Excita-me, Droga
N/A: Olááá, meninas lindas! Não, isso não é uma miragem! Hahaha Depois de mais de dois meses, eis o segundo capítulo de ED! Êêêêê, para a NOOOOOOOOOOOSSA ALEGRIA! \o/
Agradecer primeiramente à minha beta linda Alissa Nayer que sempre me cobrava por esse técnico lindo e que betou esse segundo capítulo. Obrigada, obrigada e obrigada, chuchuzinho! *coraçõezinhos*
Obrigada também às meninas lindas que deixaram um comentário e que não desistirão da história, mesmo a autora sendo uma relapsa.
No Fanfiction net: Renally, Marina, Ninha Souma, gbtm, Flavia, Jackziita Mendes, Swear Word, Maah Cullen, Violet, A, 2, Jjj e Mellany B por terem comentado!
Agradecer ao pessoal que colocou a fic aos alertas e favoritos: Alexia Almeida, Lolitasss, Milla20, Thuani, bea-barken, biapontesa, sarosa, Euterpe Anonima, Joana Patricia, LayMimos, Lorena Vitoria, MariCullenHale, Mocho Azul e PalomaMB.
É isso... tenham uma divertida leitura! :)
CAPÍTULO 2
:: O Técnico ::
Para a sorte de Isabella, Alice morava no mesmo prédio. A jovem curiosa caminhou até as escadas — o elevador estava há quase um ano com defeito — para ir em direção ao apartamento em que a sua melhor amiga Alice morava. Bateu freneticamente o punho na porta de madeira, ouvindo um estrangulado "já vai" como resposta, estava impaciente, sabia. Demorou alguns minutos até que a pequena Brandon chegasse à porta para abri-la e deixar a Swan passar.
Bella adentrou como um raio no apartamento que Alice morava em conjunto com os pais, dirigindo-se diretamente ao quarto da amiga — que ela conhecia o caminho tão bem quanto o seu.
— O que aconteceu? — inquiriu Alice seguindo Isabella. A Swan sentou-se na cama da amiga, posicionando-se de forma indiana enquanto as mãos desordenavam o cabelo castanho-avermelhado e os dentes mastigavam os lábios.
— Alice... — começou incerta. — Ah, esquece! — Dobrou o corpo para trás, deitando-se.
— Você pode confiar em mim, Bella — assegurou a Brandon, arrastando-se para ficar mais próxima à amiga. — Nós somos amigas, esqueceu?
Bella estava com os olhos fechados, mas seus dentes jamais pararam de morder os lábios.
— Você irá machucá-los se continuar com esse... com essa coisa de mastigar os lábios! — censurou-a, confortando-a com um toque no ombro.
— Se eu confidenciar uma coisa a você, — começou Bella, abrindo os olhos e sentando-se em frente à Alice para estudar as reações da amiga enquanto lhe segredava sobre o artigo de masturbação que encontrara na revista. — Promete que não irá me levar até um exorcista?
Alice conteve uma gargalhada, mas ficou circunspecta ao responder com solicitude: — Claro que não! Você é a minha amiga, Bella — assegurou, pegando as mãos da morena entre as suas. — Você pode me contar o que quiser. Prometo que não irei recriminá-la ou arrastá-la ao padre Elliot.
— Você promete? — perguntou em um fio de voz.
— Prometo — aquiesceu. — O que você andou aprontando? Eu apenas a arrastaria até o padre caso você me conte que andou praticando algumas sessões de canibalismo ou zoofilia. Caso não seja nenhuma dessas duas coisas terríveis, serei uma ótima ouvinte. Quem sabe uma conselheira?
— Você tem a minha idade, Alice — começou Bella, cerrando os olhos para afrontar a amiga. — Você... você nunca sentiu nenhum fogo subindo pelas pernas quando Jasper está te beijando?
— Bella! — acoimou em um tom acima do normal. Deu um tapa na perna da amiga à sua frente, inclinando a cabeça para baixo de modo que ocultasse o seu embaraço com o assunto em pauta. Estava com a face rubra. — Essa não é uma pergunta saudável!
— Você disse que eu podia perguntar qualquer coisa! — acusou.
— Disse que você poderia contar qualquer coisa. Contar e perguntar não são a mesma coisa! — continuou sem fitar Isabella. — Você... você anda sentindo essas coisas? — indagou em um murmúrio como se fosse um pecado pronunciar as palavras.
