Kisa Kaze no Mai (lágrimas nos olhos) A vida é um sonho... Eu fiquei tão emocionada quando recebi meu primeiro review... Chorando até agora... Mas vamos ao que interessa: depois de um emocionante primeiro capítulo...

Convidado surpresa Sim, emocionante, todo aquele amor que a minha Hime coloca como ninguém em suas histórias me deixam ainda mais apaixonado por essas mãos mágicas e essa mente iluminada...

Kisa (olhar ainda mais emocionado...) O Host Club, aqui, em meu humilde disclaimer? Agora eu morro... Querido Suou, eu nada posso diante de seu grande charme, ò KING!

Suou Tamaki KING? (brilhos em volta, pétalas de rosas voando) Sim, eu sou fadado a ser o personagem principal, juntamente com minha filhinha Haruhi...

Kisa (rosto corado) Perdão King...

Suou Tamaki Sim, eu sou o King...

Kisa (rosto ainda mais vermelho) é que meu personagem favorito do Host Club é o Kyoya, embora a autora não o quisesse criar a princípio...

Ootori Kyoya (brilho malévolo nos olhos, levantando os óculos) Encanto muito os plebeus...

Kisa (envergonhada) E depois vem o Mori-senpai...

Morinozuka Takashi (rosto habitual) Hoi.

Kisa (procurando Tamaki no cantinho do cenário) King, King?

Suou Tamaki (completamente recuperado, flores voando em volta) Sim, eu sou o King...

Kisa (assustada) Ele realmente se recupera rápido... ¬.¬

Como é de praxe, tenho de agradecer os maravilhosos reviews que recebi, obrigada Hitsumei-chan e Saky-chan, vocês foram as primeiras a me darem algum crédito no fanfiction... Agradecimentos especiais ainda a Yume-chan, minha grande incentivadora e cicerone no fanfiction... Se não fosse por ela vocês não leriam essas mal traçadas linhas... No p´roximo disclaimer eu prometo o restante do Host... Mas vamos ao que interessa: CCS não me pertence, tampouco Ouran High School Host Club, portanto... Vamos à fic!

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PARECE CONTO DE FADAS

Primeira parte: Era uma vez...

Capítulo 2: E antes do meio, houve um início...

(Dois anos antes...)

O presidente da maior empresa de tecnologia da China, JIN HUANG LIM, precisava de um assistente pessoal. Há quase sete anos em Londres, para onde a família se mudara, Sakura via naquela vaga a chance de mostrar ao irmão que as faculdades de administração e jornalismo podiam ser mais que diplomas na parede. Touya, o irmão, via com maus olhos a ida à China. Yukito era o único que dava apoio. Touya também saíra de casa para trabalhar, estavam em Londres e estavam felizes. Muitos questionaram tanto a mudança quanto o fato dos dois rapazes estarem indo morar juntos. Mas eram felizes acima disso, por que seria diferente para Sakura na China?

Não queria perder a chance. Arrumou as malas e rumou à China. Com um pequenino detalhe: não falava uma palavra de chinês. Falava fluentemente o inglês, conseguiu se candidatar à vaga. Uma etapa concluída. Ficaria uma semana. Até o dia da entrevista, um curso intensivo de chinês: comprou todos os filmes que conseguiu com legendas em inglês. Em quatro dias compreendia frases completas, podendo até desenvolver pequenos diálogos. O esforço valeria à pena. No dia marcado, todo o cuidado para que as coisas saíssem perfeitas: café reforçado, roupas bem passadas, cores pastéis na maquiagem. Chegou à empresa duas horas antes, garantia de que mesmo que ficasse perdida no meio do caminho não chegaria atrasada.

Sentada na ante-sala, um rapaz chamou sua atenção. Os olhos eram sérios, incisivos. O terno era de grife, o que contrastava com a jovialidade do rosto, não daria a ele mais que vinte e cinco anos. Falava à secretária do presidente, que o ouvia com muita atenção e, de certa forma, alguma submissão. Súbito, os olhares dele se voltaram a ela, Sakura, que apesar de corada, não desviou o olhar. Ele parecia gostar, pois lhe sorriu e veio sentar-se a seu lado.

- Olá!

- Olá! - deu-se conta de que respondera em japonês – Desculpe, eu...

- Não se preocupe, eu falo japonês.

E fluentemente, ela logo notou. Sentiu-se tão aliviada! Conversaram bastante, ele era bem perguntador! Então outro candidato chegou.

- Eu tenho de ir. Gostei de você. – e ela notou que ele corara um pouco por trás do sorriso – Boa sorte na entrevista.

- Espera, eu...

