Uma decisão esperada

Severus tentou assimilar o escutado, mas teve que reconhecer que Harry sempre seria experiente no sacar de balanço, a seu lado jamais poderia aborrecer-se.

— Harry se dá conta do que isso significa?

— Por suposto, tenho-o estado pensando durante algum tempo e só quis te propor quando eu mesmo estivesse seguro de que é o que quero.

— Entendo, mas…

— Severus, não te peço uma resposta imediata, após tudo eu também não o decidi de um dia para outro, mas sim te peço que medite… não gostaria que adotássemos de um bebê?

Severus tentou sorrir, mas preocupava lhe demasiado a ilusão na mirada esmeralda. Harry mal podia dissimular que realmente ansiava a adoção, e depois de voltar a recargar seu rosto no peito de seu esposo, lhe sujeitou pela mão brincando com seus dedos.

— Pode imaginá-lo, Sev? —perguntou docemente. — Um filho de nós, um pequeninho ao que teríamos que cuidar e amar, não te imagina velando seu sono? cheirando seu aroma a bebê?... imagina-te as macacões pequeninhas e seu berço?... talvez não gostaria de vê-lo aprender a te dizer "papai"?

— Não esqueça as mudanças de fralda, as noites sem dormir, a angústia se fica doente, não poder sair a nenhum lado nós dois sozinhos e…

— … E não acha que vale a pena? Para mim valeu muito a pena todas as dificuldades que tivemos antes de nos apaixonar porque agora estou aqui, te abraçando, não me arrependerei nunca de ter lutado tanto por ti!

Tal parecia que Harry não pensava se dar por vencido, e Severus soube que o mais prudente era ficar calado, qualquer coisa que dissesse teria uma resposta cuidadosamente planejada.

— Bem, disse que me daria tempo para o pensar aceitará minha resposta seja qual seja?

— Por suposto, eu sei que é um homem sensato e com um coração enorme, tomará a melhor decisão.

— É um chantagista. —grunhiu divertido pela audácia de Harry, bem que o tinha todo premeditado.

Harry riu com ligeireza, mas foi breve, em seguida abraçou-se mais de seu esposo escondendo seu rosto no pescoço deste.

— Perdoa-me por não poder te dar um de seu sangue.

— Ficamos em que isso estava superado não é assim?

— Sim, superado… Agora diga-me, que te parece se nos vamos cedo à cama?

Ao sentir a úmida língua de Harry acariciando o lugar exato do pulso de seu pescoço obrigou-lhe a fechar os olhos para desfrutá-lo. A cada dia estava mais apaixonado e por Harry seria capaz de qualquer coisa contanto que fosse sempre feliz. Sabia que a seu esposo lhe tinha feito falta poder engendrar um filho; desde que soube que os magos podiam procriar quis o tentar, mas lamentavelmente o diagnóstico do medimago foi contundente, Harry não era desses magos com tão peculiar capacidade.

Nas primeiras semanas após a notícia foram realmente difíceis, mas finalmente Harry terminou por aceitar que ser pai não era seu destino, até agora. Para Severus era cansado o pensar em ter que voltar a viver seu desilusão, mas também não podia mima-lo e aceitar tão só por não o ver triste, muito menos se não considerava prudente levar a cabo uma decisão tão importante.

De modo que prometeu-se estudar muito bem a proposição até saber que era mais apropriado para eles.

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Ao dia seguinte, Harry estava feliz tendido de pança sobre o tapete da sala de seus melhores amigos. Não parava de rir ao escutar o doce riso de Rose enquanto armavam torres com blocos de cores.

Desde seu lugar em seu cadeirão preferido, Ron observava-o em silêncio sem deixar de tomar seu chá.

— Que formosa tão inteligente! —exclamou Harry consentindo à pequena menina quando esta conseguiu empilhar mais de três blocos contínuos. — Seguro que sua mãe pôs tudo de sua parte para que não tivesse gene de Ron.

— Hey, entendi isso. —protestou seu amigo.

— Oh vamos, deve sentir-te orgulhoso da beleza que te presenteou Hermione.