— O tempo inteiro! — confessou. Em um rompante, Alice ergueu a cabeça para fitar Isabella que continuava com a mesma expressão solícita de antes. — Na escola, por exemplo, principalmente na aula de educação física, eu sinto uma... queimação entre as pernas enquanto eu observo os rapazes treinando. E quando eles estão sem camisa? Você parou para reparar naquela "trilha do pecado" que começa logo abaixo do umbigo e termina...
— Chega! — Alice interrompeu ainda encabulada, porque sabia onde aquela conversa chegaria. — Você é uma... uma ninfomaníaca! — Brandon acusou estendendo o dedo indicador para Isabella.
— Eu ainda não sou. Infelizmente, não tenho ninguém disposto a se enfiar entre as minhas pernas.
— Isabella! — Alice acoimou-a com seus olhos quase escapulindo das órbitas. — Isso não é algo que uma moça de respeito diga. Se mamãe entra aqui e escuta você dizendo uma barbaridade dessas?
— Não é como se a sua mãe nunca tivesse feito sexo na vida. — Deu de ombros. — Você pediu para que eu me abrisse com você, Alice, e agora está me julgando! — apontou.
— Eu não estou julgando, querida. — Voltou à serenidade. — Apenas fui pega de surpresa. Mas, continue. Prometo que serei uma boa ouvinte, ok?
— Ok! — Bella assentiu. — Continuando, esses dias eu encontrei uma revista. Não, não é uma revista com homens pelados. — Rolou os olhos ao notar o espanto da amiga ao contar sobre as "revistas". — Eu achei o conteúdo interessante... Uma sexóloga explica sobre masturbação.
Parou apenas para estudar a expressão indecifrável da amiga. Alice não piscava. Seus olhos estavam fixos em Bella, e sua boca estava aberta formando um perfeito 'O'. A morena balançou a Brandon pelos ombros, mas nem assim ela esboçou alguma reação. Isabella temia que, assombrada com a revelação, a pequena tenha entrado em algum tipo de choque.
— Mastur... Santo Deus! — Alice levantou-se em um pulo, afastando-se o máximo que conseguia de Isabella. — Você anda praticando essa injúria, Bella? Se o padre descobre que você anda se... tocando ele corta as suas mãos!
Bella rolou os olhos, novamente, para o absurdo de Alice.
— Você deveria experimentar. É muito bom — disse apenas para provocar a amiga, que em resposta fez o sinal da cruz.
— Não queira me corromper, Isabella Marie!
— Alice... menos, por favor — balançou os ombros. — O caso é que eu não estou aqui para falar sobre masturbação.
— Não ouse repetir essa palavra — apontou o dedo para Bella.
— Tudo bem. Eu acho melhor mudarmos de assunto. Como está o seu namoro com Jasper? — inquiriu a morena, impondo um assunto neutro. Alice tornou a relaxar. Permitindo-se até mesmo voltar para perto dela, puxando a cadeira de balanço próxima à cama e sentando-se a pouco mais de um metro de distância de Bella.
— Está normal... — assumiu um olhar meditativo. — Tem uma semana que não nos falamos. Da última vez aconteceu algo terrível, e eu ainda preciso ir à igreja me confessar com o padre e pagar a minha penitência. Você acredita que eu caí na tentação de... você sabe, colocar a minha língua na boca do Jazz... Isso é um pecado! Fora que depois ele começou a mordiscar a minha orelha e beijar o meu pescoço. Por isso que o padre nos ensina não utilizar esse tipo de beijo. Ele é a porta para o pecado. Deixa a pessoa sem raciocinar no que é certo e tudo o que pensa é em satisfazer a vontade da carne. O Jasper tentou beijar o meu pescoço, na verdade ele beijou. Só que ainda havia um pedaço de consciência em meio àquela luxúria e eu sabia que era errado, muito. Mas na hora a gente não pensa muito. Apenas quando... Senhor! Como eu me envergonho disto, Bella. Apenas quando o Jasper tocou em meus seios que eu voltei à razão. Claro que depois daquele atrevimento dele eu terminei o namoro. O problema é que eu o amo, mas ele não me respeita! E... — Alice parou o seu discurso para reabastecer o pulmão com oxigênio, notando que a morena fixava um ponto desconhecido na porta de seu quarto. — Bella? — chamou apenas para ter certeza de que dialogava sozinha. — Bella! Você não está ouvindo nada do que estou contando! — Uma Alice Brandon enfurecida gritou para Isabella.
