Disclaimer

Que bom que vocês não me apedrejaram pelo primeiro capítulo... (Confesso que morria de medo...) Fiquei muito contente com as reviews e os comentários, como já expliquei a muitas nos e-mails, sou meio inexperiente no meio dos escritores de fic, então às vezes fico meio perdida... Mas agradeço o incentivo de todos!

E uma novidade: dêem as boas vindas à minha revisora, queridíssima Bruna-chan!

Oie leitores! Sou a Bruna de L&T e IdP e estou aqui auxiliando minha querida amiga Kisa-chan, apenas auxiliando porque essa garota tem muito talento e me surpriende a cada capítulo! Enfim, espero que vocês curtam esse capítulo, como eu. E não deixem de acompanhar, porque essa fic promete! Bjks da Bruna!!

Peço desculpas pela falta de música, mas é que o capítulo acabou se desenrolando de uma maneira que nem eu esperava... E não achem que ele está meio fora do contexto, ele é primordial, prestem atenção nos detalhes... Beijões!

Embora eu quisesse muito, é, CCS continua a não me pertencer, mostrando a crueldade do mundo... Aff...

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

APARÊNCIAS

Capítulo 2

Oito e meia da manhã, havia pelo menos uns três ou quatro anos que não acordava tão cedo. Mas simplesmente não conseguira se manter na cama! Os olhos verdes ainda sonolentos encontraram outros olhos, estes de um violeta tão vívido que ela não suportou encarar por muito tempo, rindo alegremente àquela hora da madrugada.

- Já acordada? Mas ainda não são nem meio-dia? – Tomoyo ria do rosto ainda confuso de Sakura.

- Não consegui mais dormir... E você ainda está em casa? Não vai trabalhar hoje?

- Hoje é quinta, esqueceu?

- Ai, caramba! Sua audição é hoje! – derramou um pouco do café que bebia sobre a camisola – Ai, ai, ai... Eu ainda estou dormindo, sabia? – Sob o balançar negativo da cabeça da prima, Sakura notou que esquecera algo importante – Ai, ai, ai, já faltam vinte pras nove, nós vamos nos atrasar! Espera, quem ainda não está pronta sou eu! Ai, ai, ai...

Correu ao quarto, o banho não durou mais que dez minutos, um recorde para si mesma. Optou por um vestido bem solto, facilitaria na hora de tocar. Tomoyo já esperava na porta quando pegou o estojo e saiu do apartamento. Pegaram um táxi, não queria sair por aí arrastando sua preciosidade em qualquer ônibus... O teatro era perto, não demoraram mais que dez minutos para chegar.

Tomoyo seria a décima a se apresentar. Quem mandou não chegarem cedo? Ok, culpa unicamente dela... Avistaram um apreensivo Eriol, que as esperava.

- Pensei que havia me enganado de dia! – deu um beijo cálido em Tomoyo – Como se sente hoje? Pronta para vencer?

- Eu estou bem, mas você... Tem de parar de ir dormir tão tarde, Eriol!

- E de beber tanto... – Sakura se intrometia.

- É, e de beber tanto, querido... – ela alisava a lapela de seu terno – Você não devia estar na empresa?

- Achou que eu perderia a sua apresentação? Que espécie de noivo seria eu?

- De espécie nenhuma, vocês nem são noivos! – Sakura melava mais uma vez o clima de romance.

- Estão chamando, Sakura!

As duas dirigiram-se rapidamente ao palco, no qual Sakura sentou-se a um canto e Tomoyo tomou o microfone principal. Tirando o violoncelo do estojo, a menina o apoiou sobre o ombro esquerdo, preocupando-se também em postar a partitura na página correta. Tocar o Réquiem XIII Agnus Dei, de Mozart, em um arranjo somente para violoncelo não seria fácil, tampouco ortodoxo. As cordas soaram uma vez e a voz de Tomoyo ressoou por toda a sala, doce e imponente como só ela sabia ser.

Os jurados haviam parado perante tamanha potência. Era uma soprano como poucas, tanta leveza e força em uma única voz era raro. Ela fechara os olhos, assim como Sakura, enquanto entoava o canto gregoriano. Eriol vibrava em sua cadeira, contendo-se até o fim, quando a aplaudiu efusivamente. A garota desceu do palco sob grande ovação, os jurados imediatamente a parabenizaram. Com uma voz daquela iria longe, disse-lhe alguém, enquanto a garantia, definitivamente, o lugar de soprano da Companhia de Ópera Japonesa.

- Eu nem acredito! – Tomoyo comentava enquanto se dirigiam a um restaurante próximo, a convite de Eriol, para almoçar – Quanto tempo eu tomei com aulas de canto para conseguir a vaga! Agora nem parece verdade!

Eriol a puxou para si, beijando-a ardentemente, ao que Sakura voltou o rosto levemente, evitando a cena.

- Você é a mulher mais perfeita do mundo! Claro que essa vaga já era sua! E ai deles se não a dessem a você, teriam de se ver comigo!

