Notas iniciais e avisos:

E aêw, galerinha do mal?! Tia Alê promete, tia Alê cumpre! Aqui está o primeiro capítulo da nossa saga amorosa pelo quadrilátero ninjistico de Naruto! Enfim, pra deixar as emoções vazarem por esses coraçõezinhos lindos, eu singelamente sugiro que vocês ouçam algo pra ajudar na leitura (tal qual me ajudou na escrita). E cá está:

Pra aquecer: watch?v=PVzljDmoPVs

E pra finalizar: watch?v=aHjpOzsQ9YI

Bom, por enquanto é isso! Boa leitura, nos vemos nas notas finais!

Primeiro Capítulo: Entre Garras e Presas

Eu lembro até hoje como minha vida – realmente – começou.

Eu não era nada, eu não tinha ninguém. Eu era apenas Hinata Hyuuga, uma simples herdeira fraca demais para ser colocada no pedestal que lhe era devido pelo sangue. As pessoas não conseguiam me amar, elas sentiam pena de mim. Sentiam "pena" quando eu falhava, sentiam "pena" quando eu tentava me reerguer. Eu não queria o pesar... Eu queria o amor!

E era por isso que eu me contorcia debaixo das cobertas á noite, sonhando com o toque delicado que eu nunca pude imaginar sentir. Oh, sim, eu sabia como queria ser tocada. Sabia a intensidade, sabia a quantidade, eu sabia tudo. Mas também sentia que ninguém iria se aproximar de mim daquela forma, eu não tinha os atributos necessários. Eu não era bonita como minha amiga Ino, formosa como minha rival Sakura ou até espontânea como minha colega Tenten. Eu, nos meus – desajustados – quinze anos, não tinha nada que pudesse agradar á um homem. Ou pelo menos, era o que eu pensava... Até aquele dia, no campo de treinamento do time 8.

O sol estava baixando gradativamente no céu, indicando o seu alvorecer, enquanto eu continuava á esmurrar aquele tronco de árvore até minhas mãos sangrarem.

- Assim, você vai acabar sem mão, Hinata... – disse uma voz risonha e sarcástica, acima de mim – E quem vai cozinhar aqueles maravilhosos dangos pra mim?

- Oras... Você pode pedir para sua irmã... Kiba-kun... – respondi sorrindo e limpando o suor da testa com a manga do casaco.

Kiba saltou do galho onde estava e juntou-se á mim no chão, sorrindo travesso, como sempre. Aquele Inuzuka extrovertido e briguento só conseguia sorrir daquela maneira comigo, ou pelo menos era o que eu gostava de pensar. Ele sempre foi afável e incentivador, apoiando-me não só com o pesar, mas com um sentimento dele que eu não sabia identificar.

Nós tiramos os nossos casacos e colocamos no gramado, para que não nos pinicasse quando sentássemos, abrimos o meu obentô que estivera guardado para o almoço e dividimos, após minha insistência.

- Onde está o Akamaru-chan? – perguntei, sentindo a falta de um focinho peludo ao nosso redor.

- Hm... Ele está no meu distrito... – respondeu Kiba, engolindo rapidamente o que tinha na boca – Hoje ele vai virar um "cachorro grande".

- Como assim? – perguntei, estranhando a expressão.

- Ele já tem idade o suficiente, então foi decidido que está na hora dele cruzar com uma fêmea e ter sua própria ninhada. – ele me explicou, com um sorriso verdadeiro nos lábios – Aquele sortudo vai me passar pra trás pela primeira vez, heheh...

- Oh... Compreendo... - eu não sabia o que dizer e podia apostar que estava corada como sempre só pelo jeito que Kiba riu de mim.

- Bom, tem sempre uma primeira vez pra tudo, não é, Hina? – sugeriu Kiba, colocando as mãos atrás da cabeça e recostando-se no tronco de árvore.

- Bom... Para alguns... – murmurei, encostando-me junto á ele no tronco.

- Você não acha que todos precisam de uma "oportunidade"? – perguntou ele, virando-se para mim.

- "Precisar" nem sempre é o mesmo que "poder"... – respondi, virando para ele também – Eu quero... Mas não posso...

- Você ainda sonha com o Naruto-baka, não é mesmo?

Meus olhos se arregalaram ao ouvir a pergunta bruta, feita de modo tão sereno. Ele sabia. Bom, isso não era novidade... Era algo que todos sabiam. E o que mais me deixava envergonhada, era sentir a compaixão por parte de todos aqueles que sabiam que eu nunca teria o homem que eu amo ao meu lado.