— Desculpe — ofereceu apologias à amiga. Estava com seus pensamentos em outra dimensão, na verdade seus pensamentos estavam entregue a um artigo sobre masturbação, mas isso ela jamais confidenciaria à Alice. A pequena Brandon era puritana demais e seria capaz de levá-la para uma sessão de exorcismo por algum padre louco se contasse o que permeava os seus pensamentos.
— Bella! — choramingou. — Você está distraída demais! O que aconteceu?
— Nada, Alice. Nada. — Agradecia que não estavam tendo contato visual, e assim sendo Alice não poderia enxergar a mentira em seus olhos. A amiga era muito astuta para o seu minúsculo tamanho.
— Você está mentindo. — disse apenas.
— Se acreditar nisso te faz feliz...
— Eu terminei com Jasper — mudou de assunto. A feição de Alice subitamente tornou-se triste.
— Você o quê? — Abruptamente virou-se para Alice, seu tom de voz subindo duas oitavas com o choque.
Alice e Jasper eram as combinações perfeitas. Eles eram feitos um para o outro, e ouvi-la dizer que havia rompido o relacionamento, bem, isso era um choque para a morena.
— Jasper não me respeita, Bella — choramingou Alice. — Ele simplesmente não me respeita! — Seu tom era indignado.
— Alice...
— Jasper tocou em meus seios! — repetiu. — Em meus seios! Isso é inadmissível para mim!
— Alice... — Bella tentou mais uma vez.
— Não, Bella. Você não entende! — ralhou a Alice, totalmente inquieta em seu assento. — Você começará mais uma vez com aquele papo "que essas coisas são normais, que faz parte de um relacionamento e blá, blá, blá". Mas eu não consigo ser assim... — pensou em uma expressão para usar. A adolescente estalava o dedo para ajudar seu pensamento a acelerar em busca de um vocábulo adequado. — Tão liberal. Se Jasper tocou em meus seios é porque ele não me respeita. E eu não posso namorar um garoto que me têm como uma qualquer!
— Não seja tão exagerada, Allie.
— Não é exagero, Bella!
— Tudo bem. — a morena levantou-se. — Eu preciso ir embora, daqui a pouco o "vizinho louco" estará batendo em minha porta. Vemos-nos mais tarde? — perguntou a Alice.
— Vizinho louco? — questionou intrigada.
Isabella rangeu os dentes.
— Eu não o conheço. Aliás, você sabe quem seria Edward Cullen?
Alice de súbito entra em uma crise de gargalhadas.
Isabella encara a amiga com os olhos formados em duas fendas. Gostaria de entender a piada.
— Não, eu não o conheço — mentiu.
— Merda! — grunhiu. Alice era a sua única esperança.
— Boa sorte, Bella! — gritou assim que a amiga passou pela porta, completamente enfurecida por algum motivo desconhecido pela Brandon.
(...)
Saindo do apartamento de Alice, Isabella pisou a passos duros até o elevador do prédio. Esbarrava com alguns vizinhos no meio do caminho, mas a garota estava dispersa demais para se lembrar de pedir desculpas pela agressão não premeditada. Agradecera mentalmente por estar de sapatos sem saltos, caso contrário, o som do salto calhando com o piso seria ensurdecedor.
Logo ao sair do elevador, Isabella teve uma infeliz surpresa ao avistar o seu ex-namorado. Aquele era o ponto negativo em ter um relacionamento com um garoto que morava no mesmo prédio. As chances de um encontro infortunado seriam gigantescas.
— Oi. — assustou-se com uma voz próxima.
Bella virou-se para encarar quem havia chegado.
— Ah, é você — disse despreocupadamente não parando a sua trajetória.
— É assim que você trata os seus amigos, Bella?
Irritada, ela interrompeu a caminhada.
— Entenda uma coisa, Jared: nós não somos amigos.
Deu novamente as costas para o jovem tentando continuar o seu percurso, contudo ela foi impedida de realizar esse ato quando as mãos de Jared lhe puxaram de volta pelo cotovelo.
— Logicamente somos mais que amigos, baby. — tocou o queixo de Isabella.
Bella desferiu um tapa nos dedos do rapaz que acariciava o seu maxilar e lábios.
— Nós não somos nada — sibilou.
— Não conhecia esse seu lado com pouca memória, baby — riu sardonicamente, fazendo Isabella tremer de repulsa. — Se você quiser nós poderíamos relembrar os velhos tempos. — Deu uma piscadela.
