cap.2- Eu vou treinar voce.


Jasper se esqueceu de contar com isso. Alice era Linda! E haviam por ai muito homens desrespeitosos que notavam isso também. Com uma mulher como Alice isso era de ruim á perigoso.

- Por que uma boneca como você está andando por ai sozinha?- perguntou um dos homens de dentro do carro prateado, se inclinando para fora e umedecendo os lábiois de forma maliciosa.

Correu os olhos por toda a extensão do corpo de Alice.

- Estou perdida, eu acho – ela se remexeu, inquieta. Pôde ver risos baixos entre o 3 rapazes enquanto eles se entreolhavam.

- Para onde quer ir, moça? –

- Para Woshington. Sabem para onde é? – Alice animou-se de imediato pela possibilidade de encontrar o rumo certo que lhe levaria até sua família.

Os rapazes trocaram outro olhar rápido antes de um deles voltar á falar.

- Podemos te levar lá, se quiser. Não é longe e seria um prazer.

Alice sorriu. Se segurou para não correr até Jasper pulando feliz pela ajuda que estavam dando. Mas estava zangada com ele, então...

- Oh, obrigada! – ela deu um passo em direção ao carro. Mas antes que conseguisse chegar á porta do veiculo sentiu um aperto em seu braço, virando-a bruscamente e logo se deparou com um Jasper com uma expressão não muito amigável.

- O que pensa que está fazendo? – perguntou ele entre dentes. Estava se segurando.

- Estou dando o meu jeito! – ela retrucou geniosa – Já que você não me quer por perto – a última parte perdeu um pouco a força, já que lhe doía essa constatação.

Ele a fuzilou." Petulante!". Tudo bem que metade disso era culpa dele e era por isso que não conseguiu tirar seu olhar dela. Mas era absurdo ela pensar aquilo, já que foi exatamente o incômodo de sua ausência que o fizera vir atrás dela.

-Sumam daqui – ele murmurou ríspido olhando para os rapazes por sobre o ombro dela.

- Não! Eu vou com eles!- ela tentou se livrar das mãos fortes dele. Só não sabia se queria exatamente isso.

- Não vai!

- Eu vou!

- Não vai e ponto! – exclamou em tom definitivo e logo se virou novamente para o carro com um olhar ainda mortal – Saiam daqui.

Por um momento os homens hesitaram e se entre olharam. Jasper mandou a maior sensação de medo que podia, fazendo-os arrancarem com o carro quando um rosnado saiu de sua garganta.

- Eu odeio você! – Alice o empurrou.

Aquelas palavras doeram em Jasper, mas nem ele conseguiu lhe responder por que. Não gostou da sensação de ter ela o odiando.

- Você é uma teimosa – ele disse baixo, desviando o olhar dela e re-encaminhando para a floresta do outro lado da rua, não querendo demonstrar o quanto lhe incomodou aquelas palavras.

- E você é um mandão – ela retrucou ainda parada.

Jasper apenas a olhou por sobre o ombro, mas nada disse, nem mesmo parou de andar.

Ela não sabia se podia segui-lo. Sua vontade era de já estar lá, mas vira o quanto sua expressão caíra depois de suas palavras estúpidas e mentirosas.

- Jazz? – chamou receosa.

- Hummm – ele murmurou, pulando um pequeno tronco de carvalho caído.

- Será que eu poderia ir com você?

Ele parou e se virou para ela com uma expressão estranha.

- Achei que me odiasse – murmurou novamente com um pingo de ressentimento.

Alice instantaneamente se arrependeu de suas estúpidas palavras.

- Eu disse quando estava zangada, Jazz – ela se remexeu, inquieta, quando a expressão do rosto dele não se modificou, permanecendo fria – Não é verdade, eu não odeio você – admitiu sentindo todo o desespero de tentar expressar o quão contrário era o que sentia – Me desculpe?

Jasper se viu hipnotizado por aquele par de olhos grandes e dourados, que dava um contraste nojento em relação ao seu vermelho de sangue. Do nojento sangue humano. Se viu travado, não conseguiu pronunciar uma resposta suficientemente inteligente para reponde-la.

