Oie! ^^
Bom... Como vcs mandaram reviews, então eu vo continua a historia!
(Juro que esse cap vai se maior! XD)
Capítulo 2 - COnversas
Subi as longas escadas na esperança de que já que eu estava morto, não me cansaria. Mas foi tão chato que minha alma ficou de saco cheio.
Naturalmente cheguei lá mais puto da vida do que antes. Abri uma porta que dava para um jardim irritantemente perfeito com um chute e fiquei procurando o velho. E nada de ele aparecer.
-Puta merda tá todo mundo me sacaneando nesse lugar!! Primeiro aquele anjo pisca-pisca me leva pra ver "como o paraíso é perfeito cheio de casais fofinhos e ursinhos carinhosos", e depois o grande Deus me deixa plantado nesse jardim esperando ele aparecer como se eu tivesse todo o tempo do mundo.
Ok, ok eu realmente tenho todo o tempo do mundo. Mas isso não muda o fato de que eu fiquei ainda mais furioso pelo cano que Deus me deu. Quando me virei na direção da porta pra ir embora, vi uma árvore. Não tinha mais nenhuma porta naquele lugar.
-AAAAAAAAH!!!!! ALGUÉM SABE ONDE FICA A SAÍDA?? MAS QUE DROGA DEUS, CÁRCERE PRIVADO É CRIME!! VO TE MANDA PRA CADEIA QUANDO EU SAIR DAQUI!!!
Como ninguém respondeu e nem pareceu se importar com nada que eu gritava, comecei a chutar tudo à minha volta. Arranquei plantas, mas elas voltaram ainda mais perfeitinhas. Será que tem como morrer de novo? Quero voltar pro inferno... Pelo menos lá não tinha nada pra me preocupar. E não tinha nada mesmo.
Frustrado, acabei desistindo e sentei no chão. Agora que eu me dei conta, por que estou tão irritado? Tô parecendo o Mello sem chocolate... Nem quando eu era vivo e acabava o cigarro eu ficava tão estressado. Na verdade eu era bem calmo... Cutuco a grama com o que era minha mão enquanto tento voltar a ser calmo. Não consigo.
-É Mail Jeevas... Dessa vez não foi só seu cigarro que acabou. -uma voz de locutor de rádio diz quase no meu ouvido. Levanto do chão meio cambaleante.
-Que-quem ta aí?! - Olho em volta, mas nada mudou. Não tem ninguém além de mim ali.
-Jura que não sabe? -a voz ficou brincalhona.
-... Deus. - revirei os olhos.
- Bingo! E então Mail Jeevas, imagino que esteja irritado comigo.
- Nossa você é brilhante Deus. -ironizo.
- Eu sei. Mas agora vamos ao que interessa. Primeiramente aquele lugar escuro e sem absolutamente nada que você achou que fosse o inferno, não era. Era o caminho pra lá. A maioria das pessoas entra em desespero em todo aquele escuro. Imploram, rezam pra serem levados pro céu. Mas você não. Sabe Matt, eu estava em dúvida se te deixava ir pra lá ou não. O inferno é um lugar muito ruim, sabe... E você fez muita coisa que te deixaria lá por muito tempo. Mas no meio daquele escuro... Você me surpreendeu. A primeira pessoa que se sentiu tranqüila ali. Me deixou curioso. Então eu fui lá ver o que estava acontecendo, e percebi que tinha uma tristeza tão grande dentro de você que não deixava espaço pra mais nada. Reconheci em você a tristeza de alguém que perdeu a única coisa que importava. Alguém que não tinha nada e perdeu isso também.
Fiquei quieto. Eu ia falar o que? Que ele estava errado? A voz dele parecia até mesmo vir de dentro de mim, que escolha eu tinha? Esperei ele continuar.
- Então eu te trouxe pra cá. Queria tirar aquilo de você e descobrir o que te deixava tão triste. Mandei meu anjo te buscar, e você tentou resistir. Achou que não merecia ter alguma coisa pra perder outra vez. Sabe, quando você viu o paraíso, até eu fiquei assustado com sua reação. Se você ainda tivesse corpo, tenho certeza que morreria na hora de tristeza. Foi então que eu vi o que você tinha perdido.
Senti um sorriso triste não sei de onde. Talvez fosse de mim mesmo, afinal eu é que estava tendo a alma exposta sem poder fazer absolutamente nada. Queria xingar, mas eu não tinha forças.
- Mello, Mello, Mello. Era tudo que você tinha na cabeça. Matt... Você o ama não é?
