Disclaimer: É evidente que Harry Potter não me pertence, afinal eu não sou a tia Jô ^^

Nota: Essa fic eu comecei a escrever num momento de brisa total, sabe aquelas estórias em que todo mundo é uma criatura mágica, e o personagem principal só descobre sobre isso depois que acontece umas coisas super doidas, o Dumbleodore é do mal e por aí vai...? Então essa fic é mais ou menos isso, mas eu necessitava escrever, a ideia não parava de rodar no meu cérebro eu TINHA que escrever, chega de guardar minhas brisas só pra mim.

Nota²: Realmente espero que isso tenha saído um discurso indireto livre. Alguém quer ser meu/minha beta?

Aviso: Essa fic é Slash, Yaoi, ou como quiser chamar, só esteja avisado que é Man x Man (e não conte para minha mãe que eu ando pensando nessas coisas), e provavelmente vai ter M-Preg.

Casais: Snape/Lupin; Lucius/Sirius; Drarry; Mione e alguém do passado, e eu matei o Ron.

Gênero: Romance, Familia, Drama, Comédia, por ai vai...

É isso queridos leitores visiveis e invisiveis, espero que gostem e peço que se mandarem reviews não seja algo como: "Continuaaaaaaaaaaaaaaa"


Tudo começou no sétimo ano, um "finalmente" para uns e um "saudades" para outros, mas é claro que tinha aqueles que não se importavam com o presente e se concentravam nos estudos para garantir NIEM's que garantiriam-lhe o futuro, esse era o caso de Severus Snape e Remus Lupin.

Severus Snape era um adolescente de 17 anos quase sem amigos, pertencia a casa das serpentes, Sonserina. Um dos motivos para não ter amigos nem dentro nem fora de sua casa era os Marotos, um grupo de quatro adolescentes do mesmo anos que ele: James Potter, Sirius Black, Remus Lupin, e Peter Pettigrew, todos grifinórios que implicavam com ele desde seu primeiro embarque no expresso Hogwarts. Os quatro juntos eram pestes tão terríveis que todos achavam que se se metessem com Snape se meteriam com os marotos também, e ninguém quer se meter com eles. Mas ele preferia assim, quanto mais pessoas tivesse ao redor dele mais seu segredo estaria em perigo, ninguém pode saber, de maneira alguma, em todo castelo ele só tinha duas pessoas com quem contar: Lilian Evans, sua melhor amiga até o quinto ano quanto a afastou chamando-a de sangue-ruim durante uma tentativa de salvamento de mais uma das grandes humilhações que lhe fora submetida por Potter e Black, Pettigrew apenas se divertia assistindo e Lupin ignorava, se se metesse perderia o distintivo de monitor. E seu outro amigo era Lucius Malfoy, Severus não entendia o porque de alguém de sangue-puro, família tradicional e extremamente rico queriam com um ralé como ele, as tentativas de afasta-lo não foram poucas mas o loiro era irredutível, por fim só se afastava dele quando ele ia estudar.

Foi num desses dias em que Lucius se afastou que uma coisa absolutamente improvável aconteceu.

Snape estava na sessão proibida da biblioteca para mais uma de suas pesquisas sobre poções, quando finalmente achou o livro que procurava, realmente raro, uma das dez únicas impressões feitas não tardou a tentar tira-lo da estante, tentar, livro parecia preso mas quando o soltou ele começou a deslisar para o outro lado da estante. Outra pessoa também queria esse livro, o que consequentemente gerou uma pequena luta a base da força para decidir qual dos dois ia ficar a preciosidade.

Até que ele rasgou.

— EI! — eles exclamaram em uníssono, a pessoa do outro lado era realmente um menino — olha o que você fez!

E a partir desse momento iniciou-se uma discussão entre duas pessoas que nem se quer conhecia o rosto ou o nome do oponente, por fim acabou se tornando uma gritaria, e a velha bibliotecária já não ouvia muito bem devido a idade, evidentemente não foi capaz de ouvir ruido algum, vindo de uma parte tão isolada da extensa biblioteca. Discutiram por tanto tempo que já faltavam adjectivos para xingamentos, precisavam descontar a raiva em alguém, e foi por esse motivo que Snape deu a volta na estante com a varinha em mãos e um feitiço na ponta da língua. Mas paralisou ao reconhecer aquele que sacou a varinha para duelar com ele.

Um maroto.

Remus Lupin.

Engoliu em seco.

A coragem evacuou extremamente rápido.

Nenhum feitiço foi disparado.

Ambos estavam surpresos demais para fazer alguma coisa.

O silêncio da biblioteca gerou uma tensão extremamente desconfortável entre os dois.

