Obscuridade Púrpura
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Numa festa dada por Edward Cullen, Bella, a nerd da escola, é estuprada e isso desencadeia muitos mistérios de seu passado. Na corrida mortal para descobrir quem é seu agressor, Bella e Edward acabam dividindo mais do que sua sede por justiça.
Prólogo
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Os pés dela patinhavam as poças d'águas e eram triturados pelos cascalhos do chão. Enquanto corria sem parar flashes e imagens invadiam sua mente.
Fogo. Algo estava queimando. Ela podia ouvir gritos. Eram os seus gritos?
Sabia que algo estava errado, sabia que tinha que parar de correr. Não era assim, a cena não era essa. Mas não conseguia. As pesadas botas soando atrás dela a faziam tremer tanto que qualquer pensamento coerente tinha sido expulso da sua mente.
Estava escuro e apesar de saber que ninguém a ouviria, berrou. Berrou a plenos pulmões, o que dificultou mais ainda a sua corrida.
O único som que se ouvia era o silêncio da noite e os grilos espalhados ao redor da floresta.
Como diabos ela tinha ido parar ali? Onde estava o asfalto em que seu pé pisava a segundos atrás?
Sua mão pinicava e mesmo no escuro olhou para baixo e teve um flash de algo brilhoso. Sangue. Ela estava cortada. Não um cortezinho qualquer, não algo superficial, mas alguma coisa funda o suficiente para fazer sua mão ficar banhada e derramar pequenos pingos no chão.
Ela tinha um maldito rastro atrás de si e sabia que isso só ajudaria mais ainda seu perseguidor. Não que ele precisasse, Bella sabia que aquele maldito podia farejar o medo a quilômetros de distância.
Fechou os olhos com força por um momento. Não enxergava mais de um palmo a frente do nariz e não sabia onde estava. Ela só corria mais e mais.
Espreitando no escuro da noite, se escondeu atrás de um arbusto e rezou para que a noite a acobertasse. Logo os passos atrás dela cessaram e pode ouvir uma respiração irregular bem próxima. Prendeu o fôlego e ficou com medo de que qualquer movimentação o alertasse. Mas seu pé esbarrou em algo e isso foi o suficiente.
Um frenesi alucinante começou a se instalar na boca do seu estômago quando uma mão a agarrou e puxou de trás dos arbustos pelos cabelos. Seu rosto foi prensado contra a lama fria e fedorenta e a parte superior do seu vestido foi rasgada pela parte de trás.
Tentando conter um grito de dor quando ele apertou sua mão machucada, ela se virou e ergueu a perna no ar para acertá-lo. Em menos de um segundo a mão que sustentava os braços acima da cabeça de Bella caiu em direção ao seu estômago e ela sentiu o repuxamento.
Ele a tinha esfaqueado.
Mordendo o lábio inferior ela deixou que o entendimento a penetrasse. O bastardo a tinha esfaqueado.
A dor era excruciante e a petrificou por alguns segundos, fazendo com que visse pequenos pontinhos coloridos no canto da sua visão. Foi o suficiente para que ele puxasse sua calça sem muita cerimônia.
Bella se debateu, tentou se libertar, tentou gritar por socorro, mas tudo era em vão. Uma mão imunda tampou sua boca e a outra acariciou seus seios por cima do sutiã.
- Você não é nada mal, sabia? – ela quis cuspir desesperadamente na cara dele, mas nem isso podia.
Ela não conseguia enxergar muito bem já que ali não tinha nenhum ponto de luz a não ser a lua atrás deles, mas ainda sim, aquele olhar escuro e sombrio penetrava dentro dos seus ossos e a fazia ter milhares de pesadelos ainda acordada.
Ele cortou seu sutiã com a faca e levou um dos seios a boca, Bella estremeceu de nojo. Ela queria simplesmente que ele a matasse. Simples e sem dor. Um golpe apenas e resolveria tudo. Mas ele não o fez.
Não, ele não podia matá-la. Tinha planos mais divertidos. Para ambos. E foi exatamente isso que ela percebeu quando ele começou a rir.
- Você gosta disso, sua vadia? Gosta que eu te pegue assim? – quando ela continuou petrificada de horror, suas orbes maiores que Saturno, ele se inclinou e mordeu um de seus seios.
- Unhhmmmm – o grito de dor foi abafado pela grande mão em sua boca. Por um minuto ele a libertou apenas para se deliciar com o som, mas assim que teve a oportunidade, Bella o mordeu bem no antebraço.
- Sua cadela! – ele urrou acertando-a com um tapa.
Isso fez a vista dela piscar e se escurecer por um milésimo de segundo. Ele levou suas mãos tremendo até as próprias calças e as abriu.