Fechei o que antes eram meus olhos. Eu não podia chorar sem meu corpo, mas podia sofrer do mesmo jeito.
-Sabe Matt, o Mello é um cara mau. Esse sim iria pro inferno sem dúvida alguma.
-Eu sei... -murmurei com um meio sorriso.
-Mas parece que tem alguma coisa nele que você ainda acredita. E que me fez acreditar também. Foi então que eu tive essa idéia.
Olhei pro nada desconfiado. O que ele ia aprontar comigo?
-Naturalmente não posso te dar a sua vida antiga de volta. E uma vida nova não resolveria seu problema. Então eu pensei, que se você pudesse fazer do Mello uma pessoa melhor, talvez eu pudesse trazer ele pra cá quando morresse e...
-Peraí! Você quer dizer que vai me transformar no...
-Isso mesmo. No anjo da guarda do Mello.
Por essa eu não esperava. Mas que se importa? Eu ia ver Mello de novo.
-Com uma condição. -falei
-Eu sei, eu sei. Nada de asinhas e nem de ficar colorido. Não se preocupe. Você vai ser exatamente como era vivo. -senti ele sorrir.
-E quando isso co-
Uau...! Foi rápido hein? Deus devia querer se livrar de mim rápido. Num piscar de olhos eu estava em frente ao meu antigo apartamento. Olhei pra mim mesmo e vi meu corpo antigo, sem asinhas e nem pele multicolorida. Ótimo... Mas e agora?
Quanto tempo havia se passado depois da minha morte? Vi uma banca de jornal do outro lado da rua e fui até lá.
UM ANO E MEIO?? EU FIQUEI CINCO MINUTOS NO CÉU E PASSOU UM ANO E MEIO NA TERRA?? QUE MERDA É ESSA?! Se acalma Matt... Fica calmo... Isso... Respira... Não importa. Tenho um trabalho a fazer com Madonna.
Entro no elevador do prédio pensando na reação dele. Encostei a mão na parede do elevador. Então eu podia tocar as coisas? Então eu podia ser espancado?? Hum... Isso não é muito bom.
Parei na frente da porta pensando o que diria pra ele. "Oi Mello, morri mas tô de volta. Só que agora eu sou um anjo. Tudo beleza por aqui?" Oh meu Deus... Ele vai atirar em mim.
Abri a porta e fiquei parado lá por um bom tempo, de boca aberta. Meu Deus. Que triste fim teve meu apartamento... ? Parece que faz décadas que ninguém limpa isso aqui! Tsc,tsc... Mello nunca foi uma boa dona de casa. Eu devia saber.
Fui até a mesa e passei o dedo nela. Meu dedo ficou preto. Olhei para o sofá na minha frente e vi Mello sentado ali, vendo TV. Sorri e cheguei mais perto. Mas o que...? Filho da mãe!!!!
-MELLO SEU PUTO!! ESSE CIGARRO É MEU!! DEVOLVE ESSA MERDA PRA MIM!!! -gritei me segurando pra não espancar o loiro.
Silêncio. Mello se virou pra mim e seus olhos estavam arregalados e com olheiras. Seu cabelo estava mais comprido. Ele abriu a boca e deixou o cigarro cair. Droga... Acho que assustei ele.
-Ma-matt... -ele balbucia meu nome meio atordoado. -Você... Seu... FILHO DA PUTA!!! EU ACHEI QUE VOCÊ TAVA MORTO PORRA!!!!
Mello pula do sofá e sai correndo atrás de mim. Corro pra porta. Oh não, Mello pegou a arma!! Encosto na parede, pensando. Fujo. Não Fujo. Fujo. Não fujo...
BANG!!!!
Mello tá com aquela cara de novo. Olho pra mim. Estou intacto. Mas... Mello nunca erra! Saio do meu lugar e olho pra parede. Ela não se salvou. Então... Eu sou imune a tiros!
Abro um sorriso enorme pra ele.
-Você não pode me matar. Eu já morri. Agora devolve meu cigarro logo.
EEEE... tá mais comprido agora (Y)
Mas não consigo faze mais que isso TT-TT
Axo que só em cap final fica maior... Que nem em Os últimos dias!
Espero que tenham gostado ! ^3^
Ah! queria a opinião de vocês... axo q tah faltando alguma coisa na narração do Matt. Não parece tanto ele... Mas eu naum consigo axar o q tah falatando.... me falem se axarem ok?
Bjos***