- Sim – foi só o que conseguiu murmurar. Ela levantou levemente os cantos da boca, em um divino meio sorriso. Ela não o estava ajudando. Talvez estivesse rindo da incoerência momentânea dele .Ela precisava de algo mais caloroso e consistente para não pensar que aquela seria sua única resposta; fria e dura. Então Jasper obrigou-se a continuar – Quer dizer, não foi muito educado ou gentil de minha parte ter dito aquilo para você – ele esboçou um sorriso tímido, desculpando-se – Gosto de sua companhia e quero que me acompanhe – continuou, desviando o olhar, receoso. Por Deus! Era apenas uma mulher! Já falara com outras mulheres antes

A diferença era que aquela o perturbava, de uma maneira até vergonhosa para ele. Perturbava seus pensamentos, sua falas, sua concentração. Até seus movimentos!

E isso o irritava.

Ficou impacientemente esperando que ela respondesse que continuaria em sua companhia.

- Posso mesmo? – ela esboçou um largo sorriso, quicando no lugar.

Jasper não pôde evitar sorrir. Naturalmente.

- Me promete que deixará meus olhos iguais aos seus? – se pegou fazendo essa pergunta.

- Bom – ela se aproximou perigosamente dele. Ela realmente não tinha noção do perigo que ela era – Você sabe o porquê desses olhos. Quero que você mude Jazz. Quero que pare de se martirizar, que pare de sofrer. Eu quero ficar com você.

Algo inflou dentro dele e um sorriso bobo brincou em seus lábios.

- Isso te deixaria feliz? Você iria dar aquele sorriso outra vez?

Alice não respondeu, mas seu sorriso foi tão largo e sua felicidade tão grande que ela não se controlou, quando viu já estava colada, outra vez, ao tronco másculo e bem trabalhado dele.

- È, acho que me deixaria feliz – disse contra seu peito no momento em que ele estreitou seus braços em sua cintura, a aproximando mais.

"Perdendo o fio da linha", ele pensou.

Andavam devagar pela floresta, ora em uma conversa, ora em um agradável silêncio.

Jasper sentiu uma irritação no ar.

Alice.

- O que foi?

- Droga Jazz, vou precisar de um sapato novo, essa sapatilha está detonada dessa terra preta, argh.

Jasper não pôde deixar de gargalhar. De repente ela parou, concentrada.

- O q...

- Está sentindo? – ela sorriu – Um bando de leões da montanha. Vamos, Jazz – ela correu, puxando-o pelo braço.

Alice olhava fixamente para uma leoa á 100 metros da árvore onde ela estava. Estreitou os olhos, encarando sua perigosa e sombria presa. Era um animal intimidador, tinha que admitir, mas não era páreo para seu instinto muito superior. Certo?

Jasper também já escolhera seu felino. O maior e mais corpulento, que talvez pudesse aplacar sua sede. Correu em máxima velocidade, deixando-se ser guiado completamente por seus instintos, atacando certeiramente o pobre animal. Com uma única joelhada imobilizou o animal, deixando-o meio desequilibrado enquanto o mesmo rugia ferozmente quando sentiu os dentes de Jasper em sua jugular.

Jasper drenava todo o sangue do animal com destreza enquanto Alice apenas observava, esquecendo até mesmo sua própria presa. Não conseguia desviar os olhos do corpo musculoso a sua frente enquanto ele estava debruçado sobre o animal.

Os músculos das costas e dos antebraços se remexiam a medida em que ele se movia, ficavam rijos e relaxavam, rijos e relaxavam...e aquilo a estava matando. Um ardor gostoso ia subindo de suas pernas até seu baixo ventre.

Seguiu a linha de sua nuca e desceu pelas costas, mesmo que sobre o tecido. Sua boca pareceu encher d'água só com a imagem da mesma deslizando por todo aquele corpo...Céus! De repente ele virou a cabeça em sua direção, com uma ruga entre a testa. Sua expressão era indecifrável enquanto a fitava.