Jared Wood havia sido o seu "namorado" por quinze dias. Começara o relacionamento com rapaz por ele ser amigo de seu primo, Jacob, o qual lhe apresentou em uma de suas idas até às festas na fogueira que semanalmente acontecia em La Push. Wood era um garoto bonito. Não era magro, mas também não possuía uma montanha de músculos. Sua estatura era normal para alguém de dezessete anos e por ser adepto a esportes radicais conservava o corpo em forma. Os olhos cinzentos como as nuvens do céu de Forks foi o que mais chamou a atenção de Bella no jovem.
Todavia, Bella não queria nenhum relacionamento e nem se iludir com falsas promessas, terminando assim o que nem poderia ser considerado de namoro.
Alice quando dizia que Bella era liberal demais, não estava mentindo.
Quando estavam a sós, o casal não se restringia a ficar apenas nos beijinhos, sorrateiramente o rapaz migrava os seus beijos para o pescoço e colo de Isabella, sendo interrompido — lógico — quando ele ficava muito próximo aos seus seios.
— Não há o que relembrar — garantiu, suspirando em alívio ao avistar a porta do apartamento que morava. — Adeus, Wood.
(...)
O relógio marcava três horas da tarde. Se Isabella gostaria de testar o seu "experimento" teria que fazer logo; antes que Renée ou o técnico chegasse. Depois de tomar um relaxante banho, a Swan comprovou que sentia muito prazer ao tocar a parte interior de suas pernas, mas aquele era o seu limite. Avançou as mãos pela barriga, subindo em direção aos seios, mais uma vez contornando com o polegar a pele rígida e escura dos mamilos. Não continuou, contudo. Gostaria de completar a sua experiência em seu quarto, na cama, onde poderia ter mais espaço.
Isabella estava se sentindo uma completa pervertida ao colocar um largo espelho portátil na mesma direção que a cama. Ali, da forma que o cristal estava posicionado ela poderia ter uma ampla visão de como trabalhava em suas partes íntimas. Lembrou-se de todas as dicas que pescara na revista que abordava o tema de masturbação feminina como capa, e algumas dicas que anotara ao analisar minuciosamente vídeos de masturbação. Ao lembrar-se das buscas pelas dicas visuais, tratou de colocar um lembrete em sua mente de que precisaria apagar com urgência o histórico navegado na internet. Renée não ficaria muito contente ao saber o que a filha andava pesquisando na web.
Ao despir-se por completo da toalha, Isabella permitiu-se ficar por três minutos analisando o seu corpo. Era bonita, ela não podia negar. Os seios eram na medida certa; nem pequenos demais para sobrarem nas mãos e boca de algum rapaz, muito menos, grandes demais para atrapalhar na hora da "diversão".
Por um momento a adolescente esqueceu-se que em poucas horas, ou minutos, ela não sabia, estaria recebendo um técnico de informática para fazer a instalação de um programa que Renée necessitava com urgência.
Admirou as pernas. O interior destas e aquele "V" em sua virilha. No momento do banho a garota havia feito a sua depilação; não era de sua vontade ter uma cortina de pelos atrapalhando a sua visão. Após prender os cabelos com uma fita, Isabella finalmente deitou-se na cama. Todos os seus movimentos eram captados pelo cristal, ao qual ela mantinha os olhos castanhos praticamente grudados. Deitou-se completamente no leito, desarrumando os lençóis cor de pêssego. Entreabriu as suas pernas, sendo assaltada pela visão de sua região intima. Bella queria levar logo os dedos em direção ao sexo, mas lembrou-se das palavras que lera no artigo; "precisava ir com calma", repetiu em seus pensamentos.
Colocou dois travesseiros por trás do pescoço, encontrando uma posição em que estivesse confortável.
— Merda! — praguejou a adolescente. — Talvez, fazer isso com um filme pornô seja mais entusiasmante!
Tão logos os pensamentos chegaram; foram embora. Não poderia correr mais riscos ao qual já estava se submetendo.
Fechou os olhos. Permitiu sua mente vagar por lugares desconhecidos. Deixou-se guiar por seus instintos, enquanto seus dedos faziam trilhas tortuosas por seu abdômen; ora subia em direção aos seios, ora descia em direção à abertura do paraíso. Seus dedos frios em contato com a sua pele fervente estava fazendo um choque delicioso percorrer por seu corpo. De todas as vezes que tentara a masturbação, em nenhuma ficara tão excitada como naquele instante. Ela conseguia sentir a sua intimidade começar a ficar úmida; queria levar os dedos em direção ao local.