Ele já fora. Nem perguntara o nome dele, que fora! Ainda havia pelo menos uma hora para a entrevista. Tentou puxar assunto com os outros candidatos que chegavam, mas nenhum queria assunto com os concorrentes. Perguntou à secretária como seria a entrevista, ela podia dizer-lhe apenas que seriam chamadas por ordem alfabética. Kinomoto, k. Demoraria um pouco...

A secretária finalmente chamou o primeiro nome, começara. Homens e mulheres entravam sala adentro e saíam extremamente confiantes. Voltavam a se sentar, cheios de risinhos, como desdenhando dos que não seriam. Ai, ai, ai... Seria escolhida? Sairia da sala com aquele risinho?

- Kinomoto. Sakura Kinomoto.

Era a sua vez. A porta parecia tão grande! Pensava agora que Touya podia ter razão, não devia estar ali, não ganharia aquele emprego nunca mesmo... Cabeça baixa, abriu a porta e fechou-a atrás de si sem olhar pra frente. Levantou devagar os olhos, abrindo um largo sorriso afinal. O rapaz com quem conversara há pouco punha-se encostado à mesa.

- Que bom que eu encontrei primeiro você! Meu chinês é made in china, - ela ria da própria piada, mas ele continuava com os olhos fixos nela e um sorriso que ela não soube identificar se sedutor ou natural – você podia traduzir o que eu disser ao presidente, não é?

Caminhou até ele, olhando tudo em volta. A sala era grande, mas a cadeira presidencial estava vazia.

- O presidente vai demorar?

- Não vai perguntar aonde ele foi?

- Que é isso... Ainda não trabalho pra ele, não tenho de saber pra onde ele foi... O problema é que, se ele demorar, o pessoal lá de fora pode ficar um pouco impaciente, sabe...

- Ótimo. Sente-se, Sakura.

- Obrigada!

Ele lhe estendeu a mão, que ela apertou sem entender. Ele sorriu, percebra o quão perdida ela estava ali...

- Seja bem vinda, senhorita Sakura Kinomoto. Eu sou Syoran Li, presidente e dono da JIN HUANG LIM. Vamos à entrevista?

Seu queixo caiu. Conversara aquele tempo todo – e o pior, na maior intimidade – com seu ex-provável-findo-futuro chefe? Ai, ai, ai... Perdera o emprego...

- Surpresa?

- Sinceramente?

- De preferência. – ele sorrira.

Ai, eu ainda me perco nessa boca... Quer dizer... Atenção, Sakura, isso não são horas para devaneios!

- Sim. É que nós conversamos tanto lá fora e... Não, você não é como eu imaginava...

Ele deu uma gargalhada divertida.

- Realmente, todos imaginam que o presidente de uma grande empresa deva ser um velho ranzinza, não? – ela concordou com a cabeça. Como era gracioso o jeito como o cabelo dela se movia... Objetividade, Syoran, objetividade. Não demonstre que está caído por ela. E pare de corar! – Devia pedir seu currículo agora, mas notei que havia trazido dois e peguei um enquanto conversávamos.

- Que gatuno! – corou imediatamente, baixando os olhos – Desculpe, senhor, eu... Ai, ai, ai...

Quanto mais ela tentava se desculpar, mais ele se divertia. Rodou a mesa, sentando-se na cadeira de couro do outro lado.

- Chame-me por você. Você tem boas qualificações. Por que eu deveria contratá-la?

- Por que eu quero trabalhar.

- Não vai me falar sobre sua alta competência, seus cursos ou... – deu uma pausa para que ela olhasse em seus olhos - ... sua beleza?

Ai, aquele sorriso de novo! Racionalidade, Sakura, racionalidade. O que ele quer ouvir?

- Os cursos e as qualificações você pode ler no currículo que surrupiou. – ele riu abertamente, enquanto ela corou – E de que adianta beleza se eu não quiser trabalhar? Não é a sua beleza que trabalha, ou é, senhor Li?

- Você é boa nisso, hum? – ele corara – Qualificações não são mais importantes que caráter e sinceridade, e você tem todos. Está contratada.

Esperou uma reação efusiva ou algo mais sexy, como um abraço ou, quem sabe um beijo... Bom, nada ocorrera. Ela continuava lá, imóvel. Sentou-se na ponta da cadeira, a fim de chegar mais perto dela:

- Não vai dizer nada?

- Sem contrato assinado, discussão de salário e sabendo das vantagens? Não.

Abriu a gaveta, retirou um papel com letrinhas pequenas e entregou a ela.

- Leve para casa e leia as cláusulas. Se tiver qualquer dúvida, ligue e fale com a minha secretária.