Jasper parara de sugar o sangue do animal já desfalecido assim que começou a sentir emoções diferentes vindo da pequena que estava um pouco atrás dele. O calor que ele muito conhecia, os desejos foram os mesmo quando a viu caminhando ao seu lado, com aquela calça jeans torturalmente apertada e sua regata que dava uma visão do que ela tampava, que não revelava muito, mas já era o suficiente para ele dar sinais de vida.

Ele não podia negar que ela o atraía, mas aquilo era loucura, quer dizer, se conheciam a somente algumas horas, por Deu!

E por todo esse tempo ele tentou esconder isso, pois não era muito certo nem educado desejar o corpo curvilíneo dela, imaginar o gosto de sua boca quando sua língua encontrasse com a dele; desejar aquela pele macia sem empecilho algum sob seus dedos ágeis...

Ele balançou a cabeça á fim de clarear as idéias. Tinha que falar alguma coisa para desviar a atenção dela para que não notasse o quanto sua ereção quase rasgava nas calças.

- Então – pigarreou – Acho que é sua vez.

Alice sorriu e logo relaxou. Era confuso o modo como suas emoções mudavam de minuto á minuto. Ela encarou a leoa, que agora já caminhava á alguns metros mais longe. Bom, sempre pegara animais menores, menos ágeis. Mas não deveria ser tão difícil, certo? Afinal, Jasper fizera tudo tão rápido, com tanta facilidade! E ainda era a sua 1º vez! Então não deveria ser o fim do mundo. "Quer dizer, aonde está a Alice confiante?"

Ela se posicionou em forma de ataque e esperou o momento perfeito, então avançou certa em sua precisão. Podia até sentir o veneno inundando sua boca e quase conseguiu sentir o sangue daquele animal escorrendo por sua garganta.

Mas então no último momento o animal a olhou e em um movimento rápido saiu em disparada de sua reta e tudo aconteceu rápido demais. Alice bateu com tudo em um enorme carvalho e afundou em um monte de folhas secas dali de baixo. Ao longe, apenas viu a leoa a olhando com olhos orgulhosos de si mesma, virou e seguiu calmamente.

Alice levantou-se em um rompante, batendo sua roupa a fim de retirar as folhas e os pequenos galhos, tirar também de seu cabelo e até de dentro de sua boca. Então ouviu um estrondo logo á sua frente. Uma gargalhada.

Era Jasper, tremendo de tanto rir.

Alice bufou indignada.

- Deveria ver sua cara! – disse ele com dificuldade.

- Não tem graça! – ela ralhou, saindo do mar de folhas.

- Tem sim – disse ele mais controlado. Quando fora a última vez que rira realmente com vontade? Fazia décadas! Talvez nem houvesse sido na vida vampírica. E era até bom reviver tantos sentimentos diferentes.

- Não, não tem – murmurou geniosa e passou batida por ele, pisando duro em direção a floresta.

Jasper a acompanhou com o olhar sem nada a dizer, mas antes que ela entrasse pelas árvores ele agarrou seu pulso, a fazendo virar-se levemente.

- Você não tem muita agilidade. Quer dizer, não o suficiente para todas as situações. O treino com o coelho não é grande coisa, não para uma caçada como essa.

- Ah que ótimo, sou uma vampira fracassada – ela riu irônica, e tentou re-caminhar. Mas, mais uma vez ele a puxara, bruscamente agora, fazendo seus corpos se chocarem.

- Não é uma fraqueza – disse ele, tentando manter seu tom natural. Mas ela estava perto demais e por uma fração de segundos ele esteve a ponto de não resistir e beijá-la – Na verdade, é natural da maioria dos vampiros. Necessita prática para conquista o dom de ser certeiro em algumas coisas. Só acho que é perigoso para certas pessoas que não conseguem, principalmente para você – admitiu ele se esquecendo de refrear a língua.

- Por que principalmente para mim?

"Por que você é deliciosamente tentadora e certamente outros percebem isso", pensou.

- Não parece ser do tipo que foge de uma luta – mentiu. Bom, talvez não tenha mentido, apenas pronunciado uma meia-verdade.

