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Notas do Autor

Saori e seus cavaleiros viviam vidas normais desde o fim da batalha de Hades, em segurança, como pessoas comuns. Seiya, Shiryu e Ikki trabalhavam na empresa de segurança da Fundação e Shun e Hyoga na Academia. Saori ficava satisfeita em ver que proporcionava a seus cavaleiros essa oportunidade de serem como outra pessoa qualquer, entretanto, algo lhe incomodava, dizendo que essa paz não duraria muito. Foi quando uma visita surpreendente apareceu...

Capítulo 2 - O Fim dos Tempos de Paz

Saori sentira que alguém muito poderoso se aproximava, mas a imagem do mestre Ancião parado à sua porta a deixou totalmente perplexa.

– E-entre – gaguejou Saori.

– Gostaria de lhe dizer que essa é uma visita de cortesia – disse o mestre enquanto entrava – mas você bem sabe que não é.

– Imaginei assim que o vi. Para o Sr. se deslocar dos 5 Picos Antigos pra cá é porque algo realmente grave vai acontecer.

– Vai acontecer não, minha cara, já aconteceu...

Saori assustou-se. Lembrou-se das vezes em que convocava reuniões no Santuário e que o mestre não fora. Ele só se deslocou para a batalha de Hades e, quando tudo acabou, voltou aos 05 picos. Foi inevitável para ela pensar que se ele estava lá agora era porque...

– ... Sim, Saori. É muito pior do que Hades – o mestre Ancião disse, como que completando os pensamentos da deusa.

– Mestre, o Sr está me assustando. Que inimigo poderoso é esse? Sente-se, por favor, e me conte tudo.

O mestre respirou fundo antes de responder:

– Não sabemos quem é nem como vai atacar. Mas é alguém realmente poderoso.

– Como vamos contra-atacar se não sabemos quem é? – Saori exaltou-se e desesperou-se. Levantou-se do sofá e postou as mãos na cintura, como que exigindo uma explicação. - Como era possível pressentir um inimigo desconhecido?

– Saori, desde os tempos remotos que deuses e homens tentam dominar o mundo, não medindo esforços para realizarem sua ambição, ainda que para isso tenham que destruir a humanidade. Você sabe bem disso. Há histórias sobre poderosos guerreiros, com força extraordinária, que utilizam os 04 elementos para alcançarem seus objetivos.

– São guerreiros escolhidos pelos deuses que controlam esses elementos e que, assim como esses deuses, vêm de tempos em tempos à Terra, revezando-se, gerando um efeito surpresa terrível. Já ouvi falar. Mas isso não é novidade alguma, mestre. – Saori respirou aliviada – O Sr não sabe qual deles virá, não é isso? Por isso não sabe quem o inimigo é.

– E você, sabe? – o mestre mantinha o mesmo tom grave.

Saori, então, parou e refletiu. Sentia realmente uma movimentação de cosmos forte em relação aos elementos, mas não podia determinar qual deles predominava, pois tinham a mesma intensidade. A deusa ficou confusa, porque entendia que o mestre não os identificasse, afinal, apesar de poderoso, era um ser humano. No entanto, nem ela, própria Athena, era capaz de identificar o inimigo.

– Desconfio que todos virão ao mesmo tempo. E, dessa vez, esse será o efeito surpresa.

– Então, de certa forma, estamos em vantagem. Afinal, eles não sabem que sabemos disso, não é? – Saori falava e andava nervosamente de um lado a outro da sala.

– É difícil saber, mas creio que não.

– Então já temos por onde começar. – Saori parecia mais confiante.

– Não é tão simples, Saori. Além desses 04 guerreiros existe um outro alguém. Alguém que vai coordenar o ataque, que seja o responsável por essa junção. Alguém mais poderoso que esses quatro guerreiros juntos. Um enviado especial dos deuses. Desconfio que essa seja a real situação e é justamente esse o nosso maior problema.

