Quando cheguei no quarto do koopaling mais velho a porta estava trancada então eu bati e Ludwig gritou:
-já vou!
De repente a porta abriu. Ludwig estava apenas com uma toalha amarrada na cintura e com os cabelos molhados:
-Ah! É você.
-Ludwig foi você que colocou aquela coberta em cima de mim?
O príncipe koopa me puxou pelo braço para dentro do quarto, me segurou contra a parede, nesse momento a toalha desamarrou e caiu, eu comecei a me debater e ele falou perto do meu ouvido:
-não precisa ter medo de mim. Eu só quero uma coisa...
Então Ludwig encostou seus lábios nos meus, eu o empurrei no mesmo momento e sai correndo para o calabouço. Quando cheguei lá sentei no chão abracei meus joelhos e pensei:" ele tentou me beijar...será que ele está apaixonado por mim?" alguns minutos depois a porta do calabouço começou a abrir e o musico dos koopas entrou, se ajoelhou ao meu lado e disse:
-me perdoe pelo beijo... eu fui rápido demais?
-eu te perdoo, mas... que história é essa de "fui rápido demais"?
-é, quando eu tentei te beijar.
-pare com isso.
-tudo bem. Eu vou tomar café. Você vem comigo?
-vou!
Então Ludwig abriu a porta e falou:
-primeiro as damas.
Meu rosto ficou vermelho, eu abaixei a cabeça, sai do calabouço com o koopaling ao meu lado. De repente eu senti uma mão muito quente pegando em minha mão. Olhei para o meu lado direito e vi o koopa de cabelos azuis olhando para mim, eu sorri para ele e pensei:" o meu coração está acelerado, espero que ele não perceba pela minha pulsação."
Quando chegamos à cozinha Ludwig perguntou:
-Deborah, o que você quer comer?
- eu não sei ainda.
-eu vou fazer algumas panquecas. Você quer?
-pode ser.
Então Ludwig apontou para uma mesa pequena e disse:
-espere aqui, logo você verá uma obra de arte culinária.
Uma hora depois as panquecas já estavam prontas e Ludwig perguntou:
-você vai querer melado nas panquecas?
- sim
-pronto.
Ludwig colocou as panquecas em cima da mesa e falou:
-espero que isso sirva como um pedido de desculpas pelo o que eu fiz... eu confesso que fiz essas panquecas com carinho para você.
-Ludwig!
-o que? É verdade. É a primeira vez que eu faço algo assim para alguém.
-humm.
- o que?
-estão uma delícia! Quer um pouco?
-sim.
Então dei um pedaço de panqueca na boca do koopaling que me olhou de um jeito doce, se levantou da cadeira, estendeu a mão para mim:
- venha comigo
-aonde você vai me levar?
-é uma surpresa.
- está bem.
- eu posso cobrir seus olhos?
- pode.
Ludwig pegou a venda, amarrou em meus olhos e perguntou:
-não está apertado, está?
Eu fiz que não com a cabeça e o koopaling continuou:
-Deborah, eu vou te levar no meu colo por que o lugar fica fora do castelo.
-como assim vai me levar no colo?
Sem me responder o príncipe me pôs em seus braços e foi andando. Durante o trajeto, encostei minha cabeça no peito do musico e percebi que seu coração estava acelerado por mais que ele não estivesse correndo. Então ele disse:
-hehe. Pode ficar assim eu deixo.
De repente Ludwig me pôs no chão, desamarrou a venda. Quando a luz do sol bateu em meus olhos causou um pequeno desconforto, então o koopaling preocupado perguntou:
-você está bem?
- estou... que lugar é esse?
-é uma floresta vizinha ao reino da escuridão e ao reino do cogumelo
-é muito linda!
-assim como você
-que?!
Nesse momento uma criatura marrom de no máximo trinta centímetros, veio correndo em minha direção, então eu comecei a gritar:
-socorro, Ludwig! Esse bicho quer me matar!
Ludwig pegou o goomba no colo e falou:
-calma ele não vai te matar, esse goomba só faria isso se você fosse o Mario ou aquele verde.
-quem? O Luigi.
-é, deve ser esse o nome dele.
Então eu cheguei mais perto do goomba e Ludwig continuou:
-pode fazer carinho nele. Se quiser, é claro.
- eu vou tentar.
-lembre-se não precisa ter medo.
Quando encostei a mão no goomba, comecei a acaricia-lo, lentamente ele fechou os olhos e começou a dormir, então eu disse:
-Ludwig eu posso ficar com ele?
- só por enquanto.
- porque? Olhando assim até que ele é fofo.
- você não está pensando em adota-lo, não é?
- sim, eu cuido dele.
-tudo bem.
- Deborah, quer ver uma coisa?
- quero.
-siga-me
Então Ludwig me levou até um riacho cristalino:
-eu sempre venho aqui para pensar sobre música por que lá no castelo é impossível pensar com aqueles descontrolados.
-de quem você está falando?
-dos meus irmãos, principalmente do sem cultura do Roy, o louco do Iggy, a mimada da Wendy e o bruto do Morton.
-o que eles fazem de tão ruim?
-O Roy e o Morton vivem batendo no Iggy que fica correndo pelo castelo todo e fazendo piada de tudo, a Wendy faz birra por qualquer coisa.
Então Ludwig sentou embaixo de uma árvore e falou:
-sente-se ao meu lado.
- você não vai tentar nada?
-não.
-promete?
-prometo.
-tudo bem.
Quando eu sentei ao lado do koopaling, ele perguntou:
-o que você acha de mim?
-Ludwig, você é um garoto legal, inteligente, criativo e muito talentoso.
- isso tudo eu já sei, mas você namoraria comigo?
Meu coração disparou e eu respondi:
-eu não sei, eu nem te conheço direito, mas nós podemos ser amigos...
De repente um yoshi verde, com um casco roxo com espinhos e um cabelo preto, liso e longo chegou e disse:
-Ludwig, quem é essa mocreia?
Então Ludwig levantou-se rapidamente e exclamou:
-eu não permito que você fale assim com ela!
-por acaso ela é sua namoradinha? Porque você não conta pra ela a nossa história?
-que história? Você é louca, nunca existiu nada entre a gente você só pode ter enlouquecido de vez. Eu não te amo. Nunca te amei.
-é, agora vai negar tudo só por causa dessa vadia.
-eu já disse que você não pode falar assim dela.
Nesse momento eu me levantei e corri sem rumo pela floresta. Sentei em cima de uma pedra, abracei meus joelhos, abaixei a cabeça e comecei a chorar, o goomba que eu havia adotado, acordou e foi atrás de mim. Quando ele me encontrou ficou ao meu lado e começou a esfregar sua cabeça nas minhas pernas então eu levantei minha cabeça e falei:
-*snif* oi amiguinho, você veio atrás de mim.
O goomba disse:
- é eu acabei acordando durante a discussão e vi você correndo para cá.
-obrigada, qual é o seu nome?
-meu nome é Goomberto.
-prazer, o meu nome é Deborah.
-o prazer é todo meu.
