Disclaimer: Nada me pertence, Tudo é da Tia JK, o que é uma pena, adoraria ver Harry e Hermione juntos.

Toda o Canon está intacto, exceto o epílogo. A fic se encontra quando Harry , Ron e Hermione tem 21 anos, nenhum está casado ainda, mas namoram. Os empregos ditos por Jk permaneceram também.

O nome da fic é francês e significa saber. Faz alusão ao fato de Harry não conhecer mais ninguém, não sabem quem todo mundo é.

Savoir

Ele deveria saber quem todas aquelas pessoas eram. Pareciam importantes, ele parecia importante, mas não se lembrava. Por mais que tentasse e se esforçasse, não se lembrava.


Uma senhora de jaleco branco acompanhada de uma moça que parecia ter um pouco mais que ele de idade, entraram pela sala acompanhadas de Hermione.

Hermione não fitava outro ponto na sala se não ele. O que era muito desconfortável se você analisasse bem, mas que estranhamente o deixava seguro. Talvez isso fosse culpa da forma como ela parecia tão confortável na sua presença, ou mesmo pelos olhos castanho-infinito que pareciam sempre dizer a verdade. Ou talvez fora a forma como ela o fazia se sentir especial mesmo sem querer.

_Bom dia, Harry Potter. – A senhora de jaleco lhe dirigiu um sorriso calmo. _O que temos hoje? – ela perguntou com óculos na ponta de seu nariz enrugado. A garota ao seu lado parecia muito concentrada em olhar pra ele também, e depois de alguns segundos que a pergunta fora feita, como se tivesse levado um beliscão, a garota deu pulo em tom de surpresa, e seguiu para uma mesa ao lado da cama onde Harry estava. Ele viu que ela tinha longos cabelos negros. A enfermeira pôs-se a ler algo em um pergaminho.

_Bom, aqui diz- Disse a enfermeira tentando não soar envergonhada- _ Que ele foi encontrado com algumas escoriações nos arredores da Islândia e alguém aparatou com ele aqui. Creio que um colega de grupo, ele permaneceu adormecido até essa manhã. Segundo o pergaminho que detecta batimentos cardíacos, ficara estabilizado até essa manhã, quando acordou. Senhora Furks, ele parece estar na mais perfeita saúde.

Quando a enfermeira terminou de falar, ele viu que Hermione respirou em alívio. A senhora, entretanto, ainda o observava com alguma desconfiança.

_Como está se sentindo, Harry Potter? – Ela lhe perguntou.

_Bem, eu acordei com dor de cabeça, e... sem lembrar quem eu sou.

_A senhorita Granger já me reputou a respeito da amnésia. Entretanto, não conseguimos identificar de onde ela veio. Talvez você tenha batido forte com a cabeça em uma queda ou algo assim, todos sabemos como você é muito bom em sua vassoura.- Ele olhou instantaneamente para Hermione que confirmou com um aceno na cabeça. - _Ou sua amnésia pode ter ocorrido devido a um feitiço. Não podemos descartar a possibilidade de alguma poção também.

_Torcemos que seja uma poção então. De todas as soluções existentes, nenhuma tem efeito superior a 24 horas.- Hermione disse com aquele tom de voz mandão que ele ouvira anteriormente naquela manhã. Ela realmente parecia muito inteligente.

_De toda forma, acho prudente que façamos um teste de elementos químicos mágicos no sangue do senhor Potter, assim teremos a certeza se está sobre o efeito de alguma poção, e qual futuro efeito colateral poderá, eventualmente, aparecer.

Harry a olhava desanimado porque isso significava que não sabiam ainda se ele poderia ter sua memória de volta.

_Terei que ficar aqui por quanto tempo?

A medibruxa coçou o nariz e tentou falar como se não fosse algo importante.

_Por tempo indeterminado.

_O Quê?- ele disse alto.

_Não podemos deixar você sair e ter um colapso no meio do caminho! Faremos alguns exames, você ficará em observação, e só depois poderá sair.

Ao fim da frase a Senhora Furks sorriu e chamou a enfermeira para saírem. A Enfermeira ainda sorriu para Harry antes de ir. Hermione a olhou pelo canto dos olhos e sentou-se novamente na cadeira ao lado da cama de Harry.

_Tempo indeterminado! Dá pra acreditar!?- Ele disse quando a Medibruxa já tinha saído.

Hermione suspirou.

_Oh sim, Harry! Você e alas hospitalares tem uma relação especial! Certa vez, quando você só tinha doze anos, doze! Você caiu da sua vassoura ,quebrou o braço e um professor nosso ao tentar concertar simplesmente desapareceu com o osso do seu braço!

Ele a olhou e percebeu que apesar de fazer tanto tempo desde o ocorrido, o olho dela se abria em preocupação como se a situação fosse presente.

_Sério? E o que mais aconteceu?

_Nós vivíamos na enfermaria, Harry. Você foi perseguido por um bruxo das trevas a vida inteira e conseguiu derrota-lo a alguns atrás, e bem, se tornou o salvador do mundo bruxo.

_O quê? Mas que diabos, eu sou importante, então?

_é...e sobre a enfermaria ainda, ultimamente, não está muito diferente. Você trabalha como Auror no ministério da magia, e vive em missões malucas, se machucando a torto e a direito! – A voz da garota estava soando um pouco esganiçada.

_Como soube que eu estava aqui?

