Capitulo 2
O Mágico de Oz
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Uma visão aérea do Princeton-Plainsboro Teaching Hospital mostrava toda a sua magnificência em um belo dia de junho. Dentro do prédio, percebe-se um hall movimentado em cores; entre médicos, enfermeiros, pacientes e acompanhantes mesclando-se no transcorrer do dia.
O Dr. Gregory House aparece feliz percorrendo aquele pedaço até a saída, dando as costas para aquela bagunça. E pode-se ver que a Dra. Lisa Cuddy, aquela que tudo sabe e tudo vê, apressa o passo para falar-lhe, tomando o médico de surpresa:
-House, onde você pensa que vai?
-Eu penso, logo eu vou –virando-se e continuou- porque acompanhe meu pensamento: season finale de General Hospital...Eu, fã.. você, não... Eu, ir...você, não..."Capice"? Ademais – ele levanta a mão em dedo em riste- meu horário acabou...
- Muito espirituoso da tua parte, mas vou te lembrar mais uma vez, que as suas horas na Clinica estão VERGONHOSAMENTE ATRSADAS. E você não tem...
- Licença, desculpe-me a interrupção –falou certo estranho, um charmoso estranho, direcionando-se aos dois médico- eu poderia lhe fazer uma pergunta?
Cuddy e House olharam abrutamente para o estranho surgido do nada, ou nem tanto, já que se encontravam absortos pelo inicio de outro bate-boca. House respondeu ríspido:
- Sim, eu sou naturalmente charmoso assim. E não, eu não sou gay. Não tenho nenhum interesse em você –e virou-se para Cuddy como se aquela conversa estivesse encerrada.
- Desculpas por meu colega. Eu sou Dr. Cuddy, administradora do Hospital, em que possa ajudar-lhe...- falou em um tom borbulhante, perdendo-se diante daquele homem.
- Prazer em conhecê-la, Joseph Schimith. A senhorita não precisa se desculpar. E estou procurando a Dra. Cameron... Allison Cameron. Ela trabalha aqui, certo?
- Sim, Dra. Cameron é uma das melhores médicas que temos. Excelente pessoa, tanto os colegas como os pacientes apreciam muito seu trabalho... Nao é House? Dr. House, já foi chefe da Dra Cameron.
- Prazer, Dr. -e Joseph ficou com a mão estendida sem nenhuma reação de House.
- Ahh sim, ela é ótima, bons quadris... Largos sabe? Parideira... Bons dentes, boa saúde. Perfeita para os afazeres da casa, na grande plantação nem tanto...- fez uma careta.
Cuddy e Joseph encaravam-no incrédulos. House prosseguiu:
- Desculpe-me achei que você estava vendendo-a... Sabe aquela maquina nova de IMR é essencial. E o trafico de mulheres é sempre lucrativo...- olhou para seu relógio-...Falando em escravidão... Se me dão licença, vou buscar minha alforria...
Continuou seu caminho, e Cuddy fez um gesto de "esqueça-o", Joseph disse com humor:
- "Sardentinha" sempre foi muito querida. É da mesma Allison que falamos com certeza.
House congelou. Abriu um grande sorriso. Abriu o frasco, jogou um vicodin pra cima, capturando-o antes de piscar 2 vezes. E voltou para o local da conversa.
- ...Este horário, geralmente, o ER está lotado. E pode ser um pouco difícil de falar com a Dra. Cameron. Mas...- e ela interrompeu quando percebeu House parado ali-...Você não tinha um compromisso imperdível, o que você faz aqui ainda?
- Mulheres...-falou olhando Joseph- ...alguns minutos atrás, ela gritou que não poderia viver sem mim... Em cima do burro, embaixo do burro... Nunca se pode agradá-las, não é?
- O senhor está bem? – estranhando cada vez mais as atitudes daquele médico.
- Sr. Joseph, se o Dr. House recebesse um centavo cada vez que escutasse isso...- riu Cuddy, ao mesmo tempo que puxava House -...Só um minuto, já regresso...
Deram alguns passos, Cuddy ainda sorrindo para o visitante, e ainda apertando a jaqueta do seu maior pesadelo.
-O que você está tramando... É o ultimo capitulo da sua novela e você voltou?
- Cuddy, primeiro, não é novela; é Drama Televisivo. E segundo, diga que você escutou também "Sardentinha"? Ele chamou a Cameron de "Sardentinha". E achei que apenas o LOST podia surgir com apelidos bizarros.
- Escute bem, você vai embora, não irá meter o nariz na vida da Cameron...
- Cuddy, "Sardentinha" vale mais que a Season Finale, o Wilson sempre "TiVa" tudo de qualquer maneira.
- HOUSE! Hoje o dia foi longo e cheio de problemas... –respirou fundo- ...Não preciso de outro pra resolver, e você tem o dom de conseguir arrumar mais problemas que todos aqui. Ainda mais quando não tem nada haver com o seu trabalho, perdi até a vontade de te convencer a trabalhar na Clinica hoje. Por isso, por favooor, vai pra casa.
- Cuddy, faço o dobro de horas na Clinica que devo apenas pra saber a origem da "Sardentinha"... –e bateu os cílios.
- Seii que você não irá cumprir...-olhou com desprezo-...Mas, se você for embora agora, corto 1/3 das horas que você me deve...