De repente, foi como se toda aquela confiança se quebrasse em mil pedacinhos. Saori se viu fraca e despencou, sentada no sofá. Sentiu algo que jamais sentira em toda a sua vida. Era como se um vento gelado subisse da ponta de seus pés até sua nuca, a testa com gotículas também geladas de suor que teimavam em escorrer pelo rosto, e uma aflição que era como se fossem duas mãos gigantes apertando seu coração. Essa avalanche de sentimentos que ela sentia se resumia em apenas uma palavra: medo. E ela nunca tinha sentido tanto medo na vida.

– Zeus... é como se todos os deuses estivessem fazendo um complô contra a Terra.

– E contra você, Athena, por defender essa Terra. – completou mestre Ancião.

Saori olhava para sua saia, mexia nas rendas, mas na verdade a única coisa na qual pensava era alguma solução. Precisamente, um milagre. Depois de um breve silêncio, ela se pronunciou decidida:

– Mestre, preciso que vá até o Santuário e avise os cavaleiros de prata e de ouro, para que fiquem alertas. Vamos precisar de toda ajuda. Agora vejo que é realmente necessário e que não foi em vão... – Saori baixou o olhar, tristemente. Referia-se ao renascimento dos seus nobres cavaleiros, mortos na batalha contra Hades. Ela se sacrificara quase até a morte para salvá-los, embora muitos achassem que não era preciso. Mas ela achava que era. E achava também que devolver-lhes a vida era o mínimo que Athena podia fazer para retribuir a dedicação deles. Mas ela queria que tivessem vidas normais. Ela queria ter vida normal.

– Sim, Saori. Se é o que quer, eu irei. Mas e você?

– Eu ficarei aqui, falarei com os outros cavaleiros. Embora não saibamos como nem quando agirão, ainda temos a vantagem de saber seus planos. Por isso, alguém tem que ficar e manter as aparências, afinal, certamente somos observados também. Aliás, pensando bem, é melhor mandarmos esse recado ao Santuário por outra pessoa; o Sr indo até lá levantaria muitas suspeitas.

– Concordo com você e é justamente pensando nisso que ia sugerir que Shunrei fosse em meu lugar.

– Seria muito arriscado para ela... Não seria melhor falarmos com Kiki?

– Mas Kiki é discípulo de Mu e está treinando no Santuário. Imaginei que mandar Shunrei, com o propósito de fazer compras e entregar os convites de sua festa seria mais apropriado.

– É, o Sr. tem razão.

– Bem, Saori, nesse caso já vou indo. – disse o Mestre enquanto levantava-se do sofá. – Temos que nos apressar.

– Qualquer novidade, por favor, me comunique.

O mestre assentiu que sim com a cabeça e já ia se retirando quando seu meia-volta:

– Saori, avise à Fundação que preste atenção aos fenômenos meteorológicos daqui em diante.

– Por quê?

– Desde sempre que os guerreiros elementais, como são chamados, manipulam a força de seus elementos provocando catástrofes da natureza.

– Sim, se eles irão atacar, certamente farão isso em um evento de grandes proporções, para chamar atenção. Obrigada, mestre. Tenha um bom dia e boa sorte.

– Boa sorte pra você também, Saori. Boa sorte pra nós.

Saori fechou a porta e sentou-se novamente no sofá. Recostou a cabeça no encosto, fechou os olhos e começou a pensar em tudo o que estava acontecendo. E em tudo o que iria acontecer.

– Vamos precisar de força. Mais força do que nunca. – pensou alto. – E muita rapidez também. O desafio final está apenas começando. – levantou-se do sofá e foi até seu escritório. Parou de frente para um móvel, que tinha vários porta-retratos. Olhou-os tristemente e sussurrou: - Vou colocar você de novo em perigo... jurei que não faria isso novamente, mas... Preciso de você mais do que nunca. – Saori falava e acariciava uma das fotos. Como se aquilo tivesse lhe dado força, prosseguiu em passos decididos até o escritório. Tinha muito o que fazer.

