressões curiosas.

- Nem sob Imperius! Vocês vão fazer compras, ou seja, vão demorar mais do que minha mãe quando vai se arrumar. – Negou ele, fazendo-a rir.

- Por favor, vá comigo... Vai ser tão chato não ter ninguém pra conversar. Podemos tomar cerveja amanteigada depois; eu pago. – Tentou ela, fazendo-o rir.

- Está bem, está bem. Você sabe como me comprar... – Resmungou Draco com um sorriso. Desde o início ele quis ir com ela, mas com os familiares presentes, seria difícil explicar o porquê...

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Chegaram a Hogsmead. Draco, com uma camisa social esverdeada, calças escuras e o cabelo loiro perfeitamente arrumado. Makenna, com um vestido claro e florido que havia ganhado de sua "tia" Narcisa. Ela estava com seu típico vestido de mangas longas.

Os três preferiram deixar Bellatriz na mansão, a fim de evitar qualquer problema.

- Draco, leve Makenna para comprar algumas roupas, mas, por favor, fiquem perto. E me avisem caso aconteça algo. Já que você veio, vou sozinha a Gringotes, volto em menos de uma hora. – E dizendo isso, beijou a testa do filho, virou-se para a sobrinha, sorriu, e por fim saiu.

Draco se aproximou da menina, que lhe sorria confusa.

- Vamos? O que quer comprar primeiro? – E passou os braços em sua cintura, observando sua mudança de expressão.

- Eu não sei... – Disse enquanto encostava a cabeça no ombro dele e começava a andar.

- Vamos começar por algo necessário. – E caminhou com a moça até uma das lojas aparentemente mais cara do vilarejo. Ao entrar, foram logo recebidos por uma mulher, aparentemente com seus 45 anos, usava um óculos meia-lua que ficava sobre seu nariz.

- Draco, querido! A que devo a honra de sua presença? – Começou a mulher, indo até o moço e o abraçando ligeiramente, virando-se para Makenna, que a olhava meio sem saber o que fazer. – E quem é essa linda menina? – E focou seus enormes olhos míopes para ela.

- Olá, Madame Pierce. – Sorriu ele – Essa é Makenna, ela é filha de um amigo de meu pai, além de ser minha amiga. Viemos comprar algumas roupas para ela.

- Ah sim... – Disse a senhora, como se entendesse tudo o que ocorria ali. – Bom, de que tipos de roupa precisam? Social? Esportiva? – E saiu puxando os dois pela mão, levando-os para dentro de seu ateliê.

- Um conjunto de cada. – Formulou Draco, vendo a cara da menina.

- Está bem, venha querida, preciso medi-la. – E levou a moça até um pequeno palco redondo no centro da sala, mediu-a com sua varinha e anotou os dados em um pergaminho. – Pronto, pode se sentar, vou buscar umas coisas...

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O dia em Hogsmeade passou rápido para Makenna, que fez Draco aprovar e desaprovar várias das peças de roupas que madame Pierce lhe dera. O que rendeu algumas briguinhas. Após as compras, saíram ambos da loja com sacolas enormes, o que causou riso na menina.

- Está parecendo uma menininha... – Ria enquanto caminhava ao lado do loiro.

Mesmo com todo aquele dia, a volta às aulas ainda incomodava Draco. Como os amigos reagiriam com a volta da menina? E os inimigos? Makenna não era uma menina de fazer inimigos, mas os atraia simplesmente por existir, assim como todos os membros da Sonserina.

Caminharam até a frente do enorme banco dos bruxos, Gringotes. Esse, era enorme, com uma fachada clara e pilares.

Saindo do local, avistaram Narcisa e um velho de aproximadamente, 58 anos, conversavam formalmente enquanto vinham em direção aos dois jovens.

Assim que chegaram, o velho sorriu para a menina, que por bons modos, sorriu de volta.

- Filha, sou eu... – Disse o homem sorrindo diante da insegurança da menina. – Precisávamos comprar seu material e eu queria estar junto quando isso acontecesse. – Sorriu ele, vendo-a rir e o abraçar.

Após explicações de que fora usada uma poção polissuco, ganha do professor Snape, os quatro Sonserinos compraram os materiais necessários, deixando é claro, a luxúria e a riqueza visíveis nos objetos. Alguns dos livros eram encapados a mão, com bordados em prata, penas e pergaminhos novos, tudo estava sendo preparado para o primeiro dia dos dois.

Com as compras feitas, todos se acolheram nos bancos do Caldeirão Furado, onde pediram bebidas e começaram a conversar.

