Título: New Perspective
Autoras: Aline e Carla
Shipper: Renesme e Jacob / Biia e Nate
Capítulo 2: Comida afrodisíaca, amassos e brigas
- Não mãe, eu vou almoçar com todos eles, não só com o Thomás – fiquei ouvindo minha mãe gritar o quão inaceitável era eu ir pra casa do Thom sozinha e o escambau por uma meia hora até que ela parou um pouco pra respirar – mãe, a Adriana também vai, relaxa eu volto antes do toque de recolher – 18:00 era sacanagem, mas fazer o que eu ainda tenho 16 anos e sou dependente dela.
- Então, ela deixou? - Thomás perguntou me puxando para a saída do colégio.
- Do jeito dela, mas sim – dei de ombros e vi Vítor quase engolindo Adriana perto do portão, chegamos perto deles sem fazer nenhum barulho – Respira gente! – gritei a Ade pulou assustada.
- Credo Ness, que susto! – ela tentava normalizar a respiração, e Vítor se juntou a mim e ao Thomás nas risadas.
- Vamos Ade, nós temos que almoçar – segurei a mão dela e a puxei pra andarmos mais na frente dos meninos – se sua mãe te pega nesse estado você morre, quando forem se engolir de novo, façam mais escondidos, sua sem noção – ela ficou meio vermelha e eu parei na frente da moto do Thomás.
- Naquele chinês aqui perto então? – ouvi o Vítor perguntar enquanto se aproximavam da gente, todos nós concordamos e o Vítor saiu com a Ade para irem para o carro dele.
- Eles até que são bonitinhos juntos você não acha? – perguntei enquanto Thomás me entregava um capacete.
- Não mais que a gente – ele me deu um selinho e pois o capacete dele, eu fiz o mesmo, montamos na moto e saímos.
O almoço correu bem, o Thom e o Vítor eram amigos á muito tempo, eu e a Ade também, então não tinha nenhum clima pesado entre a gente, Ade e Vítor foram para locadora escolher alguma coisa pra gente assistir, eu e Thom fomos pra casa dele.
- Querida, o Thom não me avisou que você estava vindo – a mãe do Thomás, uma senhora de uns quarenta anos toda gentil me recebeu com um abraço quando eu entrei.
- Foi de última hora Helen – ela deu um sorriso enquanto se afastava.
- Uma pena, porque eu estou saindo agora, tenho que resolver uns problemas da loja, mas apareça mais hein? Nós sentimos falta de você, a Marina vive perguntando quando você vai vim ver ela – ri de leve, eu também sentia falta de passar um tempo com a família do Thommy, principalmente da irmãzinha mais nova dele a Marina, ela era uma gracinha de sete anos.
- Pode dizer pra ela que eu venho ver ela no sábado – ela estudava a tarde e por isso não estaria ali.
- Eu tenho que ir, juízo crianças – ela deu um beijo na minha testa e na do Thom e saiu.
- Eu acho que o sonho deles seria adotar você – Thommy comentou enquanto me puxava pra sala.
- Claro que não! – falei fingindo horror, ele se voltou pra mim, e eu continuei o abraçando – onde mais eles iam achar uma nora tão perfeita como eu? – ele riu e me beijou, uma mão se embrenhou nos meus cabelos, enquanto a outra desceu apertando forte minha cintura, acariciei seu peitoral sobre a camisa, enquanto minha outra mão se perdia dentro dos seus cabelos, ele puxou minha cabeça pra trás devagar e desceu os beijos para o meu pescoço, a mão que estava na minha cintura entrou por dentro da minha blusa me arrepiando, finquei minhas unhas nas suas costas, ele parou de me beijar e eu abri os olhos devagar pra ver o que estava acontecendo, podia não ter feito, ele estava com os olhos azuis, escuros de desejo, arfei, ele me pareceu tão perigoso, e eu não sabia se eu sentia medo ou atração por ele naquele estado. Decidi ficar com a segunda opção quando ele me carregou e me colocou no sofá deitando por cima, os beijos ficaram mais urgentes, minhas mãos criaram vontade própria e adentraram a camisa dele, eu tremia um pouco, comida chinesa é afrodisíaca? Perdi a linha de pensamento quando ele mordiscou meu lóbulo.