Tocar.
Sentir.
Sentir em seus dedos o prazer que ela mesma estava se proporcionando. Porém, resistiu. As palavras naquele artigo soavam como um mantra em estado de repetição ativo.
Ir com calma era a chave do sucesso, naquela situação, o seu tão privado orgasmo.
Quando começou as carícias nos seios, primeiramente a morena preocupou-se em ocupar com eles individualmente. Beliscava os mamilos até que os pequenos botões ficassem também em estado rígido. O arrepio transpassar por seu corpo fora inevitável; e Isabella sorriu em meio a essa constatação. Apertou os seios. Massageou. Acariciou. Tocou-se. Quando estava preparada para atribuir as carícias aos dois seios, Bella pôde quase sentir que estava sendo levada à beira do abismo, mas fora apenas um truque de sua imaginação.
Não iria desistir facilmente.
(...)
— Edward, você está atrasado! — O rapaz com cabelos cor de bronze assustou-se com a voz grave do seu tio, Carlisle.
— Já estou saindo — gritou alto o suficiente para que o tio escutasse em seu escritório. Edward estava terminando de efetuar o pagamento das suas compras na Amazon. Precisaria testar um novo lançamento. O ruivo não conseguia resistir às inovações tecnológicas que surgiam no mercado.
— Você já deveria estar no apartamento 309 a quinze minutos, Edward. — A voz de Carlisle estava estupidamente próxima. Virou-se em direção à porta de entrada do quarto, esbarrando praticamente no tio que estava logo atrás. — Se você não sair desse computador agora, perderá uma cliente. Renée é nossa vizinha, você deve deixá-la plenamente satisfeita.
Emburrado, Edward obedeceu às ordens do tio. Apenas entrou no banheiro com algumas roupas para se trocar; não daria tempo de tomar mais um banho — apesar de ter apenas vinte minutos que o técnico banhou-se.
— Já estou saindo — comunicou ao tio que estava sentado no sofá assistindo algum documentário.
Encaminhou-se em direção aos elevadores. Após estar dentro e apertar o botão que o levaria até o décimo sexto andar, Edward assobiava para passar o tempo.
Gostava dos serviços que fazia no prédio, mas aquele dia em específico era a sua folga. Edward arrependia-se de ter aceitado à oferta da Sra. Swan em instalar um programa em seu computador justamente em seu dia de folga.
Quando as portas do elevador se abriram, Edward arrastou seus pés até a porta 309. Bateu uma, duas, três, quatro vezes e ninguém atendeu. Tocou a campainha, mas logo se lembrou de que estava quebrada — Renée avisou. A mulher também garantiu que haveria alguém em casa durante toda à tarde, mas não era o que parecia. Encarando todas as direções, lançou a mão em direção à maçaneta, precavendo-se em receber alguma pancada com taco de beisebol, caso o confundissem com algum ladrão. Girou a maçaneta, e adentrou. Tudo estava silencioso demais quando ele entrou no apartamento. A lâmpada da sala estava apagada, assim como dos outros cômodos. A única luz que clareava parcamente o ambiente era a solar.
— Olá? — chamou. Enfiou a mão no bolso da calça jeans, cogitando a possibilidade de girar em seus calcanhares e ir embora. À noite avisaria à vizinha que não havia ninguém em casa. Porém, quando se virou para seguir em direção à saída, seus ouvidos foram preenchidos com sons de gemidos partindo de algum cômodo. Rapidamente seu corpo entrou em estado de alerta. Com um sorriso zombeteiro em sua face, ele encaminhou-se na direção de onde os sons estavam vindos. Sentindo-se um estúpido voyeur, parou em frente a uma porta. Os gemidos estavam cada vez mais intensos; notou a falta de uma segunda voz, e não resistiu à tentação de abrir uma fresta da porta para espionar o que acontecia do outro lado.
Espiou pela pequena abertura, e seus olhos pararam em um espelho refletindo uma...
— Puta merda! — exclamou, tornando-se ciente da ereção que crescia entre as suas pernas. Levou os dedos em direção ao membro pulsante, apertando-o para tentar acalmar-se. — Puta fodida merda!