- Conversei com Dumbledore, ele aceitou tê-la de volta, retomará aos estudos no mesmo ano de Draco, voltará a ter suas atividades extracurriculares, e visitará Hogsmeade com naturalidade. – Dizia o pai da moça, como se acabasse de ganhar um prêmio Nobel, talvez a chave do país, ou descobrisse a forma da imortalidade.

- Obrigada papai, não sei o que faria sem você. – Disse doce, arrancando um sorriso carinhoso do velho.

- Não há de quê, filha. As aulas começam depois de amanhã, quero tudo pronto para seu primeiro dia. – E antes que pudesse terminar, uma mulher de cabelos negros e lisos debruçou-se levemente na mesa.

- Com licença, poderia me sentar? – E no mesmo instante, todos souberam que tratava-se de ninguém mais, ninguém menos que Bellatriz.

- Mas é claro, jovem senhora! – Começou a afilhada, que ria da tentativa sem sucesso da Comensal em mostrar-se educada.

Mesmo tentando, Bellatriz, escondida na poção polissuco, enganava apenas os outros do bar, menos aquele grupo.

- Sente-se de uma vez, Bella! – Resmungou Narcisa, que impaciente, puxou uma cadeira para a irmã.

- Ah, largue de ser chata! – E se sentou ao lado dela, fitando a afilhada em seguida - Tenho um presente pra você! Mas só poderá ver na mansão.

- Presentes? Ah, então vamos embora, quero ver... – E fez aquela carinha, que qualquer um da mesa se derreteria e ajoelharia para beijar seus pés, menos Draco, que naquele momento, quis beijar uma coisa bem acima dos pés...

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De volta à mansão...

As madeixas encaracoladas de Bellatriz já eram visíveis, e a postura firme de Antonio também. Ambos haviam usado a poção por uma hora e agora, voltavam a sua antiga forma.

Sentaram na grande sala de estar, cansados do dia de compras e fitaram Bellatriz, que jazia sentada em uma das poltronas, com o corpo todo esparramado.

- Vamos, tia... Qual é o presente? – A garota esbanjava curiosidade, enquanto sorria.

- Acalme-se menina, você e essa mania de me chamar de tia, me sinto velha assim. – riu enquanto a outra concordava – Espere que vou buscá-lo se prometer não enlouquecer. – Disse, levantando-se e esperando a resposta da outra, que concordava com a cabeça.

Bellatriz desceu minutos depois carregando uma caixa com um embrulho que provavelmente fora feito por ela mesma, já que o mesmo estava todo bagunçado, cortado e em algumas partes, rasgado.

- Aqui está – E tentando esconder o sorriso, deixou a caixa nas mãos da menina, que se levantou ao vê-la descer. – Abra com cuidado, não sei se a coisa ainda está com raiva. – E pensativa, se sentou, vendo a afilhada curiosa.

- "Coisa"? – Perguntou. Queria muito saber o que tinha na caixa, porém, a referência da tia para o tal objeto que ali dentro existia a assustou.

- Não há nada que a machuque, não é, Bella? – Questionou o pai, que nesse momento, se aproximava cauteloso da menina.

- Oras, acham que eu daria algo para minha afilhada que a machucasse? – Disse de forma irônica e sorriu ao terminar, encostando-se na cadeira. – Abra de uma vez!

Com muito cuidado, após se sentar, a menina começou a desembrulhar a caixa, retirando os pedaços de fita... E em seguida, os de papel. Quando terminou, viu que dentro da caixa, possuía um pequeno ser, parecido com uma boneca, porém, que respirava lentamente.

- Tia, o que é isso? – E fitou a madrinha, que sorria largamente.

- É uma fada... – Disse o pai, antes que a mesma conseguisse responder. – Aonde conseguiu isso, Bella?

- Isso não importa agora, o que importa, é que essa criatura aí, deve-me um favor já que a salvei de uns contrabandeadores na Travessa do Tranco.

Makenna estava quieta, observando a pequena fada, encolhida no canto da caixa, provavelmente dormindo.

- Ela vai acordar? – Questionou, e ouviu um pequeno zunir de asas, e logo em seguida, a fada abriu os olhos e tocou os cabelos e olhou a menina. – Oi, como se chama? – Tentou Makenna – Não se assuste, não vou machucá-la...

A fada olhava em dúvida para ela, porém, optou por sentar-se na caixa.

- Meu nome é Branwen, senhorita. – Sua voz fina exalava uma doçura sem igual, seu sorriso amedrontado ao final da frase, fez com que Makenna desejasse apertá-la e abraçá-la.

- Pois muito prazer, Branwen, meu nome é Makenna, e este é meu pai, Antonio. – Sorriu para a fada, que acenava um pouco mais calma para o homem. – Pode se levantar, você sabe voar, não é mesmo?