Eu abaixei o rosto para evitar que Kiba pudesse ler meus sentimentos através de meus olhos. Foi quando ouvi sua risada convencida e senti seus braços rodeando meus ombros e minha cintura.

- Que tal se eu te der mais uma coisa pra sonhar, hein?

Não tive tempo para pensar, responder e muito menos reagir, quando dei por mim, eu estava sentada sobre o colo do meu melhor amigo, sendo beijada pela primeira vez na minha vida. Não era um beijo calmo, mas não era um beijo possessivo, era simplesmente necessitado e desejado. E devo reconhecer, que era mais do que ansiado, por ambas as partes.

Eu sentia as mãos fortes de Kiba pressionando o meu corpo contra o dele, enquanto eu enrolava os meus dedos por entre aqueles revoltosos fios castanhos. Quando interrompemos o beijo por falta de ar, ele simplesmente continuou á beijar o meu rosto, o meu pescoço... Deixando-me quente. Eu nunca imaginei que aquilo pudesse acontecer, principalmente entre eu e um dos meus melhores amigos. Mas também não tinha como negar que estava tremendo por dentro com a sensação maravilhosa que era sentir-se desejada. Mas foi quando Kiba olhou para mim, encarando-me com aqueles olhos castanhos, percebi o quão faminto ele estava por mim.

- Eu vou dar á você algo que nunca conseguirei dar á qualquer outra mulher... Independente de quem seja... – disse ele, ofegante, passando a mão carinhosamente pelo meu rosto – Eu não quero que você me ame ou que mude suas atitudes em relação á mim. Hinata, o que teremos é algo unicamente para nós dois, algo que no momento é desejado, compreendeu?

- Ha... Hai... – respondi, olhando bem dentro daqueles olhos castanhos.

- E você tem certeza de que é isso mesmo que quer? – perguntou ele seriamente – Quer dizer... Você confia plenamente em mim pra seguir em frente com isso?

- Hai... Eu confio em você, Kiba-kun... – respondi sem medo.

- Então, eu vou ser somente seu, por agora... – murmurou ele, com seus lábios aproximando-se dos meus – E você será minha...

E lá estávamos nós dois, nos beijando fervorosamente mais uma vez. Eu nunca havia sentido nada tão eloquente como aquele sentimento que invadia meu peito. Algo abrasador, instintivo. Tudo em Kiba estava me atraindo, o seu cheiro, seus braços em torno de mim, o cabelo castanho ao qual eu me agarrava para não alçar voo. E quando ele passou á beijar meu rosto e meu pescoço, era como se estivesse fazendo uma trilha de fogo por debaixo da minha pele. E não contente, o Inuzuka começa á distribuir algumas mordidas frívolas por onde passava, puxando a gola da minha blusa para o lado para ter livre acesso ao meu trapézio.

E foi quando algo dentro de mim se acendeu. Eu senti uma sensação nova me preencher por completo, como se em minhas veias corresse óleo fervente. Tomando atitude pela primeira vez em minha vida, eu puxei o rosto de Kiba para mim, beijando-o exatamente como ele fez comigo. Eu tracei uma linha imaginária de sua boca, passando pela ponta do queixo para então ir á lateral, depois descendo para o pescoço forte. Eu senti como sua respiração mudou e como os seus olhos se fecharam para aproveitar a sensação, mas minha vitória veio logo depois, quando senti suas mãos apertarem as minhas nádegas, após eu dar uma leve mordida em seu pescoço. Inconscientemente, soltei um gemido. Aquela sensação quente apenas crescia mais e mais dentro de mim, ainda mais quando senti as mãos calejadas de Kiba subirem e levantarem a minha blusa. Não querendo ficar para trás, eu também puxei a camiseta dele, sendo prontamente atendida quando ele ergueu os braços para que eu retirasse a peça de roupa.

Porém, o Inuzuka queria mais. E no fundo, eu também. Eu queria que ele me descobrisse, que ele visse aquilo que eu poderia oferecer, eu queria saber se eu era boa o suficiente. Então o meu coração se acelerou mais quando os dedos hábeis dele soltaram a ponta da faixa que segurava os meus seios. Sem nem os menos piscar, ele "desenrolou" toda a faixa, expondo os meus seios. Algo dentro de mim gritou de vergonha, afinal, eles sempre foram maiores do que a maioria das garotas da minha idade e eu sempre tentei fazer de tudo para comprimi-los e esconde-los. Mas ao ver os olhos de Kiba brilharem como duas pepitas de ouro, eu soube: aquilo era exatamente o que ele queria. Deixando a faixa de lado, ele envolveu meus seios com as mãos, apertando-os levemente e me fazendo suspirar com a surpresa do toque. Um sorriso travesso desabrochou nos lábios do meu melhor amigo e logo depois, os mesmos lábios cobriam os meus mamilos numa carícia sensual – e até mesmo quase gentil.

