Notas da Historia:

Obs. Os personagens pertencem à tia Steph, mas se fossem meus, há as possibilidades...

Obs. 100% Beward

Obs. Historia para maiores de 18 anos


Capitulo Um
Minha nova Obsessão

Pov. Edward

Estava correndo em uma velocidade que qualquer humano ficaria assustado, mais que era muito comum para a minha espécie.

Estava com meus sentidos apurados, agora eu era simplesmente um animal. O cheiro inundou minhas narinas e o veneno inundou minha boca. Há somente a alguns metros de mim, estava um leão da montanha, ele também estava espreitando, escondido atrás das árvores pronto para atacar o servo descuidado.

Mais para meu azar e sorte do leão, o vento mudou. A rajada de vento veio da direção oposta, e trouxe consigo o cheiro mais perfeito que já senti em toda minha existência, se soubesse que existia algo assim teria passado minha existência inteira atrás dele.

O leão foi totalmente esquecido por mim, pois o cheiro me dominou de tal forma que se eu não achasse seu dono, sabia que não teria paz novamente.

Corri o mais rápido que pude naquela direção. Parei quando senti o cheiro mais próximo a mim, a uns dez passos de mim havia uma clareira.

Era grande toda coberta de uma grama verde vivo, o sol banhava toda a clareira, havia flores de diferentes cores e tipos, espalhadas por toda parte, borboletas passando, ouviam-se pássaros cantando, mais nada disso chamou minha atenção.

No centro da clareira, estava ela. A fonte do cheiro. Sobre a relva, de bruços, os pés descalços balançavam displicentes.

O vestido azul solto flutuava, sempre que a brisa batia em seus cabelos castanhos avermelhados e compridos, que caiam como cascatas em suas costas com cachos nas pontas, sua pele branca, não tanto quanto a minha, mais bem pálida, suas bochechas, levemente coradas por causa do sol, era como creme e rosas, seda sobre o vidro, perfeita e delicada.

Ela mantinha os olhos focados em um livro e mordia o lábio vez ou outra, ou sorria levemente, suas oscilações de humor eram encantadoras, me pegava sorrindo e me perguntando o que ela estava lendo.

Tentei ler sua mente, para ver o que tal anjo pensava mais por mais que me esforçasse o único som que ouvia era sua respiração e seu coração invadindo todo o local com o som das batidas ritmadas.

Uma brisa passou por ela bagunçando seus cabelos e trouxe o cheiro maravilhoso em minha direção. Minha boca salivou. O cheiro perfeito me atingiu como uma bola, minha vista escureceu.

Inconsciente do que fazia me vi indo em sua direção, queria sentir seu sabor. Mas mais do que tudo queria tocá-la, acariciar suas bochechas rosadas será que elas eram tão macias quanto pareciam de longe.

Mas assim que entrei na clareira o sol bateu em minha pele, e minha mente percebeu o que eu estava preste a fazer. Foi como um sinal me lembrando o que eu era, e que ela se assustaria ou correria de mim, não poderia suportar a rejeição, não a dela, corri para longe dela e resignei-me a observá-la.

Passados alguns segundos ela pendeu a cabeça, e virou em minha direção, ela não podia me ver, mais eu podia ver seus olhos, ainda não os tinha visto, eram castanhos. Não. Eles eram como chocolate derretido, era como se eu pudesse ver sua alma por eles, eles eram reveladores.

Estava ficando tarde, me perguntava, se ela não tinha receio de andar pela floresta tão tarde, uma rajada de vento mais forte veio em sua direção a fazendo estremecer.

Ela balançou os cabelos, e deu um longo suspiro, se levantando em seguida. Passou as mãos sobre o vestido tirando as folhas, que estavam presas, o vento balançava seus cabelos os deixando bagunçados e com um ar selvagem.

Ao seu lado havia uma mochila, ela colocou o livro lá, e tirou de dentro um par de meias e os tênis, os calçando em seguida.

Ela saiu caminhando para fora da clareira, resolvi segui-la queria saber onde minha mais nova obsessão morava. Ela caminhava sempre olhando atentamente para o chão, muito concentrada, chegava a ser engraçado, era como se tivesse medo de cair a qualquer momento.

Ela caminhou por um bom tempo, até chegar à estrada, já estava ficando escuro. No final da estrada, estava estacionada uma velha caminhonete vermelha, meio enferrujada, ela seguiu em direção ao carro mexeu na sua mochila, tirando as chaves.

Ela entrou acariciou o painel e deu um sorriso, quando ligou a caminhonete fazendo um barulho estrondoso, continuei seguindo-a a pé, minha velocidade veio a calhar, não que eu tivesse problemas em segui-la já que sua caminhonete era muito lenta.

