Todos os direitos vão para J. K. Rowling criadora da Saga Harry Potter

e a Rafael G. Penas Criador das Cronicas de Hogwarts


Capítulo 02 - A Seleção das Casas

Hagrid deu um tchauzinho para Alvo e Rose, então entrou no castelo enquanto Jorge sorria para os alunos.

-Terão que esperar um pouco antes de se juntarem com seus outros colegas – disse Jorge. – Quando entrarem no Salão Principal do castelo cada um será selecionado para uma das quatro Casas que existem em Hogwarts: Grifinória, Sonserina, Lufa-Lufa e Corvinal. A Casa onde ficarem será como se fosse uma família. Seus acertos vão beneficiar sua Casa com pontos e seus erros podem prejudicá-la fazendo perder pontos.

Alvo percebeu que ao se referir em perder pontos seu tio e professor, Jorge, tinha dado um sorriso e ficado com a cara mais vermelha que o normal.

"No final do ano, a Casa que tiver mais pontos ganhará a Copa das Casas. Vão aprender mais sobre isso depois, agora me sigam até a sala lateral até serem chamados."

Os alunos seguiram o professor até uma sala muito apertada para todos eles ficarem confortáveis. Então alguns alunos gritaram ao ver a criatura que estava lá dentro.

O ser era estranho com um uma roupa vermelha com flores amarelas, tinha um largo sorriso malicioso e estava com um elmo em uma das mãos.

-Pirraça, acho melhor sair daqui – disse Jorge. – Não quero que apronte nada, pelo menos hoje.

-HAHAHA – gargalhou Pirraça. – Olha só quem fala o Weasley encrenqueiro.

-Isso foi no passado Pirraça, agora sou professor e se não sair...

-Tudo bem.

Pirraça flutuou em direção a porta, mas não antes de deixar o elmo entalado na cabeça de um aluno e dar uma gargalhada terrível. Jorge fez um movimento com a varinha que sacou do bolso de suas vestes e o elmo desapareceu.

-Desculpe por isso – disse ele para o aluno. - Tomem cuidado com Pirraça, ele adora provocar os alunos novos. Quando eu voltar, serão levados para o salão onde ocorrerá a seleção das Casas.

Os alunos ficaram sozinhos na sala, uns parecendo prestes a vomitar, outros roendo as unhas ou então estralando os dedos.

-Mas que droga - disse Stuart que era um dos que estavam estralando os dedos –, tinha que ser na frente de todos?

-Bobagem, é só colocar um chapéu bobo na cabeça – respondeu Rose de forma tranqüila.

-O problema é o chapéu falar: Sonserina – disse Alvo.

-O que você tem contra a Sonserina?

Alvo, Rose e Stuart olharam para a origem da voz que tinha perguntado e se depararam com um garoto atrás deles. Alvo e Rose o reconheceram na mesma hora como o filho de Draco Malfoy, o homem que seus pais estavam comentando. O filho de Draco Malfoy tinha os cabelos muito loiros quase brancos, olhos cinzentos e um ar de desprezo.

-Quem é você? - perguntou Stuart.

-Escórpio Malfoy – disse o garoto com uma voz de superioridade. – E o que você tem contra a Sonserina? - repetiu o menino se voltando para Alvo.

-Nada – respondeu Alvo dando de ombros. – Só prefiro ficar na Casa em que meus pais eram.

-É claro – disse o garoto em tom de deboche. - Você só quer ficar onde seu papaizinho ficou.

-Olha garoto, se manda daqui – disse Rose dando um passo à frente de Escórpio.

Alguns alunos estavam se virando para ver a discussão que estava acontecendo.

-Hum, e você deve ser filha do traidor do sangue junto com a sangue rui...

-Cala a boca! - gritou Rose que estava sendo segurada por Alvo agora.

-Escuta aqui, seu imbecil – disse Alvo irritado –, sei muito bem de que família pertence. Você é filho daquele nojento ex-Comensal da Morte.

A simples menção dos Comensais da Morte foi o bastante para que houvesse exclamações dos alunos que estavam assistindo a discussão.

Escórpio parecia que ia partir pra cima de Alvo, mas Jorge Weasley tinha chegado com um longo pergaminho na mão.

-Opa, o que está acontecendo? - perguntou o professor vendo a tensão entre os dois garotos - Não estavam brigando no primeiro dia de escola, estavam?

-Tio – disse Rose quase chorando apontando para Escórpio–, esse...

-Não sou seu tio aqui, sou seu professor - interrompeu Jorge. - Agora vamos.

Lágrimas começaram a rolar no rosto de Rose. Escórpio estava com um sorriso maldoso na face.

-Tudo bem – disse Stuart dando tapinhas no ombro de Rose –, esquece aquele idiota.

Entre os murmúrios sobre o que aconteceu, os alunos seguiram Jorge e entraram no Salão Principal. Aquela parte do castelo era enorme com um teto encantado que refletia o céu estrelado lá fora, existiam quatro mesas onde sentavam os alunos e outra mesa no extremo onde sentavam os professores.

Havia um banquinho na frente da mesa dos professores onde estava todo encardido e esfiapado, o Chapéu Seletor. Jorge fez sinal para os alunos esperarem e se postou ao lado do banquinho com o chapéu e desenrolou o pergaminho que segurava.

