Beta Reader – Akimi_Tsuki

More Than a Forbidden Love

Capítulo 2 – Wait for me, I'll save you

Quando Kushino e Mikoto tinham dito que eles se casariam no dia seguinte não o tinham feito por ameaça e sim numa demanda. Eles iam casar mesmo no dia a seguir à festa de noivado. Incrivelmente os dois mães homens tinham conseguido convencer todos, incluindo Itachi e Orochimaru, que Naruto e Sasuke estavam tão entusiasmados com os casamentos que queriam casar o mais depressa possível. Eles até se tinham envolvido numa discussão para ver qual era o melhor Uke, e dai resultara os traços de agressão nas bochechas do louro, ficando Sasuke como o culpado do sucedido. Agora todos pensavam que eles estavam entusiasmados com a sua futura vida de adultos e com a perspectiva de uma futura família. Mas pior pensavam que eles já não eram amigos e estavam de costas voltadas.

No meio de tudo nem Mikoto, nem Kushino abriram a boca para falar do que tinham presenteado do lado de fora da mansão Uchiha, e proibiram os filhos de falar sobre o assunto. E para garantirem que nada aconteceria entre os dois, fecharam-nos em dois quartos diferentes, distantes entre si, com o pretexto que eles se estavam preparar para a boda.

O dia seguinte, o dia do casamento começou mal o dia tinha amanhecido. Os dois foram despertos (não que tivessem conseguido adormecer) e logo ficaram rodeados de vários Ukes que nem sequer sabiam quem eram, mas que lhes davam várias ordens. A primeira tarefa foi ficar em cima de uma banquinho minúsculo, em frente de um gigantesco espelho, para experimentarem vários fatos brancos, e só tinham de dizer o que gostavam e não gostavam. Tinham a supervisão das suas mães e, na realidade, eram eles que acabavam por decidir tudo.

Iriam casar no fim da manhã, para o copo de água ficar em cima do horário de almoço. Para esse invento bolos foram feitos e decorados com rapidez por pasteleiros habilidosos. Comidas foram preparadas durante a noite para todos os convidados, que seriam os mesmos que estavam na festa na noite anterior, e outras tantas pessoas foram convidadas em cima da hora. Mas naquele círculo de riqueza ninguém poderia faltar a um casamento que envolveria famílias poderosas e grandes figuras públicas.

Ninguém falava na tristeza total presente nos rostos dos dois garotos. Casamentos arranjados entre as pessoas de alta sociedade, por causa de tratos e lealdades, eram feitos quase todos os dias. Apenas os pobres desafortunados é que podia sonhar com casamentos de amor. Para os ricos existia o dinheiro, para os pobres existia amor. Cada qual consolava o seu mundo. Portanto, Ukes de 14 anos obrigados a casar pela família, era uma prática corrente nesta sociedade. Ninguém estranhava, ninguém se revelava contra. Só que todos sabiam o quanto era injusto e penoso para os jovens corações. Se tudo corresse conforme a tradição, talvez, dentro de um ano ou dois, eles já teriam o seu primeiro filho.

A escola era algo que normalmente deixavam logo após casarem. Poucos eram os semes que deixavam os seus Ukes continuarem os estudos, isto porque depressa tinham que ficar em casa a cuidar dos novos filhos. Só aos 18 anos, como qualquer cidadão, é que os Ukes (e mesmo os semes) ganhavam a sua autonomia perante a lei, no entanto, muitos eram os casos que era só perante a lei e não pelas pessoas que os rodeavam. Então aquilo que estava em papel não era muitas vezes aplicado na vida real e social. Até à sua maioridade, tanto ukes como semes, tinham que se sujeitar às vontades e teias das famílias. Até aquelas mais humilhantes.

Depois dos trajes escolhidos Naruto e Sasuke, em quartos separados, rodeados por um grupo sinistro de ukes convidados. O mais velho de cada grupo aproximou-se de cada garoto e mandou-o despir-se. Ainda argumentaram indignados, mas depois foram obrigados a despir pelas mãos dos ukes e a ficar de quatro sobre a cama. Com as suas partes íntimas à mostra de todos. Era uma velha tradição, em que o mais velho dos ukes se se certificava que ninguém, nunca, jamais tinha ousado tocar naquele corpo. O teste era para testar a virgindade dos rapazes, eles tinham que ir puros para o casamento.