Ela dirigiu por cerca de uma hora, ate estacionar em frente a uma casa pequena, de dois andares, rústica, me perguntava de quem era a casa, estava a pouco tempo em Forks, ainda não conhecia todos seus habitantes mesmo sendo poucos.

Minha pergunta foi logo respondida , quando uma viatura, estacionou do lado, da picape dela, essa era a casa do chefe de policia Charlie Swan, ouviu dizer que ele tinha uma filha, mais ela não mora com ele.

De onde eu estava mesmo sendo longe, conseguia ouvi-los muito bem. Essa era outra, vantagem da minha espécie. Super audição, pensando bem nem sempre era uma vantagem.

Pensei lembrando de o porquê eu estar aqui, e não com a minha família. A voz dela me tirou dos meus pensamentos. Era a primeira vez que ouvia sua voz, era doce e baixa.

- Oi pai.

- Bella, você esta chegando só agora. – ele parecia reprovar sua atitude, eu também a reprovaria, ela não sabe como é perigosa a floresta.

Então esse era o nome do meu anjo, Bella. Sorri para mim mesmo, Bella combinava com ela, de fato ela era bela.

Tentei me concentrar nos pensamentos do pai dela. Eles não eram silenciosos como os dela.

"Essa menina ainda vai acabar se perdendo na floresta" – pensou o pai dela reprovando sua atitude.

- Pai, era meu último dia, não pude resistir e fiquei mais um pouco.

- Esta bem, mais da próxima vez chame alguém para ir contigo. - ela fez uma careta.

- Quem o Jake? - ela disse fazendo uma careta. Não gostei desse Jake, será que era um namorado?

- É, e porque não. - ela revirou os olhos como se fosse óbvio.

- Pai ele é um chato, fica me paquerando, sem contar, que eu queria ler e ele só iria me atrapalhar e reclamar o tempo todo. – suspirei aliviado, mais ao mesmo tempo sem entender o por que. Como se eu tivesse alguma chance de me colocar entre seus afetos.

-Ok, ok não vou mais insistir, vamos entrar que já esta tarde você tem que arrumar muitas coisas ainda.

-Não pai, falta pouco, a maioria já esta na mala – eles conversavam indo em direção a casa.

-Vai levar – seu pai disse apontado para a picape.

-Não, guarde-a para mim, vou precisar para ir à escola sem contar que ela não combina muito com Phoenix - o chefe deu de ombros.

Eles entraram na casa ainda conversando, e comentando sobre a viagem.

Ela iria para Phoenix, parece ate que o destino quer me afastar dela, uma das cidades mais ensolaradas, e a minha obsessão, mora lá. O que fazer, parece obvio não é, deixar pra lá e seguir a vida.

Como se eu fosse, esse tipo de pessoa, era lógico que eu iria atrás dela. Por alguma razão, sentia necessidade por seu cheiro, se eu não fosse tão controlado, a teria atacado na clareira, mais meu pai me ensinou muito bem.

Matei pouco em minha vazia existência, só quem eu achava que merecia morrer. Não me acho um Deus nem coisa do tipo, mas se você ouve alguém planejando um assassinato, você interfere não é?

E andando sozinho como eu ando e podendo ler a mente das pessoas sempre acabo ouvindo algum sujeito mal intencionado.

Bom, eu só interfiro se o sujeito tem o azar de cruzar meu caminho. Não vejo outra opção a não ser livrar o mundo de tipinhos que existem por ai.

Minha família sempre foi contra meus hábitos, meu pai, ou melhor, meu criador Carlisle, preferia que eu só seguisse a dieta vegetariana dele. Eu sigo afinal me alimento de animais também.

Mais isso não vem ao caso, me mudei justamente por isso, eu não quero mudar. Eu acho certo livrar o mundo de monstros. Não que eu não seja um, mais é fato que eu tenho muito mais consciência que eles.

É lógico que esse não foi o único motivo, para abandoná-los. Havia os casais, era meio desconfortável viver, em uma casa com três casais. Vivendo seus amores e você ficar segurando vela.

Sem contar os pensamentos, gritando em sua cabeça. Às vezes a solidão parece mais confortável. Principalmente quando eles se trancavam nos quartos, não era nada agradável ser um leitor de mente nessas horas.

Não que eu não amasse meus irmãos, estava feliz por eles. Jasper e Alice eram perfeitos junto um amor intenso e profundo vivia no mundo deles. Rosalie e Emmett, o amor deles era mais físico, mais ainda sim eram importante um para o outro.

