Dean estava em um lugar completamente branco. Não existia nenhuma sombra. Nada doía, nem no corpo e nem no coração.
Mais nada existia ali, mesmo sendo tão pleno. Sentiu que nada mais podia dar errado. Ninguém podia dizer que ele estava fazendo tudo errado. Não tinha mais o Sam para cuidar. Não tinha mais nada mas se sentia tão feliz. Se sentia livre.
Sam segurava a mão da mãe na sala de espera do hospital. Pelo que puderam ver, o estado de Dean era grave. John estava sentado um tanto afastado dos outros dois, não sabendo como reagir.
O caçula se sentia mal. Se não tivesse aberto a boca, o irmão não teria ido embora daquele jeito. Gostava dele. Era um idiota, mas gostava dele. E, mesmo se não gostasse, não queria vê-lo morto.
Morto? Dean não estava morto! Com certeza ele iria se levantar e dizer alguma besteira como "qualé! vaso ruim não quebra!" e riria. Ficaria bravo por estar com aquela camisolinha aberta atrás e diria que tinha conquistado todas as enfermeiras com aquela bunda que só ele tinha.
Viu algumas enfermeiras conversando entre si e olhando discretamente para sua família. As expressões de seus rostos era péssima. Seu coração gelou: elas vinham com aquele ar de quem trás uma má notícia.
Dean achou que depois daquele tempo sozinho, não fazendo nada, ele estaria completamente entediado, mas não estava. Continuava satisfeito com a situação. Aquilo parecia um sonho confortável.
Uma luz mais forte apareceu à sua frente. Foi baixando aos poucos até parar de ofuscá-lo e mostrar uma forma humanóide. Um homem. Parecia um pouco mais velho que ele. Tinha profundos olhos azuis um tanto caídos e parecia cansado.
- Não é sua hora, Dean Winchester. - Foram suas únicas palavras antes de tocar no ombro dele.
Uma luz branca sumiu ofuscou de novo suas vistas.
As enfermeiras começavam o discurso decorado para casos perdidos quando uma outra enfermeira veio correndo e as interrompeu.
- Ele está vivo! Os sinais vitais voltaram e conseguiram conter a hemorragia! - Estava branca, nervosa. - É um milagre! Ele abriu os olhos no momento em que íamos tirá-lo da cama.
Mary, que mantinha as mãos juntas em reza, levantou o rosto e, de olhos fechados, agradeceu. John suspirou aliviado, mas não quis demonstrar. Sam, surpreso, abraçou a mãe, não acreditando naquilo.
- Ei, volte aqui! - ouviram do corredor alguém gritando - Você não é médico, o que estava fazendo no leito daquele paciente? Não é permitida a entrada de pessoas que não sejam parentes.
O homem ignorou as enfermeiras e continuou andando na direção dos Winchester. Parou à frente de Mary e a abraçou, murmurando alguma coisa, e foi embora. Antes que a família conseguisse questionar o que fora aquilo, Dean apareceu do mesmo corredor, andando apressado e incomodado.
- Cadê minhas roupas?
- Senhor, é melhor você se deitar, acabou de fraturar algumas costelas… pode haver alguma complicação. - Uma enfermeira levava uma cadeira de rodas para que ele se sentasse, mas ele só seguia andando em direção ao balcão de informações.
- Eu estou novo em folha! Só quero sair daqui. Hospital me deixa doente. - Viu a família alí o encarando. Percebeu o olhar de preocupação que John ainda mantinha e se animou, mas logo o pai se levantou e saiu de lá, o que doeu mais do que ser atropelado, com certeza.
Mary intercedeu pelo filho e foi falar com os médicos. Sam olhava Dean com um brilho nos olhos, aliviado. Levantou e abraçou o irmão com força, como se quisesse ter certeza de que ele estava mesmo ali. Teria se demorado mais naquele abraço, não fosse o empurrão que levou.
O rosto do mais velho expressava uma dor imensa enquanto ele levava a mão à manga da blusa, erguendo-a. Uma marca de mão, vermelha como uma queimadura recente, ardia em seu ombro. Veio-lhe à mente aquela pessoa no lugar branco. Olhou confuso para Sam.
- O que aconteceu comigo?
- Como assim? Você foi atropelado. - riu nervoso - Deve ter sido só um susto - Ele mesmo estava assustado com a situação.
- Sam, eu não tenho nenhum arranhão no corpo! - Mostrou seus braços e pernas - só tenho essa marca de mão. Eu devia estar todo quebrado! A enfermeira disse que eu quebrei algumas costelas, mas eu não sinto nenhuma dor.
Os dois mergulharam num certo desespero. Não fazia mesmo sentido, Sam tinha visto a poça de sangue na rua, não tinha mesmo como ele estar assim lisinho.
O que estava acontecendo?
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
OI GENTE :D
esqueci de colocar comentariozinhos lindos e fofos no começo/fim do primeiro capítulo então tá aqui!
Obrigada a quem já tá lendo. É a primeira vez que eu escrevo de spn então eu to meio ~apreensiva~. Mas o poder do amor do meu Cass(sim, eu tenho um Cass e eu sou um Dean(?)) está me ajudando a escrever.
É isso por enquanto 3 ~ Obrigada pelos comentários também!
xoxo