- Você é minha – ele sussurrou, não gostei muito da possessividade, mas não fiz esforço pra responder também, ele apertou meu peito sobre o sutiã e eu acordei do meu transe, pra completar a campainha tocou, o acordando do seu transe também. Separamo-nos sem fôlego, ele arrumou a camisa e eu fiz o mesmo com minha blusa, passei as mãos pelos meus cabelos pra abaixar os mesmos, ele me encarou com um sorriso de lado, eu enrubesci e ele alargou seu sorriso.
- Vamos, deixa eu te ajudar com isso – ele estava sentado na ponta do sofá tentando arrumar os cabelos sem sucesso me ajoelhei ao seu lado, e fui arrumar seus cabelos por ele, que acariciou minha bochecha fazendo com que nossos olhos se encontrassem.
- Eu te amo – ele falou baixinho, deixei um sorriso escapar dos meus lábios.
- Eu também te amo – sussurrei o fazendo sorrir, eu realmente acreditava naquilo, quer dizer ele é o garoto mais especial que eu já conheci, eu me sinto confortável ao seu lado, ele fazia meu coração palpitar e me deixava corada com facilidade, eu confiava nele, para mim esse era o conceito do amor, mesmo não sendo aquele conceito de contos de fadas, com mãos suando e borboletas no estômago, além de uma parte vazia de mim que nunca ficava completa, mas essa parte eu já tinha perdido as esperanças de preencher algum dia, eu dava a ela o fato do meu pai ter ido embora. Ele me beijou com carinho dessa vez.
- Aê THOMÁS PEGADOR! – nós dois nos viramos e encontramos Ade e Vítor parados na porta da sala, a Rosa governanta do Thom deve ter aberto a porta pra eles e falado que a gente tava aqui, será que ela tinha visto o que a gente tava fazendo? Quero dizer, ela já é uma senhora meio conservadora, imagina o que ela vai pensar de mim se me visse agarrando o Thommy daquele jeito, ou melhor sendo agarrada, tanto faz.
- Ness você está vermelha? – Ade gritou correndo pro meu lado, eu ri tentando disfarçar, enquanto Thom tentava segurar uma bela gargalhada do meu lado.
- Não pira Ade, só ta meio quente aqui, vem, vamos levar nossas mochilas lá pra cima, enquanto os meninos põem o filme aqui.
- Mas minha mochila e do Vítor ficaram no carro dele – ela não percebia mesmo que eu estava arranjando uma desculpa pra ela não me fazer nenhuma pergunta indiscreta na frente dos meninos?
- Então me ajuda e pega a do Thomás – sibilei, ela assentiu e pegou a do Thom no chão do corredor, enquanto eu pegava a minha do lado da dele, ela ergueu as duas sobrancelhas pra mim enquanto nós subíamos pro quarto do Thom, sim eu já sou de casa.
- Por que as mochilas dos dois estão jogadas no meio do corredor?
- Porque – comecei entrando no quarto do Thommy – nós meio que deixamos elas caírem quando a gente começou a se agarrar – ela me encarou chocada.
Conversamos um pouco, quero dizer eu falei e ela me deu uns conselhos, afinal ela não era mais virgem eu ainda era, e quando o Thomás começou a acariciar meus seios, eu senti que não estava muito preparada ainda, assim, não tem ninguém melhor que ele, mas não me pareceu certo, ela como boa conselheira só falou "Relaxa Ness, seu momento vai chegar, e você vai saber quando é, o Thomás vai respeitar isso", esperava mesmo que ela estivesse certa quanto a última parte, porque o Thom não era mais virgem, e não me traía, então não ia demorar muito pra ele me pressionar nesse lado também. Os meninos gritaram que o filme estava começando e nós duas descemos.
