Agradeço à patin pela review. Muito obrigada mesmo!

Será que vc pode me ajudar a divulgar a fic? Ficaria mto grata se dissesse sim.

Capítulo 2

Quarta-Feira, 11:30

Na Casa de Peixes, podia-se escutar uma alegre canção entoada por um homem muito bonito, de longos cabelos azul-piscina, olhos de mesma cor e lábios carnudos e rosados, o que era realçado pelo batom que usava. Afrodite regava suas rosas intensamente vermelhas enquanto cantarolava. Ninguém que olhasse para essa cena poderia dizer que tais belas rosas eram usadas como armas mortíferas pelo Cavaleiro mais belo. A canção parou quando passos foram ouvidos dentro da Casa de Peixes. Afrodite largou a mangueira que usava para regar suas rosas e foi correndo para dentro com um sorriso grande estampado no rosto.

- Você chegou! – E se atirou no pescoço do "intruso", abraçando-o com força.

- Dite, você ta me enforcando! – Máscara da Morte disse já com falta de ar. – Também é bom te ver, mas me solta ou eu vou morrer sem ar!

- Ai Mask, desculpa! – Afrodite disse soltando o outro. – É que eu estou muito feliz mesmo em te ver. – Os olhos dele brilhavam de felicidade.

- Hehehe, tudo bem. Como eu poderia ficar bravo com você, não é mesmo? - Ao terminar a frase o outro já pulou de volta sobre si, abraçando-o novamente. – M..mas desse jeito eu vou morrer!

- Opa, desculpa de volta! Eu vou me controlar! Mask, não quer ver as minhas rosas como estão lindas?

- Eu quero sim... mas antes eu quero um beijo né? Faz tanto tempo que não ganho um...

- Ohhh, que fofo! – Afrodite apertou as bochechas de Mask, que sorriu enquanto colocava suas mãos sobre a cintura do outro. Logo suas bocas se tocaram suavemente. Ficaram assim por um bom tempo, só encostando de leve os lábios, Afrodite fazendo um carinho gostoso na nuca de Mask, enquanto recebia carícias na cintura. – Agora... – Mask sentia um dedo tocar de leve seus lábios antes que estes tocassem os do outro. – as rosas!

- Tudo bem, vamos ver as rosas. – Mask disse com um pouquinho de falta de vontade, mas sabia que o outro adorava demais suas rosas e que gostava ainda mais de mostrar a ele quão lindas elas estão. Foram de mãos dadas ao jardim.

Quarta-Feira, 14:45

- Então, se arrependeu de toda a maldade que fez no passado, pediu perdão à Atena e aqui estamos conversando como se nada tivesse acontecido?

- Saga... eu não sei porque não consegue acreditar em mim.

- Ah...realmente não sabe Kanon? Quer dizer que depois de anos me atormentando para fazer o que fiz, depois de trair todos os ideais dos Cavaleiros de Atena unindo-se a Poseidon e também de ter desejado controlar tanto os oceanos quanto os continentes, você ainda me pergunta porque eu não consigo acreditar em uma palavra do que você diz? – Saga levantou-se do sofá onde estava sentado na Casa de Gêmeos e gritava tudo que estava reprimido por tantos anos para seu irmão gêmeo Kanon, que estava sentado no sofá a sua frente de cabeça baixa, só escutando.

- Saga, eu não discordo em nada do que você disse.

- É claro! Como poderia se é tudo verdade?

- Sim... o que fiz no passado foi horrível, e você tem todos os motivos para estar brigando comigo... mas será que mesmo depois de Atena e dos outros Cavaleiros de Atena terem me perdoado você ainda acha que eu tenho propósitos maléficos no coração?

- Não vai conseguir a minha confiança só porque os outros confiam em você.

- Então eu vou trabalhar duro para conseguir a sua confiança, meu irmão. – Saga viu o olhar de determinação que se estabeleceu no rosto de seu irmão ao dizer essas palavras. "Veremos Kanon... veremos se realmente você mudou..."

Quarta-Feira, 20:00

- Como está a comida Kamus? – Miro perguntou olhando com expectativa o rosto do homem a sua frente, que degustava um strogonoff de camarões que ele havia preparado.