Lupin não sabia o que fazer, sempre viu o quanto Snape se esforçava enfornado na biblioteca, ele não tinha atrasos, ele tinha notas perfeitas, tanto de teoria como práticas. Por que nuca se defendia? Por que se deixava ser humilhado daquele modo? Mesmo sendo muito melhor do que seu amigos eram, Snape apenas se escondia nas masmorras e falava com Lucius Malfoy. Ele parecia realmente furioso do outro lado da estante, mas quando o viu foi como se tivesse desistido, como se tivesse acabado de perceber que ainda tinha chances de fugir de uma lua na qual sairia perdedor, mas ele venceria. Mas Snape fugiu.

Tão subitamente quanto tinha entrado no corredor, o "Seboso", como os meninos o chamavam, abaixou a cabeça pegou a metade do livro que eu havia atacado no chão enquanto discutíamos e o deixou novinho em folha com um feitiço não verbal. Ele o deu nas mãos de Lupin e apressou os passos para rapidamente tentar sumir de vista.

— Por que? — Remus perguntou, Severus parou mas não o respondeu.

O garoto então andou até o maior, que continuava com a cabeça abaixada, a cortina de longos cabelos negros e ensebados tapando-lhe o rosto, apenas parado, esperando a humilhação na qual tinha certeza de que seria submetido.

— Por que você sempre foge? — Lupin perguntou com um tom de voz inclinado para a curiosidade — Por que nunca se defende? Eu sei que você tem capacidade para isso.

Mas Snape permaneceu calado.

— Me Responda!

— Porque isso mantem as pessoas afastadas de mim. — murmurou quase que para si mesmo, mas o outro era capaz de ouvir muito bem. E ouviu.

— Por Merlin, você podia se defender, podia humilha-los, quer dizer, nos humilhar. E você só não o faz para manter as pessoas afastadas? — parecia indignado com a constatação — Que tipo de pessoa é você para preferir ser ridicularizado a ter amigos?

— Nem todas as criaturas tem a mesma sorte que você, Lobisomem — o dito cujo parecia espantado pelo outro saber de um de seus segredos mais bem guardados, o que mais ele sabia? Espantado, nem percebeu a aproximação de Snape, que inspirou profundamente perto de seu pescoço e sussurrou em seu ouvido como uma confidência:

— Seu sangue tem um cheio delicioso. — Lupin não pode fazer nada além de arregalar ainda mais os olhos.

Estava sendo mordido.

E estava gostando.


Aquele foi apenas o primeiro de vários outros encontros que se sucederam. Ao invés de se odiarem ainda mais como se esperava que acontecesse, eles viraram amigos. Encontravam-se quase todos os dias, sempre nos fundos da biblioteca conversavam sobre tudo e sobre nada, nuca ficaram naquele silêncio desconfortável, quando o assunto acabava simplesmente arranjavam outro. Na verdade, o único momento em que falavam menos era quando estudavam, até isso já começavam a fazer juntos. Não que tivesse algo contra mas Severus já começava a achar meio gay aquilo que tinham, sentavam coladinhos para dividir os livros, até compartilhavam os apontamentos.

Os meninos achavam simplesmente absurda a evidente melhora de Remus em poções, essa era a única matéria que ele não era bom, "São as horas extras na biblioteca" era a desculpa que arranjara, jamais poderia contar aos amigos que o Ranhoso lhe estava dando aulas particulares, "Se continuar estudando assim vai acabar derretendo o cérebro" era o que os amigos respondiam.

Já Snape nem percebera que Lucius começava a desconfiar.

Era uma sexta feira de Dezembro e os Marotos reclamavam com Remus, afinal quem estudava na última sexta feira antes das férias de natal? O enrolaram até o último minuto mas nada o impediria de fazer o que planejava já fazia algum tempo, seus planos nunca falharam antes e essa não seria a primeira vez.

Quando se encontrou com Severus este já estava quase indo embora, pensando que só veria o amigo novamente no próximo ano (em relação aos meses, não ao ano escolar), mas ele veio, lindo e misterioso como sempre, WHAT? Desde quando eu o acho lindo e misterioso? Ignorou esses pensamentos e o cumprimentou com um usual, "Olá, Remus", que lhe foi respondido com outro usual "Olá, Sev", que rendeu uma carranca no sonserino e uma gargalhada do grifinório.

— Vamos para um lugar diferente hoje, tenho que dar seu presente de natal antecipado já que a gente não vai se ver até a vola as aulas — Snape sorriu, era a primeira vez que ia ganhar uma presente de natal que não fosse de Lucius, seu pai nunca se importou com a "aberração" que era seu filho, e sua mãe tinha morrido no ano passado, não suportando as agressões do marido. Para Snape ela era a pessoa que ele mais amava, nunca entendeu o por quê dela nunca ir embora, ela dizia:"Um dia você vai entender querido" mas ele nunca entendeu.

