Minhas histórias não são revisadas até mesmo porque eu sei que não cometo erros terríveis, erros de digitação todo mundo comete. Comentem! E só para lembrar, essa história está finalizada em outro site.


P.O.V Anúbis

Maldita. Cachorra. Filha de uma gata – pra mim é insulto okay?

Eu ainda não acredito que ela pôde fazer isso comigo. Isso já foi há um ano e meio, mas ainda tenho pesadelos com as cenas daquela noite no cemitério. Eu nunca tinha me sentido daquela maneira, e cara, ela estava bêbada, mal sabia o próprio nome. Imaginem o que ela pode fazer lúcida... Não! Não pensem.

Passam das duas da manhã de um sábado e eu estou aqui acordado, tentando me acalmar. Eu fico duro só de pensar! Deuses! Eu estava chegando lá e ela simplesmente desaparece em um portal. Confesso, eu broxei. Na hora! Assim que eu me levantei e ainda pude ver o portal se fechando, eu quase surtei.

Não sei se foram minutos ou horas, mas sei que demorei muito para me recuperar, subir as calças e voltar para o Duat. Triste. Sozinho. E... na vontade. Tentei a maldita tocadinha básica, mas de uma hora pra outra a minha mão perdeu a graça.

E o pior, vocês querem saber da pior? Eu simplesmente decidi não vê-la mais. Sim. Eu não posso encará-la como uma amiga pensando no que fizemos aquele dia no cemitério. Aliás, não sei nem se eu conseguiria olhar para ela sem ter uma ereção descarada. Deuses!

Saí da cama, era a única coisa que eu poderia fazer.

Ah meu castelo no Duat é perfeito sabe, todo preto. Bom, nem tanto, mas boa parte. Em todas essas eras eu evoluí um pouco com os humanos e posso dizer com orgulho que agora sou headbanger. Meu quarto têm duas paredes de um cinza chumbo e duas de um vermelho bem escuro.

Em uma vermelha, a defronte a minha cama com dosselde seda negra e alguns detalhes em dourado, coloquei todos os meus posters de bandas diversas. Ao canto tenho um super-hiper-ultra-mega amplificador onde minha ESP modelo customizado do James Hetfield está plugada nesse momento, dividindo espaço com o modelo ultra foda do Matt Heafy.

Um lustre bem ao centro do quarto se encarrega da iluminação macabra. Tenho uma varanda ao lado direito da cama, a porta só aparece quando eu acho necessário, não seria legal deixar que algum invejoso ficasse admirando meu quarto pela janela enquanto eu dormia.

Tenho um tapete da grossura do meu amigo – isso quer dizer, bem grosso – e extremamente peludo – esta parte se refere somente ao tapete, okay? – de uma cor dourada entrando em contraste com o chão completamente negro. À frente deste, tenho uma TV de cinqüenta e duas polegadas para que eu possa assistir as atualizações do RedTube diretamente na TV e em três dimensões. Ooh! – Mas Osiris nem a maldita Sadie precisam saber disso.

Sob minha cama eu tenho um compartimento secreto para minhas bebidas dos deuses, afinal, se eu deixo por ai dando bobeira o Hórus acaba me falindo, aquele pinguço...

Mas então, meu guarda roupas tem uma falha bem no centro onde eu aproveitei e encaixei a porta para o banheiro – o que me economizou espaço. Seria loucura se eu dissesse que em uma das portas do guarda roupas eu guardei, em uma caixa de vidro blindado, a primeira custom do Dimebag? Cara, quando ele chegou à mim no Salão do Julgamento eu tive que fazer um acordo com ele. Ainda me lembro dos gritos de Osiris quando descobriu que roubei sua guitarra em troca da sua aprovação na Grande Balança.

Agora eu estou me levantando desta cama dos deuses – literalmente – e procurando meus chinelos que se camuflam fácil nesse chão dos infernos. Finalmente os encontrei e agora desço as escadas defronte o meu quarto.

Por que isso tinha que ser tão grande? Demorei uns bons minutos para chegar até a cozinha onde enfiei a cara na geladeira e não encontrei nada, absolutamente nada para comer. Eu então decidi sair um pouco e comer alguma coisa no mundo de cima, o problema era que eu estava vestindo só uma calça de moletom e teria que subir as escadas mais uma vez para me trocar.

Abri um portal e saí no meu próprio quarto. Ah, se os mortais pudessem fazer isso, as empresas de elevadores faliriam.

Sem me importar, peguei a primeira roupa que apareceu em minha frente e me troquei tão rápido quanto eu broxei aquele dia. Abri outro portal enquanto colocava a jaqueta de couro e desapareci naquela escuridão estranha que era o meu portal.

Apareci no meio de uma rua principal, e estava tudo fechado. Nem um bar 24horas nessa porra? Okay. Comecei a andar sem rumo, talvez eu me cansasse e quando voltasse para o Duat adormecesse instantaneamente. Passei em frente à uma concessionária e confesso que fiquei alguns minutos observando pela vitrine.

Era um Peugeot. SR1. Preto. Foi aí que tive uma ideia.

Abri novamente um portal e voltei para o meu modesto castelo no Duat e comecei a listar algumas coisas enquanto andava de um lado a outro pelo teria uma surpresa.

Eu simplesmente não suportava mais aquela situação mal resolvida entre mim e aquela garota mal amada. E esta era a ideia perfeita. Prepare-se Kane, para minha vingança.