– x – x – x – x – x –

Seiya, Ikki e Shiryu estavam reunidos no escritório da empresa de segurança Kido, discutindo o esquema que fariam para o show beneficente que a Fundação realizaria dali a um mês.

– Não, Ikki! É melhor você ficar no meio e eu coordenar a diagonal, na parte da frente.

– Claro que não, Seiya! Larga mão de ser burro. Você tem que ficar no fundo e eu na frente.

– Mas Ikki! Eu não sou alto como você! Como vou enxergar lá do fundo, se der confusão?

– Mas é justamente por ser nanico que você está no fundo! Ou quer ser atropelado pela multidão enlouquecida, caso tumultue a frente?

– Parem, vocês dois! – Shiryu disse, mantendo a costumeira calma. – Vocês sabem bem que devem ficar rodando o local, checando o público pelas laterais, jamais na frente. Eu entendi bem a de vocês. Querem ver a Britney Spears do melhor ângulo, isso sim. – divertia-se Shiryu.

– Claro que não, mas que idéia! – disse Seiya.

– Ué, é isso mesmo! – retrucou Ikki. – Olhar não tira pedaço. Eu sou desimpedido, não tenho namorada como uns e outros. – dizia isso e olhava Seiya – Não preciso mentir.

– Olhar não tira pedaço? Mas não olhar tira! Do público, que vai se matar enquanto você baba.

– Ha, ha, ha, babão! – Seiya tirava sarro de Ikki pelo comentário do Shiryu.

– Cala a boca! Pelo menos não meto chifre em ninguém!

– Calma aí! Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa!

– Mas parem de brigar... – Shiryu não sabia se ria da discussão ou se brigava com eles – Parecem duas crianças mimadas, brigando por um brinquedo.

– Mas é um brinquedão, né, Shiryu?

– É, Seiya, pela primeira vez que sou obrigado a concordar com você... – riu Ikki.

– Até que enfim concordaram! Ah, vocês dois... Mas agora, chega de palhaçada! Vamos falar sério. Temos que entregar esse planejamento para a Saori hoje.

– É, é isso aí. Daqui a pouco ela liga cobrando a gente e... – uma musiquinha interrompe Seiya. É o celular de Shiryu que toca em cima da mesa.

– Caramba, Seiya! – fala Ikki – Que boca!

– Boca não... É a intuição da Saori. Acho que os sentidos dela devem ir até o 50º... – completa Seiya.

– Não é ela não... É a Shunrei. Oi amor! – Shiryu fala enquanto atende o celular.

– Oi amor! – Seiya e Ikki dizem em coro, com voz afeminada, fazendo cara de apaixonado, ironizando Shiryu.

– Oi querido! Seiya e Ikki estão aí, né?

– É, Shunrei, estão aqui sim. – Shiryu falava com Shunrei e observava Seiya e Ikki interpretando uma cena romântica e um "amasso" de mentira – Esses dois têm dor de cotovelo e ficam invejando o nosso amor... – Shiryu olhava desafiador para Seiya e Ikki que, ao escutarem o que acabava de ser dito, pararam imediatamente com a brincadeira e ficaram se entreolhando. – Como você está?

– Hum... – Shunrei deu um fraco sorriso, que pôde ser percebido por Shiryu, ainda que por telefone, e prosseguiu. – Bem. Com saudades, mas bem.

– Também tenho saudades... Mas em breve você estará de volta de Rozan e estaremos juntinhos de novo.

– Na verdade, eu acabei de chegar. Mas vou viajar de novo.

– Quê? Como assim?

– A Saori. Ela me ligou, dizendo que há um novo inimigo que atacará em breve. Ela quer avisar o Santuário e para não levantar suspeitas do nosso oponente, pediu que eu fosse.

– O Santuário? Então é grave! E isso é arriscado pra você, não vou permitir que vá!