- O que vocês estavam fazendo que demoraram tanto? – Thomás perguntou quando nós entramos na sala, ele e o Vítor tinham puxado a extensão do sofá e estavam deitados cada um numa ponta.
- Relaxa nossos pegas não contam como traição – Ade respondeu enquanto se deitava entre Vítor e eu que estava já aconchegada no peito do Thom.
- Da próxima vez eu posso ver? – Vítor perguntou nos fazendo rir.
O filme era de terror, e eu já estava com o ouvido doendo dos gritos da Ade, o Thomás ficou meio contrariado de eu não me assustar, claro, já que a medrosa da Ade estava quase fundindo seu corpo com o do Vítor, eu ria bastante, eu não preciso mesmo me agarrar em nada pra ver um filme de terror, assim que o filme terminou a Ade recebeu um telefonema da mãe dela e ela e o Vítor foram embora, a tarde já estava quase acabando e eu e o Thommy estávamos deitados na cama dele ouvindo música e falando sobre nada. Começou a tocar jar of hearts só no piano e eu comecei a viajar, piano é tão bonito, me dá uma sensação familiar naquela parte vazia do meu peito.
- Ness! – olhei para o Thom que tinha praticamente gritado meu nome.
- Hum?
- Você realmente não escutou uma palavra do que eu disse não é?
- Desculpa, eu me distraí um pouco
- Você anda fazendo isso muito ultimamente quando esta comigo Vanessa – detalhe importante eu não gosto do meu nome inteiro parece estranho pra mim, e claro que ele sabe disso.
- Não é só com você, eu ando assim com todo mundo.
- Isso não é verdade, é especialmente comigo! Eu já percebi isso, quer dizer todo o Rio já percebeu, você quer dar um tempo é isso? – ele estava tão alterado que até pulou da cama, fiquei chocada com a raiva que eu vi nos olhos dele, tudo bem que ele não é nenhum príncipe encantado, mas ele nunca tinha falado desse jeito comigo.
- Não! Eu não quero terminar com você, por que você está assim Thomás? Eu entendo você ficar chateado por eu ter me distraído e tal, mas essa raiva? Você tem certeza que esta despejando ela na pessoa certa?
- E em quem mais eu deveria Vanessa?
- Para de me chamar assim!
- Mas não é o seu nome? Vanessa!
- Eu acho melhor eu ir pra casa, a gente conversa depois, sei lá, quando você esfriar a cabeça me liga – peguei minha mochila e saí do quarto pra ir embora, eu realmente não gosto de brigas, principalmente quando envolvem Thomas descontrolado.
- Não me dê as costas Davis.
- Davis, sério? Regredimos aos sobrenomes agora? Qual é Thomás, você é meu melhor amigo desde a quarta série, provavelmente só não me conhece melhor do que a Adriana, você quer que eu te chame de Bicalho também? – elevei o volume da minha voz já começando a perder a paciência, ele suspirou e bagunçou os cabelos do jeito que ele faz quando está nervoso.
- Desculpa Ness eu acho que me descontrolei um pouco, é que não ta sendo fácil pra mim, ter que lidar com essas coisas que estão acontecendo
- Um pouco? Você anda tendo esses ataques periodicamente, eu realmente gostaria de ajudar você com seus problemas Thommy, mas qualquer coisa que esteja te deixando bravo, não desconte em mim.
- Droga Ness será que você não pode simplesmente facilitar as coisas? Deixar pra lá?
- Deixar pra lá? Qual o seu problema Thomás?
- Você é meu problema aqui! – senti meus olhos se umedecerem, e resolvi terminar logo a discussão pra poder ir embora em paz.