Eu gemia baixinho, segurando-me aos ombros largos e fortes de Kiba, sentindo que ele estava tão incontrolável quanto eu. Num golpe de mestre, o Inuzuka se virou, jogando-me ao chão e deitando-se sobre mim. Os beijos eram incessáveis, as mãos tateavam e apertavam delicadamente, como se não soubessem por onde continuar. Tomando as rédeas mais uma vez, eu tomei uma das mãos dele entre as minhas e beijei as pontas dos dedos delicadamente, logo depois, deslizando-a sobre o meu corpo até o meio das minhas pernas. Kiba sorriu mais uma vez e começou á me acariciar ali, vendo-me arfar. Apenas para se sentir no controle, ele enlaçou a mão livre nos meus cabelos negro-azulados enquanto continuou á brincar com a língua em meus seios. Eu sussurrava o nome dele ao mesmo tempo em que arranhava suas costas musculosas, fazendo com que ele grunhisse como um animal sedento. E eu estava adorando! Eu sabia que ele estava tão desejoso de mim quanto eu estava por ele. Era exatamente isso que eu sempre quis, embora desejasse – primeiramente – que fossem outros braços á me possuir. Mas agora já não mais importava, pois naquele momento, no mundo todo existíamos apenas Kiba e eu.

Erguendo-se sobre mim, o Inuzuka ficou de joelhos e retirou as minhas sandálias e as dele igualmente. Logo depois, eu vi a minha calça ser desabotoada e sumir junto com a minha calça pelo gramado ao nosso redor. Sem quebrar o contato visual eu também ergui o meu corpo e tratei de desabotoar as calças dele, baixando-as até o joelho dele junto com a cueca. Esse foi o momento em que voltei a minha atenção para o que estava á minha frente: um membro pulsante e viril que ansiava pelo meu toque. Delicadamente, eu o envolvi com uma das mãos, fazendo um movimento de vai e vem. Kiba soltou um gemido rouco e colocou as mãos em meus ombros, incentivando-me á continuar. Então eu tive a vontade súbita de coloca-lo na boca. E assim o fiz! Passando minha língua em volta da ponta e depois por toda a extensão, para enfim coloca-lo boca-à-dentro. As mãos dele passaram para a minha cabeça, segurando meus cabelos com força, porém ele sabia que eu faria aquilo á minha maneira. Ele não reclamou em nenhum momento enquanto eu lambia e sugava aquele membro, do jeito que eu queria. Eu ergui os meus olhos lilás perolados para ver o rosto de Kiba e o que vi me aqueceu ainda mais. Os olhos castanhos famintos por mim, as bochechas coradas por debaixo das tatuagens triangulares – a marca de seu clã –, a boca entreaberta, expondo os caninos protuberantes. Sim, aquela era a expressão de desejo que eu tanto ansiei!

Sem aguentar mais, eu me afastei e me deitei sobre as nossas jaquetas, vendo Kiba terminar de retirar as últimas peças de roupa que ainda mantinha no corpo. Quando ele se deitou sobre mim, encaramo-nos profundamente. Aquilo era o que precisávamos. Apenas um pouco de paixão para trazer cor á nossas vidas cinza. E com uma delicadeza que eu não pensei poder sentir, o meu melhor amigo me beijou de uma forma cativante, fazendo com que nada mais existisse entre nós e o nosso desejo apaixonante. Então ele se encaixou por entre as minhas pernas e no segundo seguinte, a nossa virgindade foi tirada.

Uma dor forte me invadiu, como se algo dentro de mim tivesse sido rasgado com uma kunai. Não foi preciso que eu gritasse, as minhas lágrimas foram mais do que o suficiente para que Kiba percebesse que havia me machucado. Não era culpa dele e eu não queria que ele se sentisse mal por isso, porém, eu não conseguia impedir as lágrimas cálidas que rolavam. A vergonha tomou conta de mim mais uma vez e então eu fechei os olhos. Eu só queria que acabasse logo.