Harry terminou o jogo para girar-se de costas e sentar a Rose sobre seu estômago fazendo-a saltar e portanto, conseguir mais risos infantis.

— Não o nego. —admitiu Ron. — Mas também tem muito de mim.

— Graças ao céu só os olhos. —riu Harry. — Mas tens a menina perfeita, devi ganhar-te a Hermione para que fosse meu bebê.

— Nem diga-lo, que isso me deixa como opção apaixonar do morcego Puaj!

O moreno voltou a rir, ainda que adorava a Rose não mudaria a Severus por nada do mundo, nem por mil formosos meninos. Mas ao recordar isso, voltou a se pôr sério enquanto fazia que Rose jogasse sozinha com seus brinquedos e assim poder se ir sentar junto a seu amigo.

— Ontem à noite sugeri-lhe o da adoção.

— E segue vivo? É surpreendente.

— Deixa de caçoar, isto é sério.

— De acordo, perdoa… Bom, e daí disse-te?

— Nada, eu mesmo lhe pedi que não me respondesse até que o pensasse bem… e depois tivemos sexo.

Ron se riu, nunca deixaria de se surpreender de como Harry conseguia fazer a Severus a seu desejo.

— Não te ria, agora o fiz só por prazer. —sorriu o moreno. — Em realidade quero que me dê uma resposta sincera.

— Ainda que seja um "não"?

— Sim, ainda que seja um "não". Desejo um bebê com todo meu coração, mas Sev e eu somos um companheiro, a decisão é de dois.

— Eu acho que deveria te recomendar que não guarde demasiada esperanças, não me imagino a Snape aceitando emocionado ir por um bebê.

— Equivoca-te, Severus é um homem fabuloso, para nada é aquele que cremos conhecer quando entramos ao Colégio.

Ron assentiu, sabia que era verdadeiro, mas ainda lhe custava o admitir em voz alta. Recordou sua primeira classe de Poções e novamente voltou a rir.

— Que coisas do destino! Terminaste casado com Snape!

— Sim… e você terminou sendo seu compadre.

Como por arte de magia o riso de Ron cessou ao instante, lhe era demasiado estranho saber que seu ex professor de poções terminou apadrinhando a sua filha maior.

— Fica a comer? —perguntou preferindo mudar de tema.

— Não, obrigado, em realidade já devo me ir. —apontou Harry olhando seu relógio.— Severus já deve de ter terminado sua junta com Minerva.

— Não devia estar você nessa junta?

— Não, era algo entre eles. Já sabe, ela quer tentar o convencer de que não lhe reste pontos a Gryffindor à menor provocação.

— É que ainda não se rende e aceita que há coisas que jamais mudarão?

— Parece que é demasiado otimista. —sorriu Harry. — Severus nunca deixará de fazer, é sua diversão principal, inclusive às vezes sinto que me olha e tem vontade de dizer "menos cinco pontos para Gryffindor, Senhor Potter"

— Que horror.

— Em realidade… é ardentemente excitante.

Harry riu pela cara enrijecida de seu amigo, e ainda que lamentava não ter tempo de ficar a esperar a Hermione, agora tinha mais urgência que nunca de ver a Severus.

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Minerva McGonagall piscou repetidas vezes, ainda sem poder achar que Severus lhe tivesse comentado sobre a decisão de Harry de adotar um bebê. Geralmente suas conversas não eram tão íntimas, e ainda que o professor o fez parecer como um comentário sem importância, a agora Diretora de Hogwarts supôs que jamais mencionaria o fato sem nenhum objetivo determinado. Tremeu ante a perspectiva de que quisesse um conselho.

— E em verdade está-lo considerando? —perguntou com precaução, era melhor ir-se passo a passo, nunca se sabe o que Severus Snape deseja escutar.

— Isso lhe prometi.

— E até agora que pensa?

— Ainda não tomo uma decisão, mas sigo sem me convencer de que seja uma boa ideia.

McGonagall assentiu sem abandonar sua prudência. Observou como Severus continuava em sua cadeira tomando pacientemente de sua caneca de chá, algo não muito comum.