Remus o levou até o alto de uma das torres abandonadas, não era tão alta quanto a da Corvinal, nem com uma vista tão bela quanto a da torre de astronomia, mas estava perfeito para eles que apenas queriam aproveitar a companhia um do outro sem idiotas inventando asneiras sobre os dois.

Chegando lá, Severus percebeu que Remus já havia planejado tudo, a sala estava limpa, com cheiro bom de poções para limpeza, os móveis cuidadosamente amontoados num canto e almofadas para eles sentarem no chão. Lupin pegou um cesto que tinha deixado ao lado da porta e disse para se acomodarem nas almofadas.

— Por que algo me diz que você está planejando isso a um bom tempo?

— Ora, porque eu estava! — Deu a resposta acompanhada por um sorriso.

Sverus sorriu, então isso que era se sentir especial? Ele gostava.

De dentro da cesta, Remus pegou um vinho e duas taças, Severus começava a achar aquilo romântico demais, e quem disse que ele se importou? Lupin distribuiu o vinho igualmente e entregou uma das taças a um muito corado Severus Snape, que ao degustar a bebida surpeendeu-se, não era vinho puro, ele estava misturado com sangue. O vampiro sentiu-se emocionado, não se lembrava da última vez que alguém tinha se importado tanto com ele, nem se importou com o fato de estar parecendo uma garotinha idiota. O lobisomem também apreciava o vinho, era inevitável estando tão próximo da lua cheia.

Pela primeira vez em meses não souberam o que falar.

— Obrigado — Disse Snape por não saber outro modo de agradecer pelo presente.

Talvez por um impulso, talvez pelo movimento involuntário de copiarem os os movimentos do outro, ou talvez por ambos quererem isso. Cada vez mais e mais próximos, até que suas respirações se confundiram, e os lábios se encostaram. Não foi um beijo, estavam parados, de olhos abertos, apenas com os lábios pressionados e os corações acelerados. Estava bom assim.

Separaram-se vagarosamente, um silêncio desconfortável, e riram. Riram da tensão idiota que ficou no ar, riram da cara do outro que se assemelhava a uma pimenta de tão vermelha, riram por ter ficado com vergonha. Estava mais que óbvio para os dois que aquilo que sentiam era recíproco.

Então com sorriso no rosto, aproximaram-se novamente, e beijaram-se timidamente, não por isso menos apaixonado. Desta vez com os olhos fechados e um pedido desajeitado para aprofundar de Snape, que obviamente foi concedido por Lupin. Não se importaram de que para os outros eram apenas inimigos/rivais, nem que eram dois homens se beijando, apenas os trouxas e alguns bruxos tinham esse preconceito idiota. Estava bom assim.

Por causa do ar que se tornou necessário separaram-se ofegantes, apenas sorrindo, até que o silêncio fosse finalmente cortado pelo pedido inesperado do lobisomem:

— Namora comigo?

— Com certeza — Snape nem pensou que aquilo podia ser apenas uma brincadeira das mais planejadas pelos marotos, na verdade aquela hipótese só foi levantada alguns dias depois, no natal solitário das masmorras sonserinas. Tudo o que queriam era mais dos lábios do outro, e já era o suficiente.

Não trocaram cartas nas férias, Remus estava na casa de Potter enquanto Severus observava preocupadamente a lua cheia pelas janelas da "sala deles", só esperava que nada voltasse a ser como era antes. Doeria demais.

Mas nada voltou a ser como era antes, mesmo depois do período de completo silêncio entre eles, ao voltar das férias estava tudo maravilhoso, os encontros deixaram de ser na biblioteca, agora eles se encontravam sempre na torre deles, Remus já estava ficando sem desculpas para enrolar os amigos, nos quais a desconfiança de que Aluado estava se encontrando com alguém já tinha se tornado uma certeza a muito tempo. Snape nem precisou se preocupar, numa noite após seu encontro, Lucius estava sentado sózinho em frente a lareira quase apagada do salão comunal, ele apenas disse:

— Eu sei de tudo, e não vou contar 'pra ninguém — E realmente não contou.

Já estavam em fevereiro e o relacionamento estava sofrendo um abalo pela primeira vez, tudo culpa do futuro... ah o futuro... Eles gostavam de mais daquilo que tinham, podia durar para sempre que não iam se importar, mas o problema era o que ia acontecer quando tudo aquilo acabasse, estando fora de Hogwarts não sabiam o que ia acontecer, até o Natal não tinham planos para o futuro envolvendo outra pessoa, não sabiam como o relacionamento ia ficar quando as outras pessoas soubessem, tinham medo do futuro.

Mas aí eles apareceram, os viajantes, de um tempo sombrio voltaram para concertar os erros e mudar tudo, foi aí que entenderam. Tudo pode acabar bem, eles só precisam lutar por isso.


É isso leitores, espero que não tenha ficado Flury, por que flury é enjoativo e entediante, esse cap. foi mais do tipo Flashback