O salão inteiro estava em silêncio, mas foi quebrado por uma canção que o Chapéu Seletor deu início. A canção que fazia menção a cada Casa de Hogwarts tomou conta do salão inteiro e, quando a canção terminou, o chapéu estava em silêncio de novo como se nunca houvesse se mexido.

-Quando eu chamar os seus nomes venham até aqui e colocarei o Chapéu Seletor para selecioná-los. - informou o Prof. Jorge. - Alano, Bob!

Um garoto magro com olhos azuis foi até o chapéu, estava muito branco, obviamente por estar nervoso a ser o primeiro. Jorge colocou o chapéu na cabeça do garoto e depois de alguns segundos:

-Grifinória!

Bob pulou no banquinho e se dirigiu a mesa da Grifinória onde foi recebido com entusiasmo. Então outro aluno (Lucas Bolmer) foi eleito para Corvinal. Alguns alunos eram selecionados ligeiramente e outros mais devagar, até que Jorge chamou:

-Longbottom, Stuart!

Stuart torceu as mãos e foi devagar até o chapéu. Passados poucos segundos o chapéu anunciou:

-Grifinória!

Stuart saiu do banquinho recebendo parabéns dos outros colegas da Grifinória. Jorge então chamou:

-Malfoy, Escórpio!

-Sonserina! - disse o chapéu que quase nem tocou no menino.

-Potter, Alvo!

Alvo olhou para a mesa dos professores, encontrou o olhar de Hagrid que lhe deu um sorriso o encorajando, então ele se dirigiu até o banquinho. Quando colocou o Chapéu Seletor, não conseguiu ver nada, pois ele era maior que a sua cabeça.

-Ora, ora, ora – disse o chapéu. – Em que Casa devo colocá-lo? Pelo jeito me dará trabalho da mesma forma que seu pai.

"Interessante, você tem um pouco das qualidades de cada Casa" mencionou ainda o chapéu "Inteligência e generosidade são qualidades da Corvinal e Lufa-Lufa. Mas a Grifinória e Sonserina prevalecem em você. Mas vou respeitar o seu desejo sem pestanejar: GRIFINÓRIA!"

Alvo tirou o chapéu, pulou do banquinho e correu para a mesa da Grifinória onde seu irmão, Stuart e Victoire o cumprimentaram com felicidade.

-É isso mesmo maninho! - gritou James – Se livrou da Sonserina!

-Muito bem, Al – disse Victoire.

Então Alvo olhou para Hagrid ao qual retribuiu com um sorriso enorme. Mas ainda Alvo estava nervoso por sua prima.

Rose pareceu mais desanimada ao ver Alvo na mesa de Grifinória, e para piorar ela foi quase à última a ser escolhida.

-Weasley, Rose!

Como Alvo, Rose demorou algum tempo para ser selecionada, parecia que o chapéu estava em dúvida em relação a ela, mas:

-Grifinória!

-Viva! - gritaram Alvo, James, Stuart e Victoire.

Jorge enrolou o pergaminho e tomou o seu lugar na mesa dos professores ao lado de Hagrid, parecia extremamente satisfeito. Então a diretora, Minerva McGonagall, se levantou e todos os alunos ficaram calados.

-Sejam bem vindos – disse a Profª. Minerva. – Antes que o banquete comece, quero dar uns avisos aos novos estudantes e lembrar os alunos veteranos.

"É proibido andar pelos terrenos do castelo depois do toque de recolher. Como também é proibido entrar na Floresta Proibida. Quero também alertá-los que alguns objetos da loja Zonko's e Logros são proibidos e que não podem fazer magia indevida nos corredores. Quero que respeitem as regras porque o zelador, Argo Filch, não tem mais a mesma idade de antes para ficar correndo atrás de alunos. Obrigada."

Um momento depois (o suficiente para alguns alunos fazerem comentários sobre os objetos da Zonko's e Logros) as mesas se encheram com travessas de comida. Alvo, Rose e Stuart nunca haviam comido tanto na vida, na mesa havia tudo o que mais gostavam e podiam comer à vontade.

-Poderia me acostumar a comer nesses pratos e talheres de ouro – Rose sorriu.

-Mas pode ir desacostumando – Victoire riu.

Depois que estavam exaustos até mesmo para conversar, eles tiveram que acompanhar o hino de Hogwarts. Depois Alvo, Rose e Stuart seguiram Rupert, o monitor, até seus dormitórios e mal reparando, nos vários quadros com seus personagens que se mexiam ou nos fantasmas que acenavam alegremente.

-Dente de Sabre – disse o monitor para o retrato da Mulher Gorda que escondia a passagem para a sala comunal da Grifinória.

A sala comunal da Grifinória era uma sala redonda e com poltronas vermelhas. Era bem aconchegante com sua lareira acessa iluminando o lugar.

-O dormitório das meninas fica à direita, – informou Rupert quando todos entraram na sala – dos meninos fica à esquerda. Seus pertences já se encontram nos seus dormitórios, agora devem dormir para o primeiro dia de aula.

Alvo e Stuart se despediram de Rose subindo a escada em espiral. Encontraram o dormitório do primeiro ano e caíram nas camas de dosséis agradecidos. Nem escutaram os cochichos dos seus outros colegas que estavam espantados de dividirem o quarto com o filho de Harry Potter.