_Eu também trabalho no Ministério, e assim que te encontraram avisaram ao seu departamento, e sabe, eles correram pra me dizer o que tinha acontecido!- O cabelo dela estava presto com um elástico até então, em um movimento automático, ela soltou os cabelos, e as madeixas lhe caíram nos ombros. Ele pensou que ela ficava mais bonita de cabelos soltos. Ela continuou a fala - _Além do mais, você saiu na segunda e voltaria ontem antes do almoço! Almoçaríamos juntos na Pumpkin's.

_Nós saímos muito juntos, então.- ela sorriu.

_Todos nós saímos, Harry. – Ele franziu o cenho confuso, e ela continuou a falar percebendo a dúvida do amigo -_ Sabe, Você, eu , Ron e Gina.

_Essa é que é a minha namorada?

_sim.

_Sobre ela...Como ela é?

_bonita.- Hermione disse sem rodeios.

_E o que mais?

_Ela é inteligente.

_Assim como você?- Ele falou sem pensar, o que a fez sorrir envergonhada.

_Acho que sim, não fico medindo, Harry!- quando falou, ela parecia desconcertada. Mas ele sempre percebia como ela dizia o nome dele como se fosse o nome mais natural e confortável do mundo.

_Isso é um droga, se quer saber. Eu não sei de nada sobre a minha vida...

_Acho que você precisa descansar. Sua cabeça ainda está doendo?- Ela falou e em um impulso colocando a mão sobre a testa dele, mas quando percebeu a surpresa do garoto, se afastou rapidamente.

_Desculpe. É que..

_Tudo bem, eu gosto.

_Gosta?

_Sim, você parece ter prática nisso. É, uh, legal. – Ela o olhou nos olhos, e de novo ele se sentiu como se tivesse mergulhado na própria eternidade, ele gostaria de saber o que ela estava pensando, mas não conseguia decifrar. - _E a dor de cabeça está passando. Mas me sinto exausto.- Ela tocou na mão dele e ele sentiu seu coração relaxar. A garota dos olhos castanho-infinito era uma companhia extraordinária.

Alguém bateu na porta. Era a enfermeira.

_Harry, com licença, algumas corujas chegaram com correspondência para você e chegaram algumas flores da comunidade bruxa na recepção. Posso pegá-las, se quiser.

_Não se incomode, Chang. Eu mesma as pego.- Hermione dirigiu um sorrisinho fraco a enfermeira e Harry não fazia ideia do que estava acontecendo.

A enfermeira olhou para Harry esperançosa como se ele fosse correr ao seu encontro e a abraçar a qualquer instante.

_Ele não vai lembrar de você, Cho. Por Merlim!- Hermione falou parecendo um pouco mais irritada.

_Oh, mas com certeza de você ele se lembra!- A enfermeira debochou. E antes que Hermione ou ele dissesse qualquer coisa, ela saiu a passos firmes do quarto.

_Hermione?- Harry perguntou numa tentativa de descobrir o que estava havendo.

_Sua ex namorada, Cho Chang.- Hermione olhou para os lados com uma expressão de um pouco de tédio e falou sem ânimo.

Os olhos dele se tornaram dois círculos de surpresa.

_O quê? Ela? Aquela? UAU. Digo, pode me contar isso também?

_Você parece interessado. Gina ficaria louca só de sonhar com isso.

Harry se ouviu suspirar em cansaço e percebeu que Hermione desviou o olhar do rosto dele, com a boca um pouco cerrada, em desaprovação.

_Desculpe, Hermione. Tudo é novo pra mim. Eu não sei o que sentir.

Ela o olhou enigmática e umedeceu os lábios antes de falar.

_Tudo bem, você tem razão. Você deveria descansar. Podemos conversar melhor depois.

_Não vejo a hora de sair daqui. –. A voz dele saiu em um tom de desabafo.

Hermione levantou-se da cadeira ao seu lado e disse antes de seguir para a porta:

_Vou mandar notícias para Gina e Ron. Espero que consigam chegar rápido.

Harry meneou a cabeça afirmativamente.

Ele viu Hermione sair porta afora, e tratou de adormecer.


N/A: Povo lindo que comentou a fic, prometo no próximo capítulo responder um por um. Adorei o interesse de vocês e por isso vim postar esse cap. Queria que ele fosse maior, mais lindão, mas pra atender a curiosidade de vocês resolvi postar. Se os comentários continuarem nessa linha em uma semana posto o outro capítulo que tudo indica será muito maior.

Minha maior dificuldade nessa fic é a dinâmica. Porque a prioridade agora não são mais personagens aparecerem e sim Hermione contar a Harry sobre a vida dele. E siiiiiiim, foi muito de propósito que coloquei Cho como enfermeira porque EU QUERO VER ISSO AQUI PEGAR FOGO. Gente, é algo muito grande o motivo do término ser Hermione, e cotar pro cara sem conceito prévio de nada sobre isso, é ótimo. Enfim, o próximo capítulo vai ser lindo. 3 promessa.

Sobre o ponto de vista, talvez mude. Talvez Hermione protagonize alguma vez, pq acho muito dificil fazer ponto de vista de menino sem parecer que ele é gay. Confesso. kkk

ps. Pra quem acompanha Obliviate, atualizei ela agorinha, dá um passadinha lá. (Vocês não sabem como estou me coçando pra postar o outro capítulo)