Ela apenas sorriu, o que serviu de confirmação para ele, que murmurou um "encrenqueira" – Então seria bom saber lutar. Decentemente – ele zombou, recebendo uma fuzilada – Quer dizer, um vampiro seria menos gentil do que aquele felino. Ele não sairia andando. Voltaria e arrancaria sua cabeça antes que você piscasse – disse ele, sério.

Alice estremeceu diante de suas palavras. Jasper até se sentiu mal por assustá-la, mas não pode evita o frio de sua voz só de cogitar a possibilidade de alguém a machucando, por menos que fosse o dano.

Porém, ele sabia que poderia acontecer e talvez ele não estivesse por perto. Por mais que soasse absurdo, não estar perto dela, poderia acontecer e ela precisava ser bem treinada, para poder se defender sozinha. Precisava treiná-la para se sentir tranqüilo. De repente, a segurança daquela mulher parecia o mais importante para ele – Posso treinar você – propôs ele por fim.

Alice inflou-se. De novo. A possibilidade de poder ficar com ele mais esse tempo a reconfortava. E seria ainda bom, assim não seria uma tola que paga mico. Apesar de que o riso dele era maravilhoso para ela. Se chocaria com milhares de árvores se pudesse ouvir sua risada.

- Podemos começar agora mesmo? – pediu animada, arrancando um pequeno riso dele.

"Droga", praguejou ele em pensamento, "Estou virando um bobo, aqui".

- Acho melhor você se alimentar primeiro, não tem como praticar muito bem de barriga vazia.

Ele sorriu, porém Alice fechou a cara.

- Tudo bem, vou para o sul pegar alguns cervos – murmurou irritada, fitando a leoa muito ao longe – Pelo menos eles não se acham melhores do que a gente.

- De maneira nenhuma. Se você quer aquele animal – disse ele convicto, apontando para a leoa – Vou pegá-lo para você.

Alice sentiu as pernas fraquejarem. "Oh Céus!". A maneira como ele propôs pareceu terno, protetor. Mas ela logo ruborizou. "Que completa inútil eu sou", pensou.

- Deixe para lá, eu n...

- Não me faça mudar meu conceito sobre você, pequena – ele sorriu calorosamente – Quando você estiver suficientemente boa – "se for possível" completou mentalmente, sorrindo discretamente com o trocadilho – Deixo você pegar um urso do Canadá par mim – piscou e de repente ele já não estava mais ali, e sim em uma caçada animada atrás da leoa arrogante. Alice suspirou, entreabrindo os lábios em um sorriso bobo.

Alice o encarava. Ele tinha uma postura séria, intimidadora, típica de um soldado. Seu olhar não desviava do dela, parecendo concentrado. Ela é que não conseguiria se concentrar com aquele pedaço de perdição permanecesse ali, na sua frente.

" Tá, chega Alice. Concentre-se!"

- Me ataque, Alice – pediu ele calmamente – Do jeito que você pensa ser o certo.

- Tem cert...

- Anda logo.

Ela deu de ombros e em seguida pulos em cima dele com os braços estendidos na direção de seus ombros. Mas no instante seguinte ele já não estava mais na sua frente e sim nas suas costas, com uma mão em sua nuca e a outras segurando-a pela cintura para que ela não caísse.

- Previsível. Não ataque do modo que todos esperam. Surpreender é o melhor modo de acabar com uma luta rapidamente saindo no êxito. È por isso que muitos recém-nascidos morrem tão rápido. São previsíveis- sua voz rouca em seu ouvido a tirou de órbita um pouco. Aquele hálito fresco bateu em seu rosto. Mas cedo demais ele a soltou, voltando a ficar em sua frente.

- Vou para cima de você, agora. Do jeito certo – ele sorriu, zombeteiro, enquanto Alice lhe mostrava a língua.

Sem tempo para conversa ele sumira de sua frente com um pulo até o tronco de uma árvore bem ao seu lado. "Ele não é previsível", ela virou-se imediatamente para o outro lado, parando o braço de Jasper em seu pescoço. Mas isso não o deteve e ele usou o braço dela para dar um salto e imprensá-la contra uma árvore, segurando, agora, seus dois braços. Se inclinou para lhe falar no ouvido.