Porém, mais uma vez Kiba me surpreendeu com a sua delicadeza e com o seu zelo. Como um filhote que faz estripulias e pede desculpas ao dono, o Inuzuka começou á lamber cada uma das lágrimas que escapuliam, sem dizer uma só palavra. Quando a confiança voltou, eu abri meus olhos e me deparei com aqueles mesmos olhos castanhos. Eles ainda estavam famintos, porém eu sabia que ele não faria nada sem a minha permissão. Eles estavam ali desde o começo, por mim e para mim. Eles eram os meus olhos famintos! Eu estendi minhas mãos ao lado da minha cabeça e ele entrelaçou seus dedos com os meus. Aquele era o sinal que precisávamos para continuar. E então, Kiba tornou a mover o quadril contra o meu, iniciando um movimento de vai e vem lento. A dor persistiu por vários minutos, mas eu estava decidida á esquecê-la. Eu já havia sofrido com muita dor e pesar, então agora seria o nosso momento de prazer.

Quando dei por mim, a dor havia sumido e dentro de mim só existia desejo e paixão. Ansiando por mais, eu comecei á corresponder com os movimentos, abrindo ainda mais as pernas e mexendo meu quadril em direção á ele. Os nossos gemidos e suspiros começaram á preencher o local, sendo elevados pelo vento até ao sol que se punha no oeste. Em pouco tempo, os nossos corpos estavam cobertos por suor, brilhando intensamente com a luz dourada que nos cobria. A sensação de ser desejada era muito melhor do que eu poderia imaginar, e por mais que aquele não fosse o rapaz com quem eu sonhei á vida toda, aquele era o meu melhor amigo. O rapaz arredio que eu tinha sob os meus braços, por entre as minhas pernas, e que eu tinha a total certeza que nunca seria controlado por ninguém. Sim... Aquilo era mais do que o suficiente no momento. Aquele sentimento era sublime.

As sensações de prazer se alternavam em ondas sinuosas até o momento em que algo dentro de mim começou á crescer em tamanho e forma totalmente desproporcional.

- Hina... Eu não... Aguento mais... – confessou Kiba por entre os gemidos roucos que soltava uma hora ou outra – Eu... Eu vou...

- Tu... Tudo bem... Kiba... – murmurei de volta, soltando uma das mãos e colocando em seu rosto – Vem... Junto... Comigo...

Como se aquilo fosse o incentivo que bastava para terminar com resto de sanidade que nos cabia, Kiba começou á se movimentar cada vez mais rápido dentro de mim, escondendo o rosto na curva do meu pescoço, e fazendo com que aquela onda crescesse mais no meu interior. E então, como um vulcão em erupção, aquela sensação arrebatadora nos envolveu por completo e nos fez chegar ao primeiro orgasmos juntos, como um só.

Com calma, fizemos nossa respiração voltar ao normal. Kiba ergueu o rosto e olhou bem dentro dos meus olhos mais uma vez. E nós dois sorrimos. Eu e meu melhor amigo tínhamos quebrado uma barreira invisível que impedia que eu alçasse os meus voos. Agora eu não precisava mais ter medo ou vergonha de mim, pois eu sabia que poderia ser uma garota – minto, uma mulher – desejada por qualquer homem.

Mais tarde, quando "voltamos á ser os mesmos de antes", nós dois voltamos até o centro da vila, onde paramos no Ichiraku e comemos um bom lamen. Outra coisa que aprendi é que ser dona de olhos famintos também te deixa faminta. Kiba e eu nos tratamos com o mesmo respeito e carinho de antes, ainda éramos os melhores amigos que podiam haver no mundo. Mas agora eu estava diferente, eu me sentia forte e segura.

Talvez fosse por isso que Kiba veio me dizer – assim que saímos do Ichiraku – que desde que entrara, Naruto não parava de olhar diferente pra mim. Eu sorri internamente... Logo mais, haveriam outros olhos famintos.

E eles seriam somente meus.

Notas finais:

E então? Que tal ficou?!

Gente, vou ser bem sincera: eu tava com um MEGA medo de postar a continuação da fic. Uma: porque a fic está em 1ª pessoa, sendo o meu primeiro grande desafio; outra: mew... tem hentai... e é como se fosse eu dizendo essas palavas... *tomando o 5 copo de água com açúcar*

Enfim, eu espero que tenham gostado e que continuem acompanhando. Afinal, como disse: esse é só o começo da nossa saga quadrilátera! E se vocês acharem que eu mereço um review, não custa nada e ainda mais me deixar mais feliz do que tudo!

Beijos mil e até o próximo capítulo!