— Bem e porque não acha que seja boa ideia? Talvez não gostaria de ter um filho com Harry?

— Se fosse dele não o duvidaria nem um momento, mas eu não me sinto com o instinto paternal necessário para ir em busca de uma criança alheia.

— Está completamente seguro de que não o tem?

— Que quer dizer com isso?

— Que não estivesse considerando a possibilidade se realmente não sentisse o desejo em seu coração, Severus, por mais oculto que queira o guardar.

Severus manteve-se em silêncio, mas Minerva notou que tinha sua caneca de chá mais apertada do normal, então soube que tinha dado no finco.

— Escuta… —prosseguiu—… Porque não tenta o ver como se Harry te tivesse dito que está grávido?

— Não é o mesmo, assim tivesse tido nove meses para fazer à ideia.

— Severus Snape, não seja covarde.

O moreno fez coleta de toda sua força de vontade para recordar seu afeto pela nova Diretora do Colégio e ignorou por completo suas palavras, no entanto, já não pôde tomar mais de seu chá e o deixou pacificamente sobre a pequena mesa.

— Devo ir-me.

— Bem, e sobre o que falamos anteriormente…

— Esquece-o, Minerva. —respondeu com monotonia enquanto caminhava para a porta. — Todos os Gryffindor são uns ineptos, a cada ponto reduzido o merecem.

— Todos os Gryffindor? —questionou arqueando uma sobrancelha.

— Todos… menos um, e que deve me estar esperando.

McGonagall suspirou derrotada pensando que quiçá a conversa não tinha sido tão produtiva como esperou em um princípio. No entanto, enquanto Severus caminhava para suas habitações sentia-se um homem diferente. Ao chegar ao lobby decidiu deter-se um momento e dirigiu seus passos para as enormes portas do colégio. Ao ser domingo tinha poucos alunos, a maioria encontravam-se perdendo o tempo nas longínquas orlas do lago, de modo que suspirou aspirando o precioso silêncio.

Nesse instante seus olhos fixaram-se em um ponto que ia se acercando, sorriu espontaneamente, poderia o reconhecer ainda quando estivesse a tantos metros de distância, caminhando tranquilamente desde os limites de Hogwarts.

"É adorável" Pensou apaixonado. A cada segundo de sua vida Severus apreciava o afortunado que era. Harry pôde ter-se conseguido a qualquer um, mas estava a seu lado e se amavam.

"Tivesse gostado tanto vê-lo gestando a de um bebê com nosso sangue" Suspirou resignado a que era uma ideia impossível. Teve que se aceitar a si mesmo que sim lhe ilusionava um filho de Harry, e queria o ver a ele sendo feliz. Pôde imaginar-se a ambos cuidando de um precioso bebê.

Nesse momento Harry viu-o e começou a correr a distância que lhe faltava. Severus enfatizou mais seu sorriso, gostava de vê-lo comportando-se como um menino, tão inocente e divertido e ao mesmo tempo atuando com a suficiente maturidade quando se precisasse. Já não o duvidou mais. Ainda que sempre pensasse que não precisava de nada nem ninguém mais que de seu esposo para se sentir feliz e completo, agora já tinha tomado sua decisão.

Harry chegou e mal usando um degrau para se impulsionar, se lançou para seu esposo. Severus conseguiu reagir para sustentá-lo apesar de que as pernas de Harry já tinham conseguido encontrar seu ponto de apoio ao redor de sua cintura e agora o beijava ardentemente.

O Professor tinha conseguido girar seu corpo para ficar baixo resguardo do lobby e evitar que os jovens alunos os olhassem desde os pátios, assim conseguiu sentir com a comodidade suficiente para gemer se deleitando com o doce sabor dos lábios de Harry.

— Que carinhoso amanheceste hoje. —sorriu Severus quando o garoto lhe deu oportunidade de tomar ar.

— É que te amo muito, ademais, te vê mais bonito que nunca.

— Não é necessário que suborne com lisonjeiras.

— Severus Snape! —grunhiu Harry baixando de seu esposo e fingindo-se molesto, mas seu sorriso contradizia-lhe. — De quando aqui eu sou lisonjeiro?