E entre tradições e coisas para decidir o tempo passava.

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As coisas eram organizadas depressa, os mais velhos pareciam contentes, tagarelavam por tudo, corriam contra o relógio para ter tudo preparado a tempo e horas. E com o tic-tac do ponteiro dos segundos, Naruto sentia que a corda que tinha ao pescoço ia-se aproximando da sua garganta e em breve sufocaria nela. Aproximou-se de uma das grandes janelas, que se estendia até ao teto alto, com vidros quadriculares.

O outono imperava do lado de fora. O jardim estava cheio de árvores de flores amareladas, que caiam ao chão e eram sopradas pelo vento, enchendo as pedras brancas do caminho e a relva verde cheia das suas miscelâneas cores. Por entre as árvores, o louro distinguia uma enorme tenda branca e armada, onde pessoas atarefadas entravam e saíax m com enfeites de flores e panos cinzentos e brancos. Seria nela que se organizaria a cerimónia que o uniria a Itachi. E a de Sasuke com Orochimaru. Os homens mães tinham pedido que os casamentos fossem celebrados ao mesmo tempo, inventaram que os dois rapazes tinham desejado se casar ao mesmo tempo para provarem qual era o melhor, no entanto, o que Kushino e Mikoto queriam era garantir que eles não fugiam ao seu destino.

O seu coração bateu forte em agonia e ele bateu no peito com o punho. Nesse momento algo furioso rugiu dentro do seu coração. Percebeu o significado das palavras do seu pai. Não era que o mundo fosse injusto, as pessoas no mundo é que eram injustas. Entre as pessoas que andavam de um lado para o outro no jardim conseguiu identificar a figura sinistra de Orochimaru, já vestido com um elegante smoking de cauda longa de um preto brilhante nas golas.

O que se passou a seguir pode ter sido mera ilusão sua, mas foi decisivo para o que demandaria para a sua vida a partir dali. Orochimaru que andava até em direção da tenda parou de repente e virou-se para trás, como se soubesse que estava a ser observado. Então os seus olhos amarelados elevaram-se para a janela onde Naruto se encontrava e um fino sorriso de malvadez e diversão varreu-lhe o rosto. O louro arrepiou-se, mas não quebrou o contacto de olhos. Depois o noivo de Sasuke voltou-se, como se deslizasse em cima dos pés, e continuou o caminho.

Naruto fechou os punhos com força ao lado do corpo. Ele podia ser inocente, ingénuo, o que lhe quisesse chamar, mas para ele aquele olhar de Orochimaru tinha uma chama de vitória. Foi como se aquele homem lhe tivesse dito: "Eu ganhei, o Sasuke é meu!". E isso fez as entranhas do Uzumaki vibrarem em raiva.

Fechou os olhos tentando perceber o que estava a sentir. Mordeu os lábios e voltou a abri-los. Não iria perder. Não importava o tempo que demoraria, não importava o que as pessoas pensariam. Nada importava se não tivesse Sasuke ao seu lado. Um dia arrancaria o moreno daquela cobra. Um dia ele e Sasuke voltariam a estar juntos.

Sem saber, Naruto amadurecera apenas naquele momento. O louro encararia as coisas de outra maneira a partir dali. Deixou uma lágrima escorrer pelo rosto. Lágrima esta que foi ensopada pelo curativo que tinha sobre a bochecha, na realidade tinha nas duas bochechas, tapavam as marcas que o seu homem mãe lhe tinha deixado. Seria a última lágrima que derramaria. Sabia que tinha um caminho longo e doloroso pela frente, mas não desistiria. Nunca desistiria de Sasuke.

– Naruto! – Kushino entrou no quarto. Na sua cara estava a mesma expressão que sustinha desde a noite anterior, um misto de fúria, de desilusão e incompreensão. Certamente estava a pensar onde é que tinha falhado para ter um filho como o que tinha. E então reparou no sofrimento estampado no olhar azulado de Naruto. Uma dor despassou-lhe o coração. Aproximou-se e colocou as suas mãos sobre os ombros do mais novo.

– Tira as mãos de cima de mim. – A voz do filho saia com um gravidade que ele nunca tinha ouvido. Naruto afastou-se. – Já é hora de descermos, não é? É por isso que estás aqui, não é?