Com um aceno de cabeça, a pequena criatura se levantou e começou a voar levemente sobre a caixa, sorrindo e olhando todos ao redor. Olhou Narcisa, Antonio, Kenna e Draco, que silencioso, sorrira. Por fim, viu Bellatriz e fez uma pequena reverência.

- Oh, minha salvadora, obrigada por ter-me livrado dos homens maus, devo-lhe a vida e os cuidados, de hoje até o dia de minha morte. – Recitou, ainda com a reverência.

Bellatriz, que não estava acostumada com tanta atenção para si mesma, sorriu e tomou a palavra.

- Pois bem, agora será acompanhante de minha afilhada, Makenna. Andará com ela, fará o que for necessário para seu bem-estar. Protegerá sua dignidade e sua honra, cuidará de seus passos e nos manterá informada de qualquer ameaça, está entendida?

A mesma continuava com a reverência, porém, concordava com a cabeça.

- Sim senhora. – No fim daquelas palavras, uma fina pulseira prateada iluminou o pulso de Makenna. – Serei eternamente leal á você, afilhada de minha salvadora...

OOoxoOXOoxO

A noite passou tranquila, Draco e Makenna haviam planejado seu primeiro dia em Hogwarts, separando os livros e guardando-os em duas grandes malas verdes. Haviam guardado também as roupas, os sapatos e alguns acessórios de Makenna.

Foram dormir apenas depois de construírem – com o auxílio da magia – uma grande casa para Branwen.

A "mansão" em miniatura possuía três quartos, um banheiro, piscina, sacada, sala e cozinha, tudo o que a pequena fosse precisar. É claro que Makenna havia exagerado um pouco no tamanho, mas havia deixando perfeita, pintando as paredes de cores claras, que combinavam com as asas da nova moradora. Com um feitiço, encantaram a mansão para que diminuísse e coubesse no bolso de ambos na viagem, recebendo palmas e exclamações animadas da fada.

Era cedo quando Draco acordou, Makenna estava dormindo graciosamente em seu ombro, com a varinha firme na mão e os cabelos sobre um lado do rosto. Haviam dormido juntos.

Draco não queria acordá-la, mas sabia que qualquer movimento que fizesse, resultaria nisso, então, tocou o rosto da menina, livrando-o das fitas escuras de cabelo.

- Kenna? – Disse baixinho no ouvido dela, que em resposta, soltou um grunhido, como um gato ronronando. – Kenna, acorde, já amanheceu. – Ele sorria, e ela murmurava, enquanto forçava os olhos a se abrirem, viu o loiro em sua frente, sorrindo para ela.

- Drac*? Que horas são? – Piscando rapidamente, tentou se mexer, sentindo o corpo arrepiar.

- Não sei, acabei de acordar também. – E se espreguiçou, procurando o relógio da cabeceira com os olhos.

- Dormimos no chão? – A menina ria, e mesmo dolorida, segurou-se na cama e levantou, estendendo a mão ao outro.

- É o que parece... – Apoiou-se na mão dela e se levantou, indo em direção à mesinha, sobre a qual, o relógio apontava às sete e meia da manhã. – Acordamos cedo, porém, todos já devem estarem acordados.

- Preciso tomar um banho, desça e veja se está tudo bem, ok?! – E tocando o pescoço, ela sorriu embaraçada.

- Ok, até mais tarde. – Draco, igualmente embaraçado, desceu as escadas pensativo. Havia dormido com ela, fora a única vez em que ficaram tão próximos assim, e agora, havia deixado-a escapar. Droga de horário...

Desceu as escadas e foi até a cozinha, os pais conversavam com Bellatrix e Antonio quando notaram sua chegada.

- Bom dia, querido. Como foi sua noite? – Aproximou-se Narcisa tocando-lhe a face com os lábios.

- Eh, foi boa mãe... – Confirmou ele sorrindo torto e se aproximando dos outros, sentara-se em uma das cadeiras e apanhou alguns biscoitos.

- Onde está Makenna? Ela não me deu boa noite ontem, fiquei preocupado. – Com as sobrancelhas levantadas, Antonio fitou o menino.

- Está no quarto dela, disse que precisa de um banho. – Disse dando de ombros enquanto comia.

- Ah sim, bem, você também precisa se aprontar, está quase na hora de partirmos, não é mesmo? – Cutucou ele, insatisfeito com a resposta, arrancando um "uhum" de Draco.

Alguns minutos depois, Makenna desceu vestida no seu uniforme da Sonserina, bota de cano alto preta, os cabelos negros presos em um rabo de cavalo com algumas mechas revoltas soltas sobre o rosto, uma leve maquiagem e um gloss nos lábios, estava linda.