- Não posso falar com você diretamente? – corou ao perguntar isso. Atrevida demais, Sakura! – Não, porque se eu for sua assistente pessoal eu tenho de tratar diretamente com você, não?

- Eu vou adorar que você me ligue. – olhos de sedutor e ela corada. Bingo, Syoran! – Aliás, se quiser me ligar mesmo sem nenhuma dúvida...

- Tenho uma pergunta antes de ir: por que eles estão lá fora esperando?

- Quero ver até quando eles vão esperar pela 'chegada do presidente'. Eles acham que eu estou aqui apenas para receber os currículos...

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A limusine negra parou defronte à escadaria de mármore. Sakura desceu primeiro, seguida por Syoran. Repassava com ele os detalhes da última reunião com a cúpula da maior concorrente, a Intercorp, motivo este que os levara à viagem a Nova York, da qual voltavam. A grande porta de mogno moveu-se pesadamente, revelando uma jovem de longos cabelos negros, rosto radiante:

- Xiao! – pulou, abraçando e beijando Syoran, em quem se dependurara – Achei que você não ia voltar nunca! A reunião não era um dia só?

- Não resolvemos tudo em um dia só, Ling Ling...

- Por que não dá uma folga à senhorita Kinomoto e passa o restinho da tarde comigo?

- Imagine, senhora Li, não se privem por minha presença, eu... eu já ia me recolher...

- Sempre eficiente... A senhorita é a melhor assistente que Xiao poderia escolher, sabia, Kinomoto?

- Com licença.

Preferiu sair. Ver Mei Ling beijando e abraçando Syoran lembrava-lhe que ela, Sakura, não era a esposa. Havia horas em que a vontade era explodir, contar a todos o quanto os dois se amavam... Não podia. Destruir um lar? Não era aquele seu objetivo na China. E o que diabos queria ficando ali? Tinha medo da resposta alardeada pelo coração: queria Syoran. De alguma forma, era a maneira que encontrara de tê-lo, possuí-lo. Quis chamar-se tola, egoísta, mas a porta de seu quarto a acordou dos pensamentos.

Não longe dali, Mei Ling levava Syoran para o quarto pela gravata. Aos 25 anos, casada há quatro, vivendo para ele desde o nascimento. A menina fora prometida ao empresário antes de nascer, treinada desde bem pequena para saber e obedecer a todo e qualquer desejo do marido. E, até ali, achava seu casamento perfeito: tivera a sorte de se apaixonar pelo marido, ser bem tratada por ele... Mas faltava algo, faltava um filho, um herdeiro. Tinha de se apressar, seu Xiao poderia procurar outra esposa se não conseguisse dar-lhe um sucessor, não queria que ele a abandonasse... Esforçava-se para seduzi-lo, ganhar a confiança de um casamento estável, mas há algum tempo ele se mostrava cansado, farto daquelas sucessivas tentativas de manter a união. As brigas e as viagens haviam aumentado, querendo ou não estavam distantes. Pior de tudo: os olhos dele brilhavam. Ele estava amando outra! Fingia nada ver, nada saber, mas ele amava outra. Quem? Não sabia, mas ele a amava e ela a odiava por isso...

- Que há, Ling Ling? Cortinas novas? Tapetes novos?

- Você vai gostar, Xiao...

Abriu a porta do quarto, mostrando o chão e a cama cobertos de pétalas vermelhas:

- Para o nosso aniversário de casamento...

- Eu havia esquecido... Não comprei nada pra você...

- Você é o meu presente, Xiao...

Syoran ficou algum tempo calado. Ele mesmo já preparara surpresa igual para Sakura, em um hotel em Madrid. Era aniversário dela, comprou todas as rosas que encontrou... Aquele dia todo não saíram do quarto, uma tarde inesquecível com a MULHER de sua vida... E ali estava Mei Ling, a ESPOSA de sua vida. Por que tinham de decidir sua vida por ele? Malditos anciãos, malditas tradições... Por que não o deixaram escolher com quem casar? Não faria Mi Ling sofrer... Não faria Sakura sofrer... Ele mesmo não sofreria... Mei Ling o abraçava e puxava para o quarto. Era hora de cumprir as obrigações de marido. Seria pior se ela fosse feia...

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Terminamos mais um capítulo, amigos e amigas... Me bate uma deprê quando eu tenho de dizer tchau pra vocês... Acho que me alonguei um pouco nesse capítulo, mas é que eu vou me empolgando e sai mesmo... Mesmo assim, feliz ano novo! E esperem as próximas emoções de: Parece um conto de fadas! Beijões!