- Ótimo tivemos algum progresso Thom, agora eu acho melhor voltar pra casa, Renata já deve estar pirando, e eu não quero mais brigar por hoje – arrependimento, eu vi nos olhos dele, mas ele era orgulhoso demais pra dizer isso em voz alta.
- E a minha carona?
- Fica pra próxima, eu vou caminhando – me virei de novo, só queria dar o fora dali, e uma caminhada era o que eu precisava pra por meus pensamentos em ordem. Puis meus fones de ouvido e liguei em alguma musica com a batida bem forte e pesada, meu jeito de curtir a 'fossa'.
Não pude deixar de voltar pra casa pensando na briga, no começo da tarde estávamos bem, rolou até aquele amasso meio forte, e depois de uma hora pra outra ele ficou irritado, como se eu não pudesse me distrair por um segundo sequer, nem percebi que já estava tarde, tinha passado das 18:00 e eu nem tinha notado. Eu realmente não estava a fim de enfrentar Renata depois de brigar com o Thomás, com certeza ela ia dar mais uma das suas crises. Mal puis o pé em casa e já ouvi seus gritos.
- Vanessa Davis onde a senhorita estava? Já não disse que não quero você fora depois das 18:00? E já são o que? 19:00!
- Desculpa mãe eu discuti com o Thomás e voltei andando por isso que me atrasei – disse indo pro meu quarto.
- Aquele Thomás Bicalho é uma péssima companhia pra você – ela ta piorando a cada dia.
- Mãe não começa ok?
- Aquele menino urgh! A família dele veio de fora ninguém sabe quem são, super estranhos.
- Não mãe eles são bem legais, e você não ta preocupada com isso, você só quer saber de famílias ricas e tradicionais, se eles conquistaram grana, e não é de berço, não significa que eles não são pessoas honestas! –disse me exaltando um pouco.
- Ah, você ta ficando toda rebelde e amiguinha demais desse Thom pro meu gosto, então está proibida de sair com ele!
- Mas, mas mãe... ele é meu melhor amigo e namorado você não pode fazer isso
- P-r-o-i-b-i-d-a!
- Eu saio com ele quando eu quiser! – disse me jogando no sofá e tapando meus ouvidos
- Já disse que não! Você tem que me obedecer! – ela segurou os meus pulsos e me sacudiu gritando
- NÃO TAPE OS OUVIDOS QUANDO EU ESTIVER FALANDO COM VOCÊ!
Dito isso ela me tacou na mesinha de centro que era de vidro e se espatifou ainda bem que eu não me cortei, só bati na base da mesa o que me deu uns roxos nos braços e nas costas, me levantei furiosa e fui pro meu quarto, no corredor dei um encontrão com a nossa empregada que estava indo limpar a bagunça.
Entrei no meu quarto bati a porta e depois a tranquei, eu já não aguentava mais essas crises da minha mãe que geralmente gritava comigo, agora me jogar na mesinha de vidro, ah foi demais pro meu gosto. Eu queria fugir, mas pra onde? Meu pai me abandonou com essa louca aqui e nunca veio me visitar, só se eu pedir abrigo pra Adriana, mas não dá, a família dela também é meio doida, quer dizer um irmão que agora começou a se envolver com bebidas então não dá, e tem o Thom também, mas não da pra pedir abrigo pra ele a gente acabou de ter um baita de uma briga, é definitivamente eu preciso ficar em casa.
A campainha tocou e me tirou das minhas chances de fuga, que estranho nunca ninguém vem aqui essa hora, já são 19:00, o que? Eu cheguei as 18:30 e minha mãe deu aquele chilique todo? Ninguém merece. Mas voltando ao assunto das visitas, eu que não sou curiosa fui ouvir atrás da porta
Nas: Eu realmente espero que alguém leia, agora que nós reescrevemos a fic, vai ficar boa gente prometo, reviews são seeempre bem-vindas, obrigada ;*
