Capítulo II

- Júlia, para onde está me levando? - Adolf questionou, seguindo-a pelas ruas aglomeradas da cidade - Tem certeza que está se sentindo bem? Está tão estranha!

- Estranha, meu querido? - Júlia parou na calçada e sorriu para o namorado - Sinto-me muito bem, como já lhe disse. Mas você, meu amor, não ficará nada, nada bem!

E com um gesto que Adolf não esperava, Júlia empurrou-o da calçada para a avenida, rindo cruelmente ao fazê-lo.

Adolf, muito surpreso, tentou desviar-se dos carros que passavam velozmente por ali, mas não foi rápido o suficiente; um dos carros atingiu-o nas pernas, fazendo-o perder o equilíbrio e cair de cara no asfalto. Uma buzina alertou-o do perigo que corria estando naquele lugar, mas seu corpo parecia não querer obedecê-lo. Tudo o que fazia era tentar entender as atitudes de Júlia.

O caminhão estava cada vez mais próximo agora... Adolf colocou os braços a frente do rosto na inútil tentativa de proteger-se.

O choque aconteceria a qualquer momento. Em poucos instantes, Adolf sabia, estaria estirado no chão, provavelmente morto.

Mas ele não foi atingido.

Adolf sentiu-se ser deslocado e rolou pelo chão junto de alguém. Erguendo o olhar, ele viu uma moça ruiva levantar-se ao seu lado.

- Você está bem? - ela perguntou, encarando-o como se o considerasse louco.

- S-Sim... - Adolf percebeu que estavam de volta à calçada e tinham vários espectadores - O-obrigado...

- Sem problemas. - respondeu a jovem, mais gentilmente - Sei que não é da minha conta, mas... O que aconteceu?

- Eu não sei... Não entendo... - ele murmurou, procurando Júlia na multidão.

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- Olá, minha linda. - um homem vestido em andrajos aproximou-se de Júlia - O que você tem aí, hein? Mas que belo anel!

- Se manda, cara! - respondeu ela, mal-humorada - Vá embora, se tem amor à vida!

- Ouw! - zombou ele - A bonequinha está nervosinha...

A mulher empinou o nariz numa atitude altiva, antes de apontar o Anel Nibelungo na direção do infeliz. Um pequeno brilho e logo tudo o que se podia ver era o homem estirado no chão, pálido e com os olhos sem vida.

- Eu disse que era melhor se afastar, idiota.

- Júlia! Espere, por favor!

Júlia viu Adolf correndo a seu encontro e tratou de se esconder atrás de um prédio.

"Eu preciso sair dessa cidade maldita." - pensou ela, os olhos brilhando ao observar e acariciar o anel - "Devo ir ao encontro de meu mestre."

- Acha mesmo que poderá ficar com esse anel? - um homem mal-encarado muito alto e forte surgiu das sombras do prédio, mirando a jóia sem piscar - O mestre não o deixaria nas mãos de uma humana imprestável como você, mulher.

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- Aaahhhhhhh!

- Júlia! - Adolf assustou-se e correu até o local de onde, presumia, viera o grito da namorada.

Para sua surpresa, Júlia estava caída de bruços no chão, pálida e com uma poça de sangue ao seu redor.

- Oh, não! Júlia, pode me escutar? O que houve aqui? - Adolf checou a respiração e batimentos cardíacos de Júlia. Ao fazer isso, sentiu um calafrio. O coração dela não estava batendo. Tratou de ligar rapidamente para uma ambulância, enquanto fazia alguns procedimentos de primeiros-socorros.

Adolf então prestou atenção na mão esquerda de Júlia. O Anel de Nibelungo não estava mais ali, embora a vermelhidão no dedo da moça revelasse que fôra arrancado à força.

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- Com licença, senhor Cavaleiro. - um dos guardas do Santuário adentrou na Primeira Casa do Zodíaco, deparando-se com seu guardião.

- Sim? - Mu questionou-o calmamente.

- Trago uma notícia de grande interesse para a senhora Athena.

O soldado entregou um envelope selado para o Cavaleiro de Áries.

- É o símbolo da constelação de Cisne. - murmurou Mu, detendo o olhar no selo.

- O senhor Alexei Hyoga pediu que isto fosse entregue nas mãos da senhora Athena.

- Farei isso. Retorne a seu posto.

- Sim, senhor!

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- Era o que eu temia. - Saori dobrou a carta, guardando-a dentro do envelope - Me pergunto como o Anel de Nibelungo voltou, se Seiya destruiu-o com a própria espada Balmung. - ela fez uma pausa, sentando-se em seu trono com as feições pesadas pela preocupação - Saga, por favor, convoque os Cavaleiros e peça uma busca meticulosa por esta jóia.

- Sim. - o Grande Mestre respondeu prontamente.

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Saudações, queridos leitores...

Espero que estejam apreciando a leitura desta fic e sintam-se à vontade para comentarem à respeito.

Royal One: Olá! Obrigada por comentar! Sim, fics em estilo de sagas são legais, mas são mais difíceis de se escrever, pois deve-se criar todo um universo ao redor de mais de um personagem. Mas que bom que você leu, né? E eu pensando que "Os Anjos Banidos" não tinha feito tanto sucesso... Obrigada! Os capítulos são meio curtos porque eu gosto de separar bem as "partes" de uma fic, para não acabar o capítulo numa parte em que a deixe sem sentido e também, às vezes, para deixar mais emocionante (malvada!)... E, por favor, sinta-se à vontade para comentar mais vezes! Hehe... Eu adoro ler reviews! Muito obrigada por estar acompanhando minha nova fic e até a próxima!