Oiiii pessoal, aqui é a Strikis.

Adivinhem que dia é hoje...17 Março pessoalmente um dos melhores dias do ano pois é meu aniversário ^^, e como presente a você irei postar mais um capítulo dessa linda Fic.

Bem segue o segundo capítulo da Fic Não Diga Que É Um Sonho da autora Elade-chan que muito lindamente nos permitiu traduzir, claro que colocando os devidos créditos.

Essa fic é traduzida por mim, Chris96, 0.0' Khali Hime e betado pela Bella21.

Nós e outras meninas maravilhosas nos juntamos para formar o clubinho das Tradutoraspontocom, com a finalidade de trazer fics em outras línguas no caso espanhol e inglês para vocês lerem.

Classificação: T-rated

Romance/Drama

Shipper: SasuSaku

Disclaimer: Naruto e seus personagens não me pertencem...infelizmente¬¬

Autora: Elade-chan ;)

Sinopse: Uma serie de estranhos sonhos perturbam Sasuke, que não pode entender o seu significado ou porque sempre vem com ela. Eles se tornam mais frequentes quando ele finalmente regressa a Konoha e descobre algo que não esperava. SasuSaku

Aviso: Possíveis spoilers.

Beta oficial: Bella21

Traduzido por: Strikis

Cap. 2

Não diga que foi um sonho

Quão pouco custa construir castelos no ar e que tão caro é sua destruição – François Mauriac

Capitulo 2. Regresso

- Talvez nós pudéssemos ter algo para dizer a respeito disso. – disse uma voz entrando no refúgio.

Sasuke voltou a se acomodar para observar as duas pessoas que acabaram de se apresentar frente a ele. O Sharingan avermelhava os seus olhos como ato reflexo sem que ele ao menos pensasse, seu corpo, todavia, tinha um forte instinto de sobrevivência, ainda que em sua mente parecesse ter entorpecido, como se não importasse o que poderia passar.

Os dois estranhos levavam em sua frente as distintas bandanas dos ninjas da Folha. Ao reparar bem, o Uchiha se deu conta de que pareciam familiares, eram aqueles dois ninjas que acompanhavam Naruto e Sakura quando haviam invadido o esconderijo de Orochimaru. Seu substituto na equipe, e o capitão que substituía Kakashi.

Os três companheiros de Sasuke os viram de maneira desafiadora, dispostos a lutar se fosse necessário. Os ninjas de Konoha estavam em inferioridade numérica e, seguramente, não dariam muitos problemas. Contudo, apesar da clara hostilidade da Taka, os recém chegados não pareciam ter intenção de atacá-los.

- O que querem? – perguntou Karin com frieza. Estava muito brava por ter detectado suas presenças somente uns segundo antes de entrarem, era um insulto à sua habilidade sensorial.

Os olhares dos ninjas de Konoha, que antes miravam Sasuke, desviaram-se brevemente para ela, e novamente voltaram para o Uchiha imóvel.

- Trazemos uma mensagem para Uchiha Sasuke. – Disse o capitão.

Sasuke franziu a testa levemente com desconfiança. Durante uns segundos, um tenso silêncio apoderou-se do ambiente.

- Falem. – Disse finalmente o Uchiha

- A quinta Hokage de Konoha decidiu estender sua mão para que possa voltar à vila oculta da Folha, tendo em conta os últimos acontecimentos. – Disse o ninja.

- Últimos acontecimentos? - Perguntou Sasuke suavemente, ainda que soubesse perfeitamente a que se referiam.

- Tínhamos informantes vigiando Madara, – interveio Sai, o substituto de Sasuke, com voz tranqüila – as notícias chegam rápido.

- Ainda que tenha matado Madara, isso não quer dizer que mudei minha visão das coisas, Konoha fede. - Disse Sasuke com desdém.

- Os anciões do conselho foram processados por ordenar os crimes contra os Uchihas e a imagen de Itachi foi restabelecida como merecia. - continuou o capitão Yamato ignorando seu comentário – Além disso, tendo em conta que você acabou com vários inimigos de Konoha, praticamente evitando uma guerra ninja ao matar Madara, a Hokage te dá a possibilidade de regressar à vila como ninja, isso quer dizer que será apagado do livro Bingo.

