#Capítulo 2

Temari passou por cima de uma garrafa vazia de sakê que estava caída em cima de uma camiseta suja, ao lado de uma parte quebrada do boneco de madeira de Kankuro. Havia uma pegada enlameada sobre o tecido, e a trilha ia em direção à cozinha, onde se misturava com o piso marrom escuro.

Graças a Deus eu me mudei.

"Oi mana!" Kankuro enfiou a cabeça para fora do banheiro. "E aí?" Logo ele surgiu inteiro com apenas uma toalha em torno de seus quadris, e Temari o olhou de cima a baixo criticamente.

"Eu não sabia que estava grávido, parabéns." Ela zombou dele.

Kankuro olhou para baixo para sua barriga saliente. "Sim, eu sei, eu sei." Ele riu. "Minha dieta é de besteiras e cerveja desde que você saiu de casa."

"Nenhuma surpresa aqui, gorducho. Onde está o Gaara?"

Ela estava procurando por ele depois de receber uma mensagem sobre a próxima missão, mas ele não estava em seu escritório, nem nos campos de treinamento.

"Ele está estúdio dele. Então, como você está? Como vai aquele babaca seu?" Ele se abaixou rindo na hora certa em que uma garrafa vazia voou em direção a sua cabeça.

"Nem mesmo vai me perguntar como eu estou indo?" Ele gritou para as costas dela enquanto ela cuidadosamente fazia seu caminho até a escada, cheia de roupas e caixas de comida vazias.

"Não."

"Vadia!"

"Eu também te amo, Kankuro!"

"Gaara ... Como você pode viver desse jeito?" Ela balançou a cabeça com um pequeno sorriso, parada em pé no meio do estúdio de seu irmãozinho, que não era tão bagunçado como o resto da casa, mas não via um espanador há um bom tempo.

"Eu passo a maior parte do tempo no escritório do Kage, então eu raramente fico em casa. Desculpe se você teve que me procurar em todos os lugares, mas eu tinha que vir aqui para encontrar alguns documentos."

Ele brevemente levantou os olhos para olhar para Temari e continuou analisando uma pilha de papéis. Realmente parecia que ele era mais feliz quando se mantinha ocupado com vários assuntos, problemas e documentos, trabalhando para o benefício da vila. Ela sorriu mentalmente, satisfeita em ver seus dois irmãos, sua única família, vivendo uma vida feliz na sua própria maneira.

"Está tudo bem. Sobre o que você queria falar comigo?"

Já fazia um tempo desde que ela tinha conseguido uma missão e o trabalho do escritório estava ficando monótono, além diso ela estava ansiosa para ir a algum lugar, em qualquer lugar, só para fugir da rotina em sua vila de areia.

Gaara entregou-lhe um pergaminho, enrolado com um fio verde - marca de Konoha.

Tsunade-sama estava procurando por 2 ou 3 shinobis de Suna para ajudar a organizar um campo de treinamento aliado em algum lugar no deserto entre Konoha e Suna. Pela questão de ter um melhor relacionamento e maior reforço da aliança – A Hokage escreveu.

Está ficando entediante em Konoha também?

"Eu posso nomear você se quiser." Fazia sentido para Suna enviar Temari, já que ela tinha uma longa experiência na organização dos Exames Chunin. Falando nisso, haviam poucas dúvidas sobre quem Konoha nomearia para isso.

Isso soou como uma longa e interessante tarefa, em que ela poderia até mesmo incluir Hayato e fazê-lo parar com suas queixas sobre não passarem muito tempo juntos. Além disso, ela não estivera em Konoha há algum tempo e sentia falta do verde do País do Fogo, bem como alguns amigos.

"Ok, eu vou. Quem vai comigo?"

"Você mesma pode escolher até duas pessoas."

"Posso levar a Yukata e a Matsuri?"

Elas podiam ser irritantes e tão femininas às vezes, mas ela sabia que elas eram fiéis e confiáveis quando o assunto era trabalho.

Gaara simplesmente assentiu.