- Hmmm, bom... bem... hmmm... – Kamus enrolava de propósito, se divertindo ao ver a ansiedade de Miro. – Está muito bom mesmo, parabéns!

- Yesss! – Miro dançava de alegria, arrancando risadas do francês. Logo sentou-se e ia se servir quando...

- Deixa que eu te sirvo, afinal, foi você quem cozinhou. – Kamus sorria encantadoramente, servindo Miro, que fitava intensamente o francês tão elegante.

- Obrigado. Ótima idéia a sua! Aposto que quando disse "Eu quero comer alguma coisa feita por você, Miro", na verdade queria dizer "Eu quero ver se você sabe fazer alguma coisa, Miro". – O francês ria com vontade, divertindo-se com a imitação de si mesmo que Miro fazia, gargalhando também.

- Da próxima vez eu quero que você coma alguma coisa feita por mim.

- Pode fazer, eu como com certeza!

- Está certo, amanhã então, mesma hora na minha casa.

- Tudo bem! – E jantaram, conversando alegremente. Depois, Kamus voltou para sua casa alegando que já estava muito tarde e recusando o convite de Miro para passar a noite ali mesmo.

"Como eu me apaixonei por esse ser mesmo? Acho que foi quando eu o vi pela primeira vez... Não conseguia acreditar no que via... alguém tão novo, mas tão educado, inteligente, elegante, frio... no começo, pensava que ele nunca ia largar a formalidade comigo. Me sinto feliz por não ter sido assim... também me sinto privilegiado por ser, acredito eu, o único que já viu o Kamus sem a máscara de gelo que ele sempre usa. Ele não é frio com os outros Cavaleiros de Ouro que são nossos amigos, mas também não é com eles como é comigo, alegre, brincando, rindo com vontade... adoro aquela risada gostosa que ele solta... uma linda música para os meus ouvidos. Ah... Kamus... como eu te amo... espero que um dia eu crie coragem e te diga isso, e tomara que neste dia eu seja correspondido da mesma maneira..."

"Miro, Miro... é incrível como me sinto livre perto de você. Me sinto tão bem com você, com as nossas brincadeiras, com as nossas conversas, com os seus elogios... Esse seu jeitão de moleque me conquistou, e agora, veja só, estou totalmente apaixonado por você... como uma menina boba que baba só de pensar no menino amado. Amor, tenho certeza que é isto que eu sinto. Lembro do dia em que nos conhecemos...

- O seu nome é Kamus, não é?

- É sim. Como sabe?

- Ouvi por aí, hehehehe. Você é o Cavaleiro de Aquário, não é mesmo?

- Sim, eu sou.

- Se eu te contar uma piada, será que você dá risada?

- Não acho que isso possa acontecer.

- Imaginei. Da onde você é?

- Da França.

- E você fala francês?

- Óbvio que sim.

- Ah, mas que pergunta a minha, né? Hehehehe

Silêncio...

- Sabe, eu sei fala uma coisa em francês.

- Ah é? Fale. Eu quero ouvir.

- Pêra, dexa eu faze biquinho como vocês.

---- Eu quase dei risada disso, mas contive minha máscara ----

- Pronto, fiz o biquinho. Parece biquinho de beijo, não parece?

- É, parece sim. – Soltei uma risadinha, não consegui conte-la.

- Você riu!

- Sério?

- É sim, eu ouvi, você não? Ah, isso era pra ser irônico, né?

- Sim...

- Ah, to te enrolando, ainda não falei francês. Olha só! Je...

- Je...

- Je t'aime! É isso que eu sei falar! Só não sei o que significa.

- Significa "eu te amo".

- Eu também!

E eu soltei uma gargalhada incrível, nunca tinha rido daquele jeito antes. E só ri dessa maneira na frente do Miro. Acho que sempre será assim... Nunca terei coragem dizer que eu o amo... tenho medo de que eu não seja correspondido. Então, prefiro continuar como estamos, bons amigos. Prefiro morrer a perder a amizade do Miro... morrer..."

É isso aí! Espero que tenham gostado! Ah, e por favor, quem leu e gostou e mesmo quem leu e não gostou, deixa uma review.

Agradeço muito!

Ah, será que eu faço acontecer Saga/Kanon? Queria que dessem a opinião de vcs. Thanks a lot!