– Na verdade, não é não. Eu precisava mesmo ir até a Grécia para comprar algumas coisas e entregar os convites da nossa festa de noivado, só vou adiantar meus planos

– Sendo assim... – Shiryu concordou, mas permaneceu desconfiado – Mas que inimigo é esse?

– Shiryu, não me pergunte detalhes porque eu não sei. Ela convocou uma reunião hoje às 20h00, na Mansão.

– Pena que nosso reencontro tenha que ser dessa maneira. – lamentou Shiryu.

– Pena que teremos que adiar nossos planos... – completou Shunrei.

– Ei, escuta! Ninguém vai adiar nada, ouviu? Não sabemos ainda do que se trata, não se precipite!

– Me precipitar? Não estou me precipitando, Shiryu! Apenas penso que ao final de tudo isso eu posso não ter mais noivo; e aí, - Shunrey deixou escapar um soluço entre as lágrimas que começavam a rolar pelo seu rosto – ao invés de adiar terei que cancelar tudo.

– Calma, meu amor, calma! Me desculpe, fiquei nervoso.

– Não tem problema... – depois de um breve silêncio, ela completou – Estou com medo.

– Não tema. Eu estou aqui e não deixarei nada de mal lhe acontecer, ouviu? A gente se vê de noite, ta?

– Ta... Eu te amo.

– Eu também te amo.

Shiryu desligou o telefone e sentou-se na cadeira. Parecia que o mundo tinha desabado. Mil pensamentos passavam pela sua cabeça. Já enfrentara vários inimigos, mas dessa vez era diferente. Após a batalha de Hades, Shiryu habituou-se a levar uma vida normal. Tinha um emprego, ia formar família, pois casaria em breve com Shunrey, com quem namorava há três anos. Além disso, estava sempre em contato com seus amigos, que ele prezava tanto. Não sentia falta dos combates. Sabia que isso poderia acontecer a qualquer momento, mas mesmo sendo o mais equilibrado de todos, não sentia-se preparado. Talvez por isso estivesse tão abalado.

Seiya e Ikki olhavam para Shiryu com os olhos arregalados, ansiosos por saber o que estava acontecendo.

– E então? Desembucha, Shiryu! O que aconteceu? – Ikki queboru o silêncio e trouxe Shiryu de volta dos seus pensamentos.

– Ainda não sei. Saori pediu que fôssemos à mansão hoje às 20h00, para explicar tudo.

– É... – Seiya suspirou profundamente, recostando a cabeça contra o encosto da polrona onde estava – Parece que nossos tempos de paz e vida normal acabaram...

– x – x – x – x – x –

Enquanto isso, na academia, Shun tentava liberar a imensidão de papéis que tomava sua mesa. Ele estava no lugar da recepcionista, que tinha ficado doente e não fora trabalhar. Mas conciliar as funções dela com as suas não estava dando muito certo.

– Caramba! Parece que não acaba mais! – Shun, disse para si mesmo.

– Errrrr... com licença?

Shun estava tão entretido com seus papéis que não percebeu que havia ali outra pessoa além dele mesmo. Levantou os olhos e deparou-se com a imagem de uma bela moça loira, de cabelos longos e olhos muito azuis, tão azuis que mais pareciam o mar.

– Ah.. oi... Desculpe! – Shun tentava desvencilhar-se dos papéis de forma organizada – Pois não?

– É, bem, eu queria mais informações da academia.

– Mas é claro! Bom, aqui temos de tudo! Como você pode ver, esse andar de cima é todo dedicado à musculação. Temos equipamentos de última geração e instrutores habilitados, para ajudar em tudo. Além disso, temos aulas de spinning, body combat, body pump, body balance, aero jump, step, entre outras. Sem contar os diversos tipos de dança. Ah, sim! Também temos espaço para esportes, entre eles, lutas marciais, natação e hidro.

– Puxa! É mais completo do que eu pensava! Eu queria informações sobre natação, a princípio. Mas você me falou que também têm lutas. Isso me interessa muito...