- Danzou era inimigo de Konoha? Eu o matei. – Perguntou Sasuke com tom de escárnio.

- Sua luta com Danzou foi considerada legítima devido aos atos que ele cometeu contra a sua família. - Respondeu Sai sem mudar sua expressão.

Durante alguns segundos, o silêncio voltou enquanto Sasuke avaliava as palavras dos ninjas da Folha, com expressão pensativa. A Taka observava seu líder sem intervir, lançando olhares desconfiados aos recém chegados.

- Vocês vieram sozinhos? - A voz do Uchiha quase parecia relutante ao perguntar, mas não pôde evitar. Seus antigos companheiros esforçaram-se para que voltasse, era estranho que mandassem desconhecidos para persuadi-lo a regressar e eles não estivessem ali.

Yamato assentiu em confirmação.

- Naruto não sabe. - Disse Sai, compreendendo que era exatamente o que queria saber Sasuke. - Hokage-sama não queria dizer até saber sua resposta.

O Uchiha grunhiu levemente e voltou a concentrar-se em seus pensamentos. Voltar a Konoha não estava entre seus planos. Na realidade, tampouco havia feito planos além da sua vingança. Tinha que admitir que não imaginava o que faria a partir de agora, já não tinha metas.

Houve um momento em que pensou seriamente em destruir a vila, quando seu ódio cresceu sem limites, contudo, agora já não havia nada a quem odiar. Aceitar a oferta solucionaria seus problemas de sobrevivência, a idéia de não ter que passar a vida fugindo era tentadora.

...Volte para casa Sasuke-kun...

As palavras de Sakura nesse estranho sonho ressoaram em seus ouvidos fazendo-o franzir a testa.

- A anistia é para os quatro. - acrescentou Sai - Sua equipe também será bem recebida.

Taka se mexeu ao ouvir essas palavras. Estavam oferecendo formar parte de uma aldeia, nem sequer podiam recordar como era isso de ter um lar e não ser perseguido. Eles seguiriam o Uchiha em qualquer coisa que decidisse, mas não podiam deixar de pensar que aceitar essa oferta seria a solução para muitos de seus problemas.

- E então? - perguntou Yamato.

Sasuke levantou os olhos fixando-os nos ninjas da Folha.

...Estão te esperando...,volte para casa Sasuke-kun...

- Iremos para Konoha. - Sentenciou o Uchiha com voz grave. Depois de tudo, o que poderia perder?

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Sasuke sentia um estranho tic de nervosismo abaixo da pele quando, ao levantar os olhos, começou a reconhecer pequenas coisas. Eram bobagens, como as árvores em que havia balançado enquanto voltava de uma missão para ver a que distância faltava para a vila e que Naruto deixasse de perguntar a cada segundo, ou a clareira que Sakura praticamente havia obrigado-os a parar para almoçar. Coisas assim, mas que indicavam que cada vez mais estavam perto de Konoha.

Foram necessários três dias para recuperar-se, da luta contra Madara, o suficiente para iniciar a viagem até a aldeia da Folha. Tudo seria mais fácil se os incapazes de Konoha tivessem trazido um médico com eles, pois a habilidade de Karin não incluía conhecimentos médicos, mas quando Juugo perguntou por eles, os ninjas se limitaram a responder com pose tensa "nosso esquadrão carece de ninja médico"

A entrada com portões verdes de Konoha apareceu para eles ao virar a última curva do caminho, tal e como Sasuke recordava, como havia aparecido em seu estranho sonho, com exceção da sensação de paz e tranquilidade. Abaixo do arco em que estava gravado o símbolo da Folha, duas figuras os esperavam. Uma estava lendo um livro com aparente desinteresse e a outra observando o horizonte com nervosismo sem deixar de se mover um segundo.

Quando estavam a uns metros de distância, um dos ninjas que os esperava, ao que Sasuke reconheceu como Naruto por seu despenteado cabelo loiro e sua mania de vestir coisas laranjas, aproximou-se correndo. Aparentemente sem poder esperar até que chegassem a porta, e parou frente ao Uchiha com expressão indecifrável.

- Você voltou. - Constatou o loiro com seriedade, não era uma pergunta.