Entravam no restaurante, quando uma mesa em especial lhes chamou a atenção. Enquanto todas as mesas eram ocupadas por grupo de pessoas, quando menos um casal, aquela era ocupada por uma única pessoa. O notebook apenas escancarava mais a solidão daquele almoço.

Um copo de água, alguns papéis, uma caneta entre os dentes, óculos de leitura e uma gravata frouxa podiam definir Li Syoran naquele momento. Almoçava sozinho todos os dias, achava desperdício de tempo ir para casa comer, além de Wei muito certamente não deixar que trabalhasse enquanto o fizesse. E aquelas contas não fechavam pela décima quinta vez... Passava a mão nervosamente sobre os cabelos, apenas aumentando o desalinho do look. E aumentando a curiosidade de certos olhos verdes, os primeiros a identificá-lo na multidão.

- Aquele não é aquele seu amigo, Eriol, o que estava no Suki ontem?

- Onde? – Eriol procurava aonde Sakura apontava – Sim, é o Syoran sim.

O rapaz iniciou uma caminhada cambaleando entre as mesas apertadas até o amigo, seguido das duas moças. Não foram percebidos até o toque de Eriol no ombro do concentrado empresário.

- As contas não fecham? Por que pra eu perder a compostura em pleno Maison Gris só se as contas não fecharem...

- Ah, oi Eriol, não o vi chegar... – virou-se para contemplar o amigo, logo cruzando com os curiosos olhos verdes – Almoço em família? Creio que esta seja sua famosa noiva, não?

Espera, ele não falara com ela? Tinha certeza de que ele a vira, então por que não falara com ela? Ah, ele estava ficando abusado, isso estava...

Syoran levantara-se para beijar respeitosamente a mão de Tomoyo, que lhe fora apresentada como a mais nova soprano da Companhia de Ópera Japonesa.

- Um champanhe para comemorar, que tal? São meus convidados, sentem-se, por favor!

Ele retirava os óculos enquanto puxava a cadeira para que Sakura sentasse, e ela não pode negar que ele tinha charme. Sentiu um arrepio percorrer o corpo ao sentir a boca dele tão próxima de seu ouvido:

- Espero que não tenha esquecido do nosso compromisso de mais tarde, Dama de Gelo... – ele lhe falava ao ouvido, mas ela podia adivinhar o sorriso que ele tinha nos lábios.

- Tínhamos algo marcado, senhor Li? – ela lhe fazia um rosto desavisado, mas falava alto a fim de que os outros da mesa ouvissem – Realmente não me lembrava de termos marcado nada...

- Penso que tínhamos, senhorita Kinomoto. – ele concertava displicentemente a gravata – Creio até que nossos amigos aqui presentes adorariam nos acompanhar no que planejei para nossa agradável tarde de hoje... – chegou bem perto dela, falando-lhe novamente ao ouvido – Muito oportuno para que não fuja...

Ela riu, ele sabia ser divertido. Kinomoto Sakura, fugindo? Duas sentenças que não combinavam... Virou o rosto, o dele ainda extremamente próximo, quase uma afronta:

- Não creia nisso, senhor Li.

Ele precisava desconcertá-la com aquele riso? Tomoyo e Eriol apenas observavam aquela guerra fria. Syoran afastara-se dela, ainda o riso na boca, voltando-se ao notebook.

- Vamos deixar as contas pra mais tarde, não? – fechara o computador – Que tal se almoçássemos? Confesso que mais um pouco sem comer e meu estômago nos fará passar vergonha com manifestações próprias...

O almoço transcorreu sem mais percalços, a exceção de uma ou outra indireta entre Syoran e Sakura. A Dama de Gelo começava a se dobrar, demonstrando algum interesse pela disputa de gênios. Syoran, ciente disso, fazia questão de se mostrar extremamente atencioso em certos momentos e igualmente frio em outros, incitando dúvidas na mente de Sakura. Fosse da maneira que fosse, ela pensaria nele.

Terminavam a sobremesa quando Syoran notou o estojo ao lado de Sakura.

- É um violoncelo ou um contrabaixo?

- Violoncelo.

- Não sabia que você tocava. Podia tocar para nós mais tarde, durante o passeio.

- Só toco quando estritamente necessário. – ela baixara o rosto, uma nuvem baixando sobre seus olhos.

Syoran insistiria, se não fosse o pedido mudo de Tomoyo para que não continuasse. Sakura levantou-se logo da mesa, agradecendo pelo almoço e despedindo-se imediatamente.

- Eu poderia levá-la em casa.

- Só se você se chamasse Tsukishiro Yukito.

Sem mais palavras, os olhos marejados, dirigiu-se à porta e saiu sem olhar para trás.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Ora, ora, pessoinhas que me lêem, mais suspense... Estou igualmente esperando o que acontecerá, a cabeça da pobre Kisa-chan está um emaranhado de idéias, não sei o que escrever primeiro! Bom, não posso adiantar muito do que planejo, mas uma coisa posso dizer: o próximo capítulo promete! Acompanhem, como bem sugeriu a Bruninha-chan!

E obrigada, Bruninha-chan, só você pra me ajudar nesse emaranhado de idéias... Até o próximo, beijões!