- Me ouça, Alice, preste atenção nas possibilidades, não libere seus braços na altura em que minha mão alcance. Eu sou o Monroe, lembre disso.

Quando ele a soltou ela virou-se para ele confusa.

- Seu coelho- ele revirou os olhos. Ao se dar conta, ela riu.

Ao longo de horas ficaram ali. Jasper lhe ensinara truques, o que ela não deveria fazer, os perigos, as técnicas. Alice e ele lutava quase no mesmo nível, agora, apesar de ela não ter conseguido vence-lo ainda. Seu sorriso presunçoso ia crescendo em sua face á medida em que a indignação e a impaciência dela também iam.

- Não cansou? – ele perguntou desviando por milésimos de segundos do punho certeiro de Alice, movimentando-se para o lado para prender seu braço e ela virou-se rapidamente para a sua frente– Acho que você está muito bem já.

- Nem pensar – ela murmurou puxando seu braço e o atirou longe. Ele se recompôs e segundos depois dirigiu seu punho para suas costelas, mas ela desviou graciosamente empurrando seus ombros contra uma árvore. Ele retirou rapidamente suas mãos dali, depois a jogou longe, mas ela caiu agachada, voltando a posição de ataque.

Então, bem tímido, um pingo caiu bem no nariz de Alice na mesma hora em que um caiu no braço de Jasper. Ele olhou para cima para averiguar se estava certo. Os diversos outros pingos que caíram lhe confirmaram. Chuva.

- Alice, está chovendo – disse ele desfazendo sua posição de ataque – Vamos para algum lugar seco.

Ela maneou a cabeça.

- Não, não. Quero continuar.

Ele franziu a testa

- Mas acho que você já está muito bem treinada, Alice – admitiu ele – Claro, precisa de alguns treinos a mais, mas podemos continuar depois – ele fez menção de virar e na mesma hora ela apareceu em sua frente.

- Não quero parar até que eu vença uma luta de você – ela o instigou e ele sorriu. "Teimosa."

- Você não vai ganhar. Eu so...

Antes que terminasse ela agarrou seu braço, torcendo-o e virando-o, antes de dar um mortal para trás dele.

- Não abaixe a guarda, soldado – ela repetiu suas palavras durante o treinamento, sorrindo para ele. Ele foi para cima dela e mais uma vez recomeçaram a se golpear, um se esquivando do outro.

A chuva, então, começou á cair pesadamente, encharcando as roupas deles. A camiseta de Jasper colara em seu corpo, revelando a perfeição dos músculos de seu tronco que antes a camisa tampava.

Mais uma vez Alice perdia o foco.

Mas estava no mesmo nível de Jasper, já que ele não conseguia parar de seguir as gotas grossas que batiam no corpo de Alice e escorregavam por toda a sua extensão.

Alice voou contra ele, parando sua mão á centímetros de seu pescoço, mas Jasper a segurou, girando-a de costas para ele. Ela escorregara na terra molhada sob seus pés e quase levou um tempo. Ela não se agüentou e começou á rir, seguida por ele.

Virou-se rápido, a fim de saltar sobre ele e fechar suas mãos em seus braços, torcendo-os em suas costas. Quando o fez eles cambalearam um pouco e riram feito duas crianças brincando de gato e rato.

Seus movimentos ficaram menos ágeis por conta das pesadas roupas que usavam. Alice tentava fazê-lo cometer um deslize para que ela o derrotasse ao menos uma vez.

Foi com o pensamento de finalizar a luta que ela foi para cima dele, que estava de costas para ela naquele momento. Ela se agarrou a sua camisa e quando ele foi tentar desviar ela escorregou outra vez, mas dessa vez ele não pretendia segurá-la, a fim de acabar com aquilo vencedor outra vez. Então Alice puxou seu braço. Se caísse, ele iria cair junto com ela e ela teria ao menos um empate.

Foram ao chão, no meio daquele tapete verde, misturado com barro preto do chão da floresta, rolando, rindo.