E tinha Esme e Carlisle, meus pais, queria ter um amor como o deles. Carlisle tinha uma devoção por Esme que chegava a brilhar em seus olhos, era lindo vê-los juntos, mais desconfortável se você é sozinho.

Se você nunca encontra o amor, fica insuportável viver no meio de tanta felicidade. Já conheci tantas mulheres belas e fascinantes. Mulheres que por causa da nossa condição, fariam qualquer homem se rastejarem aos seus pés.

Mais eu nunca senti nada por nenhuma delas. E foi essa menina que despertou alguma curiosidade em mim, com sua beleza frágil e mente silenciosa.

Somente ela fez meu coração a muito morto bater novamente, com algum tipo de esperança.

Nunca havia reparado nas humanas antes, elas para mim eram todas iguais. Nem seu cheiro era tão intenso quanto o dela, mais ela... Bella. Ah Bella, ela me inebriava, meus pensamentos não eram mais coerentes.

Ela tirava minha razão, já estava virando uma necessidade ficar perto dela, era como respirar.

Minha Bella já estava dormindo. Queria chegar mais perto dela, ainda sentia necessidade, de tocar seu rosto para sentir sua pele sobre meus dedos. Esgueirei-me até a janela no segundo andar escalando ate lá, seria fácil entrar na casa e achar seu quarto.

Escalei a janela, meu queixo caiu, era muita sorte a janela dava justamente em seu quarto. Ela dormindo era melhor ainda, sua respiração calma, seu batimentos pareciam cantar pra mim, seu quarto tinha seu cheiro de modo tão concentrado!

Minha Bella. A cada minuto era melhor ainda estar perto dela, tive que forçar um pouco a janela para me dar espaço pra entrar. Seu quarto era bagunçado, mais não sujo, seu cheiro era mais concentrado.

Tinha seus livros no chão, um computador velho, em uma cômoda no canto, um guarda roupa antigo, e sua cama de solteiro, e uma cadeira de balanço no canto.

Ela deitava encolhida por causa do frio. A mim não incomodava, mais a ela devia estar desagradável, puxei sua coberta que estava nos pés, para cima a cobrindo.

Queria ver seus CDs e livros, saber do que ela gostava saber o que ela lia na clareira, mas achei melhor não mexer em nada, afinal, podia deixar alguma coisa fora do lugar.

Caminhei para perto dela, no ímpeto de tocar seu rosto, eu sabia me controlar. Como tocar uma bolha sem estourá-la, e ela nem sentiria meu toque.

-Sai. – congelei, esperando pelo grito quando ela me visse, mas para minha surpresa ela virou para o lado.

-Jake sai. – ri ao ver que seus pensamentos, eram revelados durante o sono. Podia ser melhor.

Sentei-me na cadeira de balanço, e passei a noite em seu quarto velando seu sono. Ouvindo seus resmungos, ou seus chamados pela sua mãe. Só sai quando os primeiros raios de sol adentravam a janela.

Que coisa, sol em Forks de novo! Vim para esse lugar justamente por raramente ter sol. E nos momentos em que mais espero por chuva, faz sol. Parece ate um sinal, para me afastar dela.

Primeiro esta sol quando a conheço. E ela mora em uma cidade ensolarada. O destino parece conspirar contra mim, azar o dele, afinal nunca acreditei em destino mesmo.

Sai de seu quarto, mas fiquei na floresta observando. Ela se levantou se arrumou e começou a arrumar as malas, seu pai lhe disse que só tinham três horas ate seu vôo para Phoenix, tempo suficiente.

Fui para minha casa, ela ficava nos limites de Forks, era grande. Por fora tinha a aparência de velha, para manter os curiosos longe, por dentro era arrumada e confortável. Se eu fosse humano não teria do que reclamar.

Peguei minha mala e coloquei minhas roupas, dinheiro e passaporte, tudo que precisaria. Afinal já tinha me decidido, iria para Phoenix. Não podia deixar minha Bella sem mim, mesmo ela não sabendo da minha existência, me sentia no dever de cuidar dela.

Ainda tinha tempo resolvi ir para o aeroporto em Port Angeles, compraria minha passagem, e esperaria por ela do aeroporto de Phoenix. Teria que esperar escurecer, e buscar pelo seu cheiro o que não seria difícil, seu cheiro já fazia parte de mim.

Passou uma hora desde que chegara, vi a viatura de seu pai, eles desceram e se despediram elas lhe deu um beijo e um abraço, ambos pareceram desconfortáveis com o contato físico.

Ela seguiu para o portão de embarque, e ficou na sala de espera, eu estava a uma duas fileiras dela, de frente para ela. Estava de óculos escuros e a olhava fixamente, por sorte ela parecia distraída e não me notou. Mais será que foi sorte? Eu queria que ela me notasse?

