Lê: Cap.2! Desculpem a demora e espero que gostem!

Ana: Vão gostar eu garanto ou seu dinheiro de volta... Mas como não deram nada então... Deixa quieto...

Beyblade não nos pertence, mas a gente ainda mata a Ming Ming (Ana e Lê).

Ihmissusi

- Ana! Ana, o que você está fazendo?!

- Indo até o ihmissusi, ué – ela respondeu sem nem olhar para Komaki, indo para o quintal com um pão particularmente grande na mão.

- Enlouqueceu, mulher??

- Relaxa! Os humanos em forma de lobo não atacam!

- Como você sabe? – perguntou, cética.

- Ah, é o que a lenda diz – respondeu Ana, mas parou de andar.

- Bom, fofa, uma outra lenda também diz que um homem gorducho voa num trenó puxado por renas e dá a volta ao mundo numa noite parando em todas as casas com crianças, descendo pela chaminé e deixando presentes! – ela exclamou, nervosa. Dessa vez Ana olhou para ela abismada.

- Komaki!! Não vai me dizer que você não acredita no Papai Noel??

- Você tá brincando, não tá? – perguntou, dando um passinho pra longe de Ana.

- Tô sim! – falou sorrindo alegremente antes de se virar e ir até o lobo. Ela chegou perto, mas ele se esquivou, parecendo desconfiado – Ei, Kô, dava pra você vir aqui e dar o pão a ele? Acho que ele deve deixar você se aproximar dele...

- T-tá... Posso tentar... – ela foi até onde Ana estava e pegou o pão da mão da amiga. Abaixou-se, apoiou o joelho no chão para ter equilíbrio e estendeu o pão ao lobo, colocando-o aos seus pés para ele cheirar. O lobo rodeou o pedaço de massa assada, mas depois de um tempo pegou-o e comeu.

Com o susto pelo que aconteceu depois, Komaki caiu sentada e Ana escancarou a boca. No lugar do lobo, encontrava-se um garoto mais ou menos da idade delas, bonito e, bem, er... gostoso. Não que elas estivessem mesmo interessadas, mas é meio difícil de não notar o abdome definido de alguém quando o alguém em questão está PELADO, saca?

No momento seguinte, Komaki estava de olhos fechados e mais corada que o possível gaguejando alguma coisa ininteligível e Ana rapidamente puxou uma das toalhas que estavam penduradas no varal e jogou pra ele. O garoto se enrolou com a toalha e se levantou, olhando as duas garotas confuso.

- Vamo, anda, todo mundo pra dentro antes que algum dos vizinhos resolva sair pra ver o que tá acontecendo! – dizendo isso, Ana puxou Komaki pra dentro da casa e fez um sinal impaciente com a mão para que o garoto as seguisse. Quando ele passou por ela, Ana fechou a porta de vidro e também a de madeira que ficava atrás, só por garantia.

Como Komaki ainda parecia meio alterada, Ana tomou a frente.

- Ei garoto, você tem nome? – o garoto olhou pra ela como se ela fosse maluca. Parecia meio nervoso, mas respondeu mesmo assim.

- É Ka...Kai.

- Kakai? Que nome esquisito! – ela exclamou, franzindo o cenho.

- Não é Kakai! É Kai... Só... Kai.

- Ah, tá, agora sim! Ei Kô, você tem alguma roupa de homem aí pra emprestar pro Kakai?

- É Kai!!! – ele disse, com raiva.

- Tá, tá, que seja! E aí Kô, tem ou não? – ela perguntou, olhando pra amiga.

- Não sei... Ah! Tem a calça que o Tyson deixou aqui naquele dia da festa que ele esqueceu que tinha de vir fantasiado e você fez ele usar as roupas da minha mãe de fantasia... Peraí que eu vou pegar!

- Ok! Por enquanto você pode sentar aí nesse sofá, Kakai!

- Meu. Nome. É. Kai.

- Eu. Não. Tô. Nem. Aí – antes que o garoto pudesse replicar, Komaki voltou com uma calça bege dobrada nas mãos.