– Sim, mas…

– Então vamos embora. – Pediu Naruto, o seu olhar tinha uma determinação constante, parecia que tinha construído algum tipo de barreira.

Kushino queria dizer muita coisa. Queria dizer que sabia o quanto o filho estava a sofrer, queria pedir perdão pelas marcas de violência que agora marcavam as bochechas de Naruto. Queria consolá-lo, dizer-lhe que sabia que em breve tudo ficaria bem, pois Itachi era um bom homem. Que ele se tinha iludido com o sentimento que tinha por Sasuke, e que depressa esse sentimento desapareceria. Havia também alguns conselhos que devia dar para o filho, por exemplo, como se preparar para a noite de núpcias. No entanto, parecia não ter coragem para abrir a boca e falar o que sentia.

– Vamos embora! – Chamou Naruto, com a mão na maçaneta. E então Kushino correu quando o viu sair pela porta, achava que ele ia a fugir, mas o louro tinha outros planos, foi por isso, com surpresa que viu o seu filho desceu pelas escadas da mansão sem tentativas de fuga, indo em direção à tenda do casamento.

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Os ukes vestiam quimonos brancos, muito parecidos. Naruto tinha bordados cinzentos e Sasuke bordados azuis. À frente de cada um estava o seu respetivo noivo, e ambos os casais estavam separados por metros. O chefe de cerimónia falava sobre a divina ligação que se ia dar naquele momento. Mas as palavras perdiam-se dentro dos ouvidos de Sasuke, que não lhes via significado nenhum.

Apesar da face de Sasuke não demostrar os seus sentimentos, ele ruía-se vivo por dentro por várias razões. Primeiramente estava para se casar com alguém que só conhecera na noite anterior e depois porque Naruto sorria para Itachi e para todos os presentes como se nada fosse. Como se as palavras que ele tinha proferido na noite anterior tivessem sido falsas. E no final, tinha medo, ele sabia o passo que viria a seguir, e não o queria dar, muito menos com Orochimaru.

As cerimónias de casamento terminaram e vários grãos de arroz foram lançados ao ar para dar sorte ao futuro dos noivos, que passaram por cima de uma passadeira vermelha e correram para dentro do salão da mansão Uchiha, onde se serviria o copo-de-água.

Ai Naruto e Sasuke souberam que ainda pernoitariam essa noite na mansão Uchiha, juntamente com os maridos, claro. E que no dia seguinte, logo de manhã iriam para o aeroporto para partirem para a lua-de-mel.

A festa arrastou-se pela tarde e parte da noite. No fim os noivos e os pais dos noivos agradeceram os convidados e familiares que ali tinham comparecido. Ainda tiveram tempo de tirar umas fotos para recordação e para alguns fotógrafos de impressa; afinal, algo como uma cerimónia daquelas não podia faltar nas revistas fofoqueiras do mundo. Tanto Naruto, como Sasuke, interpretaram bem os seus papéis de Ukes exemplares. O louro porque tinha um plano para o futuro que dependia daquilo, e Sasuke porque se sentia demasiado magoado pela alegria bem interpretada de Naruto que não lhe queria ficar atrás.

– O que estás a fazer!? – Questionou Naruto, que quando ficou sozinho com Itachi, este o elevou nos seus braços e subiu as escadas em direção ao quarto que tinha sido especialmente preparado para eles. – Põe-me no chão!

– Sempre o mesmo rebelde. – Riu-se Itachi com gosto. – É o que eu mais gosto em ti. - Entraram no quarto e Itachi pousou Naruto com cuidado sobre o colchão da cama que estava posto com lençóis de seda. E depois roubou os lábios do mais novo com ímpeto e paixão.

– Itachi-nii! Pára! – Pediu Naruto tentando empurrar o moreno para que este saísse de cima de si.

– Não me voltes a chamar isso. Agora sou teu marido, não o teu irmão mais velho. – A voz de Itachi saiu sussurrada. E contrariando a vontade expressa de Naruto através dos empurrões este aproximou a sua cara ainda mais e devorou os lábios do louro, ao mesmo tempo que, com uma mão, lhe agarrava os pulsos acima da cabeça de encontro à cama. E com a outra mão desapertou o nó do quimono, para o começar a despir.

– O que estás a fazer? – Perguntou Naruto assustado quando sentiu a mão fria do mais velho sobre o seu peito.