Um acampamento seria montado na fronteira do País do Fogo, por isso a maior parte do planejamento aconteceria em Konoha. Os representantes de Suna foram convidados a ir para começar os preparativos.

Depois de informar as meninas, que ficaram loucamente animadas, sobre a próxima viagem, ela voltou para casa para começar a fazer as malas. Não havia pressa, mas ela decidiu sair logo pela manhã, sentindo um pouco da necessidade de mudança.

Um cheiro delicioso de comida fez cócegas em seu nariz quando ela abriu a porta de seu apartamento. Hayato estava andando pela cozinha, indo e voltando do forno para a mesa, cozinhando algo claramente extravagante.

Era tão aliviante não ter de cozinhar - o que ela costumava fazer durante todo o tempo em que viveu com seus irmãos. Ele cumprimentou-a com um beijo e levou-a para a mesa, enchendo rapidamente seu prato e se juntando a ela com dois copos de vinho tinto. Temari se inclinou em sua cadeira relaxando. Uma coisa simples como essa era realmente o que ela precisava depois de um longo dia no escritório e rodando em Suna procurando por Gaara. Havia uma pesada tempestade de areia lá fora e ninguém em seu perfeito juízo sairia ao menos que fosse absolutamente necessário. Mesmo depois de se cobrir completamente, seus olhos e cabelos estavam cheios de pequenos grãos de areia.

"Obrigada." Ela sorriu para Hayato, que já estava comendo uma segunda porção.

"Há um banho quente esperando por você." Ele colocou um sorriso convencido, claramente orgulhoso de si mesmo.

Temari sorriu, sentindo-se verdadeiramente grata.

"Pra que tudo isso?"

"Pra te compensar depois de ontem."

"Então eu acho que vou ter que compensar você por causa da próxima semana." Ela sorriu, fazendo alguns planos para a noite.

"Por que isso?"

"Eu tenho uma missão. Eu estou indo para Konoha por uma semana ou mais."

Hayato franziu as sobrancelhas a decepção estampada em seu rosto. Ele parou de comer e silenciosamente olhou para sua namorada como se estivesse tentando adivinhar se ela estava dizendo a verdade.

"Outra vez? Você sabe que eu odeio quando você fica fora por muito tempo."

"Eu sei, mas é uma missão, Hayato. Não é como se eu pudesse escolher apenas as que eu gosto. É o meu trabalho."

Você teve uma escolha desta vez – seu subconsciente sussurrou - e você escolheu ir.

Ela também preferiu ignorar esse pensamento enervante e o trancou lá, colocando algum esforço em apagar o que isso significava. Ela tinha outras coisas em que pensar, não havia nenhum motivo em se preocupar com o que já estava feito.

"Que tipo de missão é desta vez?"

"Organizar um campo de treinamento aliado. Acho que poderíamos usar você também, eu vou planejar um local para a sua oficina. Aposto que muitos shinobis estarão interessado no que você faz. Tenho certeza que a maioria deles não sabe como suas armas são forjadas. "

"Isso parece ótimo!" Ele estava visivelmente animado. "Eu adoraria ir para o acampamento com você. Eu quero ver você lutar e chutar algumas bundas!"

"Pare de ser tão infantil, Hayato!" Ela não conseguiu segurar uma risada. Suas emoções eram tão simples e naturais, e ela atestava que, ser criada para esconder seus próprios sentimentos e se convencer de que ser fria como uma pedra era uma qualidade valiosa.

Ainda era difícil para ela mostrar seu lado mais doce, quase impossível revelar seus sentimentos, e mesmo depois de todo esse tempo, ela não podia responder quando Hayato confessava o seu amor. Ela se sentia como se não soubesse o que era o amor, e como você pode usar uma palavra que você não entende muito bem? Mas ele foi paciente sobre isso, e foi o principal motivo pelo qual eles puderam ficar juntos. Ele aceitou o jeito dela.

Aquela noite o sexo durou seis minutos; ela estava por cima; seu orgasmo foi extasiante e ela caiu em um sono profundo, com um sorriso de satisfação em seu rosto,