- Pronto – falou, estendendo a calça para Kai – Você pode se trocar naquele banheiro – completou, apontando para uma porta no fim do corredor. Ele assentiu com a cabeça, pegou a calça das mãos da garota e foi até o banheiro sem dizer uma palavra.

- Ana, isso tá acontecendo de verdade? – perguntou Komaki, ainda olhando a porta do banheiro.

- É o que parece... – de repente, as duas ouvem um barulho de tecido rasgando, seguido de um grito e depois silêncio. Elas duas se entreolharam, receosas. Momentos depois, Kai saiu do banheiro.

- O que aconteceu? – perguntou Komaki preocupada.

- O que aconteceu?? O QUE ACONTECEU??? ISSO aconteceu!!! – ele gritou, virando de costas pras duas e apontando para a sua... cauda?

Komaki arregalou os olhos e Ana assumiu uma expressão pensativa.

- Mas é claro... Faz sentido! – exclamou baixinho quando ligou uma coisa à outra.

- O que exatamente faz sentido? – perguntou Kai desconfiado, com os olhos pegando fogo.

- Bom, pela lenda, se a gente soubesse seu nome e te reconhecesse, você voltava a ser um humano normal... Mas como nós não te conhecíamos, te demos pão, isso significa que você fica pra sempre com a cauda do lobo – ela disse, sorridente.

- Ah, que ótimo! – ele exclamou, irônico, e se jogou sentando numa cadeira. Ana e Kô se sentaram no sofá na frente dele.

- Você tem sobrenome, Kakai? – perguntou Ana.

- Hiwatari... KAI Hiwatari.

- Certo, certo... – ela disse, balançando a mão como se não importasse – Quantos anos você tem?

- 17. Por que tantas perguntas?

- Por nada, ué. Só curiosidade. Mas tudo bem, você tem razão. Pode fazer perguntas agora – Ana respondeu, sorridente.

- Hm... Como é seu nome?

- Meu nome é Anamatéia Haika, mas me chame de Ana. Tenho 17 anos. Nasci na Finlândia e me mudei pro Japão há dois anos. Moro sozinha num apartamento minúsculo. Estudo no último ano do colégio Hadaíba e faço parte da equipe de futebol – ela falou rápida e sorridentemente. Ele se virou para a outra garota.

- Eu me chamo Komaki Watakuki, pode me chamar de Kô ou Maki se preferir. Eu nasci aqui no Japão mesmo. Quando eu tinha dois anos meus pais se divorciaram e eu moro aqui nessa casa com minha mãe desde então. Também tenho dezessete anos e estudo no último ano do colégio Hadaíba – ela fez uma pausa avaliando o que tinha dito – E você? A Ana fez algumas perguntas, mas tudo que sabemos é seu nome e sua idade.

- Er... Bom, meus pais morreram quando eu era pequeno e meu avô me criou... Eu nunca fui a um colégio, tinha um professor particular, Boris, que cuidava de toda minha educação. Eu fiz uma, er, quer dizer... Não sei como aconteceu, mas um dia, quando dei por mim, era um lobo... Depois disso eu não me lembro de muita coisa... Nem de como eu vim parar aqui... – ele assumiu uma expressão concentrada e pensativa. Mesmo sem perceber, botou as pernas em cima da cadeira onde estava e apoiou as mãos entre elas, sentando como um cachorro, Diante da pose e da carinha dele, Ana não resistiu.

- Ahhhhhh, você é a coisa mais fofa do mundo!! – exclamou, agarrando o pescoço dele com se ele fosse um bichinho de pelúcia. Kai se debatia par se livrar do abraço de urso de Ana, e começava a ficar de diferentes cores pela falta de ar – Kô, a gente pode ficar com ele? – perguntou, soltando um pouco o abraço e olhando Komaki com cara de cachorro sem dono.

- Como assim, ficar comigo? Pare de me tratar como se eu fosse um cachorro! – reclamou, sem conseguir se livrar do abraço.

- Ahh, mas é que você era um há cinco minutos atrás! – justificou Ana, sem largá-lo.

- EU ERA UM LOBO!