- Oh Céus! – Jasper riu com a cabeça escondida em algum lugar. Aos poucos foi parando de rir ao se dar conta de onde estava: por cima de Alice, com a cabeça afundada no vão de seu pescoço e sua coxa separava as pernas dela.

O riso dela também foi de desvanecendo, dando lugar a apenas um sorriso divertido. Jasper levantou a cabeça devagar e seus olhos se prenderam nos dourados dela. Estavam tão próximos que seus narizes se toavam, a respiração ofegante dela o atingia. Ele tinha completa noção de todo o corpo de Alice sob o seu e, apesar da chuva e da natureza vampírica, não estava com frio, ao contrário, estava quente ali – Você é tão linda – murmurou parecendo que falava consigo mesmo.

Seus lábios entreabertos eram convidativos demais. Se antes ele estava se segurando para não beijá-la, agora ele não conseguiu resistir.

Se inclinou vagarosamente até sentir a deliciosa maciez dos lábios dela nos seus, apenas roçando-os, antes de pressioná-los.

Alice sentiu um frenesi intenso. A textura de seus lábios tão bem desenhados era ainda melhor do que ela imaginara. Jaspe sentiu uma enorme necessidade de passar a ponta da língua neles para que eles se abrissem e pudesse se aprofundar aquele torturante pedaço do paraíso.

Mas era Alice ali. Ela era ingênua e nem ao menos se conheciam direito para ele ter toda essa liberdade. Havia sido uma falta de respeito para com ela, beijá-la assim, sem consentimento ou aviso prévio. Sentiu envergonhado ao se afastar dos lábios dela, sem muita vontade, e encará-la.

Aqueles lindos olhos grandes.

- D-Desculpe, Alice. Eu não devia...eu não...- sussurrou, tentando se desculpa enquanto a culpa lhe rondava e ele se levantava do corpo dela.

Mas Alice nem ouvira suas desculpas. Estava cega. Ou quase isso já que só enxergava a boca dele. Não conseguiu desviar o olhar dela enquanto sua boca salivava para tê-los contra os dela outra vez. Ela se levantou devagar a medida que ele também se levantava. Ela, ao contrário dele, não se achou ousada e sim necessitava. Necessitada do beijo dele.

Ela afundou seus dedos nos cachos desfeitos pela chuva e colou sua boca na dele e não precisou muito para ter a passagem que queria, tendo uma doce invasão. Sua língua encontrou a dele e um explorou a boca do outro em um beijo forte e sôfrego.

Passou seus braços em volta do pescoço dele e ele rodeou sua cintura. Alice nem percebeu, quando viu já estava sentada sobre suas coxas, em seu colo, e suas pernas o apertavam. Algumas coisas estavam acontecendo ali em baixo, ela podia sentir, e isso a estava deixando fora de si.

Não conseguiu evitar que um gemido escapasse de sua garganta. A boca dele, ávida na sua, rumaram para sua mandíbula, antes de descer para seu pescoço. Alice puxara seus cabelos, mas isso não pareceu incomodá-lo.

- Jasper – sussurrou entre um arquejo e outro.

Ela pôde sentir seu membro completamente abaixo dela á medida em que ela sussurrava seu nome em seu ouvido e dava gemidos fracos e roucos.

Mas Jasper sabia que aquilo não era certo. Não era daquele jeito que as coisas deviam acontecer. Sentiu-se culpado novamente e afastou seu rosto do dela para manter seus gemidos tentadores longe.

- Alice, pare – murmurou sério.

- O que? Não! Eu quero continuar...- ela fez menção de beijá-lo de novo, mas ele segurou seus pulsos.

- Não, acho melhor n...

- Me beije, Jazz – ela sussurrou, desesperada por mais – Quero que me beije de novo. Foi tão...bom! Faça isso, só...me beije de novo. – suplicou ela.

E ele não resistiu. Dane-se. A puxou pela nuca e pela cintura, tomando sua boa novamente – Você ganhou essa – murmurou entre seus lábios, aprofundando o beijo de uma maneira delirante...


N/A: Oii :)

Então, fiz essa notinha só para agradecer à carool. Obrigada, coração, vou continuar sim :)