- É o que parece. - Respondeu Sasuke sem desviar seus olho negros dos azuis do garoto, nem variar sua expressão. Notou que os olhos de Naruto estavam marcados com olheiras e seu aspecto não estava bom, como se fosse um desenho e tivessem passado uma borracha por cima.

Um sorriso foi abrindo espaço no rosto de Naruto lentamente, como se fosse esquecido como fazê-lo, mas sem poder evitá-lo, até que os olhos encheram-se de água pela emoção e soltou uma pequena gargalhada, enquanto o Uchiha seguia olhando-o impassível.

- Droga, Teme, continua igualmente inexpressível para os momentos de emoção. - Brincou enquanto enxugava os olhos com o punho.

Sasuke inclinou a cabeça e esboçou um meio sorriso.

- E você está igual, usuratonkachi. - Respondeu.

O moreno arregalou os olhos com alarme quando, sem esperar um segundo, Naruto lançou-se abraçando-o e, segundo Sasuke, molhando-lhe a roupa.

- ...Solte-me, solte-me Dobe. - Grunhiu o Uchiha tratando de separá-lo.

- Não me chame de Dobe, Teme! - Contestou o loiro separando-se com a testa franzida.

- E você não me chame de teme, baka! - Replicou por sua vez Sasuke.

Naruto abriu a boca para soltar outro insulto, mas justamente antes de colocar-se a gritar, algo passou por sua cabeça fazendo-o sorrir levemente e negar com nostalgia. Parecia que o tempo não havia passado para eles, as poucas palavras que tinham trocado, 90%, havia sido de insultos. Mas o tempo não parou e não eram uns genins insensatos que pensavam que podiam ganhar o mundo apenas com a vontade, agora eram praticamente adultos e a vida havia dado umas mordidas que ainda ardiam.

- Alegra-me saber que esta aqui, Sasuke. - Disse Naruto em tom sério e com os olhos tristes. - Significa muito, dattebayo.

O Uchiha o viu com curiosidade, era o mesmo loiro hiperativo e cabeça oca de sempre, capaz de tirá-lo do sério? Mal o havia visto e já o insultava e se lançava em cima. Mas havia algo em sua atitude que não terminava encaixando. O brilho de alegria de seus olhos parecia opaco. E para ser Naruto, não estava nem a metade de efusivo do que esperava, pensava que quando o voltasse a ver, Sakura teria que bater nele para que deixasse de gritar e saltar.

Agora que pensava, onde estava Sakura?

Os olhos escuros de Sasuke moveram-se olhando ao redor, mas unicamente deparou-se com Kakashi, que havia se aproximado com seu típico andar tranqüilo, e sorria atrás de sua máscara.

- Bem vindo, Sasuke. - Saudou com um piscar de lhos.

- Hump. - O moreno dedicou um movimento de cabeça como saudação.

- Alegra-me que tenha reconsiderado, todo esse assunto começava a ser um problema. - Confessou Kakashi com ar distraído.

- Não reconsiderei, simplesmente era o mais conveniente neste momento. - Disse Sasuke secamente.

O fato de que todo mundo pensasse que havia decidido voltar, arrepender-se de tudo e mudar, irritava-o. Ele não voltava por lealdade nem peso na consciência, simplesmente parecia o mais conveniente, Konoha dava a segurança da vila, um teto, sustento...era questão de sobrevivência não de amizade, por mais que não houvesse parecido desagradável insultar novamente o Dobe ou receber uma piscadela paternal de Kakashi.

- Claro, com certeza. – Concordou o jounin sem perder o sorriso.

Sasuke o fulminou com o olhar, fazendo um beicinho ao detectar o tom condescendente de Kakashi, dando-o a razão.

- Sasuke-kun...

O Uchiha viu-se tenso, preparando-se para receber de um momento a outro o abraço estrangulador da irritante de cabelos rosa, contudo, este nunca chegou. Em seu lugar viu como Karin o olhava com um aspecto cansado, era ela quem o havia chamado, havia esquecido que às vezes a ruiva colocava o sufixo ao seu nome, como costumava Sakura.

- Podemos entrar na aldeia, já? – perguntou a garota com tom suplicante.