E então sem nenhum aviso, a penetrou fundo fazendo-a urrar com tanta força que atingiu a cabeça no chão, várias vezes. Quando ele percebeu o que ela queria fazer sorriu.
- Não, não, sua vadia. Fique acordada e assista isso.
Seu corpo parecia estar sendo rasgado de dentro para fora. Ela sentia um desespero tal que chegava a ser comparado com a dor no meio das suas pernas. Era como se suas tripas estivessem prontas para vir ao exterior.
Sua vagina era apertada ainda e de jeito nenhum comportava os movimentos e ate mesmo o comprimento do pênis daquele homem. Lagrimas escorriam pelo canto dos seus olhos, mas isso só o deliciava mais.
Ele investiu contra ela mais uma vez, fazendo com que alcançasse o fundo, mas isso não era o suficiente, ela podia ver. Nunca seria o suficiente. Ele se esticou mais, mais e mais até que Bella começou a perder os sentidos. Ela não aguentaria.
Abruptamente, ele saiu de dentro dela como se soubesse que a garota estava perdendo as forças. Bom, talvez ele pudesse notar porque ela não se debatia mais.
Seus dedos a preencheram ao invés, mas claro, não era nada como aqueles romances de banca diziam que o ato sexual deveria ser. Eles eram intrusivos, evasivos e cruéis. Beliscavam, alargavam, arranhavam e machucavam sem dó. Eram corpos estranhos que queriam torturar e não dar prazer.
Bella sentiu algo escorrer por suas pernas e com profundo pavor se deu conta de que era sangue. Mesmo que o peso do homem sobre seu corpo a impedisse de se levantar, mesmo que ela não conseguisse sentir o cheiro de ferrugem, sabia que era sangue. Tinha que ser.
Afinal de contas, ela estava sendo estuprada.
Seus olhos se reviravam de dor quando ele tentou enfiar a mão inteira em sua vagina. Uma entrada tão pequena nunca deveria ser forçada assim. Nem por ele nem por ninguém.
- Você não vai durar muito... – ele sussurrou em seu ouvido. Sua voz soava doente e suja. Suja como um caminhão de lixo. – Preciso me apressar. Você tem que desfrutar disso acordada, minha vadiazinha de luxo.
Virando-a de bruços, ele passou sua faca levemente pelas costas de Bella. Um pequeno arrepio, mas o suficiente para que ela distinguisse a ponta da lâmina.
Me mate, era tudo que ela pensava, Por favor, me mate. Mas ele não o fez.
Ela sentiu o pênis dele pressionar contra o seu ânus antes mesmo de que ele o fizesse. Talvez ela apenas estivesse prevendo o que viria a seguir. Então quando a cabecinha do pênis começou a ser enfiada em seu orifício, Bella gritou e arqueou para trás, em direção a faca que ainda estava em suas costas.
O corte a machucou feio, mas por um minuto ou dois ela foi capaz de focar em qualquer tipo de dor que não fosse aquela latejando nas suas partes intimas.
O som do riso dele a fez se sentir pior ainda. Puxando-a pelos cabelos, ele se introduziu todo nela e gemeu de prazer quando foi completamente comportado.
Bella podia sentir qualquer que fosse a coisa se romper dentro dela. Era como se fosse uma boneca de tecido sendo descosturada.
- Esse corte não vai te matar. Só vai te dar uma belíssima cicatriz, sua puta. – ele gemeu novamente quando se moveu. – O que acha? Está bom? Estou te comendo direito?
Ele ameaçou enfiar mais fundo seu pênis no ânus dela e Bella gritou mais ainda. Ela sabia que não surtiria efeito berrar por ajuda, mas suas forças estavam se esvaindo e talvez assim, ela apagasse mais rápido.
E foi exatamente o que aconteceu. Sua visão foi se escurecendo no centro e clareando nas bordas. Exatamente como um filme antigo no final da exibição. E depois de um tempo, só restou escuridão.
Quando Bella abriu os olhos percebeu que estava gritando. Gritando sem parar. Uma musica ensurdecedora soava ao fundo e ela teve que se apoiar nos braços para se manter sentada.
Sua visão piscou no escuro e ela identificou ao longe a silhueta de uma construção. Uma casa. Muito barulhenta, muito animada e vagamente iluminada.
Ela estava numa festa. Não conseguia se lembrar claramente das coisas e sua cabeça latejava como o inferno.
Suspirou. Tinha sido um pesadelo. Apenas um pesadelo.
Mas quando ela tentou ficar de pé, suas pernas falharam e se deu conta de que suas lindas roupas estavam em frangalhos.
Com desespero levou as mãos ao meio das pernas e ao esticá-las a favor da luz, gritou.
Elas estavam ensopadas com sangue. Seu sangue.
Espero que não fiquem chocados demais. :D Reviews? Me digam o que estão achando.