Abriu mais um pouco da fresta da porta, querendo ter os seus olhos assaltados mais uma vez pela visão do sexo rosado que estava sendo estimulado. Os dedos inexperientes da garota rodeavam o seu clitóris de forma desordenada em movimentos circulares. Os grandes lábios também róseos mexiam conforme os dedos raspavam sobre eles. A pequena fenda de sua vagina... completamente molhada... Sua língua salivou ao tornar-se ciente do quão pronta ela estava.
Queria prová-la.
— Oh, santo Deus... — ela exclamava. A voz musical e infantil. A face da garota foi refletida no espelho posicionado em frente ao seu corpo. Os olhos estavam fechados. Os seios com os mamilos eriçados e pontudos. Seu abdômen subia e descia conforme a sua respiração estava acelerada. O ponto brilhante de sua vagina permanecia molhado.
Quando a moça penetrou-se com o dedo médio, foi o máximo que ele poderia suportar. Desfez-se do botão e desceu o zíper da calça libertando o membro pulsante em suas mãos. Espalhou o pré-gozo por toda a ereção, masturbando-se enquanto observava a garota fazer o mesmo. O técnico fechou seus olhos enquanto imaginava que suas grandes e ásperas mãos eram as delicadas de Isabella, ou talvez os seus lábios macios sugando-lhe toda a proeminência. A ponta do pênis estava brilhante. Os movimentos dele em seu membro perduraram por instantes a fio, enquanto ele gemia obscenidades, esquecendo-se por completo que estava espionando a filha de Renée Swan. Porém era homem e não obtinha controle de seus desejos. Quando sentiu que estava próximo de gozar, Edward suspendeu a cueca e a calça, gozando no tecido da peça intima. Um filete de suor escorria de sua testa.
Quando tinha a respiração novamente estabilizada, ele tentou espionar novamente a garota em cima da cama, porém tudo o que encontrou foram os lençóis espalhados e o espelho removido. Assustou-se que havia sido pego e que a qualquer instante a polícia local estaria no prédio para prendê-lo. Mas lembrou-se de que a única delegacia de Forks era comandada justamente por Charlie Swan.
— Procurando por mim? — Edward pulou ao ter a porta completamente aberta. A garota estava com os cabelos soltos, as bochechas coradas e no lábio havia uma pequena fenda. Usava apenas robe de seda branco que cobria a sua nudez.
— Eu... — Começou o técnico, assumindo uma coloração avermelhada em suas bochechas. — Eu sou...
— Um voyeur, eu sei — Isabella interrompeu. Abriu completamente a porta do seu quarto, puxando Edward pelas mãos para dentro. O rapaz cambaleou até parar em frente a um sofá de couro preto. — Mais excitante do que me masturbar foi vê-lo fazer o mesmo. Você costuma fazer isso sempre?
— Me desculpe... eu... eu não queria...
Isabella pôs o indicador sobre os lábios do técnico, lhe impedindo a fala.
— Não precisa ficar envergonhado. — Abriu o primeiro botão da camisa xadrez azul dele. — Eu sei como é estar com o desejo em ebulição. O senso de racionalidade nos abandona. Mas, eu ficaria feliz em apreciar aquele seu show mais uma vez. Claro que de uma outra forma... — Mordeu o lábio enquanto seus dedos trabalhavam nos botões da camisa.
Bella não estava se reconhecendo com toda aquela ousadia em "dominar" um homem. Aproveitando-se da oportunidade única, inclinou-se para morder-lhe o queixo, arrancando um gemido do técnico.
— Eu acho que estou no inferno. Sinto-me tão quente. É uma mistura de prazer, desejo e luxúria. Você é a personificação do próprio pecado, mas, ao contrário do que eu deveria fazer, eu não quero me esconder.
Edward continuava parado e com os olhos fechados enquanto tinha o maxilar e mandíbula mordida pelos dentes da Swan, o pescoço beijado por seus lábios.
— Ou então você pode ser apenas um fruto da minha imaginação. Desejei tanto por um homem que pudesse saciar o meu desejo, e agora, aparece um em minha porta com as características de um Adônis.
— Eu acho...
Bella interrompeu novamente.
— Sua voz é linda, mas eu prefiro que você fique calado. Caso não puder permanecer assim, posso procurar algum pano para amordaçá-lo. Seria um desperdício, mas a escolha é sua. Você entrou em meu quarto sem ser convidado, agora está à minha mercê. Posso fazer o que quiser de você... — mordeu-lhe o lóbulo. Edward gemeu e apertou-a na cintura. — Seus gemidos têm um efeito poderoso sobre mim. Eu estou completamente molhada, e de quem é a culpa? Sua. É claro que é sua. Você quer sentir o quanto eu estou úmida?