– Bom, temos diversos pacotes de planos, com preços e especialidades diversos. Mas antes de falar em valores, é melhor você conhecer nossa estrutura, certo... – Shun apontou para a moça, como que perguntando seu nome.

– Naida... Meu nome é Naida.

– Ok, Naida. Meu nome é Shun. Vamos?

– Vamos, Shun.

Hyoga, na piscina, treinava alguns meninos que participavam de competições de natação no Japão. Além de supervisor geral dos instrutores, Hyoga fazia parte da preparação física desses atletas e também dava aulas de defesa pessoal, aula essa iniciada recentemente na academia, idéia dele próprio e de Shun. Sentia-se bem ao ajudar as pessoas e, mesmo acumulando várias funções, não abria mão dessas aulas. Já a natação, foi pedido da própria Saori. Ela sabia que Hyoga era um exímio nadador e achava interessante ele passar seus conhecimentos adquiridos na Sibéria a outros jovens. A academia começara com equipes pequenas, competindo em torneios locais. Em quatro anos de existência, estava formando atletas olímpicos. Nada podia ser mais compensador para um profissional. Mas se tudo andava bem no trabalho de Hyoga, não podia dizer a mesma coisa da parte pessoal. Shiryu iria casar-se, Shun estava tentando entender-se com June, Seiya, bem ou mal, tinha Mino. Ikki estava sozinho, mas por opção. Tinha escolhido não envolver-se com ninguém. Mas ele não. Ele sentia falta de ter alguém para desabafar, alguém para abraçar. Sabia que era muito fechado, todos diziam isso. Mas era seu jeito, a vida tornou-o assim. Tinha se envolvido com algumas garotas, mas nenhuma delas tinha mexido de verdade com ele. Nenhuma delas tinha conseguido quebrar a aparente barreira de gelo que envolvia seu coração para descobrir que existia ali dentro alguém muito sentimental, cheio de amor pra dar, só esperando ser achado. Em resumo, ainda não tinha achado "aquela" pessoa.

– Vamos, seus molengas! – Hyoga apitava para os meninos dentro da água. – É assim que querem ganhar o Mundial?

– Ah, treinador! Dá um tempo! Estamos cansados e hoje você judiou de nós... – disse um dos rapazes.

– É... Acho que a noite dele não foi muito boa e ele descontou na gente – completou outro, para risada geral.

– Muito engraçado... – Hyoga agachou-se e aproximou-se do grupo – Ta bom, vocês venceram! Dispensados por hoje. Exceto você, engraçadinho. Mais dez voltas completas.

– Ah, não! Você está brincando, né? Fala sério!

– Eu falo sério. Sempre. Você que parece ter uma leve queda para gracinhas... – Hyoga apitou e o rapaz, que já estava seco, mergulhou novamente na piscina para começar a sessão de braçadas. Ele era rigoroso nos treinamentos e respeitado por seus conhecimentos, mas não era um ditador. Logo, começou a rir e disse:

– Dispensado, "soldado". Pode ir... – Hyoga gargalhava – Isso é pra você pensar duas vezes antes de fazer piadas a meu respeito.

– Poxa, você me assustou, treinador. – o rapaz jogava água da piscina em Hyoga.

– Olha... – avisou o loiro – Posso não ser tão piedoso da próxima vez...

– Ta certo, treinador.. Até mais!

– Até.

Logo que o rapaz se retirou, Hyoga tirou o apito e mergulhou na piscina. Gostava de nadar ao final de suas aulas, lembrava-se de sua terra natal, de certa forma. Sentia-se mais perto de casa, mais próximo de sua mãe.

– ... e por último, o que mais te interessa: a piscina! – Shun descia as escadas de acesso à piscina acompanhado de Naida, que estava encantada com toda a academia. – Aquele dentro da água é o supervisor de quem lhe falei. Hyoga! – Shun gritou, para que o amigo pudesse dar conta de que ele estava lá.

– Oi, Shun.

– Venha até aqui, quero lhe apresentar nossa futura aluna, Naida.