- Ah, ruiva, já te disse que fosse ao banho antes de sair. – Interveio Suigetsu brincando.

- Não é isso, idiota. – Defendeu-se Karin lançando um soco direto na cabeça, o qual o ninja esquivou a duras penas. – Estou esgotada, não descansamos durante toda a viagem...

Realmente a ruiva tinha razão, havia sido uma viagem a ritmo esgotante. Talvez os ninjas de Konoha temessem que se atrasassem demasiado, Sasuke pensaria melhor ou, quem sabe, fosse muita vontade de chegar em casa. Haviam feito o caminho de regresso em um tempo record. O fato de Karin passar a maior parte do caminho tratando de bater em Suigetsu por, segundo ela, "fazer caretas", também contribuía para seu cansaço.

Os protestos da ruiva cessaram rápido quando, surpreendentemente, o espadachim da Taka a carregou com se fosse um saco de batatas, com toda a tranqüilidade do mundo.

- Assunto resolvido. – Comentou feliz.

- Solte-me, seu asqueroso! – Grita Karin batendo nele sem parar – desça-me, maldito peixe! Far-te-ei papinha, imbecil!

Yamato, que estava junto com Sai observando o reencontro de Naruto, Sasuke e Kakashi, rodou os olhos frente a cena protagonizada pelos membros da Taka e começou a caminhar para a vila fazendo um sinal para que o seguissem.

Suigetsu começou a andar ainda com Karin, que se retorcia tratando de escapar, ao passar junto aos integrantes da equipe sete, apresentou-se rapidamente.

- Hozuki Suigetsu. – Sorriu mostrando seus afiados dentes. – A bruxa se chama Karin. – Apontou mostrando a ruiva que se debatia como uma louca, sem êxito.

- Uzumaki Naruto 'ttebayo. – Disse o loiro observando-o perplexo.

- Hatake Kakashi. – respondeu também o Jounin levantando a sobrancelha.

Mas o espadachim já havia passado, seguindo Yamato e Sai e concentrando-se em dar voltas para enjoar Karin sem chegar a cair no chão.

- Eu sou Juugo. – Apresentou-se o gigante inclinando-se respeitosamente. Desculpou-se envergonhadamente pela atitude de seus companheiros e se apressou a alcançá-los, enquanto Kakashi e Naruto ainda os olhavam com estranheza.

Sasuke rodou os olhos, era ridículo que eles se assombrassem com as ações de Suigetsu e Karin, quando Konoha não era precisamente o lar da seriedade e da sanidade. Havia perdido a conta das vezes que tinha visto Sakura golpear Naruto armando um escândalo. Kakashi não sabia dar um passo sem ter um livro de pornografia diante de si e, por último, o loiro viciado em rámen, esse ele preferia não falar, já que sua lista de excentricidade não tinha fim.

Voltar a Konoha não fora exatamente como havia imaginado. Não que houvesse pensado muito em como seria, obviamente que não. Mas sempre acreditou que quando voltasse – coisa que não ia acontecer – sua equipe estaria esperando-o. Quando o vissem longe, Naruto gritaria "Teme" com todas as forças de seus pulmões, então sairia correndo para ele e o jogaria ao chão com um soco por ser tão "bastardo ttebayo", mas depois o ajudaria a levantar-se e o abraçaria com gargalhadas até que Sakura lhe desse um cascudo por tê-lo socado e logo se jogaria a abraçá-lo desfeita em lágrimas e chamando-o de Sasuke-kun. Kakashi só sorriria por trás de seu livro, respeitando afortunadamente seu espaço vital que seus companheiros invadiam com tranqüilidade. Claro que, sem dúvidas, todos acabariam no Ichiraku sem que Naruto, nem Sakura o houvessem soltado.

Mas no lugar disso, o que havia encontrado tinha sido um Naruto de olhos tristes, um melancólico Kakashi que parecia demasiado cansado e nem rastros de Sakura. Não é que estivesse decepcionado, nem que quisesse, todo esse assunto dava na mesma, se por ele fosse, poderia apagar o recebimento tranquilamente, tampouco havia pensado nisso. Era só que acreditava conhecer os seus companheiros como a palma da sua mão até o ponto de poder antecipar suas ações e reações, e logo s deu conta de que não era assim.