Embarcamos no mesmo vôo e não a vi mais, seu cheiro estava no avião forte, me entorpecendo, pousamos em Phoenix o sol estava forte, tive que ficar no aeroporto até o anoitecer. Assim que tive chance segui para um hotel.

Quando passou da meia noite, e já era seguro, voltei ao aeroporto para seguir seu rastro. Embora já tivesse passado muito tempo, seu cheiro ainda era fácil de rastrear, achei sua casa, ela morava com a mãe.

Nos meses que se seguiram fiquei em Phoenix, sempre nas sombras, a observar minha Bella. Descobri muito sobre ela, ela era muito responsável, afinal era ela quem cuidava da mãe.

Também descobri o nome da mãe dela, Renée, ela era uma criança grande, Bella se sentia responsável por ela, mais isso ia mudar. Sua mãe iria se casar com Phil, o namorado, e ela parecia gostar dele, mas não queria atrapalhar a vida de recém casada de sua mãe.

Ela havia decidido morar em Forks, dizia que seu pai precisava dela, e que sua mãe precisava aproveitar um tempo sozinha com Phil. Eu sabia o que ela estava fazendo, ela se sentia um estorvo para sua mãe, por isso havia decidido ir.

Sua mãe tentou convencê-la do contrário, mais ela era cabeça dura e já estava decidida. Nada a faria mudar de idéia. Ela se sacrificaria, ela era uma mártir, mas escondia seu sofrimento, não queria platéia para seus problemas.

E assim seguiram seis meses em Phoenix, ela terminou a escola, ajudou sua mãe como pôde, e se preparou para mudar definitivamente para Forks.

Eu estava aliviado, viver em Phoenix, foi um inferno, só podia sair à noite, havia muito barulho. Os pensamentos mesquinhos e nada agradáveis a minha volta, o que me incomodava imensamente, sem falar que para caçar, tinha que sair para longe dela.

Mais finalmente iríamos embora, de volta para Forks, ela não parecia muito feliz. Mas eu ia cuidar dela, já tinha resolvido conhecê-la, queria Bella na minha vida.

Esses meses, só me fez ter certeza. Eu amava Bella, todas as noites em que entrei em seu quarto. Olhava suas coisas. Aprendi seus trejeitos, e entendi por que ela era tão precavida, afinal ela era um desastre ambulante, dava dois passos e já tropeçava.

Teve vezes em que não pude segurar a risada de seus tombos, e ela pareceu me ouvir, pois sempre olhava em minha direção. Mais depois de alguns minutos, balançava os cabelos e achava que era coisa da sua imaginação. Sem contar às vezes em que quase ia até lá para ajudá-la, mas eu tinha que me conter.

Finalmente chegara o dia da mudança. Ela já estava se despedindo da sua mãe, e de Phil. Sua mãe não queria deixá-la ir, mas Bella estava decidida.

-Mãe eu vou ficar bem, nos falaremos todos os dias.

-Tem certeza, já sabe se quiser voltar eu vou estar aqui.

-Ok mãe, não se preocupe nos falaremos sempre.

Elas se abraçaram de novo e Bella embarcou, peguei o mesmo vôo que ela, mais em classes iguais dessa vez. Queria que ela me visse, conseguiu até uma cadeira ao lado da sua.

Nada que o meu charme não conseguisse, mas Bella não falou comigo a viagem toda. E eu não sabia o que dizer. Toda vez que ela me pegava olhando para ela, ela corava e eu não podia deixar de sorrir, o que a fazia corar ainda mais.

Fiquei assim a viagem toda, afinal eu estava tão perto dela, quase podia tocá-la. Tinha que segurar minhas mãos fortemente na cadeira para não acariciar suas encantadoras bochechas coradas.

Finalmente o avião pousou, ela começou a se preparar para descer, e eu continuava a encará-la. Antes de se levantar ela virou seu rosto em minha direção, não pude evitar dar um meio sorriso para ela, na mesma hora suas bochechas coraram, e sua respiração falhou.

-Isso foi interessante – acabei dizendo em voz alta, ela acordou do transe em que estava e me olhou confusa.

- Quem sabe não nos vemos por ai. - pisquei para ela e sai apressadamente do avião.

Pude ver que ela ficou alguns minutos meio abobada com minhas palavras, fiquei me perguntando o porquê será que eu a assustei.

Finalmente, em Forks, agora Bella não me escaparia, eu entraria em sua vida e ela seria minha, pois eu já era dela desde a primeira vez que a vi.