Despiu o técnico da camisa xadrez e a regata branca que usava por baixo. Bella ficou ainda mais excitada ao notar a tatuagem tribal no ombro e omoplata do rapaz. Desfez-se do laço do robe, ficando completamente nua à frente do desconhecido. Não sentiu vergonha como imaginara, apenas o mais palpável desejo. Guiou a mão do homem em direção ao meio de suas pernas, fazendo com que ele sentisse a sua quentura e a umidade. Guiando-se sozinho, o técnico percorreu com seus dedos todo o períneo dela, rodando com o seu indicador o clitóris inchado de Isabella, e pincelando com o dedo a entrada do paraíso infernal. Com a outra mão livre, Edward apoiou uma das pernas da moça em seu quadril, fazendo com que o espaço para percorrer a área fosse maior. Penetrou-a com um dedo, recebendo um gemido como resposta. Adentrava e recuava da quentura da garota, desejoso que os movimentos estivessem sendo executados por seu membro que novamente estava ereto.
— Você é virgem? — Ele perguntou de repente. O corpo de Isabella enrijeceu ao ouvir a pergunta do técnico.
— Não importa... — Ele tirou o dedo dentro de si, apenas rodeando o seu clitóris. — Apenas... continue.
— Eu não vou lhe foder se você for virgem — avisou, colocando a outra perna ao redor de sua cintura.
— Que porra...! — ela tentou contestar, mas sentiu o corpo deslizar até entrar em contato com o tecido macio dos lençóis.
Edward a puxou até deixá-la sentada, enquanto retirava por completo o robe. Deixou os seios expostos.
— Eu sou um desconhecido para você. — Beijou-a no pescoço, fazendo o corpo de Bella explodir em duzentos pedaços diferentes.
— O que isso importa? Desconhecidos transam todos os dias. — Cravou suas unhas nas costas de Edward.
— Desconhecidos que sabem o nome do outro — lembrou-a, fazendo uma trilha de beijos por todo o vale, chegando próximo aos seios.
Os beijos de Edward foram descendo gradualmente em direção ao seu botão mágico do prazer que pulsava por uma atenção. Quando se tornou ciente do que ele estaria para fazer, os dedos de Isabella fincaram nos lençóis ao seu redor. Primeiramente ele massageou cada um de seus pés, mordendo o seu tornozelo e beijando cada um dos seus dedos. Em seguida passou os lábios pela perna lisa e perfumada do banho recém-tomado, dirigindo-se para o interior da perna dela. Quando a respiração de Edward bateu em seu Monte de Vênus, pensou que poderia facilmente rasgar os lençóis que estavam abaixo de si. De repente o quarto estava quente demais. O frio que adentrava pela janela aberta era uma massa de calor no meio daquele ambiente quase vulcânico. Seu corpo eram as lavas vivas sendo aquecidas pela língua de Edward. Com os dedos ele afastou seus lábios, tendo novamente a visão rósea de seus pequenos lábios e vagina. Sua excitação escorria como um néctar viscoso de sua "menina", que rapidamente foi sugada pelos lábios famintos do técnico.
— Puta merda! — ralhou, contorcendo-se ao sentir a língua de Edward polir toda a extensão de sua intimidade.
— Como é que você gosta? — ele perguntou. Bella sentiu-se abandonada com a falta do contato com a sua "menina", quase abaixando a cabeça dele e demandando em um tom incisivo: "continue!". — Assim? — perguntou polindo com a língua a vagina dela. — Ou assim? — chupou-lhe os pequenos lábios e o clitóris.
— Droga! — Isabella gemia. — Assim...
— Assim como? — repetiu os movimentos anteriores, fazendo-a arquear o corpo.
Ele variava os movimentos circulares ao redor de sua "menina". Às vezes penetrava-lhe com a língua, recolhendo o líquido viscoso como prova de sua excitação. Quando sentiu o seu orgasmo se aproximar como um vulcão furioso, ele se afastou.
Edward lambia os lábios que anteriormente estavam lhe provando. Era excitante. Porém, ela estava irritada por ter, mais uma vez, perdido a sua oportunidade de gozar. Enquanto ele estava sobre ela, Isabella, pela primeira vez, atentou-se ao homem que a mantinha submissa. Os olhos dele eram de um profundo verde brilhante, os cabelos semelhantes ao bronze e os lábios eram finos e rosados.