- Sasuke-teme, vamos ao Ichiraku, você convida 'ttebayo. – Disse Naruto segurando-o pelo ombro.

- Hmp. Digo nada. - Contestou o moreno começando a andar.

- Teme!

"Ao menos algumas coisas nunca mudam", pensou o Uchiha com um meio sorrido.

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...Sasuke-kun...

A voz de Sakura cantarolava seu nome entre as árvores, chamando-o, mas sem se deixar ver, como se tratasse de um jogo infantil. O Uchiha caminhava através do bosque seguindo sua risada, de vez em quando, conseguia ter um vislumbre de cabelo rosa ou um pedaço da larga saia do folgado vestido branco que levava, mas nunca a alcançava. Era como se pudesse mover-se com a etérea luz que filtrava entre as folhas deixando somente sua cristalina risada atrás dela.

- Encontre-me, Sasuke...

O moreno se moveu rapidamente, conhecia esse bosque como a palma da sua mão, quando pequeno, costumava sair a jogar esconde-esconde com seu irmão ali. Rodeou os arbustos no exato momento para ver Sakura correr com os pés descalços e desaparecer dobrando a esquina atrás de uma árvore, rindo e dando uma rápida olhada de seus olhos verdes sobre o ombro, incitando-o a pegá-la.

Sasuke correu atrás dela até que por fim a alcançou, somente um tronco de árvore os separava. A rosada havia deixado de correr e o moreno a via divertir-se rodeando o tronco para manter a distância cada vez que ele tratava de diminuí-la, como em um jogo.

- Te encontrei, eu ganhei. – Disse o garoto com tranqüilidade.

Ela sorriu, mas nesse momento, abriu os olhos com surpresa, pois Sasuke, com um rápido movimento, havia rodeado a árvore situando-se frente a ela a escassos centímetros, pegando-a com um braço em cada lado de seu corpo sem chegar a tocá-la.

- Não veio me receber quando cheguei a Konoha esta manhã – sussurrou o Uchiha.

- Sinto muito. – respondeu Sakura – Naruto esta feliz?

- Não. – Respondeu o Uchiha. O loiro estava contente de que ele tivesse voltado, sorria, mas apesar disso, não era feliz, seus olhos seguiam tristes.

Um lampejo de dor apareceu nos olhos verdes da garota.

- Sakura... – Sasuke inclinou a cabeça, pois era mais alto que ela, aproximando-se ainda mais. Estava tão próximo que podia contar seus cílios, sua branca pele, não tinha sardas, mas se tivesse, o garoto também poderia contar – Onde...?

- Joguemos outra vez. – Sussurrou Sakura, interrompendo sua pergunta. Sua cálida respiração chocou contra os lábios de Sasuke que não se moveu. - ...Encontre-me, Sasuke-kun... – Pediu.

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- Saia de uma vez ou eu juro que jogarei a porta a baixo! – Os gritos vindos do corredor seguiram com fortes golpes na porta.

Sasuke piscou com o gesto, sonolento, com a lembrança dos sonhos ainda nublando sua mente. Seu quarto estava escuro e a única luz era a que passava pobremente entre as cortinas e por baixo da porta.

- Estou indo tomar banho cenoura! Que você seja uma porca, não significa que todos nos descuidamos da nossa higiene pessoal da mesma forma!

O Uchiha praguejou dando a volta na cama enquanto os insultos e golpes seguiam sendo ouvidos desde o corredor. Esses malditos idiotas o haviam acordado com seus gritos. Suspirou e levantou-se da cama com a certeza de que não poderia dormir de novo. De todas as formas, para que esses imbecis estivessem gritando a esse volume, deveria ser bem tarde da manhã, estranhava-se por ter dormido tanto, normalmente ele era o primeiro a se levantar.

Passou a mão pelo cabelo desordenando-o, outra vez havia sonhado com ela. O que significavam esses estranhos sonhos? Não havia pensado em Sakura durante anos e, agora, de repente, não podia parar de sonhar com ela. Apesar de que este vez não havia sido como o da primeira vez, que parecia tão real, mas não deixava de ser estranho.