Hyoga já tinha notado a bela moça ao lado de Shun e pensou consigo que há tempos não encontrava alguém que lhe chamasse tanto assim a atenção. Saiu da água, deixando o corpo atlético à mostra, fazendo com que Naida ficasse admirada.

– Muito prazer, Naida. Espero que goste daqui.

– O prazer é meu, Hyoga. Tenho certeza de que vou gostar.

Percebendo o clima entre os dois, Shun riu para si:

– Na verdade, acho que ela já gostou. - ironizou.

– O que foi que disse, Shun?

– Disse que acho que ganhamos uma aluna, ou estou errado?

– Não está não, Shun. – falou Naida – Vamos agora mesmo acertar os detalhes.

– Ótimo saber que teremos você aqui... na academia. – disse Hyoga. – Seja bem vinda!

– Obrigada!

– Não tem de quê... A gente de encontra por aí.

– Com certeza. – Shun respondeu, sarcástico, antes que Naida pudesse falar qualquer coisa – Ela fará aulas de natação.

Hyoga lançou um olhar fulminante para Shun, que respondeu com um sorriso irônico:

– Vamos, Naida?

– Vamos, Shun. Até logo, Hyoga.

– Até logo... – Hyoga respondeu enquanto via os dois se distanciarem – Até logo, Naida.

– Só mais um minuto, sim? Acho que vou ter que preencher sua ficha na mão, esse computador está devagar quase parando...

– Tudo bem. – Naida, respondeu enquanto pegava seus documentos.

– Muito bem, vamos lá. Qual é o seu... – o celular de Shun tocou. Era Saori. – Só mais um minutinho, me desculpe.

Naida sorriu, demonstrando que não haveria problemas em esperar um pouco mais.

– Oi, Saori.

– Olá, Shun. Está ocupado?

– Um pouco, por quê?

– Preciso falar com você, urgente.

– Só espera um segundo. – Shun tampou o celular com as mãos e virou-se para Naida - Acho que vai demorar um pouco mais do que o previsto. Não quer aguardar naquela sala? Lá tem TV e revistas, creio que ficará mais à vontade.

– Sem problemas, eu espero.

– Ótimo. Eu já te chamo de volta.

– Não se apresse por minha causa.

Shun deixou a moça na sala de espera e saiu, falando com Saori.

Naida olhou para o ambiente agradável em que estava. Uma sala clara, com temas esportivos na decoração, dos móveis à pintura. Nas paredes, vários homens estilizados, praticando esportes ou fazendo ginástica. O teto parecia com a visão aérea de um estádio com simulação, em desenho, de torcedores nas últimas fileiras da arquibancada, como a visão de um jogador ao entrar no campo. Havia várias poltronas, cada uma em formato de uma bola de esporte. Naida sentou-se na de futebol. Pegou uma revista qualquer na mesa de centro, que tinha formato de vários pesos para musculação na sustentação e cuja parte superior parecia uma esteira. Só então notou o chão, em forma de quadra poliesportiva. Mas na verdade, tudo o que ela podia pensar era no belo rapaz de olhos azuis que vira na piscina. "Ainda bem que escolhi essa academia e não a Ocean's", pensou consigo.

Hyoga, na piscina, também pensava nela. Sentia-se como se Zeus tivesse ouvido seus apelos. Mas seus devaneios foram interrompidos pelos passos apressados de Shun.

– O que foi? Você está mais branco do que de costume.

– A Saori. Pediu para irmos à mansão às 20h00. Ela quer falar conosco.

– Algum problema? – Hyoga ficou preocupado.

– Sim, e dos grandes.

– x – x – x – x – x – CONTINUA - x – x – x – x – x –

Notas Finais

É isso aí pessoal! Terminado o segundo capítulo. Será que Hyoga finalmente encontrou um amor?Se tiver algum fan artist que quiser se oferecer para ilustrar minha história, eu agradeço. Não tenho talento nenhum para desenhar, senão, já tinha feito! Deixem reviews!nt here...