— Verdadeiro, sua vontade, só suborna.

— Tonto. Bom, vamos comer que tenho muitas ideias para passar juntos a tarde.

— Harry, espera.

Severus sujeitou a seu esposo da mão impedindo-lhe marchar-se. O moreno menor girou-se de novo para ele e em seguida notou que Severus queria falar seriamente pelo que guardou seu sorriso para outro momento.

— Sucede algo mau?

— Em realidade não. Mas quero dar-te minha decisão com respeito ao que falamos ontem.

— Mas é demasiado cedo. —protestou temendo encontrar com uma negativa. — Faz favor, considera-o um pouco mais, carinho.

— É que não é necessário. —afirmou. — Quero que você e eu vivamos juntos a experiência de ser pais.

Harry conteve sua respiração, apesar de ter a esperança de escutar essa resposta, sentia-se mais feliz do que jamais imaginou. Ambos estavam tão excitados e nervosos que não se deram conta que uns jovens de sexto ano vinham baixando a escada e ao os ver se detiveram se improviso sem saber se deviam fazer notar sua presença ou não.

— Está completamente seguro? —perguntou Harry, ainda com a emoção contida em sua voz.

— Não tenho nenhuma dúvida, Harry… Tem chegado o momento de nos converter em pais.

Harry arquejou extasiado, e sem poder conter-se lançou-se repartindo beijo depois de beijo no divertido rosto do Professor enquanto seus alunos observavam-nos com a mandíbula caída até o solo.

— Sev, amo-te, amo-te! —exclamava Harry repetidamente. — É maravilhoso, não sabe o feliz que me fizeste com esta notícia!

— Imagino-me. —sorriu Severus ante o espanto de seus alunos que nunca lhe viam o fazer, ainda que também não acostumavam ver a seus professores tão melosos em público. — Eu também me sinto contente tão só de imaginar a um bebê em nossas vidas.

— Será formoso, Sev! Obrigado, muito obrigado!

— Não me agradeça nada, ao invés, eu sou quem deveria te dar as obrigado… se não fosse por ti, eu jamais poderia ser pai.

— É que te adoro! Mas vamos a nossas habitações, temos muitas coisas que planejar… e um quarto novo por acondicionar.

Harry puxou a Severus da mão e partiram felizes para as masmorras. Foi então que os temerosos alunos se atreveram a sair das penumbras, nenhum deles se atrevia a fazer nenhum tipo de comentário, mas o que acabavam de escutar era o mais inesperado que podia ter ocorrido em Hogwarts, e isso já era muito dizer.

Seu Professor de Poções, o mais estrito e desumano de todos os docentes, se tinha ficado grávido!

O qual pressagiava tormenta, uma tormenta carregada de descontroles hormonais ao já exasperante limite de paciência de Snape.

Um dos garotos, por fim se animou a engolir duro para assim aclarar-se a garganta e girando para seus colegas, começou a falar.

— Garotos… i-isto manda alerta vermelha. —advertiu mais que preocupado. — Devemos dar aviso a todos fujam de Snape se querem viver até graduar-se!

Aquilo pareceu um grito de guerra, seus amigos saíram despavoridos em diferentes direções, agora só tinha um objetivo nesta vida: pôr sobre aviso aos demais, aquela notícia tão aterradora mandava medidas extremas.

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— E quando iremos por nosso bebê? —quis saber Harry enquanto desfazia-se de sua jaqueta.

— Não o sei, primeiro deverei averiguar direções de orfanatos, não é uma informação com a que vivamos diariamente.

Severus se recostou sobre a cama, observou sorridente como seu esposo se mudava sua camisa por um suéter mais cômodo para em seguida ir a recostar-se sobre ele.

— E como pesquisaremos isso? —perguntou Harry, agora que estava tão unido a Severus aproveitou para acariciar do rosto.

— Deixa-me a mim, irei manhã ao Ministério e trarei as direções que precisamos, poderemos os ir visitar o próximo fim de semana de acordo?

— Gostaria de ir antes.