Por outra parte, onde estava a rosada? Não tinha o recebido, nem a tinha visto na aldeia. Havia pensado que talvez estivesse com a Hokage, já que tinha ouvido rumores de que era sua mestra, mas quando foi apresentar-se para Tsunade, a garota não estava ali. Muito menos no Ichiraku onde passou a tarde com Naruto. O loiro jamais mencionou seu nome e, por suposto, Sasuke não perguntou por ela. Não iria rebaixar-se e parecer interessado por algo que, apesar de tudo, não interessava realmente.

- Continuará igualmente sujo por dentro por mais que se lave por fora!

Os gritos seguiam sendo ouvidos desde a porta do banheiro. Em uma hora ruim havia aceitado a casa que a Hokage tinha cedido, agora tinha que seguir suportando as idiotices da Taka. Prometeu-se tratar de recuperar o pequeno apartamento em que havia vivido quando genin, o que fará com intuito de se livrar dos gritos matutinos.

De repente o moreno abriu a porta de seu quarto saindo pelo corredor e se aproximando do banheiro dando passos largos. A expressão de seu rosto deveria deixar transparecer seu humor homicida já que Karin, que até esse momento tinha golpeado a porta com se quisesse jogá-la abaixo, afastou-se com os olhos arregalados, murmurando um surpreendido "Sasuke-kun".

O Uchiha por sua vez, unicamente se limitou a fulminá-la com o olhar para que depois de abrir a porta com tal força, que rompeu a tranca, entrasse no banheiro como um furacão. Seguinte a isso, o que Karin viu foi um Suigetsu saindo a empurrões unicamente com uma toalha que segurava precariamente rodeando sua cintura e que o garoto tratava de manter em seu lugar a duras penas, enquanto segurava um par de potes de gel de banho e gotejava água da cabeça aos pés.

- Sasuke, já sei que se sente só, mas comigo não vem com esses rolos. - Disse o espadachim justo antes que o moreno lhe desse um ultimo empurrão, lançando-o ao corredor sem nenhuma consideração.

- Muito Obrigada, Sasuke. - Cantarolou Karin felizmente, dando um passo em direção ao banho com um sorriso triunfante, contudo esse sorriso saiu de seu rosto quando o Uchiha fechou a porta em seu nariz.

Apesar da situação, Suigetsu não pôde evitar soltar uma gargalhada ao ver a cara de desconcerto da ruiva que olhava para a porta fechada do banheiro, como se não entendesse muito bem o que havia acontecido, enquanto os dois ouviam o som da água da ducha.

- Não tenha tanta pressa por tomar banho cenourinha, vem aqui, que ainda estou gotejando. - Ofereceu o garoto com um tom sugestivo lascando um olhar malicioso.

- Antes me jogaria no barro, cérebro de peixe. - Respondeu Karin agressivamente.

- Isso também poderíamos fazer. - Replicou Suigetsu levantando as sobrancelhas de forma sem vergonha.

Karin arregalou os olhos com o rosto do mesmo tom que seus cabelos.

- Mas que droga você tomou esta manhã, tubarão? - Espetou a ruiva sobressaltada.

- Nenhuma, nenhuma. - O espadachim levantou a mão em sinal de inocência. - Somente que nunca tinha te visto de forma tão...sugestiva. - Riu olhando-a de cima a baixo.

A Kunoichi, que estava em volta de toalhas brancas preparada para o banho, ficou ainda mais vermelha, pensou que de um momento a outro soltaria fumaça pelas orelhas. Estava dizendo o que acreditava que estava ouvindo? Suigetsu a estava paquerando? Bom, tinha que admitir que era um mulher bonita, já era hora que esse odioso tubarão se desse conta. Talvez se continuasse comportando-se como uma pessoa normal, poderiam levar-se bem, isso se deixasse de ser um mala...

- Ainda que a cara de cachorro estrague um pouco, mas tranqüila, posso tampá-la com algo. - Finalizou o garoto.

...mal nascido filho de uma puta...

- FECHE A BOCA, IMBECIL! E AFASTE SEUS OLHOS PERVERTIDOS!

- Nem meus olhos, nem nenhuma parte do meu corpo irá se acercar a você, cenoura, segue sonhando com ele! - Respondeu Suigetsu devolvendo os gritos.

