Nota da autora

1°: Sobre o capítulo

Bom, esse capítulo foge um pouco do projeto inicial da fic. Não, a fic não está inteiramente escrita - somente na minha cabeça (?) -, mas eu tenho uma ideia de como as coisas vão se desenrolar e isso não estava nos planos.

O Natal é a minha data comemorativa favorita. :D Eu sei que já passou /: e tudo, mas tive uma ideia e gostaria de dividi-la com vocês atrás desse capítulo. Como ele ficou enorme, tive que dividi-lo, e hoje postarei a primeira parte. Espero que todos vocês gostem e que o espírito de Natal ainda esteja no coração de vocês, e que ele se mantenha vivo até semana que vem pelo menos. ;P

2°: Aos meus leitores

Primeiramente, gostaria de agradecer a vocês por terem dado uma chance e opinado. Como eu disse antes, é muito bom saber que estão lendo e vê-los comentar. (: Continuem expressando suas opiniões, é sempre bom saber. (;

CoOlSquint, adorei seu comentário! Matarei sua curiosidade nesse capítulo, mas acredito que ela volte devido a outras coisas. rs E essa é minha primeira fic mais longa, sim. ^^ Obrigada por comentar, e obrigada pelos elogios! Aí vai a continuação! :D Cake ni, sua pergunta será respondida nesse capítulo! Obrigada pela review e pelo elogio! :D SasieMarie, estou continuando! Obrigada pelos elogios, querida! :D

E como vocês foram de Natal? Espero que tenha sido tudo maravilhoso! :D Dedico esse capítulo a vocês três, a minha amiga oculta que-eu-não-posso-revelar-o-nome-porque-os-presentes-ainda-não-foram-entregues :P e a todos os meus possíveis futuros leitores! Feliz 2011, que todos nós tenhamos muita saúde, proteção, paz, harmonia, força, muito amor! E boa leitura! :D


When everything changes

Capítulo 2: A Christmas wish - Parte 1


- Não!

Ao som aterrorizado de sua própria voz: foi assim que Brennan acordou no meio da madrugada. Estivera tão desesperada em seu sonho - pesadelo, melhor dizendo - que tamanho sentimento acabara passando para seu corpo real, obrigando-a a mexer-se e despertar. Naquele momento, sentada no centro da cama com as mãos levadas à testa, Temperance era uma mistura de suor, inquietude e arfadas de ar descompassadas.

Levantando-se e indo em direção ao banheiro, tudo de que precisava era um punhado de água gelada para lavar o rosto. Fazendo isso em movimentos intercalados e praticamente simétricos, Brennan conseguiu um pouco da calma que tanto procurava. O choque entre sua pele quente e a água extremamente fria que saía do lavatório proporcionou-lhe uma sensação de frescor e prazer.

Quando finalmente ergueu-se e fitou o espelho presente na parede, Temperance ficou estática. Apesar do breve estado de alívio pelo qual estava tomada, suas feições ainda revelavam um misto de horror, medo e preocupação. Embaixo de seus olhos claros e confusos, bolsas eram formadas e suas olheiras tornavam-se mais profundas e aparentes. Com o caso difícil que ela e Booth haviam tido para solucionar, a cientista havia descansado pouco nos últimos dias, o que reproduzia-se em sua imagem. Em outros tempos, Booth teria reparado quase que de imediato e teria feito com que ela não trabalhasse tanto. Contudo, naquele instante, ele não direcionava mais tanto de sua atenção à parceira. Talvez, a partir da noite mal dormida, ele fosse notá-la mais a partir de seu rosto e corpo extremamente cansados.

Aquela noite estava perdida. Brennan não vinha tendo mais pesadelos desde o período do julgamento do coveiro. Naquela vez, Booth estivera lá para ela. No entanto, isso não era mais possível. Ela teria que lidar com seus medos sozinha. Talvez ela não estivesse sozinha com Booth ao seu lado, dera-se conta disso agora, mas, na atual situação, ela sabia perfeitamente que estava só e sentia falta do companheirismo do parceiro. Tudo o que Brennan queria era que houvesse alguém, no meio da madrugada, para segurar sua mão e dizer "está tudo bem, não se preocupe, eu estou aqui", para afugentar as sombras que perseguiam-na, para tranquilizá-la e devolvê-la a um sono calmo, brando. Entretanto, como essa não era a realidade, só restou à cientista ler sobre uns novos estudos que haviam sido divulgados sobre Antropologia Forense noite adentro.

xxx

- Jeffersonian -

- Angela, eu não sei se você e o Hodgins já tem planos para o Natal, mas se não tiverem, eu gostaria de convidá-los para passá-lo em minha casa.

Temperance não tinha crença nem fé em nenhuma religião. Todavia, o Natal aproximava-se, e ela sabia que o mesmo é uma tradicional celebração realizada ao redor do mundo por muitas sociedades, além de ser uma ótima oportunidade para reunir pessoas queridas. Brennan sabia que passar o Natal sozinho significa que ninguém te ama.

- Uau, querida, você me pegou de surpresa! - disse Angela sorrindo sem jeito. - Você está bem, Brennan? Nossa, que olheiras são essas? Brennan, o que está acontecendo? - ela perguntou, preocupada.

- Angela, não aconteceu nada... - a cientista tentou mentir, mas sem muito sucesso. De qualquer modo, ela conseguiu desviar a conversa. - Bem, eu queria que você fosse para a minha casa porque é minha melhor amiga. E Hodgins é seu marido - mas é claro que você sabe disso -, e eu gosto muito dele também. Mas se vocês já tem planos... - ela disse tentando não parecer cabisbaixa.

- Não, querida, nós não temos planos, você só me surpreendeu... Adoraríamos passar o Natal na sua casa! Vou falar com o Hodgins, tenho certeza de que ele vai adorar! - a artista respondeu com um sorriso enorme no rosto.

- Fico feliz em ouvir isso, Angela - a antropóloga falou, extremamente satisfeita. - A propósito, como você tem passado? Tem tido enjoos, tonturas...? Como está o bebê?

- Estou ótima, estamos ótimos! - a melhor amiga transparecia uma felicidade tão pura e verdadeira que foi impossível Temperance não ser tomada pelo mesmo sentimento naquele instante.

- Que bom, fico mais tranquila assim. Então, eu espero você e Hodgins para o Natal, tudo bem? Agora eu tenho que ir. Até mais, Angela.

- Brennan! - a artista chamou pela cientista que já ia deixando o recinto, fazendo com que a segunda se virasse para mirá-la. - Obrigada por se preocupar comigo e com o bebê, e obrigada por nos convidar - ela disse, sincera.

- Não, obrigada a você por permitir que eu fizesse parte da sua vida e por aceitar o meu convite - Temperance falava de uma forma nunca vista antes. - Vejo você no Natal.

Dito isso, ela virou-se de novo para deixar definitivamente o local. Angela ficou para trás sentindo uma imensa alegria pelo que tinha acabado de vivenciar, assim como uma esperança incomensurável de que a amiga estivesse realmente mudando. Será que, finalmente, a extremamente racional e empírica doutora Temperance Brennan estaria permitindo a si abrir o coração para sentimentos tão guardados e reprimidos até então?


Perdoem-me, o FF comeu os espaços e não permitiu que eu centralizasse as partes em negrito. ¬¬

Continuem deixando suas opiniões! ;D Até ano que vem!