— Não coma ânsias, nem sequer sabemos se se precisa fazer cita ou algo pelo estilo, tem paciência.

— De acordo. —aceitou não muito conforme. — Mas na sexta-feira tenho livre toda a tarde, se se trata de fazer cita porque não a pede para esse dia?

— Porque eu não tenho tua sorte, na sexta-feira pela tarde está minha classe de Gryffindor com Slytherin.

Harry riu divertido, não sabia como tinha esquecido isso se todas as sextas-feiras Severus regressava a seu dormitório com uma terrível dor de cabeça. Felizmente em seu tempo de casados tinha aprendido uma técnica infalível para regressar lhe o bom humor que sempre tinha a seu lado: uma erótica massagem na banheira.

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O resto da semana Harry pôde distrair em suas ocupações como Professor de Defesa, no entanto, ao chegar sua tarde livre da sexta-feira não podia ficar quieto. Severus tinha cumprido sua promessa e conseguiu marcar uma cita para o sábado pela manhã em um Orfanato que resguardava a meninos que a Guerra tinha deixado desabrigados.

Harry não parava de imaginar a seu bebê e a ansiedade pelo conhecer era demasiada que ao final já não pôde continuar encerrado. Tomou sua jaqueta e foi em busca de seus amigos, quiçá com eles poderia se distrair um pouco.

Ron foi o encarregado de atender na porta da linda casa que o casal Weasley Granger compraram nos arredores de Londres. Ao vê-lo, o ruivo apressou-se a empurrá-lo para fora fechando a porta atrás deles.

— Harry, foge antes de que seja demasiado tarde. —gritou Ron olhando alarmado para a porta.

— Mas que é o que passa? Porque não me deixa entrar?

— Porque é meu melhor amigo em todo mundo e te quero, não desejo que sofra o mesmo que eu.

— Ron, não te entendo nada… Lhe sucedeu algo a Hermione ou aos meninos? —questionou começando a preocupar-se.

— Não, mas a Hermione lhe deu por ir de compras… Harry, você não sabe o que é ir de compras com ela e os meninos foge antes de que se lhe ocorra te convidar!

Harry riu aliviado de que só se tratasse de uma ocorrência de seu amigo, mas em certa forma tinha razão, não se lhe esqueciam os passeios a Hogsmeade. Hermione era demasiado apreensiva quando de comprar se tratava, de modo que decidiu aceitar o conselho e se ir.

Lamentavelmente não tinha podido dar nem um passo quando a porta voltou a se abrir dando passo a sua melhor amiga que sustentava em braços ao pequeno Hugo enquanto Rose se sujeitava do longo de sua blusa.

— Harry, que alegria te ver! —exclamou a castanha inclinando-se para beijar a seu amigo na bochecha, com bastante habilidade para levar a seus dois meninos em cima. — E você, Ronald, me ajuda! E porque tem a Harry aqui afora?

— Porque já nos íamos não, carinho? —respondeu o ruivo sustentando a Hugo enquanto aproveitava para fazer-lhe um sinal a Harry de que se apressasse. — Harry já se marchava verdade?

— Sim, em realidade sim.

— Tens algo que fazer? —questionou Hermione empurrando suavemente a Rose para que se acercasse a seu amigo, este sorriu ao ver à pequena que tanto amava e se esqueceu por completo de querer se marchar.

— Nada importante. —respondeu o moreno sustentando em braços à maior dos meninos quem de imediato encheu-lhe de beijos. — Me encantaria os acompanhar posso?

— Por suposto!

Hermione sorriu satisfeita enquanto Ron suspirava lamentando pela sorte de seu colega de estudos e quase irmão. No entanto, Harry nesses momentos sentia-se muito contente, e caminhou para o portão com Rose em seus braços, sonhando com algum dia poder levar a seu próprio filho de compras.

Não se imaginava que essa tarde sua vida mudaria para sempre.

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Nota tradtor:

Mais um capitulo pronto para vocês, então espero que vocês comentem, pois eu sinceramente odeio quem lê e não comenta... -_-

Desde já deixo o meu aviso...

Vejo vocês nos reviews

Ate breve!