.*/*/*/*/*.

Sasuke caminhava pelas ruas de Konoha com as mãos nos bolsos rumo ao Ichiraku, onde sabia que a essa hora encontraria Naruto, incondicionalmente jogado no balcão com duas tigelas vazias e a ponto de engolir uma terceira.

Depois de tratar de relaxar em baixo d'água da ducha com seus companheiros gritando do outro lado da porta, com se quisessem deixar surda toda a vila, havia decidido sair para dar uma volta já que não tinha nada melhor que fazer e qualquer coisa era preferível a ter que ficar naquela jaula de loucos. Só esperava que Juugo não se descontrolasse e destruísse tudo.

Tinha tratado inutilmente de tirar da cabeça seus estranhos sonhos com Sakura, mas isso tinha se mostrado impossível. Não podia, não podia deixar de dar voltas à misteriosa ausência da rosada. Havia chegado à conclusão de que seu último sonho estava motivado, precisamente, porque tinha estranhado não encontrá-la ao voltar e essa idéia tinha ficado em seu subconsciente. Logo, o que devia fazer era esquecer o assunto e de uma vez por todas encontrá-la.

Tal e como tinha imaginado, ao chegar perto do posto de rámen, pôde ver o loiro sentado no banco pronto para deixar o local sem existência.

O Uchiha chegou junto de Naruto e se sentou no assento ao lado sem muita cerimônia, nem sequer pensava em soltar um "hump". Seu plano era, simplesmente, deixar que seu companheiro falasse sem parar, como era costume, esperando ouvir alguma pista sobre o paradeiro de rosada que parecia ser um tema tabu. Talvez estivesse em uma missão secreta ou algo parecido. Contudo, quando virou-se para ver o hiperativo loiro, percebeu que ele nem sequer levantou a vista de seu prato de macarrão e que removia-o com os palitos sem muito entusiasmo.

Sasuke entortou os olhos observando com mais atenção para comprovar se estava certo de que seus olhos não o enganavam e Naruto não estava se lançando em cima do rámen como se não houvesse comido em sua vida. Nesse momento, Teuchi, o dono do local, colocou um prato fumegante de rámen frente ao moreno em silêncio, lançando um mudo olhar de compaixão ao jinchuuriki.

-...Estava aqui sabe?...- disse Naruto com voz desapaixonada sem vê-lo. - ...quando vieram me dizer...estava almoçando, tinha comido seis tigelas seguidas...

O Uchiha se limitou e vê-lo inexpressivamente sem dizer nada, ainda que estivesse claro que não tinha idéia do porquê dessas palavras.

-... ...- o loiro suspirou e levantou a vista para ele. - Não vai perguntar por ela, verdade? Sabia que não o faria, segue sendo um maldito orgulhoso ttebayo...

- Hmp...onde está? - Murmurou Sasuke finalmente, em um grunhindo reticente.

Os olhos azuis de Naruto tremeram olhando-o seriamente como a água de um lago quando atiram uma pedra.

- Quer vê-la?... - perguntou.

Sasuke não contestou, somente devolveu o olhar impassível.

- Venha comigo.

O loiro se pôs de pé em um salto e começou a andar com passos decididos, sendo seguido pelo Uchiha atravessando a vila até onde as casa acabavam.

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- Sakura-chan...eu...eu trouxe o Sasuke, ttebayo...- A voz de Naruto se quebrou em um leve e triste sorriso que foi mais um suspiro. - ...Finalmente eu cumpri a minha promessa...per...perdoe-me por demorar tanto.

Sasuke observava a uns metros atrás, imóvel, como uma estátua de gelo, sentia como se a cabeça estivesse cheia d'água enquanto mantinha a vista fixa em algo frente a ele.

Uma lápide de pedra polida em que uma grande árvore de cereja dava sombra e, em cuja superfície, estava gravada as palavras.

Haruno Sakura.

Tenso não...eu sinceramente fiquei em desespero quando li o cap...porque sinceramente como a autora foi capaz de matar a Sakura?

Mas não se preocupem meu amores, ainda existe muitos cap por vir, alguns mais tensos, outros mais esclarecedores.

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