— Você ainda não me disse o seu nome.
— Marie. O meu nome é Marie — deu o seu segundo nome.
Edward riu. O hálito bateu diretamente com os mamilos rosados da garota.
— Anthony — imitou-a. Conhecia-a e sabia que o seu nome era Isabella e não "Marie" como mentira.
— Pronto. Agora somos desconhecidos que sabem o nome do outro — fez uma força hercúlea para virá-los na cama.
Edward era forte demais. Suas grandes mãos passeavam pela lateral do corpo de Isabella.
— Então você costuma arrastar desconhecidos para a sua cama?
— Apenas aqueles que estão me espionando enquanto eu estou tentando gozar.
— E são muitos?
— Essa informação você não precisa saber. — Acariciava o peito do rapaz abaixo de si.
Inclinou-se de modo que o seu nariz tocou o dele. Edward acariciava e apertava as suas nádegas. Os lábios de Bella rasparam o do técnico, duvidosa se seguiria em frente com o seu "objetivo". Sentia o corpo reclamar por um alívio, e estava sendo sincera ao confessar que seu desejo por transar era grande ao ponto de pensar em propor ao amigo Seth sexo de uma noite sem compromisso. Mas, ali estava um homem, praticamente desnudo e pronto para desvirginá-la. Ao contrário de Alice, ela não prezava por sua virgindade. Aquilo, para ela, resumia-se a um único pedaço de pele que tinha como obrigação fazê-la sentir dor em sua primeira vez. Perdê-la com um desconhecido, seria tão normal quanto beijar pela primeira vez o filho do padeiro, aos onze anos.
A ereção dura de Edward estava posicionada diretamente em sua entrada, no entanto havia uma camada de tecidos que impedia o contato direto. Mordendo-lhe por uma última vez o lóbulo da orelha, Bella grudou seus lábios aos de Edward.
Primeiramente em uma carícia singela. Em seguida, sua língua passou pelo lábio dele, entreabrindo-o. Sugava o inferior com lentidão, enquanto o gesto era repetido pelo técnico em seu superior. Edward enfiou sua língua dentro da boca da garota, simulando o ato sexual ao inseri-la e depois recuar. Com uma mão livre, Edward desceu a bermuda juntamente com a cueca, deixando o seu pênis enfim em liberdade.
Guiou a protuberância em direção à entrada de Isabella, que tencionou com presságio da invasão.
— Você é virgem, Marie? — perguntou antes de penetrá-la.
— O que isso importa?
— Eu vou repetir a pergunta: você é virgem?
— Não — ocultou os olhos para não revelar a mentira.
— Eu não tenho nenhum preservativo comigo.
— Merda! — Isabella praguejou, descendo de cima de Edward. — Eu acho que Renée tem alguma escondida dentro da gaveta. Não saia daqui.
Não demorou dez minutos até que a morena entrasse novamente no quarto portando uma caixa de preservativos na mão. Abriu o pacotinho prateado com o dente, segurando o látex com a mão. Envolveu o preservativo no membro de Edward, e voltou a sua posição. Da forma que estava, poderia controlar a penetração. Desceu sobre a ereção do técnico, e com uma única arqueada de quadril ele estava completamente dentro dela.
Puta fodida merda!
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* Períneo: É aquela região abaixo da vulva e próxima ao ânus.
* Voyeur: Trata-se do individuo que obtém prazer sexual observando as pessoas (fazendo sexo ou não).
N/A: Foi bem divertido escrever esse capítulo! Espero que vocês tenham gostado :) Não se esqueçam de deixarem um comentário ao final da leitura. Todo autor gosta de saber o que seus leitores estão achando de seus textos. Beijo da Annie. Tenho uma história com temática parecida a essa, se alguém se interessar: fanfiction (ponto) net /s/8891726/1/Voyeur (troquem ponto pelo símbolo, ok?)
N/B: Ai gente, eu ri muito da conversa da Bella com a Alice! Hahaha Alice toda envergonhada enquanto a Bella estava na maior naturalidade, doidinha pra apagar o fogo! LOL E, caramba, o que foi ela com o Edward? Babei! Agora vcs podem deixar comentários querendo assassinar a tia Annie por parar o capítulo desse jeito! Hahaha Brincadeira gente, façam isso não, mas comentem muito! Quero logo ver como continua a safadeza desses dois hahuahua Beijo, Lis.