– Não tenhas medo, Naruto. Eu não te vou magoar. Nós só vamos fazer amor, nada mais.

No momento em que a palavra amor foi pronunciada pela voz de Itachi a mente de Naruto pensou em Sasuke e ele ficou quieto. Tinha que aceitar fazer tudo, só dessa maneira poderia mais tarde se reaproximar de Sasuke, a pessoa que ele verdadeiramente amava. Tinha que esperar e ser paciente, por muitos obstáculos que tivesse pela frente ele iria ultrapassá-los. Nunca desistiria de Sasuke.

De olhos em lágrimas e de boca fechada, nessa noite, Naruto deixou que Itachi o abraçasse. Mas no seu coração estava apenas um nome: Sasuke.

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A manhã chegou. E tal como tinha sido decidido no dia anterior, os dois casais recém-casados rumaram logo às primeiras horas do dia para o aeroporto. Eles seguiriam destinos diferentes, mas o embarque era no mesmo local.

No aeroporto estavam, além dos casais, os pais de Itachi e Sasuke e os pais de Naruto, que se tinham ido despedir. Os adultos falavam animadamente, apenas os dois rapazes permaneciam calados, muito por causa das dores que sentiam no corpo por causa da noite de núpcias, mas principalmente por se sentirem afogados naquele mundo injusto. Mas o louro tinha um plano, um réstio de esperança.

– É a nossa hora de embarcar Naruto. – Avisou Itachi.

Minato agarrou-se a Naruto abraçando-o com força.

– Meu pequeno, já tão crescido. Espero que tenhas uma ótima lua-de-mel. Vou ter saudades. – Desejou, beijando o mais novo depois.

– Também vou ter saudades. – Revelou dando um sorriso sincero ao pai.

Depois Kushino aproximou-se e também dando um forte abraço ao filho entre lágrimas.

– Meu bebé… - Choramingou.

– Nunca te vou perdoar. – Murmurou Naruto, ao ouvido de Kushino enquanto fingia que o abraçava com carinho. Depois afastou-se e deu um sorriso ao ruivo, que sentiu todo o seu mundo morrer.

Naruto aproximou-se depois dos sogros de quem se despiu depressa. E finalmente chegou perto de Sasuke. Estagnou um pouco ao mirar a face pálida. E então reparou numa mancha escura no lábio, estava cortado, e disfarçado com maquilhagem. Olhou para Orochimaru mesmo ao lado de Fugaku e um pouco atrás de Sasuke. Não acreditava que aquele homem tinha… provavelmente por causa da noite de "amor" de núpcias… abriu a boca para refilar, mas Sasuke agarrou-o com ímpeto.

– Cala-te! Eu aguento qualquer coisa! – Falou baixinho Sasuke, apenas para que Naruto o ouvisse. Os olhos azuis debateram-se com o olhar ónix, depois a vontade de Sasuke venceu a de Naruto, que suspirou pesadamente.

– Adeus Sasuke. – Disse abraçando o moreno com força, naquele momento nem Mikoto, e muito menos Kushino se pronunciaram. Escondidamente, Naruto passou um pequeno papel para as mãos de Sasuke, e depois afastou-se.

– Vamos embora, Naruto? – Questionou Itachi de mão estendida para agarrar a mão do esposo. Naruto agarrou na mão de Itachi e deu um último aceno de mão à família, assustadoramente sempre sorrindo, depois afastou-se com o marido e desapareceram para lá da porta de embarque.

Nesse momento, Sasuke anunciou que precisava de ir à casa de banho. Dentro da casa de banho teve a possibilidade de sozinho abrir o papel que Naruto escondidamente lhe tinha passado. E o pequeno pedaço de papel rasgado de um qualquer livro tinha apenas uma pequena frase, mas que ditava um futuro, um desejo:

"Espera por mim, eu irei salvar-te!"

Continua…

Oi pessoal! Tudo bem? Eu sei que faço fics de um modo geral muito chocantes, mas não o faço para humilhar personagens e sim para falar de coisas que acho que estão erradas, eu gosto de usar a minha escrita, mesmo sendo um hobbie, para despertar as mentes das pessoas para as coisas más. E não é não se falando delas que essas coisas más vão desaparecer, é preciso consciencializar, ´k?

Beijos, abraços e animações