Dessa vez Draco não conseguiu esconder o sorriso, o quão linda estava sua amada...

OXoxoOXOoxoOXO

- Bem, o que acham? – Sorriu a morena, dando uma volta no mesmo lugar.

- Está... Linda. – Disse o amigo, que se levantara para vê-la melhor.

- Obrigada, Draco... – Riu ela de si mesma enquanto ruborizava. O pai sorria emocionado, assim como as duas mulheres ali.

- Está linda mesmo, minha filha. Tudo está pronto? Podemos ir? – Virou-se para Draco, que parecia fixado na outra. – Draco? – Disse mais alto, tentando tirá-lo do transe.

- Eh... ham... Sim, claro... – Embaralhou- se ele, olhando o chão. – Vou me vestir, volto em alguns minutos... – Arrancando um sorriso de Narcisa.

Em menos de uma hora, os Malfoy, seguidos de Antonio com a Polissuco, estavam na estação de King Cross. Bellatriz havia ficado, já que o estoque de poções dava para uma pessoa só, e Antonio, obviamente, deveria ir. Porém, desejou boa sorte à afilhada e juízo com a fada.

- Boa sorte, minha filha... – Disse Antonio enquanto Draco se despedia dos pais alguns metros dali. – Lembre-se de que estou com você, de que deve me mandar corujas todos os dias...

- Está bem papai... – Riu ela enquanto o abraçava apertado, beijando-lhe o rosto em seguida. – Eu te amo, está bem? Prometo ficar segura e mandar cartas sempre.

Após algumas repetições de regras sobre "garotos e como se defender deles", Antonio deixou a filha ir com Draco para dentro do trem. Ambos acenaram para os pais enquanto o trem começava a andar até que sumissem do seu campo de visão.

Foram juntos ao vagão da Sonserina, sendo recebidos por aplausos e sorrisos de seus companheiros.

- "Parabéns Makenna, nunca pensei que fosse voltar!" – Dizia um de seus colegas de casa. – "Como foi em Azkaban?" "É frio lá?" "Como saiu?" "Foi o Lorde que te libertou?" – Choviam perguntas e a cara de espanto da menina era visível, mesmo quando intercalava sorrisos de Draco aos colegas.

Draco acabou por se sentar em uma das cadeiras do vagão.

- Essa vai ser uma longa viagem... – Falou enquanto observava a outra, que sorridente, tentava responder as perguntas de todos, trocando olhares com ele sempre que possível.

Mas Draco não era o único "incomodado" com a fama da menina, do outro lado do vagão, um menino os observava calado, arquitetando na mente, o que faria com ela em seus próximos dias...

N/A: HEEY PIMPOLHOS, aqui está mais um cap, espero que tenham gostado, e que estejam acompanhando... Vou colocar um Glossário aqui em baixo, está bem?

N/B: Heyyy E ai amores e amoras?

To amando essa fic e vcs?

Gente quem mais esta apaixonadinho pelo Draco? Pq eu to ficando

E gente quero duas coisas QUERO UMA FADA! E da pra fazer a Mansão dela do meu tamanho?! Kkk Amei!

E Bella sendo Bella! Kkkk adoro!

Ela voltando mostrando a todos q esta de volta?! Será que Draco vai gostar dessa atenção toda q ela vai receber? Humm...

E quem será o menino misterioso?

E gente quero mais! Deixem comentário e reviews pra autora! Vamos galera não custa nada!

N/A2: Agora a minha baby tem duas betas, porque sim! Hahahahahahaha

Que fic gostosa de betar! Meu senhor! Já que eu não vou deixar review (por razões óbvias) quero dizer que: Mandy, você está de parabéns! O texto é gostoso de ler, fácil de betar, SEM ERROS ORTOGRÁFICOS, enfim, tá tudo perfeito.

Primeiramente: quero a Bellatriz como madrinha.

"Segundamente": quero uma fada de estimação.

E, cara, ela está sendo diva top do universo... Que que é isso hein?! Adoroooo!

Então é isso gente, até o próximo!

Glossário

A fada que eu escolhi para ser a guardiã da Makenna se chama Branwen, ela é uma fada Irlandesa, que é considerada a "Senhora da Primavera". Descrita como uma mulher jovem, muito esbelta, que se apresenta vestida de verde, com pedras preciosas, possui um penacho de flores variadas na cabeça.

Chudley Cannons, como já sabem, é um time de Quadribol citado várias vezes nos livros por Ronald Weasley. Como não há especificado um time para os Sonserinos, decidi colocá-lo.

Drac, que eu coloquei é o apelido que a Kenna deu pra ele, ok? Não ta errado HSUAHS