- Metade?
-Não force, House...
- Joseph, nome engraçado…
- Metade...Metade...House...Apenas VÁ...
- Agora mesmo...
Enquanto, pela 3a vez, o médico problema dirigia-se para a saída do prédio, Cuddy aproximava-se de Joseph, explicando que iria pedir para alguém avisar a Dra. Cameron da sua presença e que ele podia esperar no café ali ao lado..
House assistia tudo a uma certa distancia, vendo se já poderia tomar a estrada de tijolos amarelos.
A assistente de Cuddy logo se aproximou, avisando que um assunto urgente pedia sua atenção. Ela se despediu do não mais estranho e se dirigiu a sua sala. Tudo parecia sob controle
"Ding dong a bruxa está morta", Dr. Gregory House disse para si mesmo.
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Joseph Schimith recebia seu cappuccino com canela e chocolate, agradecendo logo em seguida. Checou seu IPhone, puxou uma revista e se resignou a esperar. A garçonete ainda não tinha se afastado muito, checando ela também o homem diante de si: "Belos olhos, feições másculas, atraentes, alto, imponente, corpo... uhh ...corpo... O-M-G!
Nao era todo o dia que aparecia um homem assim, e muito menos um que abre um sorriso matador quando recebe o pedido. Era o tipo de homem que não precisava deixar gorgetas, apenas seu numero de telefone.
Com uma cara maquiavélica, House entra no café a procura de sua presa. Lá estava o almofadinha.
- Oi... De novo...-falou com sua melhor voz de quem se importa com algo.
- Ah... Dr...? - com uma voz surpresa e confusa.
- House – com uma voz de quem já não se importa muito.
- Sim, Dr. House... Acreditei que o senhor já estava de saída...
- É... Estava de saída... Mas minha emergência foi sanada...Falso alarme, sabe?
- E o senhor passou aqui...?
- Bem, adoro este lugar, toda a quinta-feira passo aqui para tomar um frozem moca. Você sabe, sou um home de hábitos.
- Ah bom, o senhor quer se sentar...
- Isso seria adorável, mas o senhor já encontrou com sua amiga, Dra. Cameron?
- Ainda não, infelizmente, ela estava muito ocupada antes, Dra. Cuddy pediu para eu...
- Que isso... Agora é uma hora excelente, eu poderia acompanha-lo agora mesmo...
- Oh...seria excelente... Muito obrigada..
- Não precisa agradecer...– e House postou uma cara de acanhado, segurando seu bastão com orgulho- ... Sou conhecido pelo meu senso de compaixão.
Amém.
O caminho até o ER foi acompanhado com uma trilha sonora de puro desconforto.
- Então, o senhor é de fora?
-...ahh...Sim, eu moro em NY...
- Ahhh...bom.
- Ehhh...sim...
- E o senhor conhece a "Sardentinha" de...
-...O senhor...
- Não precisa me chamar de senhor apenas pela minha importância aqui...
- Bem, era mais pela sua idade e a bengala...- Joseph falou com um pouco de impaciência irônica.
- O "senhor" não sabe o efeito que esta bengala tem nas mulheres...
- Sabe Dr. House... Eu gosto do seu humor... Nao sei se é apenas pela novidade ou pelo seu encanto em si...
- Sim, escuto isso com freqüência... Mas voltando a minha curiosidade..."Sardentinha"?
- Ah... sim... o senh... você se divertiu com este detalhe...
- Absolutamente!
- Nós somos antigos amigos...
- ... amigos coloridos?
- Não...-falou com uma voz resignada que surpreendeu House-...Mas gosto muito dela e passei para ver como ela está...
-Interessante...O que mudou?
-...Nada...
-Hum...Algo mudou...
-... Mas já que estamos tendo esta conversa... Ela está sozinha?
- Não, sabe... Ela é uma boa médica, uma mulher muito poderosa...mas,"curar" todas as pessoas sozinha no ER ... Isso é muito biblico, sabe?...Se bem que neste caso, ela já teria sido queimada... Bastardos fanáticos! Não podem ver uma mulher fazer o serviço!
- Boa interpretação... Pensei que por vocês trabalharem no mesmo hospital, você poderia me dizer se ela esta saindo com alguém... Seu estado civil...
- Ah...-House fez uma pausa com uma feição mais séria- ...Não sei se é correto da minha parte mencionar, mas já que você está perguntando. Se você pensa em levar a amizade de vocês para o próximo grau, é bom saber, que a Dra Cameron acabou de sair de um relacionamento, e ela anda bem devastada depois que o Dr. Chase terminou com ela. A pobre ainda guarda esperanças de uma volta.
- Médico daqui também?
- Sim, mas não apenas um médico qualquer, Dr. Chase é o melhor médico daqui, e o pai dele deixou de herança metade da Austrália. É um partidão! Isso sem falar no cabelo do rapaz, três companhias farmacêuticas já pediram pra ele participar de algum comercial, só alguns segundos. Mas ele devota a sua vida pra curar vidas...o cara é um gênio.
O silencio de Josepeh fez House levantar as sobrancelhas... Poderia vislumbra a Cidade das Esmeraldas? E para quem iria o cérebro, o coração e a coragem?
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