- Ana, não sei... É difícil... Mas, se não com a gente, onde ele vai ficar? É o jeito – falou Komaki, ignorando a discussão.

- Eba!! – festejou Ana, voltando a sufocar o pobre do Kai.

- Mas tem muitas coisas a considerar... Ele não está matriculado em escola nenhuma, não tem documentos nem roupas... E onde ele vai morar? – comentou Komaki, voltando a se concentrar – Claro que os documentos e a matrícula eu consigo fazer no computador, é até fácil, mas o resto...

- Bom, ele podia até ficar lá em casa, mas você sabe que eu não durmo em pé por pouco... Não tem nem um pedacinho de chão pra ele ficar...

- E aqui em casa só tem dois quartos, o meu e o da mamãe... Isso sem falar que eu acho que ela notaria se um garoto estranho começasse a morar aqui em casa... – de repente uma luz pareceu acender nos olhos dela – Já sei! Lembra aquele depósito abandonado perto do cais que você foi treinar outro dia? Ninguém nunca vai lá, e com uma arrumação da pra alguém morar!

- Boa idéia, Kô! E fica perto do meu cafofo, assim eu posso ficar de olho pro Kakai não se meter em encrenca!

- É Kai, caramba!!

- Que seja! Vamos lá agora! – falou Ana, animada, e começou a ir para porta.

- Ana, espera! – exclamou Komaki – A gente pode até ter escolhido um lugar pra ele morar, mas tem ainda o problema das roupas! Ele não pode sair sem camisa por aí, isso sem falar no rabo!

- Hm... Tive uma idéia! – ela disse e foi mexer na bolsa que tinha trazido com ela – Achei! Olha, o treinador me deu isso hoje antes de eu ir pra casa, são os novos uniformes do time! É como se fosse um protótipo, então é masculino – disse ela, mostrando um casaco tipo moletom azul escuro e uma camisa azul clara com detalhes brancos, as cores do colégio – A camisa deve servir direitinho, e se ele amarrar o casaco na cintura, disfarça o rabo! Pega – completou, jogando as roupas pro garoto. Ele vestiu e, por sorte, a camisa ficou no tamanho certo e o casaco disfarçou direitinho a cauda.

- Legal, Ana! Funcionou! – exclamou Komaki, alegre.

- Claro que funcionou, a idéia foi minha! – disse Ana, dando um sorriso Colgate.

- Até que você não é inútil como eu pensei que fosse – comentou Kai.

- O-que-você-disse? – perguntou Ana, furiosa, com os olhos em chamas e uma aura negra ao redor.

- Nada – ele falou cinicamente, e passou por ela com as mãos no bolso da calça e os olhos fechados indo em direção a porta.

Komaki botou seu casaco e foi atrás dele rindo discretamente e Ana seguiu os dois, pisando duro.

xXoOoXx

Lê: Esse foi o capítulo dois! Espero que tenham gostado! Agora um aviso, eu vou viajar dia vinte deste mês e só volto dia primeiro de agosto, por isso minhas fics vão ficar meio paradas! Mudando de assunto, eu vou cumprir minha função que é responder as reviews!

Helena Hiwatari – Espero que você também tenha achado esse capítulo muito bom e muito engraçado!!! E viva o lobo cinza e azul!!!

Io-chan – Que bom que você gostou da fic, e ainda bem que você acha que fazemos uma boa dupla! A continuação está aqui!

Mary V – O capítulo dois chegou, e espero que você tenha gostado! Fico feliz por você achar isso!

Atsuko Tenshi – Suki-hime!!!!!!!!! Não morra, o capítulo dois tá aqui! O três vai demorar um pouquinho, mas tudo bem, né?

Beijos

Ana: Bem, agora que as reviews foram respondidas, então mande mais, e se vocês não mandarem sabe o que vou fazer com vocês??? NADA, PORQUE NÃO ADIANTARIA FAZER ALGO CONTRA VOCÊS... ENTÃO SE NÃO FOR DAR MUITO TRABALHO MANDEM REVIEWS... Afff... Acalmei, tô calma, 1, 2, 3, 4... Bem é isso vou indo nessa paz!!! 5, 6, 7...